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  • 06 de outubro de 2014

    Redação Inhotim


    educaçãomeio ambienteprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Semana da Criança no Inhotim

    Semana da Criança no Inhotim

    Para comemorar a Semana da Criança, o Inhotim apresenta uma programação especial entre 11 e 17 de outubro, com ações que se estendem até o fim do mês. As equipes do Instituto prepararam atividades lúdicas e educativas variadas, que incluem também os mais velhos! Confira abaixo e programe-se:

     

    Caça ao Tesouro

    Bússolas, mapas e enigmas ajudam os participantes a encontrar um tesouro escondido nos jardins do Inhotim.

    Quando: 11/10 (sábado) e de 14 a 17/10 (terça à sexta-feira), às 11h e às 14h

    Saída: recepção

    caça ao tesouro

    Colônia Pequenos Propositores

    Atividades em período integral para crianças de 4 a 7 anos. Pela manhã, enquanto os pais visitam o Inhotim, são realizadas atividades educativas. À tarde, eles são convidados a integrar uma ação criada pelas crianças e educadores.

    Quando: 12/10 (domingo) e 14/10 (terça-feira), de 11h às 12h30 e de 14h às 16h30

    Saída: recepção

    Limite de 10 vagas por dia. As inscrições podem ser feitas pela Central de Informações: info@inhotim.org.br

    Colônia de Ferias Inhotim

    Circuito Entre Borboletas

    Além de possuírem cores e formas incríveis, as borboletas têm grande importância para os ecossistemas. Em uma expedição pelo parque que leva até o Viveiro Educador, os visitantes descobrem curiosidades sobre a vida desses animais. A atividade é fruto de uma pesquisa científica desenvolvida no Inhotim, em 2013, que mapeou as espécies de borboletas existentes na área de visitação.

    Quando: 04, 05, 11, 12, 25 e 26/10 (sábados e domingos), às 10h30

    Saída: recepção

    Borboletas

    Espetáculo

    Buraco – dança para crianças

    Com passagens por Berlim, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a peça chega ao Inhotim e promete surpreender crianças e adultos. Para a coreógrafa Elisabete Finger, buracos são mais que simples aberturas: “são passagens para outros lugares, são portais para outros mundos”. Esse universo ganha vida com a coreografia, que explora relações espaciais como dentro e fora, vazio e cheio, aberto e fechado. A apresentação será seguida de uma oficina na qual as crianças podem interagir com o cenário da peça.

    Quando: 10 a 12/10. Sexta-feira e sábado, às 15h, domingo, às 13h30

    Local: Teatro do Centro de Educação e Cultura Burle Marx

    Entrada por ordem de chegada, 30 minutos antes do espetáculo. Lotação: 210 lugares. Oficinas: sábado, às 16h30, e domingo, às 13h. 25 vagas por dia. As inscrições podem ser feitas pela Central de Informações: info@inhotim.org.br

    Buraco

    Compre seu ingresso com antecedência aqui e aproveite a Semana da Criança no Inhotim.

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    30 de setembro de 2014

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    arteinauguraçãovisita

    Leitura: 3 min

    O jardim e outros mitos

    O jardim e outros mitos

    Desde o início de setembro, o Inhotim apresenta a mostra individual O jardim e outros mitos, da romena Geta Br?tescu. Ocupando parte da Galeria Lago, a exposição reúne trabalhos produzidos a partir da década de 1960 até 2012, e apresentam um amplo espectro da produção da artista e suas percepções sobre a condição feminina e o fazer artístico.

    Atualmente com 88 anos, Geta Br?tescu estudou na Faculdade de Letras e no Instituto de Belas Artes de Bucareste. Assim como em outras ditaduras do Leste Europeu, a cena artística romena ficou dividida entre a “arte oficial”, cujo objetivo era a propaganda do Estado, e as produções que surgiam fora das instituições públicas, de forma marginalizada. Foi nesse contexto que Br?tescu produziu durante três décadas e atuou como ilustradora do jornal cultural Secolul 20. Alguns trabalhos feitos para a publicação podem, inclusive, ser vistos na mostra.

     

    Nuduri

    Desenhos de carvão e nanquim sobre papel da série “Nuduri” (1975), parte da exposição “O jardim e outros mitos”.

    Colagens, litografias, ilustrações de livros, fotografias, gravuras, tapeçarias, filmes experimentais e vídeo-performances estão entre os suportes utilizados por ela. No Inhotim, alguns de seus trabalhos trazem referências da antiguidade clássica e da mitologia grega. É o caso da série Medea, representação da personagem mítica que trai a família para viver com seu grande amor, Jasão. Ao descobrir-se trocada por outra mulher, Medeia tira a vida de seus próprios filhos como forma de vingança.

    Como outros artistas, Br?tescu visitou áreas industriais do país e lançou mão desse contexto como fonte de inspiração para sua produção. A forma circular das caldeiras, dos medidores de pressão, das rodas dos trens de ferro pode ser observada em várias obras, como Circles (2012). Seria o círculo um princípio metafórico? O regime comunista da Romênia poderia ter seus momentos de ascensão e queda narrados por meio da figura do círculo? Essas são apenas algumas reflexões que emergem do trabalho da artista. Não deixe de conferir!

    Magno Silva, educador de arte do Instituto Inhotim

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    25 de setembro de 2014

    Rosalba Lopes

    Gerente de Pesquisa, Projetos e Patrimônio do Instituto Inhotim


    artebotânicacomunidadeexposiçãoprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    Beleza cotidiana

    Beleza cotidiana

    Até 28 de setembro, próximo domingo, o Inhotim participa da Primavera de Museus, evento nacional promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que, em 2014, traz o tema Museus Criativos. Entre as atrações da programação do Instituto, está a exposição Beleza Cotidiana, uma proposta de apresentar a relação que os brumadinenses estabelecem com o belo, convidando à reflexão sobre a sensibilidade humana e suas múltiplas manifestações.

    Os laços afetivos e a vida cotidiana também são temas acessados pelas imagens que o fotógrafo Marcelo Coelho produziu com maestria, ao enquadrar as orquídeas cultivadas nas casas dos moradores do município. Nas narrativas que compõem a exposição, é possível perceber um pouco da subjetividade dos cidadãos deste município, cuja riqueza cultural se expressa no senso artístico de seus músicos, na religiosidade e ritmos marcantes das Guardas de Congado e Moçambique. Enfim, na manutenção de rituais que ainda fazem ver a herança rural sobrevivente nessa sociedade em rápida transição para os padrões urbanos que marcam o modo de vida contemporâneo.

    Nas flores e frases, morte, memória, vida, celebração e a importância do cuidar se revelam em uma explosão de beleza, harmonicamente apresentada em projeto expográfico de Esther Mourão (Ticha). Temas e flores que também surgem do trabalho delicado das artesãs do Médio Vale do Paraopeba que, com seu fazer, descortinam uma primavera construída por mãos humanas, conforme se vê nos arranjos florais que compõem a exposição.

    Beleza Cotidiana resulta, ainda, de um persistente trabalho de pesquisa realizado em Inhotim, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o território e, assim, propor ações que valorizem a identidade local. Somente no âmbito desse conjunto de pesquisas seria possível a escuta que nos coloca frente a interrogações como a de Ângela Magela, cultivadora de orquídeas em Brumadinho, ao questionar: “A beleza é insofismável, não é?”.

    Convidamos você a mergulhar neste universo de beleza e sensibilidade.

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    25 de setembro de 2014

    Redação Inhotim


    arteprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    Hélio Oiticica nas telonas de BH

    Hélio Oiticica nas telonas de BH

    Nesta quinta-feira, 25/09, estreia em Belo Horizonte o documentário Hélio Oiticica, um mergulho na trajetória do carioca homônimo que uniu reflexão à criação artística. Produzido em 2012 pela Guerrilha Filmes e dirigido por César Oiticica Filho, sobrinho de Hélio, o filme lança mão de um grande material de arquivo do artista e retrata a evolução de sua carreira e a efervescência cultural dos anos 1960.

    Com a voz de Hélio Oiticica como fio narrativo, o documentário permite um mergulho em seu pensamento, trajetória e intimidade. A extensa pesquisa de imagens realizada para a produção faz com que o espectador acompanhe o desenvolvimento de Oiticica: seu início junto ao Grupo Frente; o surgimento do Neoconcretismo; a criação dos Bólides, Penetráveis, Núcleos e Parangolés; o envolvimento com a Tropicália; o período em Nova York; até a volta ao Brasil.

    Antes de desembarcar na capital mineira, a produção passou por mais de 20 festivais internacionais e recebeu diversos prêmios, como o de melhor documentário no Festival do Rio, em 2012, o prêmio especial do júri no Festival de Filme e Livro de Arte 2013 (FILAF), em Perpignan, na França, e o Caligari, prêmio da crítica do Festival de Berlim de 2013, na Alemanha.

    O lançamento do filme em Minas reflete a forte relação que Oiticica manteve com o estado. Em abril de 1970, participou, em colaboração com Lee Jaffe, da mostra e manifestação Do Corpo a Terra, realizada no Palácio das Artes e no Parque Municipal. Nesse evento histórico, estavam também Cildo Meireles, Carlos Vergara, Franz Weissman e Artur Barrio. Já no Instituto Inhotim, em Brumadinho/MG, Oiticica possui importantes obras em exposição, como as Cosmococas, cinco salas sensoriais criadas em parceria com o cineasta Neville d’Almeida.

    Confira o trailer:

    Hélio Oiticica – Trailer Oficial – HD from GUERRILHA FILMES on Vimeo.

    Diretor

    Nascido no Rio de Janeiro, em 1968, Cesar Oiticica Filho iniciou seus estudos sobre imagem em um curso técnico de fotografia em Manaus. Em 2010, realizou o curta Invenção da Cor, em que Hélio Oiticica fala de seus projetos para espaços públicos, em particular do Magic Square, em exibição no Inhotim. Trabalha atualmente com multimeios. Há 15 anos é curador do Projeto Hélio Oiticica e, junto com Fernando Cocchiarale, da exposição Hélio Oiticica, Museu é o Mundo, que gerou um livro, do qual é organizador. Finalizou em 2012 o documentário Hélio Oiticica.

    Serviço

    Hélio Oiticica

    Documentário | 95 min | Cor | Áudio Dolby | Brasil | 2012

    Exibição: Cine 104 (Praça Ruy Barbosa 104 – Centro – Belo Horizonte/ MG), a partir de 16/10, às 17h e 20h40.

    Ficha Técnica: Roteiro e Direção – Cesar Oiticica Filho. Pesquisa de Imagem – Antonio Venancio. Empresa produtora – Guerrilha Filmes. Produção Executiva – João Villela, Juliana Carapeba, Felipe Reinheimer e Cesar Oiticica Filho. Fotografia – Felipe Reinheimer. Figurino – Julia Ayres. Supervisão de Montagem – Ricardo Miranda. Montagem – Vinicius Nascimento. Música Original – Daniel Ayres e Bruno Buarque de Gusmão.

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    19 de setembro de 2014

    Rosalba Lopes

    Gerente de Pesquisa, Projetos e Patrimônio do Instituto Inhotim


    brumadinhocomunidadehistória

    Leitura: 4 min

    A Festa da Colheita em Brumadinho

    A Festa da Colheita em Brumadinho

    Festa da Colheita é agradecimento pelos primeiros frutos, é celebração das primícias. Fala da prosperidade, do nascimento daquilo que foi semeado. Na longa tradição que acompanha a humanidade desde o domínio da agricultura, e particularmente, na tradição católica, ela ocorre ao final da safra e seu principal sentido é a oferenda. Na comunidade quilombola de Marinhos, em Brumadinho, o evento ocorreu no último domingo, 14/09.

    Ao longo da celebração, os agricultores agradeceram pelo milho, abóbora, cana, feijão e até pela lenha produzida na comunidade, cujo grupo de roça – Quem planta e cria tem alegria – é expressão fiel do que se viu ao longo do dia. A comunidade cantou, festejou e comemorou. Tudo deliciosamente acompanhado pelo frango com ora-pro-nóbis. Antes que a produção chegasse às mesas das instituições para as quais foi doada, ela foi saudada pelo canto dos violeiros e pelo jogo de capoeira dos grupos locais. Foi também reverenciada pelas mulheres da comunidade, com sua dança da peneira. Coreografia que faz lembrar que os modos de fazer podem atravessar os séculos e sobreviver em rituais antes praticados em torno das fogueiras, hoje em torno da colheita, mas sempre sustentados pela noção de pertencimento.

    Foto: Daniela Paoliello

    Mulheres celebram os primeiros frutos da estação. Foto: Daniela Paoliello

    Por fim, a produção foi abençoada em missa dedicada ao ofertório. Para além da colheita, os moradores ofereceram a rica e longeva tradição cultural que sobrevive na comunidade, como demonstra o emocionante grupo que, a certa altura, ergue um de seus meninos e canta a importância da solidariedade na vida da comunidade: “[…] de onde nós vem? Nós é do quilombo, é negro por negro”, expressão que dá nome ao grupo. O evento se encerrou com a apresentação das crianças e jovens que participam do projeto de iniciação musical em percussão, desenvolvido pelo Inhotim, tendo à frente o músico Rei Batuque – também um quilombola – em uma demonstração do conhecimento e profundo respeito que o Instituto tem pelas manifestações culturais presentes no território que o abriga.

    Foto: Daniela Paoliello

    Integrantes do grupo de percussão do Inhotim se apresentam na Festa da Colheita. Foto: Daniela Paoliello

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