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  • 19 de março de 2020

    admin

    Texto sobre escritor


    Leitura: 6 min

    A volta do “Troca-troca” (2002) por Brumadinho

    Em 2002, oito amigos saíram do Rio de Janeiro, em três fuscas muito chamativos, com as peças trocadas nas cores amarelo, vermelho e azul, rumo a Curitiba. Quinze anos depois, os três fuscas seriam conduzidos por Jarbas Lopes e seus amigos pelas ruas de Brumadinho. Os três veículos compõem a obra Troca-troca (2002), que faz parte do acervo do Inhotim. O trabalho já ficou exposto em diversos locais do museu e atualmente está na Galeria Praça. Antes de ir para o restauro (realizado de março até outubro de 2017) e trocar de lugar, ficava no jardim ao lado da Galeria Cosmococa.

    Jarbas Lopes visitou o Inhotim de 18 a 21 de outubro. Ele se encontrou com as equipes Técnica e Curadoria para conversar sobre o restauro, realizou uma dinâmica com vários funcionários do Instituto, fez uma live para falar sobre o processo e realizou um show de música, juntamente com a banda Shiba, aos pés da árvore tamboril, durante as Ocupações Temporárias 2017. Ele foi ainda homenageado por alunos de uma escola de Belo Vale, cidade perto de Brumadinho, que fizeram uma réplica dos fuscas em uma atividade proposta em sala de aula. No Inhotim, os estudantes encontraram com o artista e cantaram “Fuscão preto”, especialmente para Jarbas.

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    Jarbas Lopes sendo homenageado pelos alunos de Belo Vale e prestes a ouvir a música “Fuscão preto”. Crédito: William Gomes

    Troca de olhares, tchauzinhos… e de motor

    No dia 21 de outubro de 2017, por volta de meio-dia e meia, lá estavam eles: os três fuscas saindo do Inhotim para percorrer as ruas de Brumadinho. Já no trajeto, a obra do acervo foi chamando a atenção de quem encontrava, ganhando acenos pelo caminho.  O trabalho de Jarbas Lopes também gerou comoção de quem estava em frente ao Supermercado Super Luna, um dos locais mais movimentados da cidade. Alguns arriscaram um grito de “oi”, outros, um tímido tchauzinho. Em comum, todos tinham um olhar de curiosidade e de reconhecimento de que era uma das obras de arte mais queridas pelo público.

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    Mulher acena para os fuscas na Rua Itaguá, perto da Quadra de Esportes. Crédito: Marcelo Martins

    O final do trajeto foi no letreiro da cidade, localizado na entrada do município. Ao fazer o retorno, ops! Um dos fuscas falhou e toda a caravana teve que parar (além das três esculturas andantes, havia cinco carros do Inhotim acompanhando o trajeto, com as equipes de Comunicação e Curadoria). O fusca, que não conseguia mais ser ligado, teve que passar pelo procedimento de troca do motor. Enquanto isso, funcionários do Inhotim registraram várias fotos e eu acabei saindo em uma delas.

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    O analista de comunicação do Inhotim Marcelo Martins é flagrado registrando fotos do fusca parado. Crédito: Arquivo

    Troca de motor finalizada, a caravana do Troca-troca (2002) pegou o caminho de volta para Inhotim e… mais uma parada, dessa vez na subida da Rua Itaguá, ao lado da linha do trem. O motor do mesmo fusca deu defeito e a equipe de mecânicos teve que entrar em ação novamente.

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    Já tinha visto essa parte da obra? Momento raro para ver detalhes de dentro do Troca-troca (2002)! Crédito: William Gomes

    Depois desse passeio cheio de interações com os moradores de Brumadinho, os fusquinhas voltaram para o Inhotim e trocaram de lugar: passaram a ficar expostos no vão da Galeria Praça, ao abrigo do sol e da chuva, para que fiquem conservados por mais tempo.

    Neste vídeo disponível no canal tubedorui, Jarbas conta um pouco sobre o Troca-troca (2002). Confira!

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    Fuscas estacionados no Centro de Brumadinho, em frente à sede da Rádio Regional.  Crédito:  Marcelo Martins

    Quer saber mais sobre a obra? Acesse mais informações no nosso site.

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    16 de março de 2020

    Redação Inhotim


    Leitura: 3 min

    Nota oficial: Fechamento Inhotim – Coronavírus (Covid-19)

    Nota oficial: Fechamento Inhotim – Coronavírus (Covid-19)

    O Instituto Inhotim está, como sempre, comprometido com o bem-estar dos seus visitantes, funcionários, da cidade de Brumadinho e de toda a sociedade.

    Em vista do contexto de escalada do Covid-19 no Brasil, decidimos suspender todo o funcionamento do Inhotim a partir de quarta-feira, 18 de março de 2020. Essa medida inclui o fechamento do Museu e o adiamento da programação cultural e da visitação de grupos escolares.

    Como equipamento cultural internacional, que recebe diariamente visitantes de todas as partes do país e do mundo, agimos assim com solidariedade na contenção da pandemia.

    Estamos acompanhando as resoluções tomadas pelos órgãos oficiais de saúde e reavaliando a situação diariamente para reabertura do Inhotim. Seguiremos informando nosso público pelas nossas redes.

    Calma, responsabilidade e mãos limpas são os melhores conselhos para os próximos dias.
    _________

    OFFICIAL NOTE
    Closing of Inhotim
    Coronavirus (Covid-19)

    Instituto Inhotim is, as always, committed with the well-being of its visitors, employees, of the city of Brumadinho, and the society as a whole.

    In view of the escalation of Covid-19 in Brazil, we decided to suspend the functioning of Inhotim as of Wednesday, March 18th, 2020. This measure includes the closing of the museum, in addition to the postponing of the cultural schedule, and the visits of school groups.

    As an international cultural equipment that daily receives visitors from all over the country and the world, we are taking such measures in solidarity to the containment of the pandemic.

    We are following the resolutions taken by official health organs and reevaluating the situation on a daily basis for the reopening of Inhotim. We will keep informing our audience through our networks. To remain in calm, responsible, and with clean hands are the best advice for the coming days.

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    02 de março de 2020

    Redação Inhotim


    Leitura: 2 min

    Amigos do Inhotim: torne-se um também!

    Amigos do Inhotim é o programa para quem quer se aproximar, ser parte,  contribuir diretamente com a sustentabilidade do Instituto Inhotim.
    Quem é Amigo do Inhotim apoia a realização dos nossos projetos educativos que atendem milhares de pessoas todos os anos. Para além disso: estamos conectados com outras instituições museológicas do Brasil, o que faz do Amigo do Inhotim um apoiador da arte brasileira.​
    Além de participar ativamente do fomento à cultura, membros do Programa têm benefícios exclusivos no Inhotim – como descontos em shows e visitas exclusivas – e também em uma vasta rede de parceiros.​
    E mais: o apoio ao Inhotim pode ser deduzido do I.R. da pessoa física, respeitando o limite de 6% do Imposto apurado. Confira abaixo todas as nossas categorias de apoio e seus benefícios:
     INH_Tabela_Completa_AmigosInhotim
    Quer ser Amigo do Inhotim?​
    Clique aqui ou entre em contato com a gente:
    +55 31 3194 7329​ | amigos@inhotim.org.br

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    17 de fevereiro de 2020

    Redação Inhotim


    Leitura: 5 min

    Carnaval no Inhotim: 7 dicas para cair na folia!

    Carnaval no Inhotim: 7 dicas para cair na folia!

    Entre os dias 22 e 26 de fevereiro, está aberto o Carnaval no Inhotim! Então, programe seu passeio, prepare sua mochila, chame a família e os amigos e confira algumas dicas para aproveitar a visita:

    1. Funcionaremos das 9h30 às 17h30, durante todo o Carnaval. O valor do ingresso é de R$44 (inteira) e R$22 (meia). Na Quarta-feira de Cinzas, a entrada é gratuita, mas vale lembrar que é necessário retirar o seu ingresso antecipadamente na Sympla, nossa tiqueteira oficial. É só clicar aqui.

    2. Se está a procura de transporte para chegar até aqui, temos opções de ônibus e vans saindo de Belo Horizonte. Saiba mais!

    3. Para curtir o passeio, é importante vir com roupas leves e calçados fechados. Ah! E não se esqueça de trazer sua garrafinha de água, temos bebedouros espalhados por todo o Parque.

    4. Como parte do dia a dia de um museu e jardim botânico, é comum que obras, galerias e jardins passem por processos de restauro e manutenção. Por isso, se informe na Recepção se há espaços interditados no dia da sua visita. Assim, fica mais fácil planejar seu roteiro e otimizar o tempo para aproveitar ao máximo!

    5. Os restaurantes e outros pontos de alimentação funcionarão normalmente durante todos os dias. Do dia 22 ao dia 25, o Restaurante Tamboril terá buffet à vontade com sobremesa a R$79 por pessoa; já o Restaurante Oiticica oferecerá buffet self-service, de sábado a terça-feira por R$69/kg e na Quarta-feira de Cinzas por R$59/kg. Inicie ou termine a sua visita com aquele cafezinho com o delicioso pão de queijo da chef Dailde no Café das Flores, pertinho da Recepção.

    6. Aproveite o dia e participe da programação educativa especial de Carnaval. Teremos Visita Panorâmica, todos os dias, das 10h30 às 12h, com percurso que apresenta ao público uma visão abrangente da história e dos acervos artísticos e botânicos do Instituto. Já a Visita Temática: Comissão de Frente Inhotim, com saída todos os dias a partir das 14h, apresenta ao público as obras e os espaços mais visitados e fotografados em 2019. Além disso, garantindo a diversão para todas as famílias e o público em geral, a Estação Folia* abre o ateliê do educativo para crianças e adultos, nos dias 23, 24, 25 e 26, para a confecção de máscaras, adereços, estandartes e brinquedos carnavalescos, inspirados pela fauna e flora local e o acervo de arte contemporânea.

    *Nos dias 24 e 25 de fevereiro a Estação Folia propõe uma oficina de produção de abadás. É necessário que os participantes tragam camisas para a confecção das peças. Traga a sua!

    7. Leve um pedacinho do Inhotim para casa! Durante a sua visita, passe pela Inhotim Loja Design, em frente à Recepção ou pela Loja Ateliê Jardim, no Estacionamento, onde estão à venda mudas de plantas cultivadas no Instituto.

    Sentiu falta de alguma informação? É só entrar em contato com a gente pelo Facebook, Instagram ou pelo telefone: (31) 3571-9700.

    Te esperamos aqui!

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    03 de outubro de 2019

    Lorena Vicini


    Leitura: 10 min

    O que Inhotim tem a ver com o Dia das Abelhas?

    Hoje, dia 3 de outubro, é comemorado nacionalmente o Dia das Abelhas. As abelhas são insetos tão vitais no nosso ecossistema que a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018,  determinou até uma data (20 de Maio)  como o Dia Mundial das Abelhas, esses insetos que podem visitar até cerca de 7 mil flores por dia e são agentes vitais na polinização e para o desenvolvimento sustentável. No Brasil são mais de 300 espécies e em Minas Gerais há mais de 50 espécies nativas. 

    Nós, do Instituto Inhotim, que somos um museu de arte contemporânea e um jardim botânico, claramente temos uma relação direta com as abelhas: elas estão em nosso dia a dia, sobrevoando nossos milkshakes na Casa de Sucos, transitando por entre as flores dos nossos jardins.

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    Esta é a Melipona,  abelha conhecida por sua característica de não ter ferrão ou ter o ferrão atrofiado | Foto: William Gomes.

    Mas o que pouca gente sabe é que Inhotim está construindo um Meliponário, que é uma coleção de colmeias de abelhas meliponas. O mais curioso: essas colmeias não pertencem à instituição: apenas emprestamos o espaço para que essas colmeias se fortaleçam e depois de um período possam polinizar outros jardins e matas.

    O responsável pelo Meliponário é Mauricio Oliveira, um apaixonado por abelhas, que criou voluntariamente  um Centro de Resgate e Ecologia de Abelhas Nativas, o CRESAN. “Quando vai ter algum corte de árvore, alguma construção e as pessoas acham as colmeias na natureza e percebem os animais correndo riscos, ligam para a Defesa Civil. Então eu sou acionado e, quando chegamos lá, decidimos qual a melhor forma para o resgate. Este momento envolve também uma educação ambiental, em que fortalecemos junto às pessoas a importância da preservação das abelhas para a natureza. Feito o resgate, colocamos as abelhas em recipientes adequados e enviamos para pesquisa em São Paulo ou para centros de recuperação, como o Meliponário”, explica ele. 

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    Foi a partir de uma primeira colmeia resgatada em Inhotim que Mauricio descobriu sua vocação para o resgate de abelhas e criou o CRESAN.

    Nesse processo de resgate e transporte, as colmeias muitas vezes se enfraquecem com a morte de muitas abelhas operárias. A ideia é que nesses centros de recuperação – como é o caso do Meliponário no Inhotim –  elas sejam alimentadas e cuidadas até ficarem fortes novamente.

    A relação de Mauricio com Inhotim já é antiga: ele nos visitou quando estava realizando um serviço de pintura em um dos nossos prédios, que ele resgatou sua primeira colmeia! Foi então um processo natural de procurar pela equipe do Jardim Botânico e sondar a possibilidade de um espaço para receber as colmeias. O Inhotim disponibilizou uma área no Viveiro Educador, onde está sendo instalado o Meliponário.

    O curador botânico Juliano Borin conta que ser guardião dessas colmeias é uma relação benéfica para todos os envolvidos, mas os maiores ganhadores são flora e fauna do Inhotim. Segundo Juliano, a vantagem de pegar uma colmeia emprestada são muitas: a primeira é, claro, ter mais frutos no seu quintal, já que as abelhas são um dos principais agentes da polinização. “No Inhotim, com a presença das abelhas garantimos que muitas espécies raras produzam mais sementes e com isso garantam a sua reprodução. Com mais sementes conseguimos mais mudas, que trocamos com outros jardins botânicos, preservando essas espécies em diversos locais no mundo”, explica. 

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    Meliponas posicionadas na entrada da colmeia, desenvolvida por Maurício Oliveira | Foto: William Gomes 

    Neste Dia das Abelhas, Mauricio lembra que a proteção desses insetos atende ainda um dos 17 objetivos traçados pela ONU para transformar o mundo, o ODS 15, que diz respeito à proteção, recuperação e promoção do uso sustentável dos ecossistemas terrestres para gerir de forma sustentável as florestas. “A abelha é a base da cadeia, um animal de importância global. Temos que postergar seu desaparecimento”, enfatiza Mauricio.

    E para quem quer saber mais sobre abelhas, algumas dicas!

    Dica de Sabrina Carmo, coordenadora do Jardim Botânico do Inhotim:

    Site da A.B.E.L.H.A (Associação Brasileira de Estudos da Abelha)
    https://abelha.org.br/

    Neste site podem ser encontrados vários conteúdos sobre abelhas e sobre a crise dos polinizadores.

    Dica de Malu Rangel,  pesquisadora de literatura infantil e juvenil e coordenadora do curso de Educação de Jovens e Adultos do Colégio Oswald de Andrade, em São Paulo:

    Vale a pena ler o poema “As abelhas” que consta do livro Arca de Noé, de Vinicius de Moraes. Cantado também por Moraes Moreira, há ainda a versão da banda Strombólica. 

    Dica de Mauricio Oliveira, fundador do CRESAN:

    Livro  Vida e criação de abelhas indígenas sem ferrão (disponível online)

    Paulo Nogueira Neto, autor deste livro, é uma grande referência na área, e foi uma grande emoção quando ganhei das mãos dele esta obra. Foi uma grande ajuda no início, quando aprendemos a salvar abelhas aqui no Inhotim” 

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