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  • 03 de novembro de 2014

    Redação Inhotim


    artevisita

    Leitura: 5 min

    5 obras para esfriar a cabeça

    A arte contemporânea tem o poder de virar e revirar a sua cabeça. Desperta lembranças muitas vezes esquecidas e traz a tona um turbilhão de sentimentos, às vezes até antagônicos.

    Além de fazer tudo isso, as obras desta lista são ótimas para ajudar você a relaxar enquanto visita o parque.

    Piscina, Jorge Macchi

    A primeira da lista, como não poderia deixar de ser, é a mais óbvia e concorrida nos dias de sol. Uma piscina! Isso mesmo, a partir de um desenho do artista argentino, a obra foi construída e aberta à visitação, ou melhor, à natação.

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    Continente/Nuvem, Rivane Neuenschwander

    Uma obra para apreciar deitado. Depois de caminhar bastante só isso já seria suficiente. O chão é geladinho e vale brincar de descobrir formas assim como fazemos com as nuvens.

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    A Origem da Obra de Arte, Marilá Dardot

    Com uma vista inspiradora, a obra fica espalhada pelo jardim e convida os visitantes a plantar palavras. Isso mesmo, você coloca um avental, escolhe as letras, as sementes e aprende a plantar. Dar uma volta pelo gramado também é muito relaxante e com certeza você dará boas risadas com as ideias de quem passou por ali.

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    Folly, Valeska Soares

    Quem já visitou o Inhotim sabe o quanto faz calor no parque e o ar condicionado das galerias refresca o cérebro instantaneamente. Adicione agora, pessoas dançando no escuro ao som de uma música que poderia fazer parte da trilha sonora das suas comédias românticas favoritas. Com certeza, você vai sair da obra Folly bem mais leve do que entrou.

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    Galeria Cosmococa

    A Cosmococa é também conhecida como a galeria que mais faz sucesso com as crianças. Lá você pode brincar com balões, pular em colchões, deitar na rede, escutar um Jimi Hendrix e pular em uma piscina bem gelada.

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    Reparou que a nossa lista começou e terminou em piscina? Agora é planejar a sua visita e mergulhar de cabeça na arte contemporânea.

    Já visitou o Inhotim e quer compartilhar com a gente a sua lista com as melhores obras para esfriar a cabeça? Deixe seu comentário aqui.

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    28 de outubro de 2014

    Maria Eugênia Salcedo Repolês

    Gerente de Educação Transversal do Inhotim


    brumadinhocomunidadehistóriaprogramação cultural

    Leitura: 8 min

    O início de uma mudança

    O início de uma mudança

    Traçar o início de uma mudança é difícil. Começa quando temos a ideia? Quando a ideia toma forma ou quando mais pessoas partilham da mesma?

    Podemos dizer que tudo começou no último 23 de agosto, dia no qual aconteceu no Teatro do Inhotim um encontro para entender os bastidores do trabalho de programação cultural. Na ocasião, o principal convidado foi Álvaro Restrepo, fundador e representante do incrível Colégio Del Cuerpo em Cartagena, Colômbia. O principal objetivo do encontro era o de criar um momento de reflexão sobre programação, curadoria e cultura, para que os jovens ligados aos programas socioeducativos do Inhotim pudessem tirar dúvidas e se preparar para as suas práticas propositivas. Os outros convidados? Músicos e artistas da cidade de Brumadinho e Belo Horizonte, jovens da cidade, funcionários do Inhotim. Estávamos todos cada vez mais unidos pelas palavras do coreógrafo e dançarino colombiano.

    “O corpo é o nosso tempo.” Disse Restrepo, e complementou com uma observação sobre sua visita ao Inhotim: “Um lugar como este nos ajuda a sentir o tempo, ou seja, nos ajuda a sentir o nosso corpo. Temos que vir e dedicar tempo a esta experiência.”

    Álvaro Restrepo LEGENDA. Foto: Daniela Paoliello.

    Álvaro Restrepo no Seminário de Programação Cultural do Inhotim. Foto: Daniela Paoliello.

    Na sequência, falou sobre sua proposta política e cultural de uma espécie de “supra-ministério” para a paz. Nesta proposta, a cultura assume um papel central aliado a economia, comunicação, saúde, meio ambiente e educação. “Objetiva-se uma educação para a sensibilidade. Devemos mudar o imaginário de como somos e como podemos criar relações entre pessoas.”

    No momento desta fala, olhei ao meu redor no teatro. Jovens de Brumadinho ouviam Álvaro relatar detalhes da experiência em Cartagena, na rua, em vários cantos da Colômbia, nas salas de aula. Percebo que alguns não usam o aparelho da tradução simultânea. A princípio, me preocupo que talvez estes que optaram por não ouvir a tradução, possam não estar entendendo tudo. Rapidamente, reparo que estão tão imersos quanto eu no relato desta experiência que tem mobilizado aproximadamente 8 mil crianças durante 17 anos. Vejo os jovens movidos, tocados, acordados pelo agito silencioso e coletivo que invade o Teatro do Inhotim. Estamos todos pensativos. Uma ideia prevalece em mim: estamos todos ouvindo detalhes sobre uma experiência exemplar de transformação, sendo que somos também participantes e testemunhas do nosso próprio processo de transformação pela educação. É por isso que havia uma certa união e cumplicidade dentre o público presente naquele dia. Artistas, jovens, funcionários do Inhotim, moradores da cidade. Conheço quase todas as pessoas presentes e os conheço porque a minha educação cotidiana se dá por meio de cada um deles. Somos responsáveis pela educação uns dos outros. Somos responsáveis pelas transformações diárias que acontecem e transformam o nosso ambiente.

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    Os alunos do projeto Laboratório Inhotim agora também são programadores culturais. Foto: Daniela Paoliello.

    Álvaro Restrepo falou de interdependência. De romper com a solidão do individualismo. Solidão que nos impede de compartilhar as nossas dores, mas que também nos priva de cerimônia ou comemorações coletivas. A solidão é uma violência que pode ser mudada. Ele fala de cultura e da dança como uma atitude, um aprendizado, uma forma de “esculpir o corpo individual e coletivo”. Nos ensina que “tocar é um aprendizado ético também”.

    Finalmente, nos convoca a refletir sobre em qual momento da humanidade perdemos o sentido da conexão e integração com a paisagem e com a beleza. Precisamos recuperar o diálogo e os momentos de conexão. Rapidamente as perguntas e comentários se acumulam no público. Algumas pessoas já estão com o microfone nas mãos, outras fazem anotações, alguns jovens falam no meu ouvido: “Temos ideias para o festival de rua em Brumadinho!”.

    Ouço o educador Eduardo Martins Cunha dizer ao microfone “…é na educação que podemos fazer a manutenção das nossas utopias.” Nesse momento ocorreu uma mudança em mim. Estava, assim como os jovens da cidade de Brumadinho, inspirada e desejosa para colocar as ideias em prática. O que podemos fazer junto com estes artistas e parceiros? Qual espaço da cidade melhor acolhe estas ideias? O que daremos conta de fazer até novembro? Não pode circular dinheiro no nosso evento! Vamos fazer atividades com o público similares às que fazemos em pesquisa no Inhotim. Queremos que haja um piquenique! Traçar o início de uma ação coletiva é difícil. Começa quando uma pessoa deseja mudança ou quando mais pessoas partilham do mesmo desejo?

    Assim (re)nasceu o Laboratório Mambembe. A ideia é antiga, o planejamento por trás foi enorme e cheio de parceiros. Os propositores principais são os jovens moradores de Brumadinho e participantes de programas educativos do Inhotim. O corpo de cada um deles foi o primeiro lugar de se colocar as ideias em prática. O segundo, é a cidade de Brumadinho. Sei que este evento será, de uma maneira ou outra, o exercício de pequenas utopias escolhidas pelos jovens. Será também uma mudança no planejamento futuro de alguns dos programas educativos da instituição e, esperamos, um momento de mobilização do corpo coletivo da cidade de Brumadinho.

    Estão todos convidados!

    Laboratório Mambembe
    Sábado, 1º de novembro
    De 12h às 21h
    Praça Antônio Carlos Cambraia
    Brumadinho – MG

    Saiba mais sobre o evento e leia o manifesto escrito pelos jovens propositores.

    Conheça o trabalho fantástico do Colégio del Cuerpo.

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    24 de outubro de 2014

    Redação Inhotim


    educaçãomeio ambiente

    Leitura: 3 min

    Compromisso com o meio ambiente

    Compromisso com o meio ambiente

    Em seu primeiro ano de existência, o projeto Consumo Consciente tem promovido uma reflexão sobre a maneira como o homem se relaciona com o ecossistema em que vive. Uma das atividades realizadas em 2014 foi o Workshop Um Estilo de Vida Mais Sustentável, ministrado pela especialista em desenvolvimento urbano Nísia Werneck. Os participantes foram convidados a pensar sobre importantes questões ambientais, como a redução da pegada ecológica e a emissão de gases de efeito estufa, para solucionar ou diminuir seus impactos no Planeta.

    Foi assim que surgiu uma carta-compromisso em prol do meio ambiente, elaborada pelos integrantes do workshop, pela convidada Nísia Werneck e também pela equipe de educação ambiental do Instituto Inhotim. Eles listaram hábitos e soluções para questões do cotidiano de cada cidadão que podem ser fundamentais para garantir que os recursos utilizados hoje sejam aproveitados da melhor maneira possível. Confira a seguir:

    – Reutilização e reciclagem de resíduos como alternativa de redução do consumo;

    – Criação de cartilhas educativas que gerem conhecimento e estimulem hábitos de consumo mais conscientes;

    – Ações coletivas em prol de alternativas vinculadas a um estilo de vida mais sustentável;

    – Transformações pessoais em relação ao consumo a favor da coletividade e para sensibilização da sociedade;

    – Uso de transportes coletivos como ônibus, trens e metrôs, e oferta de caronas em carros de passeio;

    – Criação de hortas comunitárias em estímulo à produção de produtos orgânicos em benefício de uma alimentação mais saudável e menos agressiva ao meio;

    – Consumo e produção conscientes para além da alimentação: tecnologias, transportes, vestuário, energia, embalagens, recursos naturais.

    E você? Já assumiu alguma postura diferente para reduzir seu impacto ambiental no mundo? Conte para a gente!

    O Consumo Consciente faz parte do Inhotim Escola e tem patrocínio da IBM.

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    17 de outubro de 2014

    Bárbara Tavares

    Bolsista PIBIC/Fapemig de assistência geral às atividades de curadoria do Instituto Inhotim. É estudante de Arquitetura e Urbanismo na UFMG.


    arteexposiçãoinauguração

    Leitura: 4 min

    Da montagem à inauguração

    Meu primeiro contato com as obras inauguradas em 2014 foi no escritório do Inhotim em Belo Horizonte. Em fevereiro, eu e a equipe da curadoria começamos a elaborar os dossiês sobre os artistas, que utilizaríamos para consulta interna. Saber um pouco da história e da trajetória de cada um me deixou curiosa e tornou a experiência de agosto e setembro – quando iniciamos as montagens nas galerias – muito mais interessante.

    O trabalho de Dominik Lang foi a primeira surpresa: estava guardado em caixas, ocupando um grande espaço da sala branca que antes estava vazia. Começamos limpando, organizando a sala e desembalando as esculturas. Depois, desceu o trabalho do David Medalla, que me surpreendeu quando entrei na galeria e o encontrei no chão, ainda desmontado. A obra é muito maior do que havia imaginado ao ver as fotos. Então, os quadros do Carroll Dunham, que de pequenas figuras nas páginas do dossiê, se transformaram em telas que ocupavam quase uma parede inteira.

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    A antiga casa de fazenda foi restaurada para receber as telas de Carroll Dunham. Foto: Rossana Magri

    Foram alguns dias entre deixar a sala dedicada à artista Geta Bratescu apenas com algumas marcações e encontrá-la com quase todos os trabalhos no lugar. Já era a semana da inauguração e o trabalho do Dominik tomava, a cada hora, a forma da obra que seria no fim. Medalla estava praticamente montado, seguiam os testes com os materiais utilizados para as espumas e a galeria com as obras de Carroll estava nos detalhes finais.

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    A máquina de bolhas de David Medalla surpeendeu pelas grandes dimensões. Foto: Rossana Magri

    Mas faltavam ainda muitos ajustes na Galeria Lago: instalação das vitrines e cartazes, nivelamento das obras nas paredes, ajustes de iluminação e montagem de cada detalhe do trabalho do Dominik fizeram com que perdêssemos a noção das horas.

    Curadoria e área técnica instalam as obras de Geta Bratescu na Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

    Curadoria e área técnica instalam as obras de Geta Bratescu na Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

    Dominik Lang e Elton Damasceno discutem detalhes da montagem. Foto: Rossana Magri

    Dominik Lang e Elton Damasceno discutem detalhes da montagem. Foto: Rossana Magri

    Meu último dia nas montagens acabou mais cedo e já era a véspera da inauguração. Em 04 de setembro, dia da abertura, as obras pareciam ter vida com a presença do público. Tudo parecia muito diferente do dia anterior e a sensação de ter contribuído para que a exposição funcionasse foi muito boa.

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    Tudo pronto: o público visita pela primeira vez as exposições da Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

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    16 de outubro de 2014

    Redação Inhotim


    músicaprogramação cultural

    Leitura: 2 min

    Música Contemporânea no Inhotim

    Música Contemporânea no Inhotim

    No próximo domingo, 19/10, o projeto Inhotim em Cena 2014 encerra sua programação com o Ciclo de Música Contemporânea. Nesta quarta edição, o grupo mineiro Sonante 21 apresenta, juntamente com a cantora americana Martha Herr, a peça Pierrot Lunaire, uma das obras mais influentes da música do século 20. O concerto traz também a estreia de uma composição do mineiro Rogério Vasconcelos, encomendada pelo Inhotim.

    Escrita em 1912 por Arnold Schoenberg, Pierrot Lunaire é formada por três grupos de sete canções, baseadas em poemas do belga Albert Giraud traduzidos para o alemão. A composição tem caráter expressionista e atonal e faz uso do sprechstimme, técnica vocal intermediária entre o cantar e o falar.

    Sonante 21

    Criado em 2009 pelo músico Fernando Rocha, o grupo mineiro se dedica à pesquisa e performance de obras de câmara de autores contemporâneos, com ênfase em composições brasileiras da segunda metade do século 20 e 21. Nessa apresentação, o grupo terá a seguinte formação: Guida Borghoff (piano), Rommel Fernandes (violino), Elise Pittenger (cello), Maurício Freire (flauta) e Alexandre Silva (clarinete).

    O Inhotim em Cena tem apresentação da Pirelli, patrocínio dos Correios, apoio da Saritur, participação da Fundação Clóvis Salgado e parceria de Mídia da Sou BH.

    Serviço:

    Ciclo de Música Contemporânea com Sonante 21 e Martha Herr

    Instituto Inhotim – Rua B, 20 – Brumadinho/MG

    Data: 19 de outubro

    Horário: 15h

    Local: Teatro Inhotim

    Entrada por ordem de chegada, 30 minutos antes do concerto. Lotação 210 lugares

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