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  • 23 de maio de 2020

    Gerência de Educação


    Leitura: 5 min

    As vibrações de uma música na mediação

    As vibrações de uma música na mediação

    Esta semana foi comemorada a 18ª Semana Nacional de Museus, que começou com o Dia Internacional do Museu (comemorado em 18 de maio), e vai até domingo (24/05).

    Os temas mudam anualmente e o ICOM (Conselho Internacional de Museus) definiu para 2020: “Museus para a Igualdade: diversidade e inclusão”. As equipes de Atendimento e Educativo escolheram então falar sobre a mediação de uma obra (uma das mais queridas pelo público!) com os surdos: Forty Part Motet (2001), de Janet Cardiff.

    O Inhotim, como instituição museal democrática, tem um núcleo de trabalho sobre a mediação em Libras, construídas em conjunto com o público surdo. Quem já teve a chance de nos conhecer, sabe que no parque essa experiência é amplificada: os espaços do Inhotim são repletos de cores, cheiros e sabores. 


    O monitor Juan Santos convida o público a participar da programação especial do Setembro Azul, realizada em 2019. Vídeo: Jefferson Torres e Juan Santos.

    Som e mão na caixa

    Os surdos têm uma forma diferente de perceber o mundo, através de experiências visuais e sensoriais. Então como um museu pode propiciar mediações considerando esse outro estar no mundo?  

    Ao contrário do que muita gente pensa, as obras sonoras também estão incluídas nos trajetos das visitas em Libras. É o caso da Forty Part Motet (2001), de Janet Cardiff.

    Quando chegamos na sala, o convite é para que o grupo se sente no centro e preencha o vazio deste espaço. O público surdo é convidado a observar as caixas, a sala branca e a paisagem ao entorno, e propomos um diálogo sobre a história da obra e da artista.

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    “Forty Part Motet”, 2001, Janet Cardiff, vista da instalação. Foto: William Gomes

     Depois, a equipe estimula que as pessoas percorram a sala e toquem em cada uma das caixas para sentir as diferentes vibrações. Presenciamos o entusiasmo delas à medida que vão passando por cada uma das caixas de som e sentindo as diferentes vibrações correspondentes às diversas entonações das vozes.

    “A parte mais marcante foi quando coloquei a mão nas caixas de som, pois é nesse momento que dá para sentir a música. Consegui sentir melhor os sons mais fortes, e com a ajuda da equipe, consegui decifrar o gênero musical”, conta Clarice Alves, professora surda que participou de uma visita.

    Assim, receber o público surdo no Instituto é um compromisso de tornar os espaços culturais mais acessíveis. É uma experiência incrível estar e vivenciar Inhotim com este público!

    ____
    Lidiane Arantes –Coordenadora de Educação
    Gabriel Correa –Supervisor de Atendimento
    Diego Reis – Líder da Equipe de Atendimento
    Selena Diniz – Mediadora de Projetos
    Fernanda Morais – Monitora de Área
    Juan Santos – Monitor de Área

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    15 de maio de 2020

    Equipe de Gestão Ambiental Inhotim


    ClimaJardim BotânicoMudanças ClimáticasMuseum Week

    Leitura: 6 min

    Mudanças Climáticas: Um desafio de todos

    Mudanças Climáticas: Um desafio de todos

    Nos últimos 150 anos, o crescimento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera provocou mudanças significativas no clima global. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o aumento na concentração desses gases está relacionado diretamente com a  queima de combustíveis fósseis, a produção de energia elétrica, o desmatamento, as queimadas e o desperdício de alimentos.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) define a mudança do clima como um dos maiores desafios de nosso tempo. Por meio da Agenda 2030, a ONU criou 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). e um deles, o ODS 13, prevê uma ação global de combate à mudança climática e seus impactos por meio da educação, da integração de medidas nas políticas públicas e da capacitação, especialmente de mulheres, jovens e comunidades locais, em ações de gestão que envolvam esse tema.

    Tabela dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

    Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://nacoesunidas.org/tema/agenda2030/.

    O COMPROMISSO COM O CLIMA

    Agir em prol do clima é uma incumbência compartilhada entre governos, empresas, sociedade civil e organizações.  O Instituto Inhotim colabora em diversas frentes.

    1. Uma delas está ligada ao sequestro de carbono. Por meio desse processo, as plantas absorvem o gás carbônico da atmosfera e o transformam em oxigênio. Nesse sentido, o trabalho do Inhotim enquanto jardim botânico para a preservação de maciços florestais e o plantio constante de espécies nos jardins é uma das contribuições possíveis.

    2. A criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Inhotim é outro exemplo. Em 2014, a RPPN que contava com 145 hectares de mata preservada foi ampliada para 249,36 hectares, possibilitando a perenidade dessa vegetação nativa que, além de prestar vários serviços ambientais, também é uma ferramenta de sequestro de carbono.

    3. Ampliar o índice dos resíduos enviados para a reciclagem é uma meta importante porque, além de outros benefícios socioambientais, também se reverte na redução de emissões de GEE. Em 2019, houve um aumento de 41,09% em relação ao ano anterior na quantidade de resíduos doados pelo Inhotim para a Associação de Catadores do Vale do Paraopeba (ASCAVAP), localizada em Brumadinho.

    4. Outra ação de destaque é o fortalecimento do trabalho de compostagem. As podas geradas na manutenção dos jardins e os restos de alimentos vegetais crus dos restaurantes são as matérias-primas da compostagem realizada pelo Inhotim. Nesse processo, o que era resíduo retorna aos jardins na forma de composto orgânico para enriquecer o solo, com a vantagem de não contribuir com a liberação de gases que surgiriam durante a decomposição.

    Compostagem

    Equipes trabalham na transformação de restos de alimentos e folhagens em adubo, fora da área de visitação do Instituto. | Foto: William Gomes (registrada antes da pandemia).

    JÁ CONTRIBUIU COM ALGUMA AÇÃO HOJE?

    Despertar um olhar crítico sobre como atuar para mitigar os efeitos das mudanças climáticas também é importante. Pequenas atitudes podem gerar impactos positivos. Assim, reflita sobre como você pode evitar o desperdício de alimentos e priorize a compra de produtos sustentáveis e locais, pois é uma forma de não colaborar com o desmatamento ilegal e contribuir com a geração de emprego e renda para a sua região. Se você está saindo de casa, experimente ir de bicicleta (usando máscara) para reduzir a queima de combustíveis fósseis. Reflita sobre a geração e destinação dos seus resíduos, e sempre que possível, envie-os para a reciclagem. É hora de fazer a diferença pela preservação do planeta. 

    ____
    Bianca Paulino – Assistente Ambiental
    Filipe Framil – Analista Ambiental sênior

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    12 de maio de 2020

    Marcelo Martins


    Leitura: 7 min

    Inhotim na quarentena: 5 dicas do que preparamos para você ficar mais perto da gente!

    Inhotim na quarentena: 5 dicas do que preparamos para você ficar mais perto da gente!

    Desde que suspendemos temporariamente a abertura do museu, no dia 18 de março de 2020, as equipes do Inhotim se uniram para pensar em meios de continuar em contato – entre si e com o público. No parque, os jardineiros e técnicos trabalham em regime de escala reduzida, para preservar as obras e as plantas. Os times se reúnem virtualmente várias vezes por semana, planejando ações para quando o Inhotim reabrir.

    E para continuar próximo ao nosso público, preparamos várias ações para você conhecer mais os nossos acervos e amenizar a sua saudade do Inhotim (e a nossa do parque cheio também!).

    Para a estreia do Inhotim na Museum Week 2020 (o tema hoje é “Cultura na Quarentena”), veja abaixo cinco dicas para você ficar pertinho da gente!

    Exposição “Visão Geral”  no Google Arts & Culture

     A exposição debate aspectos da escultura contemporânea, como abstração, tridimensionalidade e ressignificação de objetos do cotidiano. Trabalhos de Alexandre da Cunha, José Damasceno, Iran do Espírito Santo, Laura Vinci, Marcius Galan e Sara Ramo fazem parte da mostra. A versão presencial da exposição foi aberta em 2019 e para o período da quarentena, elaboramos a versão digital da exposição com depoimentos dos artistas em vídeo e áudios do curador associado do Instituto, Douglas de Freitas, explicando cada obra.  Com as ferramentas de zoom, da plataforma, é também possível chegar bem pertinho das obras. 

    Wallpapers botânicos

    Nossos jardins são tão amados pelo nosso público, que resolvemos levar um pedacinho do Jardim Botânico do Inhotim para cada um: fotos inéditas para serem baixadas como wallpapers no celular. Acesse nosso perfil do Instagram e baixe as imagens nossos destaques! São seis opções de imagens feitas pelo renomado fotógrafo João Marcos Rosa, que já fez trabalhos para a National Geographic, e foi convidado a registrar a transformação dos jardins ao longo do ano. 

    Séries Bastidores e Retrato 

    Diretamente do ateliê dos artistas ou da sala de restauros do Inhotim, você fica sabendo sobre o processo criativo envolvido na elaboração dos trabalhos artísticos. Os dois primeiros episódios já estão no ar, no nosso canal do IGTV: o primeiro é uma conversa com Laura Vinci em seu ateliê; o segundo mostra a equipe de conservação do Inhotim, contando sobre o restauro de uma obra de Sandra Cinto. Já a série Retrato é uma coletânea de vídeos gravados entre 2011 e 2014, contendo entrevistas com artistas, curadores e técnicos envolvidos nas montagens de obras expostas no Inhotim. Por mostrar o processo de criação na arte contemporânea, trata-se de uma excelente referência para pesquisas e estudos no campo das artes. Disponibilizados pela primeira vez no ambiente virtual, os materiais foram digitalizados com legendas em inglês. Acesse aqui o primeiro episódio, protagonizado pela artista Adriana Varejão. As séries também estão disponíveis no nosso canal do YouTube. O segundo episódio sai em junho, e é sobre a artista Doris Salcedo.

    Série Diálogos

    Neste sábado, vem mais uma novidade por aí: vamos estrear a Série Diálogos, uma conversa feita por diversos representantes do Instituto para abordar os universos da arte e da botânica. A primeira convidada é a artista Sara Ramo, que vai falar sobre seus trabalhos com o curador associado do Inhotim, Douglas de Freitas. Anote aí: Diálogos estreia às 11h no nosso perfil no YouTube e IGTV. Confira o bate-papo!

    Arte, botânica, arquitetura e a sua participação nas nossas redes sociais

    Quer matar a saudade do Inhotim, rememorando momentos em que você esteve em contato com nossos acervos? Então, acesse os nossos perfis do Instagram e Facebook e interaja conosco, deixando o seu comentário, curtindo e compartilhando nossos conteúdos.

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    17 de abril de 2020

    Marcelo Martins


    Leitura: 15 min

    Até quando esse fogo vai queimar? Uma atualização do instante fotográfico na obra “Yano-a”, 2005

    Até quando esse fogo vai queimar? Uma atualização do instante fotográfico na obra “Yano-a”, 2005

    Temáticas relacionadas aos indígenas estão presentes em várias manifestações artísticas: na música (como em “Nozani-ná”, composta por Heitor Villa Lobos); no cinema (a exemplo de “O abraço da serpente”, filme dirigido por Ciro Guerra indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2016) e na fotografia, que tem um dos seus maiores expoentes a artista Claudia Andujar, a quemInhotim, em 2015, construiu uma galeria para abrigar seu trabalho 

    Em novembro de 2019,  mês em que uma série de inaugurações marcou a programação do Instituto, a Galeria Claudia Andujar ganhou uma nova obra: Yano-a (2005), que, além da própria artista, tem autoria de Gisela Motta e Leandro Lima.

    Uma atualização do instante fotográfico

    Em 1976, Claudia Andujarrealizou o trabalho Wakata-ú, Tiy”, que, na língua Yanomami, significa “tudo o que corre”, uma alusão à denominação dada por esse povo ao Rio Catrimani. Na imagem, a artista registrou shabonoYanomami(casa comunitária) pegando fogo, ato que na cultura dessa tribo faz referência à renovação através da mudança: quando a terra que ocupam já não dá mais frutos e a floresta ao redor não providencia mais a caça, ateiam fogo em suas shabonos para construir novas estruturas, possibilitando, assim, um novo começo.   

     Foi a partir dessa imagem em preto e branco que   Gisela Motta e Leandro Lima propuseram uma atualização do instante fotográfico. Para isso, utilizaram diversos dispositivos: retroprojetor, vento, água e projeção de vídeo com as labaredas do registro da casa em chamas. A instalação ganha movimento graças a água armazenada em um aquário sobre o retroprojetor; e o tom avermelhado da imagem é gerado por um filtro vermelho sobre a imagem original de Andujar.

    Foto-1---William-Gomes---Yano-a-exposta-na-Galeria-Claudia-Andujar,-no-Inhotim.Yano-a (2005) está exposta na Galeria Claudia Andujar, no Inhotim, desde novembro de 2019. | Foto: William Gomes

    A ideia da obra veio de um convite feito a Motta & Lima pela Galeria Vermelho (que representa Claudia Andujar na capital paulista) em 2005,na ocasião da exposição da artista na Pinacoteca, em São Paulo. “A proposta era fazer repensar uma foto de Andujar, configurando a partir dela uma montagem atual. Pensamos em criar um  vídeo com uma situação de momento, atualizando esse instante em que foi fotografado, como se, em tempo real, a foto perdesse a sua característica de arquivo”, explica Leandro.  

    Motta contextualiza a obra na carreira da dupla, que realiza trabalhos há 20 anos: “Desde o início da nossa produção, pesquisamos uma temporalidade como se fosse o instante do tempo suspenso. Quando escolhemos essa shabono pegando fogo, não fazia sentido exibi-la queimando do começo ao fim. O que nos interessou foi ter esse instante suspenso, esse momento em que ela está eternamente se incendiando”.  

    Engrenagens expostas  

    Quando a obra foi exposta pela primeira vez, o funcionamento sobre a projeção das imagens despertou a curiosidade dos visitantes: nesta primeira versão, os equipamentos  não eram expostos como parte integrante da obra, o que começou a ser feito a partir de 2007. Para Gisela, dar visibilidade à estrutura física que resultou do processo criativo possibilita uma abordagem educativa. “Nós, como um país que importa mercadoria, recebemos os produtos embalados em invólucros. Percebemos que não temos acesso à tecnologia. Exibir esse processo criativo é um incentivo para mostrar a forma como as coisas são construídas. É um conhecimento aberto, diz. 

    Foto-2---Visitantes-podem-ver-de-perto-como-a-obra-e-projetadaVisitantes podem ver de perto como a obra é projetada.  | Foto: Leo Lara/Área de Serviço

    Yano-a (2005) está exposta na Galeria Claudia Andujar, que foi inaugurada em 2015. A artista destacou-se na década de 1990 por liderar o movimento de demarcação da terra Yanomami, localizada no estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela. Na galeria, você pode ver cerca de 400 fotografias registradas por Andujar entre 1970 e 2010, livros da artista e o documentário “A estrangeira”, produzido pelo Inhotim.  

    Foto-3---William-Gomes---E-possivel-andar-ao-redor-da-obra-e-ter-outros-pontos-de-vista-sobre-a-mesmaÉ possível andar ao redor da obra e ter outros pontos de vista sobre a mesma. | Foto: William Gomes 

    Yano-a (2005), que agora pertence ao acervo do Inhotim, foi exposta pela primeira vez na Galeria Vermelho em 2005; nesse ano, também esteve no Centre d’ArtContemporain de Basse-Normandie, na França; em 2007, no Solar da Unhão, em Salvador (BA); em 2008 integrou a exposição “Amazon War”, em Munique (Alemanha). Em 2012, esteve na exposição “Sopro”, no CCBB do Rio de Janeiro; na Pinacoteca, em 2016; integrou quatro mostras: “Quando o mar virou rio”, no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro; “Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno”, no Galpão VB, em São Paulo; “VideoArt in LatinAmerica”, na Laxart, em Los Angeles (EUA); e na cidade chinesa de Guangzhou em “Simultaneous Eidos—Guangzhou ImageTriennial”. Em 2018integrou a terceira edição da Beijing Photo Bienal, na exposição “ConfusingPublicand Private”. 

    ____
    [Claudia Andujar, Gisela Motta, Leandro Lima, “Yano-a”, 2005, videoinstalação, tela suspensa de retroprojeção, projetor de vídeo, retroprojetor, fotolito, filtro de cor, microventilador, aquário e água, dimensões variadas]

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    19 de março de 2020

    Marcelo Martins


    brumadinhojarbas lopestroca-troca

    Leitura: 6 min

    A volta do “Troca-troca” (2002) por Brumadinho

    Em 2002, oito amigos saíram do Rio de Janeiro, em três fuscas muito chamativos, com as peças trocadas nas cores amarelo, vermelho e azul, rumo a Curitiba. Quinze anos depois, os três fuscas seriam conduzidos por Jarbas Lopes e seus amigos pelas ruas de Brumadinho. Os três veículos compõem a obra Troca-troca (2002), que faz parte do acervo do Inhotim. O trabalho já ficou exposto em diversos locais do museu e atualmente está na Galeria Praça. Antes de ir para o restauro (realizado de março até outubro de 2017) e trocar de lugar, ficava no jardim ao lado da Galeria Cosmococa.

    Jarbas Lopes visitou o Inhotim de 18 a 21 de outubro. Ele se encontrou com as equipes Técnica e Curadoria para conversar sobre o restauro, realizou uma dinâmica com vários funcionários do Instituto, fez uma live para falar sobre o processo e realizou um show de música, juntamente com a banda Shiba, aos pés da árvore tamboril, durante as Ocupações Temporárias 2017. Ele foi ainda homenageado por alunos de uma escola de Belo Vale, cidade perto de Brumadinho, que fizeram uma réplica dos fuscas em uma atividade proposta em sala de aula. No Inhotim, os estudantes encontraram com o artista e cantaram “Fuscão preto”, especialmente para Jarbas.

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    Jarbas Lopes é homenageado pelos alunos de Belo Vale, prestes a ouvir a música “Fuscão preto”. Crédito: William Gomes

    Troca de olhares, tchauzinhos… e de motor

    No dia 21 de outubro de 2017, por volta de meio-dia e meia, lá estavam eles: os três fuscas saindo do Inhotim para percorrer as ruas de Brumadinho. Já no trajeto, a obra do acervo foi chamando a atenção de quem encontrava, ganhando acenos pelo caminho.  O trabalho de Jarbas Lopes também gerou comoção de quem estava em frente ao Supermercado Super Luna, um dos locais mais movimentados da cidade. Alguns arriscaram um grito de “oi”, outros, um tímido tchauzinho. Em comum, todos tinham um olhar de curiosidade e de reconhecimento de que era uma das obras de arte mais queridas pelo público.

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    Mulher acena para os fuscas na Rua Itaguá, perto da Quadra de Esportes. Crédito: Marcelo Martins

    O final do trajeto foi no letreiro da cidade, localizado na entrada do município. Ao fazer o retorno, ops! Um dos fuscas falhou e toda a caravana teve que parar (além das três esculturas andantes, havia cinco carros do Inhotim acompanhando o trajeto, com as equipes de Comunicação e Curadoria). O fusca, que não conseguia mais ser ligado, teve que passar pelo procedimento de troca do motor. Enquanto isso, funcionários do Inhotim registraram várias fotos e eu acabei saindo em uma delas.

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    O analista de comunicação do Inhotim Marcelo Martins é flagrado registrando fotos do fusca parado. Crédito: Arquivo

    Troca de motor finalizada, a caravana do Troca-troca (2002) pegou o caminho de volta para Inhotim e… mais uma parada, dessa vez na subida da Rua Itaguá, ao lado da linha do trem. O motor do mesmo fusca deu defeito e a equipe de mecânicos teve que entrar em ação novamente.

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    Já tinha visto essa parte da obra? Momento raro para ver detalhes de dentro do Troca-troca (2002)! Crédito: William Gomes

    Depois desse passeio cheio de interações com os moradores de Brumadinho, os fusquinhas voltaram para o Inhotim e trocaram de lugar: passaram a ficar expostos no vão da Galeria Praça, ao abrigo do sol e da chuva, para que fiquem conservados por mais tempo.

    Neste vídeo disponível no canal tubedorui, Jarbas conta um pouco sobre o Troca-troca (2002). Confira!

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    Fuscas estacionados no Centro de Brumadinho, em frente à sede da Rádio Regional.  Crédito:  Marcelo Martins

    Quer saber mais sobre a obra? Acesse mais informações no nosso site.

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