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  • 22 de maio de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 3 min

    Tempo frio faz mais de mil orquídeas florescerem no Inhotim 

    Tempo frio faz mais de mil orquídeas florescerem no Inhotim 

    Quem visita o Inhotim em diferentes épocas do ano tem a oportunidade de perceber as manias da natureza. Na primavera, as Bouganvillas florescem com suas cores vibrantes. No verão, é a vez das Vandas, orquídeas que adoram o clima quente para brotarem. Quando o frio começa a chegar, é a vez de observar vindo com o outono também as cores do Cipreste-do-Brejo. E é só o inverno se aproximar para reparar em mais um espetáculo botânico: o Largo das Orquídeas com mais de quinhentos botões abertos, como está agora. Você já passou lá pra ver?

    As mudas de Cattleya walkeriana chegaram ao Inhotim em 2016, por meio de uma parceria com a Orchid Brazil  que complementou ainda mais nosso jardim botânico com as 17 mil orquídeas distribuídas em 48 palmeiras nativas e exóticas.  Essa espécie de orquídea é nativa de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, típico do Cerrado, e adora o clima seco e frio. Por aqui, elas crescem firmes e fortes, aos cuidados da jardineira Edna e da equipe de fitossanitarismo composta por Leandro, Afonso, Carlos e Sergio, responsáveis pela sanidade e pelo tratamento das plantas. Além disso, esse jardim recebe visitas frequentes da equipe da Orchid Brazil, que dá suporte na manutenção e acompanha o desenvolvimento delas.

    Os cuidados com essa legião de orquídeas acontecem durante todo o ano, conduzidos por Juliano Borin, engenheiro agrônomo do Instituto. Segundo ele, nas épocas sem flor, elas precisam de duas regas semanais. “Fazemos a adubação de manutenção uma vez por mês, com um adubo equilibrado. Já em janeiro e fevereiro, fazemos uma adubação para favorecer o florescimento. É um adubo com mais potássio”, explica. Na época de floração, as regas e a adubação são suspensas, para preservar a durabilidade das flores. Por se tratar de uma planta rústica, de acordo com Borin, a espécie não exige muita mão de obra. “É uma planta nativa. Isso facilita sua adaptação  à temperatura e aos insetos”.

    Durante a manhã, por volta das 11h, é possível sentir o cheiro emanado pelas flores, responsável por atrair as abelhas polinizadoras. Todo ano a floração é o dobro do ano anterior e, por isso, a expectativa é de ver o nosso Largo com mais de mil botões florindo no auge do inverno de 2019.

    Você vai perder? Venha conhecer esse e todos os nossos outros jardins Temáticos!

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    24 de abril de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 3 min

    Esperança em forma de música: Orquestra da Maré se apresenta no Inhotim

    Esperança em forma de música: Orquestra da Maré se apresenta no Inhotim

    “A arte é um impulso. É essa mensagem que queremos passar para Brumadinho e para quem está no Inhotim”. Desse jeito, Carlos Eduardo Prazeres, fundador da Orquestra Maré do Amanhã, define a missão dos jovens e das crianças durante as apresentações do grupo na cidade e no Parque durante o próximo final de semana. No sábado (27/4), a orquestra faz show em Brumadinho durante o evento “A Arte Abraça Brumadinho”. Já no domingo, o palco será no Inhotim, aos pés do Tamboril, às 14h30.

    Carlos fundou a orquestra no Complexo de Favelas da Maré em 2010, como forma de continuar o sonho do pai: ensinar música a crianças e adolescentes de comunidades vulneráveis. O maestro Armando Prazeres foi assassinado um ano antes depois de ter sido sequestrado no bairro Laranjeiras. O carro dele foi encontrado na região da comunidade onde hoje seu filho conduz o projeto que realiza sua vontade de levar oportunidade e cultura para 3500 jovens entre 4 e 18 anos. “Foi a minha forma de transformar dor em esperança”, relembra.

    Hoje em dia, a Maré do Amanhã conta com a orquestra mirim e com a orquestra infanto-juvenil formando musicalmente jovens da comunidade. Durante este processo, talentos e vocações genuínas são identificados pelos professores e professoras. Esses alunos são convidados a integrar o  braço profissionalizante do projeto: a Camerata Jovem Maré do Amanhã.

    Quem faz parte desse núcleo recebe uma bolsa mensal de um salário mínimo. “Já viajamos até para Roma, para tocar para o Papa. Agora é a vez de levar a nossa música para quem mora em Brumadinho, para os bombeiros que trabalham arduamente desde o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, e para os visitantes do Inhotim. Da mesma forma que a música apazígua a vida desses jovens músicos que vivem na pele, diariamente, tantas formas de opressão, eu penso que também pode apaziguar quem está vivendo esse momento de dor e luto”, diz Carlos.

    Durante a apresentação no Inhotim, a orquestra escolheu coletivamente um repertório diversificado. “Vai ter Asa Branca, vai ter Milton Nascimento, vai ter forró e até Michael Jackson”, adianta Carlos. O ingresso do show está incluído na entrada para o Inhotim, que custa R$ 44 (inteira). Para comprar o seu e confirmar sua presença, é só clicar aqui!

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    24 de abril de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 2 min

    Lenine no Inhotim

    Lenine no Inhotim

    Itaú e Inhotim apresentam: Lenine em Trânsito.

    O cantor pernambucano Lenine retorna ao Inhotim no dia 27 de abril (sábado) para uma tarde de muita música e histórias com a turnê “Lenine em Trânsito”, que traz grandes sucessos dos seus mais de 30 anos de carreira e canções inéditas. O show é patrocinado pelo Itaú e faz parte da programação cultural e educativa de 2019 do Inhotim, que busca ajudar na recuperação de Brumadinho ocupando o Instituto com uma agenda especial e ressignificando a região. Essa agenda é o nosso convite para que as pessoas se aproximem e vivam experiências que possibilitem transformar e serem transformadas. Confirme presença.

    Observação: O ingresso para o show dá direito à entrada no Inhotim. Aproveite para visitar galerias, obras e jardins das 9h30 às 17h30. O show inicia às 15h.

    Confira quem tem direito a meia-entrada:

    — Amigos do Inhotim
    – Crianças de 6 a 12 anos;
    – Idosos acima de 60 anos;
    – Pessoas com deficiência e seus acompanhantes;
    – Estudantes;
    – Professores das redes formais pública e privada de ensino;
    – Funcionários da Vale;
    – Clientes Fiat Club Premium mais um acompanhante;
    – Participante do Clube de Assinantes Estado de Minas mais um acompanhante;
    – ID Jovem;
    – Moradores de Brumadinho participantes do programa Nosso Inhotim.

    Compre seu ingresso: inhot.im/leninenoinhotim

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    23 de abril de 2019

    Thais Schiavo

    Arquiteta


    Leitura: 9 min

    De olhos bem abertos para a arquitetura do Inhotim

    De olhos bem abertos para a arquitetura do Inhotim

    Resolvi conhecer o Inhotim depois de ver no Instagram as fotos de um amigo que tinha feito essa viagem recentemente. Olhei para aquele lugar, por meio da tela do celular, e me deslumbrei de repente. Um tempo depois, organizei o passeio para ir com minha família, e me lembro como se fosse hoje da sensação de entrar na Galeria Claudia Andujar (G23) pela primeira vez. As luzes, a sombra, o corredor que nos leva até a primeira sala, os tijolos… era tudo feito de uma forma muito especial para abrigar um trabalho tão potente como o dela. No último carnaval, dois anos depois dessa visita, decidi voltar para colocar em prática um projeto pessoal: escrever conteúdos sobre arquitetura para compartilhar com quem gosta no meu site. Não existia nenhum lugar melhor para começar a costurar palavras sobre projetos que admiro.

    Meu encantamento pela Galeria Claudia Andujar começou pelo corredor de acesso, que já emociona à primeira vista. A composição de tijolos artesanais dispostos de forma inusitada nos convida a conhecer o interior da galeria. Os tijolos estão dispostos de forma ritmada, o que torna o edifício único, criando uma relação incrível de cheios e vazios, realçando um interessante jogo de luz e sombra e dialogando de forma sensível com as obras fotográficas expostas no espaço.

    A fachada, assim como algumas áreas internas, é revestida pelos mesmos tijolos, trazendo identidade ao projeto. Além disso, me chamou a atenção a iluminação zenital, proporcionada por diferentes vazões de raios solares na cobertura da edificação. Esse tipo de disposição de luz, junto à abertura de vidros no interior, permite uma forte integração com a área externa. Ao visitar essa galeria, pare e perceba o efeito sinestético que a materialidade, a disposição dos espaços, a paginação ritmada dos tijolos e a sutileza da luz invadindo gentilmente o espaço lhe proporciona.

    Design sem nome (8)

    Não muito longe dali está a Galeria Miguel Rio Branco (G16), com uma volumetria escultórica que chama atenção à primeira vista. Observando de longe o prédio, fica evidente a forma do pavimento superior suspenso em um grande declive. A forma remete a um monólito com inclinações variadas, agressivo e frio. Fechado, sem janelas, e com vedação em aço, cria uma atmosfera sombria que dialoga com as obras abrigadas no prédio. Por meio de fotos, vídeos e projeções com cores vivas, a curadoria reuniu ali trabalhos que retratam recortes de realidades vulneráveis, como a Série Maciel (1979), realizada no Pelourinho, em Salvador. Para compensar a escuridão das salas, o acesso a elas é feito por uma escada iluminada pelos feixes de luz do sol que a abertura zenital proporciona.

    miguel rio brano

    Passando pela rota rosa do mapa, subimos até a galeria Doug Aitken (G10), onde está o Sonic Pavillion (2009), popularmente conhecido como “O Som da Terra”. Esse projeto se destaca pela maneira como a construção trabalha a relação entre forma e função. Trata-se de um pavilhão, composto de vidro e aço, de formato circular, revestido por uma película plástica. Ao centro dele, um poço tubular com cerca de 200 metros de profundidade dotado de um sofisticado sistema de microfones que (pasmem!) amplifica o som da Terra em tempo real! Muitos visitantes escolhem contemplar o som em um banco de madeira que circunda o perímetro da galeria. O fato de se sentarem em forma de círculo, com o poço ao centro do espaço, traz o efeito sinestésico de apreciação sonora necessário para uma obra como esta. A experiência é transformadora!

    Design sem nome (9)

    Outro grande exemplo de sintonia entre forma e função é a Galeria Cosmococa (G15). Sua volumetria externa é composta por cinco salas de experimentação conectadas por um hall central. Ao entrar, os visitantes podem transitar livremente entre as salas de experimentação, na ordem em que preferirem. Inclusive, na visão do artista Hélio Oiticica, o visitante aqui vai além da passividade costumeira, quando se trata de museus e galerias de arte. Procurando desconstruir a lógica estabelecida entre observador e objeto, para ele, todos que entram nas Cosmococas são “participadores”, por terem um papel ativo na tarefa de conferir sentido à obra.

    Sobre a fachada, o revestimento em pedras difere a galeria das demais, trazendo um conceito único e monumental ao projeto. Em contrapartida, a cobertura verde acessível pelo nível mais alto do parque, integra o projeto ao paisagismo, proporcionando um extenso espaço de contemplação e contato com o horizonte. É uma experiência fenomenal visitar a esse lugar!

    Design sem nome (10)

    Na mesma rota da Galeria Cosmococa, encontramos a Galeria Adriana Varejão (G7), com formas que podem parecer rígidas, mas que permitem fluidez de percursos, já que pode ser visitada a partir do pavimento térreo e também pela cobertura do edifício. Em contraste com sua forma brutal e a materialidade em concreto armado, os espelhos d’água em formatos geométricos imprimem leveza e refletem a natureza que circunda o edifício. As aberturas também são zenitais e iluminam indiretamente as obras de arte de forma poética e sensível. Trata-se de mais um exemplo da integração entre arquitetura, arte e natureza no Instituto.

    Design sem nome (7)

    Por fim, não poderia deixar de expressar o meu encantamento pela Galeria Psicoativa Tunga (G21). Seu pavilhão amplo, diferente das galerias que já citei aqui, confere um caráter flexível no que se trata de exposição de obras de arte. O pé direito alto, a fachada livre e um grande espaço interno permitem a exposição de diversos tipos e tamanhos de trabalhos artísticos sob diversos pontos de vista. Foi ali que vi aquela belíssima obra À Luz de Dois Mundos (2005).

    Design sem nome (11)

    Essas, para mim, são as galerias com arquitetura mais marcantes no Inhotim. Enquanto algumas apresentavam forte relação entre a espacialidade e a obra exposta, como as Galerias Doug Aitken e Cosmococa, outras apresentam caráter mais flexível e mutável, como a Galeria Cláudia Andujar e Adriana Varejão. Outra diferença marcante entre elas é a materialidade. As escolhas feitas no momento de definir qual o material que seria empregado em cada projeto ajudou a definir o caráter e a identidade de cada uma. Em comum entre todas elas, há o forte padrão de integração entre o que existe por dentro – obras de arte – e o que existe por fora – paisagismo.

    Para mim, visitar Inhotim é ter contato com outras possibilidades de vivência da arte e da natureza. Mais do que é possível expressar em um texto, cabe a cada um experimentar as diversas sensações que as galerias, as obras e os jardins despertam de forma particular em nós.

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    18 de abril de 2019

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Inhotim para Todxs beneficia integrantes de programas sociais

    Inhotim para Todxs beneficia integrantes de programas sociais

    Representantes das secretarias de Saúde e de Desenvolvimento Social de Brumadinho, Mário Campos e Sarzedo oficializaram, nessa quarta-feira (17), suas participações no programa Inhotim para Todxs. O projeto socioeducativo permite o acesso de integrantes de programas sociais, associações e grupos comunitários aos acervos e espaços do Instituto, com isenção da entrada no Parque. Mais de 94 mil pessoas já foram beneficiadas pela iniciativa, desenvolvida desde 2011.

    Para os três municípios citados, além da gratuidade e do acolhimento, os grupos têm transporte gratuito de ida e volta ao espaço. São atendidas instituições públicas e de organizações da sociedade civil, como Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Organizações Não Governamentais (ONGs).

    Em 2018, foram realizados mais de 11 mil atendimentos de 99 cidades de Minas Gerais, a maioria da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), além de Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

    Para 2019, a meta é potencializar esse acolhimento. Segundo a diretora executiva do Instituto Inhotim, Renata Bittencourt, o projeto reforça o caráter inclusivo da Instituição. “O programa potencializa o alcance dos relacionamentos do Inhotim, trazendo um público com perfil diversificado. Por meio do acolhimento especializado da equipe Educativa, crianças, jovens, idosos e demais participantes podem desfrutar da beleza do nosso Jardim Botânico e se relacionar com as obras”, comenta.

    Além da democratização do acesso ao Instituto, o Inhotim para Todxs contribui com o repertório cultural desse público. “O trabalho é bem mais amplo do que a adequação de espaços físicos. É o debate da acessibilidade de forma mais completa e plena, aumentando a aproximação com a arte, a botânica e um bom conteúdo em geral”, observa Lidiane Arantes, supervisora de Educação do Inhotim.

    Os agendamentos para o programa começaram nessa terça-feira (16) e podem ser feitos por quaisquer instituições públicas e organizações da sociedade civil, por meio dos contatos: 3571-9733 e inhotimparatodxs@inhotim.org.br.

    O Inhotim para Todxs tem o patrocínio do Instituto Unimed BH.

    Depoimentos

    “O projeto é de suma importância para a retomada da vida normal de Brumadinho, uma vez que nossos atendimentos, até então, estavam concentrados para a população mais atingida pelo rompimento da barragem”.

    Jane Mota, assistente social, representante da Secretaria de Desenvolvimento Social de Brumadinho.

    “O Inhotim para Todxs contribui para darmos mais oportunidades a quem não tem acesso à cultura”.

    Marcelina Maria Campos França, secretária de Desenvolvimento Social de Mário Campos.

    “O impacto desse projeto é muito positivo para nossa cidade. Ter um local maravilhoso como o Inhotim e próximo a nós é muito importante. É mais do que lazer, é cultura”.

    Adílio Gonçalves de Oliveira, assistente social, representante da Secretaria de Desenvolvimento Social de Sarzedo.

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