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  • 27 de fevereiro de 2015

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Conversa com Daniel Steegmann

    Conversa com Daniel Steegmann

    Para encerrar sua temporada em Belo Horizonte, a exposição “Do objeto para o mundo – Coleção Inhotim”, em exibição até 8 de março no Palácio das Artes e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, promove uma conversa com o artista Daniel Steegmann Mangrané, no próximo dia 4.

    Autor de 16 mm, que integra a exposição, Steegmann fala sobre esta e outras obras que marcaram sua trajetória. É uma ótima oportunidade para conhecer melhor o trabalho de um artista cuja atividade reflete aspectos da arte contemporânea e, também, para saber mais sobre a formação da coleção do Inhotim. Exibido pela primeira vez na 30a Bienal de Sa?o Paulo, em 2012, 16 mm foi filmado com um dispositivo criado pelo artista, no qual a ca?mera desliza por um cabo de ac?o colocado a tre?s metros de altura, na Mata Atlântica. A conversa, com mediação do curador da exposição Rodrigo Moura, fecha o ciclo de encontros com o público.

    Retrato Daniel Steegmann Mangrané

    Retrato Daniel Steegmann Mangrané

    Os temas da exposição também foram discutidos em conversas promovidas durante o período de sua abertura, em dezembro de 2014. Na primeira delas, foi possível conhecer a trajetória de dois importantes artistas argentinos – Jorge Macchi e David Lamelas. Apesar de pertencerem a diferentes gerações, suas obras ajudam a entender o caminho traçado pela curadoria da exposição. “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim” apresenta um recorte em que a arte contemporânea é entendida a partir de movimentos artísticos surgidos no Brasil, América Latina e Japão a partir dos anos 1950. Este caminho é marcado, também, pela manifestação de “Do corpo à terra”, ocorrida em Belo Horizonte em 1970, no Parque Municipal. O curador do evento, Frederico Morais, e dois artistas que integraram a mostra – Cildo Meireles e Décio Noviello – participaram da segunda rodada de conversas, realizada em dezembro.

    Nesta quarta-feira, 4 de março, o público tem mais uma oportunidade de se aproximar dos conteúdos trazidos pela exposição, de maneira direta e descontraída. Participe da conversa de Daniel Steegman Mangrané com o curador Rodrigo Moura, às 19h30, no Teatro João Ceschiatti.

    Conheça melhor a obra de Daniel Steegmann e visite exposição no Palácio das Artes.

    Conversa com o artista Daniel Steegmann Mangrané
    Quarta-feira, 4 de março, 19h30
    Palácio das Artes, Teatro João Ceschiatti,  – Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte/MG
    Lotação máxima: 148 pessoas
    Entrada gratuita, por ordem de chegada
    doobjetoparaomundo.org.br

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    10 de fevereiro de 2015

    Jorge Mautner


    visita

    Leitura: 5 min

    Viagem ao centro da Terra

    Viagem ao centro da Terra

    Antes de chegarmos ao Inhotim, já estávamos deslumbrados pela paisagem de tanta beleza que nos cercava. Deu até tempo de falar da magnífica história da insurreição de Minas Gerais e, meu entusiasmo era tanto, que repeti várias vezes o fato de o ouro e a prata de Minas Gerais terem financiado e feito toda a industrialização da Europa.

    De repente, chegamos a um hotel maravilhoso e, no dia seguinte, fomos conhecer o lugar onde tocaríamos eu, Bem Gil e Jards Macalé. Eis que entramos no jardim do paraíso do século 21! Estávamos no Inhotim. Fomos recebidos pelo Antonio Grassi, diretor executivo do Instituto, e lá estava também Adriana Rattes, na época secretária de cultura do estado do Rio de Janeiro.

    Passamos o som enquanto ficávamos olhando aquela deslumbrante mistura entre a paisagem humana e a paisagem de plantas, árvores, flores, lagos, pássaros, irmanando-se com as várias arquiteturas daquele imenso lugar, que leva para ser visitado em quase a sua total extensão, no mínimo, três dias de intenso programa de passeios a lugares que, uma vez conhecidos, ficam para sempre na memória do coração.

    Isso sem falar nos inúmeros lugares onde há surpresas, como os imensos pavilhões que registram a obra de geniais artistas plásticos, pintores, fotógrafos, escultores e coisas de extraordinário valor artístico, inspirando e se integrando com as artes da natureza esplêndida desse imenso parque, monumento, lugar sublime, lugar de iluminações da alma, onde a poesia jorra por todos os lados, se entrelaçada a todas essas belezas, inclusive com a beleza do profissionalismo dos funcionários e a beleza da doçura e do carinho com que tratam os visitantes.

    Mas o lugar que mais nos impressionou, entre todas essas maravilhas de impacto atômico em nossos neurônios, foi aquela imensa cúpula que, quando adentramos nela, estávamos num lugar extraordinário, pois, ali, a ciência se enlaça com a arte e a música de todos os mistérios: é que quem lá entra, ouve o som que existe no fundo da Terra. Mas não é apenas um som: são sinfonias, melodias, urros, gritos, ondas sonoras, é a voz e as vozes das entranhas do planeta. Era a obra Sonic Pavilion (2008), do artista Doug Aitken. Ficamos lá mais de uma hora atônitos, transfigurados, ouvindo aquela sinfonia infinita que, a cada instante, ora urrava, ora sussurrava, junto a melodias de todas as dimensões, mostrando, em tom absoluto, a vida, as vidas, os movimentos ininterruptos dos interiores, dos intestinos e das vísceras de nosso planeta, urrando, chorando, rindo, cantando, entoando mistérios de belezas do ventre da mãe Terra, de todo o universo, e desse parque onde mora o Deus desconhecido!

    "Sonic Pavilion", 2008, de Doug Aitken. Foto: Pedro Motta

    “Sonic Pavilion”, 2008, de Doug Aitken. Foto: Pedro Motta

    Eu estava tão impactado por essa visita que dava vontade de chorar de emoção e de rir de felicidade ao mesmo tempo, e parabenizei o criador desse projeto, Bernardo Paz, por essa obra prima da humanidade, do Brasil, e de todos nós que tivemos a graça divina de conhecê-lo. É um lugar de meditações profundas e de revelações misteriosas. E, olhando a paisagem de verde-esmeralda das plantas e das árvores, durante o passeio por trilhas, eu via em relâmpagos de segundos a imagem de Tupã Deus do Brasil fulgurando.

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    02 de fevereiro de 2015

    Redação Inhotim


    comunidadeeducaçãomeio ambiente

    Leitura: 4 min

    Inhotim: um lugar de descobertas

    Inhotim: um lugar de descobertas

    Nada de carteiras enfileiradas, tarefa para copiar do quadro ou hora certa de fazer perguntas. Ao redor, microscópios, lupas e espécies vegetais desconhecidas. Estamos no Espaço Ciência: um lugar de educação não formal. Aqui, não há limites para a curiosidade.

    Se você olhar pra trás, provavelmente vai concordar que as experiências mais marcantes da sua vida escolar foram inusitadas, irreverentes ou curiosas. Desde a criação do projeto Espaço Ciência Itinerante, em 2012, mais de 16 mil alunos entre 6 e 14 anos da rede pública de ensino de Minas Gerais já passaram por momentos como esses e aprenderam sobre ciência e educação ambiental colocando a mão na massa.

    Os alunos da rede pública de Casa Branca (MG) já participaram do projeto. Foto: Rossana Magri.

    Os alunos da rede pública de Casa Branca (MG) já participaram do projeto. Foto: Rossana Magri.

    Funciona assim: primeiro, os educadores do Instituto passam dois dias na escola. É o momento de apresentar a parte teórica. Mas, nesse projeto, não há lugar para a monotonia. Com a ajuda de biorréplicas e instrumentos científicos, as crianças já começam a se familiarizar com o trabalho de campo.

    Em seguida, é hora de partir para o Inhotim. Entrar no parque é experimentar um novo mundo. As mais de 5 mil espécies da coleção do Jardim Botânico Inhotim representam 28% das famílias botânicas conhecidas do planeta. A disposição das plantas em um projeto paisagístico que não existe em nenhum outro lugar do mundo encanta visitantes de todas as idades. Deu pra imaginar o quanto esse momento é especial para os pequenos exploradores? Assista ao vídeo:

    Saindo do parque, os alunos já se tornaram jovens educadores. Stéphany Keroly, 9 anos, conta o que descobriu:

    “Eu aprendi que não devemos desmatar a natureza e que os animais precisam da sombra da árvore. Aprendi também que através das folhas é que as árvores respiram o ar sujo e liberam o ar limpo. As árvores são cheias de canudos e que, quando são cortadas, a cidade fica desmatada. Já o cocô da minhoca é muito nutritivo para as plantas.”

    Núbia Silva, também com 9 anos, alerta:

    “Não devemos maltratar as plantas porque até os animais cuidam delas, então, devemos cuidar também. Não cuidar dos rios causa erosão, deslizamento e pode acabar matando a gente.”

    Foto: Daniela Paoliello

    Foto: Daniela Paoliello.

    Deu vontade de voltar à infância? Não se preocupe. Em algumas ocasiões do ano, o Espaço Ciência é oferecido também para os visitantes do Inhotim, como parte da programação gratuita do parque. É só ficar atento ao calendário quando for agendar a sua próxima visita.

    Em 2014, o projeto Espaço Ciência contou com o patrocínio da Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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    28 de janeiro de 2015

    Redação Inhotim


    artevisita

    Leitura: 8 min

    Cinco obras para curtir com crianças

    Cinco obras para curtir com crianças

    Arte contemporânea é uma ótima pedida para crianças. Surpreendente, criativa e muitas vezes interativa, propõe experiências divertidas e curiosas. Então, que tal fazer uma visita ao Inhotim com a família? Confira cinco obras imperdíveis para curtir toda a diversão do Instituto com os pequenos:

    Através, 1983-1989
    Cildo Meireles

    Através

    “Através”, 1983-1989, Cildo Meireles. Foto: Daniela Paoliello

    Comece sua visita dando uma geral no mapa do parque. Atualmente o Inhotim possui 140 hectares e um dia é pouco para conhecer tudo. Assim, aproveite ao máximo seu tempo! Na recepção há banheiros, bebedouros e as lojas institucionais do Inhotim para você levar uma lembrança ou adquirir algo que esqueceu para o passeio. Leia aqui tudo o que você precisa carregar na mochila para estar preparado. Siga pela alameda central. No final dela está o Tamboril, árvore que é um dos símbolos do Instituto (aproveite para tirar uma foto com as crianças!). Continue pela esquerda, atravesse uma ponte e você encontrará a Galeria Cildo Meireles. Ela é uma das mais antigas do Instituto. A obra “Através” sempre surpreende as crianças. Cacos de vidro, grades, cortinas e outros materiais do cotidiano formam um labirinto e fazem refletir sobre as barreiras do dia a dia e a maneira como as pessoas se relacionam com elas.

    Continente/Nuvem, 2008
    Rivane Neuenschwander

    "Continente/Nuvem", 2008, Rivane Neuenschwander.

    “Continente/Nuvem”, 2008, Rivane Neuenschwander. Foto: Rossana Magri

    Saia da galeria pela porta oposta a que você entrou. Siga em frente e, à sua direita, logo vai estar uma casinha branca. Contorne-a para descobrir a entrada. À primeira vista vazia, a construção (que data de 1874 e é a mais antiga edificação remanescente da propriedade rural que deu origem ao Inhotim) abriga no teto uma instalação da artista Rivane Neuenschwander. Uma das referências usadas por ela para desenvolver o trabalho foi sua própria infância, quando observava o céu e as nuvens em busca de figuras. Experimente deitar-se no chão ou nos degraus da escada com os pequenos para descobrir as imagens que vão sendo formadas!

    Galeria Cosmococa
    Hélio Oiticica e Neville D’Almeida

    Uma das salas da Galeria Cosmococa. Foto: Ricardo Mallaco

    Uma das salas da Galeria Cosmococa. Foto: Ricardo Mallaco

    Continue o passeio subindo em direção à Galeria Adriana Varejão. No caminho, você vai encontrar banheiros e uma lanchonete. Aproveite para recarregar as baterias! Siga pela direita em direção à Cosmococa. Passe pelo Jardim das Veredas Tropicais, com incríveis bancos do designer Hugo França, e pela obra Troca-Troca (2002), do artista Jarbas Lopes, composta por três fusquinhas coloridos. Um pouco mais a frente está o prédio que abriga as cinco salas sensoriais de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. Espumas geométricas, balões coloridos, redes, colchões e, para deixar tudo ainda mais divertido, uma piscina! Não deixe de dar um mergulho e fique tranquilo na hora de sair: o Instituto disponibiliza toalhas para quem se aventurar a entrar.

    Piscina, 2009
    Jorge Macchi

    "Piscina", 2009, Jorge Macchi. Foto: Pedro Motta

    “Piscina”, 2009, Jorge Macchi. Foto: Pedro Motta

    Depois dessa incrível experiência, mostre para as crianças a variedade de espécies botânicas ao redor, especialmente de palmeiras e aráceas, famílias de plantas que o Instituto coleciona. Continue subindo em direção à obra Beam Drop Inhotim (2008), do artista Chris Burden. Ao chegar ao topo, você vai encontrar, do lado direito, as vigas que o artista lançou ao chão de uma distancia de 45 metros, em uma ação performática que durou 12 horas (confira o vídeo aqui). Seguindo o caminho, está a Piscina (2009), do argentino Jorge Macchi. O trabalho foi realizado a partir de uma aquarela surrealista do artista, que propunha uma caderneta de endereço em que o índice era a escada para uma piscina. O Inhotim convidou Macchi a reproduzir o trabalho em três dimensões, resultando em uma construção que pode ser usada pelos visitantes. Na mata ao lado dela, há um vestiário com toalhas gratuitas e banheiro, por isso, “se jogue” com a turma!

    A Origem da Obra de Arte, 2002
    Marilá Dardot

    "A Origem da Obra de Arte", 2002, Marilá Dardot. Foto: Daniela Paoliello

    “A Origem da Obra de Arte”, 2002, Marilá Dardot. Foto: Daniela Paoliello

    Revigorado do calor, caminhe em direção às montanhas até um galpão de jardinagem. Lá e em todo seu entorno estão vasos em formas de letras que fazem parte A Origem da Obra de Arte (2002), de Marilá Dardot. O trabalho convida o público a plantar sementes nesses recipientes e transformá-los em palavras espalhadas pelo campo. Nomes, sentimentos, promessas e desejos sempre compõem a paisagem. Ajude as crianças a deixarem seu recado também e não se esqueça de fazer uma foto. Se for compartilhá-la na internet, use #inhotim, assim o seu registro irá aparecer para quem pesquisar imagens do parque. Siga desvendando as galerias do parque ou, se a fome apertar, faça uma parada em um dos restaurantes do Inhotim, com menus variados.

    Gostou da nossa sugestão de roteiro com as crianças? Deixe abaixo um comentário!

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    16 de janeiro de 2015

    Redação Inhotim


    visita

    Leitura: 3 min

    Mudanças na visitação

    Mudanças na visitação

    A partir de 3 de fevereiro, o Instituto Inhotim passa a oferecer entrada gratuita aos visitantes às quartas em substituição às terças-feiras, como era praticado desde 2012. A mudança tem como objetivo facilitar a manutenção, realizada sempre às segundas-feiras, quando o parque fica fechado ao público. “A ampliação da área do Instituto e o crescente número de visitantes exigiu que repensássemos essa logística. O dia de entrada gratuita é sempre de bastante movimento e, realizado no dia seguinte à manutenção, dificulta a finalização de determinados serviços. A troca será muito importante para continuar garantindo a qualidade da nossa operação”, afirma o diretor executivo da instituição, Antonio Grassi.

    No mesmo mês, o preço do ingresso também sofre modificação. Às terças e quintas-feiras, as entradas passam para R$ 25 (R$ 12,50 meia-entrada). Já às sextas, sábados, domingos e feriados, o custo é de R$ 40 (R$ 20 meia-entrada). O ajuste, aprovado pelo Ministério da Cultura, visa corrigir a defasagem no valor do bilhete, levando em consideração a inflação acumulada e a expansão do parque ao longo dos anos.

    Aberto à visitação em 2006 com 45 hectares e cinco galerias, atualmente o Inhotim possui uma área de 140 ha e um acervo de mais de 800 obras. Esse rápido crescimento fez com que a sustentabilidade econômica se tornasse um grande desafio para a instituição. O valor arrecadado com a bilheteria é uma das fontes de receita do Instituto, assim como a venda de serviços; a realização de eventos; os patrocínios via leis de incentivo à cultura; e as doações de pessoas físicas e jurídicas.

    Alterações a partir de 03 de fevereiro:
    Entrada gratuita: quarta-feira
    Ingresso: Terças e quintas-feiras, R$ 25 (R$ 12,50 meia-entrada). Sextas, sábados, domingos e feriados, R$ 40 (R$ 20 meia-entrada).

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