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  • 11 de abril de 2014

    Fernando Rocha

    Músico, professor e curador do Ciclo de Música Contemporânea do Inhotim


    artemúsicaprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    Ciclo de Música Contemporânea 2014

    Ciclo de Música Contemporânea 2014

    Na década de 1980, Belo Horizonte era um dos centros mais importantes de música contemporânea do Brasil. Diversas apresentações eram realizadas pela Fundação de Educação Artística e o Palácio das Artes, sempre com ótimo público. Com o passar dos anos, isso se perdeu, mas sempre acreditei que poderia haver uma retomada.

    Em 2009, iniciei um grupo de música contemporânea em Belo Horizonte, chamado Sonante 21. Fizemos vários concertos e, por meio deles, conheci o Rodrigo Moura, curador do Inhotim. Juntos, elaboramos o Ciclo de Música Contemporânea, um evento inspirado naquele movimento dos anos 1980, em completa sintonia com a proposta do Instituto.

    A música contemporânea está intimamente ligada à experimentação. Ela surge da tradição da música de concerto, da música clássica, mas está baseada na busca por novas linguagens. É um processo que envolve a investigação de timbres e sons em sua concepção pura. Tudo que produz ruído pode fazer música. E a possibilidade de levar tudo isso para dentro do Inhotim é muito interessante, já que é um espaço de inovação, reflexão e transformação.

    Do primeiro ciclo, em 2012, até hoje, foram oito concertos que trouxeram obras de compositores fundamentais da música contemporânea. Para este ano, o CMC cresce e conta com quatro concertos, diversos músicos mineiros e de outros países e intensa interação para improvisar e criar novas obras ou instrumentos.

    A programação começa no domingo, 13 de abril, com a pianista Xenia Pestova, cujo primeiro CD solo, Shadow Piano, acaba de ser lançado na Europa. No Inhotim, ela apresenta obras escritas para o piano de brinquedo, que criam uma atmosfera lúdica, embalada pelo som metálico característico desse instrumento. Ela também dialoga, por meio da improvisação livre, com os músicos Franziska Schroeder (saxofone, Irlanda), Matthias Koole (guitarra, Brasil), Henrique Iwao (eletrônica, Brasil) e a dançarina Dorothé Depeauw (Bélgica/Brasil). O evento acontece no Teatro de Arena do Inhotim, às 15 horas.

    2014 será um ano cheio de experimentação, sonoridades variadas e grandes obras musicais. Confira o que estamos planejando  clicando aqui.

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    09 de abril de 2014

    Redação Inhotim


    designparceria

    Leitura: 2 min

    Inhotim + Osklen

    Inhotim + Osklen

    Inhotim é um lugar inspirador. É um destino único, onde natureza, arte e arquitetura convivem em total sintonia. Jardins, mata nativa, galerias e obras externas têm o poder de fazer refletir. O olhar, desconfiado, seduzido, inquieto, se encanta – ou se espanta – a cada curva do caminho. Aliás, caminhar pelo parque é um convite a perceber o mundo.

    Foi esse universo de significados e possibilidades que encantou Oskar Metsavaht, diretor criativo da Osklen. Em uma parceria inédita com o Inhotim, ele e sua equipe passaram uma semana de imersão no Instituto, criando e registrando a coleção de verão 2015 da marca carioca. “Inhotim é uma experiência singular. Imperdível. A mim, a vontade de expressar essa experiência, me levou a fotografar e filmar a forma como sinto e percebo esse lugar”, revela.

    O resultado desse projeto inovador vai além de destacar a beleza do parque e tem impacto em sua sustentabilidade econômica. Isso porque parte do valor dos produtos da linha Osklen Inhotim, será destinado à manutenção do Instituto. As peças chegam às lojas em setembro e algumas também serão vendidas no Inhotim.

    Confira abaixo o depoimento de Oskar Metsavaht sobre essa novidade:

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    01 de abril de 2014

    Redação Inhotim


    artebotânicabrumadinhoeducaçãohistória

    Leitura: 2 min

    Utopia realizada

    Utopia realizada

    “Criado de maneira intuitiva, o Inhotim não foi preconcebido e não houve um planejamento sistemático. Com o passar do tempo, fui percebendo que tudo que estava sendo formado transcendia a posse individual. Havia um valor como conjunto de acervo botânico e de arte que deveria se tornar um patrimônio acessível a todas as pessoas.

    Inhotim tem ganhado contornos reais de um novo modelo de vida, daquilo que vislumbramos como a vida pós-contemporânea. O contato com a cultura, com a natureza, com as manifestações artísticas e com a beleza desperta a curiosidade das pessoas e, assim, elas se sentem estimuladas a aprender cada vez mais e a ser melhores no presente e no futuro. Inhotim é um paradigma no mundo, não existe nada igual.

    Mas se isso tudo pode parecer utopia, eu escutei do crítico de arte Hans Ulrich Obrist quando esteve no parque: ‘Isto aqui é a utopia realizada’.”

    Quer conhecer um pouco mais sobre a filosofia do idealizador do Inhotim? Então assista à palestra que Bernardo Paz fez na  Oasis Summit, em Los Angeles/EUA.

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    28 de março de 2014

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    arteprogramação culturalvisita

    Leitura: 4 min

    Construindo espaços

    Construindo espaços

    Pensar a relação que a arte tem com o céu é uma tarefa relativamente fácil no Inhotim, famoso por apresentar parte de seu acervo ao ar livre. A disposição das galerias pelo parque e os caminhos construídos para se chegar até elas estimulam novos fluxos e discussões sobre o encontro entre a arte contemporânea e o jardim botânico.

    A visita temática Construindo Espaços: o museu e o céu propõe uma discussão acerca desse ambiente de encontros e oferece outros olhares sobre as obras externas em exposição. Se a interação entre arte e natureza cria um novo espaço, criam-se também novos posicionamentos, livres de limites e abertos ao desconhecido.

    Na vastidão de possibilidades do Inhotim, podemos encontrar obras e artistas questionadores desse equilíbrio entre significações e experiências. Waltércio Caldas, com sua Escultura para todos os materiais não transparentes (1985), força o olhar a “olhar de novo”. A escultura aparentemente incompleta estimula a pensar justamente os vazios, os silêncios e o ritmo. 

    Waltercio-Caldas

    Waltércio Caldas, Escultura para todos os materiais não transparentes, 1985.

     

    Vegetation Room Inhotim (2010), da espanhola Cristina Iglesias, propõe um jogo óptico entre imagens refletidas em um espelho e a paisagem do lugar. Concebida especificamente para uma clareira na mata do parque, a obra consiste em uma estrutura espelhada imersa na natureza, promovendo encontros sensoriais. 

       

    Esses artistas escolheram incorporar o espaço em que seus trabalhos estão inseridos como elementos de sua própria existência e, assim, tecer relações com o corpo de quem os olha. A significação que damos a elas acontece desse encontro, mas as provocações tendem a se diferenciar a cada espaço, a cada dia, a depender do tempo, do humor, do cansaço do corpo, do estupor da mente.

    Convido a todos a lançar novos olhares para os espaços do Inhotim e perceber aquilo que considero o verdadeiro papel da arte: criar movimento.

    Texto de Marília Balzani, mediadora de Arte e Educação do Inhotim

     

    Ficou com vontade de participar da visita temática Construindo espaços: O museu e o céu? Então clique aqui e fique por dentro dos dias e horários em que atividade acontece.

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    26 de março de 2014

    Redação Inhotim


    brumadinhocomunidadehistória

    Leitura: 3 min

    De onde vem o nome Inhotim?

    De onde vem o nome Inhotim?

    Ninguém sabe ao certo de onde vem o nome Inhotim, mas sua origem gera muita curiosidade entre os visitantes e funcionários do parque. Uma das teorias mais conhecidas relaciona a palavra a um minerador inglês, o “Sir Timothy”, que teria morado na área ocupada hoje pelo Instituto. O pronome “Sir”, traduzido para o português como “Senhor”, era muitas vezes falado como “Nho”. Assim, “Sir Timothy” se transformaria em “Nho Tim”.

    Outra história, comprovada por uma notificação de 26 de maio de 1865, registra a existência de um lugar chamado “nhotim”, onde morava João Rodrigues Ribeiro, filho de Joaquim Rodrigues Ribeiro. Em um dos recibos anexos a esse antigo documento há uma assinatura na qual a localização é grafada como “Nhoquim”.

    O nome “Joaquim” aparece também na narrativa de Dona Elza, moradora da região de Brumadinho. Ela apresenta uma variação da versão que envolve o minerador inglês: “O que eu me lembro de ver contar era que havia um proprietário que se chamava, não sei se era Joaquim, e o apelido dele era Tim. Então era o Sr. Tim, que virou NHÔ TIM. Antigamente não se falava senhor, era nhô. Por isso ficou com esse nome de Inhotim”.

    Há ainda o relato da viagem do engenheiro inglês James Wells pelo Brasil entre os anos de 1868 e 1886. Em determinado momento, ele relembra uma conversa com um trabalhador negro em uma estrada próxima à Brumadinho. O linguajar local indica que a palavra Inhotim poderia ser uma corruptela da expressão usada pelos escravos para dizer sim senhor: “N’hor sim”. A existência de seis comunidades quilombolas no município de Brumadinho, quatro delas reconhecidas pela Fundação Palmares, reforça a hipótese.

    Essas são algumas das explicações possíveis para o nome do Instituto, fruto das pesquisas do Centro Inhotim de Memória e Patrimônio (CIMP). Criado em 2008 para resgatar as histórias e tradições da região, o CIMP é um dos projetos que o Inhotim realiza com a comunidade de seu entorno.

    Você já ouviu algum relato diferente sobre a origem do nome Inhotim? Conte para a gente!

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