Paulo Nazareth, Esconjuro
Partindo das relações entre história, território e deslocamentos, Paulo Nazareth traz ao Inhotim a exposição Esconjuro.
Desde abril de 2024, a Galeria Praça e outros pontos do Inhotim são ocupados pelo artista ao longo de um total de 18 meses, divididos em quatro estações: outono, primavera, inverno e verão, afirmando a mostra como presença viva e dinâmica.
Com uma linguagem múltipla — de pinturas a instalações — e própria, Paulo Nazareth convoca para um outro modo de fazer, outras maneiras de negociar, planejar, construir, celebrar e colher os frutos num amplo e generoso gesto de reinvenção, em que obras são trocadas, incluídas e reposicionadas ao longo do período da exposição no parque.
Na configuração de outono, em cartaz de abril a novembro de 2024, os trabalhos apontaram diversas maneiras de se relacionar com a terra, seus ciclos e as transformações que eles suscitam nos seres. Além disso, as obras refletiram práticas de exploração e disputa historicamente conhecidas no território.
Por sua vez, em novembro de 2024, a configuração de primavera chegou com enfoque em transmutação, trânsitos e migrações. As paredes da Galeria Praça receberam a cor preta em referência ao carvão, que, em muitas tradições afro-brasileiras, trata de transformação, purificação e proteção.
A terceira configuração da exposição, inverno, entrou em cartaz em junho de 2025. Com o clima de introspecção próprio da estação, novas obras de Paulo Nazareth ocuparam a Galeria Praça e outros pontos do Inhotim.
Já o verão chegou à Esconjuro em fevereiro de 2026. A urgência da estação chega a essa última configuração da exposição de Paulo Nazareth. A Galeria Praça é, agora, um ambiente de resguardo; uma “mandinga” arquitetônica na qual o tempo pulsa sob a proteção do branco rendado e celebra a maturidade de uma mostra que, como casa ou oratório, se dá por meio da sobreposição de ritos e afetos.
Esconjuro, de Paulo Nazareth, tem a Vale como Mantenedora Master por meio da Lei Rouanet.
Exposição
Paulo Nazareth, Esconjuro