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  • 17 de abril de 2015

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    educaçãoprogramação culturalvisita

    Leitura: 3 min

    Literatura pelo Inhotim

    Literatura pelo Inhotim

    Objeto muito antigo na nossa história, o livro é propositor e encantador por natureza, contém cheiro, imagens, narrativas e memórias. A leitura, seja pela letra escrita ou imagem impressa, propicia a construção de sentidos, afetos e conhecimento. Marcando a nossa vida de forma significativa e estimulando o ato revolucionário da autonomia, o livro pertence ao campo do encantamento e do exercício das práticas sensíveis.

    No Inhotim, o trabalho A origem da obra de arte (2002), da artista Marilá Dardot, permite ao visitante caminhar por um jardim-livro, onde ele se torna coparticipante no plantio de vasos em forma de letras que se tornam palavras, distribuindo pela grama ideias e poesia. Em Desert Park (2010), a artista Dominique Gonzalez-Foerster cria um ambiente especialmente para o Instituto, construindo, em meio ao jardim tropical, uma coleção de pontos de ônibus desérticos. O que se espera? Ao chegar e partir, quais leituras são possíveis nesse lugar?

    Vista do trabalho da artista Marilá Dardot no Inhotim. Foto: Daniela Paoliello

    Vista do trabalho da artista Marilá Dardot no Inhotim. Foto: Daniela Paoliello

    Pontos de ônibus recriados na obra "Desert Park", 2010, de Dominique Gonzalez-Foerster. Foto: Rossana Magri

    Pontos de ônibus recriados na obra “Desert Park”, 2010, de Dominique Gonzalez-Foerster. Foto: Rossana Magri

    Ao pensar na importância desse companheiro de tempos, amigo do homem e aliado da imaginação, que tal praticar uma ação saudável e afetiva de deixar um livro nos bancos dos jardins do Inhotim e ter a grata surpresa de achar outros, novos ou usados?

    De 20 a 26 de abril, convidamos os visitantes a trazer seus livros para promover a prática da leitura. A atividade Deixe um livro no banco, utiliza os bancos espalhados pelo parque como suporte para essa ação, transformando-os em prateleiras expositivas de surpresas! Confira mais informações aqui.

    Tiago Ferreira e Wellington Pedro, educadores do Inhotim

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    14 de abril de 2015

    Redação Inhotim


    educaçãovisita

    Leitura: 2 min

    Inhotim, um ambiente educador

    Inhotim, um ambiente educador

    Com a proposta de ampliar o acesso dos profissionais da educação formal aos acervos do Instituto, a partir de hoje, 14/04, educadores terão meia entrada garantida no Inhotim. Para  usufruir do benefício, o professor deve apresentar, no ato da aquisição da entrada, um comprovante de vínculo empregatício com alguma instituição formal de ensino, como crachá ou contracheque.

    Muito além de um ambiente de contemplação da natureza e de exposição de um importante acervo artístico, o Instituto é também uma referência em desenvolvimento de projetos educativos. Desde 2006, quando passou a receber visitação livre, o  Inhotim desenvolve programas que seguem ampliando as fronteiras do conhecimento de estudantes e professores e ainda incentiva novas possibilidades de aprendizado, tendo a arte e a botânica como pano de fundo.

    Por meio de parcerias com secretarias municipais e a Secretaria Estadual de Educação é que programas importantes como Descentralizando o Acesso, Derivar e recebimento do Escola Integrada, da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, acontecem. Eles oferecem ao educador a oportunidade de ampliar o conhecimento e desdobrar conceitos da contemporaneidade na sala de aula, em atividades interdisciplinares ou em visitas às galerias e jardins do Inhotim.

    Para a Gerente de Educação do Instituto, Maria Eugenia Salcedo, essa relação com o professor para a construção coletiva da educação não é uma novidade no Inhotim. “Aqui, temos o educador como um parceiro, em uma atitude já consolidada de construir, juntos, novas possibilidades de conhecimento”, avalia. “O Inhotim dialoga com os agentes que fazem parte da ponta do processo educacional, que é a escola. Isso resulta em uma relação de parceria entre o Instituto e o educador”, acrescenta.

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    09 de abril de 2015

    Morgana Rissinger

    Curadora de programas públicos do Inhotim.


    Leitura: 6 min

    Dançando a arte de Channa Horwitz

    Dançando a arte de Channa Horwitz

    A abertura da mostra DO OBJETO PARA O MUNDO – COLEÇÃO INHOTIM, no Itaú Cultural, em São Paulo, contou com um momento singelo e poético trazido pela realização de três performances criadas pela americana Channa Horwitz. A apresentação trouxe, através da dança, mais um viés de aproximação entre o público e a obra da artista. Executadas pelos bailarinos da Cia. Sesc de Dança, as performances foram dirigidas pela filha de Horwitz, Ellen Davis.

    Ao longo de mais de quatro décadas, Channa Horwitz (1932-2013) produziu uma extensa obra em torno do movimento, do tempo e do ritmo. Baseada na cadeia numérica de um a oito, em seus desenhos, pinturas, filmes, objetos tridimensionais e performances, Horwitz repete e combina cores, linhas e pontos dentro de um rigoroso método por meio do qual o pensamento lógico-matemático possibilita a emergência de conceitos de ordem mais subjetiva, como o acaso e a liberdade. Com suas repetições e segmentações, a artista cria um espaço para a experimentação que envolve corpo e mente e afirma que, para a liberdade existir, é necessário limitar as escolhas.

    Sua investigação chega assim ao sistema que denominou Sonakinatography, ou como a ele se referia informalmente, Sonas. Esses desenhos servem como partituras para a interpretação de outros artistas, como músicos, atores e coreógrafos. As performances criadas a partir dessas obras de alguma forma diluem a rigidez do sistema e dão lugar à surpresa e ao desprendimento aos quais a artista se referia e cuja busca era uma constante em seu trabalho, representado na exposição por obras bi e tri dimensionais dos anos 1960 e 1970.

    A primeira performance apresentada foi At the tone. Quando as cortinas abriram, vimos quatro bailarinas movendo-se lentamente ao som de uma respiração profunda; seus movimentos unidos a este som lembram as ondas do mar. Esta obra foi realizada pela primeira vez em 1969, em Los Angeles, e traz figurinos feitos por Horwitz baseados na série Quadrados e círculos preto e branco (1967-68). Ao longo dos pouco mais de dez minutos de duração que a peça tem, foi divertido observar os quadrados e círculos se formando e se desfazendo dentro da coreografia, pelos movimentos das bailarinas, ou mesmo através da sobreposição dos desenhos do próprio figurino.

    Em seguida, assistimos Poem Opera. Realizada originalmente na Bolonha, Itália, em 1978, é composta por oito roteiros de cerca de 8 metros de comprimento contendo palavras que descrevem qualidades opostas de uma pessoa (jovem/velho, feliz/triste, sonhador/realista), lidos simultaneamente por oito atores. Acompanhadas de um metrônomo, as vozes criam uma cacofonia que destaca as infinitas combinações entre ordem e acaso, a palavra escrita e o movimento no tempo. Depois de um momento, as palavras declamadas em ritmo e entonação rígidos viram uma música e seus significados – inicialmente tão presentes – se diluem no conjunto de vozes.

    objeto para o mundo

    Combinação entre palavra e movimento ajudam a descrever qualidades opostas de uma pessoa em uma das performances. Foto: Ivson Miranda

     Por fim, vimos Sonakinatography Composition III. A performance mescla dança, luz e som em uma combinação de movimentos e tempos rigorosos, acompanhados de música também executada com base nas partituras de Horwitz. Nessa performance as luzes coloridas projetadas sobre os corpos dos bailarinos, mesmo seguindo um ritmo matemático, acabam por destacar o engajamento com o “aqui e agora” – o “fantasma do infinito” do mundo dos algoritmos se concretiza em cor, luz e movimento durante as performances. Como comentou uma das pessoas do público ao final da apresentação, a união de movimento, cor e luz formou diante de nós uma espécie de alfabeto, algo novo para inspirar nossa observação da obra de Channa Horwitz.

    Dança, luz e som são combinados com movimentos rigorosos na terceira apresentação.

    Dança, luz e som são combinados com movimentos rigorosos na terceira apresentação.

    EXPOSIÇÃO
    As obras da artista podem ser vistas na mostra “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim”.
    Quando: de 2 de abril a 31 de maio de 2015. Terça a sexta, das 9h às 20h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h.
    Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP)
    Entrada gratuita.

    Indicado para todas as idades.
    doobjetoparaomundo.org.br

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    01 de abril de 2015

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoinauguração

    Leitura: 5 min

    Inhotim na Avenida Paulista

    Inhotim na Avenida Paulista

    2 de abril de 2015 poderia ser um dia como outro qualquer na maior metrópole brasileira. Mas, hoje, São Paulo acorda diferente. A inauguração da mostra “Do Objeto para o Mundo”, realizada em parceria com o Itaú Cultural, marca a primeira vez em que a coleção do Inhotim, formada ao longo dos últimos dez anos, é exibida fora de Minas Gerais, sua sede. Em exibição até 31 de maio, a exposição levou mais de 50 mil visitantes ao Palácio das Artes e ao Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, no centro de Belo Horizonte, antes de desembarcar na capital paulista.

    O conjunto de 29 artistas de diversas gerações e partes do mundo que compõe o percurso expositivo convida a uma reflexão sobre o desenvolvimento da arte contemporânea. O movimento neoconcreto da década de 1950 é o ponto de partida para essa viagem, que revela como questões e práticas adotadas na época, por nomes como Hélio Oiticica, Lygia Clark e Lygia Pape, transpõem as barreiras do tempo e se vêem presentes em trabalhos recentes de Gabriel Sierra, José Dávila e Juan Araujo.

    Foto: Arquivo Inhotim

    Foto: Arquivo Inhotim

    “Do Objeto para o Mundo” reúne obras que tensionam as fronteiras entre arte e vida. Na mostra, os objetos de arte desmaterializam-se ou aproximam-se da experiência cotidiana e de mundo do espectador. Quem já experimentou essa transformação caminhando pelos jardins do Inhotim, agora tem a chance de perceber, em um contexto totalmente diverso, os impulsos que levaram a essa arte mais espacial. O curador da exposição, Rodrigo Moura, exemplifica: “Os relevos espaciais foram, possivelmente, o primeiro passo de Oiticica em direção à arte ambiental. Para chegar ao Magic Square, primeiro o artista teve que tirar o quadro da parede e criar um objeto que não tem frente nem verso, que tem frestas e quinas. A partir daí, a pintura foi se transformando até virar um espaço público, uma praça”.

    O recorte exibido em São Paulo introduz três obras que não participaram da temporada em Belo Horizonte: a instalação Límite de una proyeccíon I (1967), do argentino David Lamelas, a projeção U.S.A. Freestyle Disco Contest (1979/2003), do americano Michael Smith e o filme 0314 (2002), do mineiro Marcellvs L. A obra Seção Diagonal, de Marcius Galan, sucesso de visitação no Inhotim desde 2010, agora também está instalada no espaço.

    Alguns cartões postais da cidade também recebem trabalhos. Os relógios que compõem a obra Um dia como outro qualquer (2008), de Rivane Neuenschwander, sempre registram zero hora e zero minuto, e foram posicionados em locais inusitados de espaços como o Auditório Ibirapuera, o MAM-SP, o MASP e a Pinacoteca.

    PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

    Os artistas David Lamelas e Michael Smith participam de conversas de abertura, no dia 2/04, às 20h, no Itaú Cultural. A entrada é gratuita, sujeita à lotação da sala (80 lugares). Se não puder comparecer, não se preocupe: o evento será transmitido ao vivo por este link.

    Visite o hotsite doobjetoparaomundo.org.br e saiba mais sobre a exposição. Assista ao vídeo da montagem em Belo Horizonte, com depoimentos dos curadores do Inhotim:

    EXPOSIÇÃO
    Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim
    Quando: de 2 de abril a 31 de maio de 2015. Terça a sexta, das 9h às 20h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h.
    Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP)

    Entrada gratuita.
    Indicado para todas as idades.
    doobjetoparaomundo.org.br

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    24 de março de 2015

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    botânicajovens agentes ambientaismeio ambiente

    Leitura: 3 min

    Protagonistas da transformação

    Protagonistas da transformação

    Desde 2008, o projeto Jovens Agentes Ambientais oferece um programa de formação a moradores de Brumadinho, estimulando o entendimento sobre questões ambientais e a adoção de comportamentos mais saudáveis em relação ao ambiente e ao uso dos recursos naturais. Ao longo dos encontros, discutimos assuntos que ultrapassam o conteúdo escolar e se aproximam do aspecto político e social das questões mais urgentes relativas ao meio ambiente e sua conservação.  Nesse processo de descobertas, o Inhotim e seus acervos se transformam em um grande laboratório de pesquisa e experimentação, um espaço que promove o encontro com o desconhecido e o incomum, uma ferramenta para o conhecimento e para a ampliação de horizontes.

    Ao longo dos meses, nos concentramos em pesquisar e adotar atitudes que contribuem com o bem estar socioambiental, seja no ambiente-rua, no ambiente-casa, ou no ambiente-escola.  Fazendo esse exercício, logo percebemos que há muito ao nosso redor que deve ser cuidadosamente observado e transformado. No JAA, o principal motor para essa transformação é, sem dúvidas, a energia e a criatividade destes jovens que, juntos, propõem ações que nos provocam a refletir e a reconsiderar nossos hábitos mais comuns.

    Como educadores, desejamos provocar o jovem a se perceber protagonista da sua própria experiência no lugar onde vive. Entendemos que são muitas as oportunidades que temos de mudar a relação entre homem e ambiente, por isso exercitamos a habilidade de identificá-las e de atuar sobre elas em qualquer escala – Transformar o mundo no quintal de casa, nas calçadas da cidade, ou em meio à mata.

    Em 2015,  25 jovens da rede pública de ensino de Brumadinho vão participar do projeto. Em um calendário anual de atividades, o Jovens Agentes Ambientais vão participar de encontros no Inhotim, pesquisas de campo em Brumadinho e seus distritos rurais, encontros com técnicos e especialistas da área ambiental, além de ações planejadas e executadas pelos alunos no espaço público.

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