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  • 27 de setembro de 2019

    Marcelo Martins


    Leitura: 8 min

    Inhotim, Setembro Azul e os desafios de uma instituição no caminho para a acessibilidade

    O Inhotim já recebeu mais de três milhões de pessoas – desde 2006, quando abriu ao público – e fomentado o acesso aos seus acervos de arte e botânica, com a finalidade de possibilitar experiências e reflexões sobre cultura e biodiversidade. Como instituição museológica sintonizada com seu tempo e com as discussões na área, as equipes buscam a partir de suas práticas diárias entender e aprimorar a sua comunicação com a diversidade de pessoas que o visita.

    Assim, para se aproximar do público surdo, o Inhotim participa pela primeira vez do Setembro Azul, o mês da visibilidade da Comunidade Surda Brasileira, com uma semana de programação especial para o público surdo e com deficiência auditiva. Entre 23 e 29 de setembro, as visitas proporcionam o aprendizado de sinais em Libras, percorrendo trajetos na área central do Inhotim e no Viveiro Educador. A atividade aborda a história do Instituto, as orientações de visitação nos espaços e os acervos de arte e botânica.

    A atenção para com a Linguagem Brasileira de Sinais no Inhotim começou com a visita da professora Clarice Alves, em março de 2018. Ela, que é surda, pediu ao seu filho Juan Santos para mediar a atividade em Libras, o que chamou a atenção da equipe do Educativo e a estimulou a aprender os sinais da Língua. Grupos de estudo foram criados no Inhotim para aprender Libras. No ano seguinte, Juan foi contratado para auxiliar no ensino e no atendimento ao público surdo pela equipe do Educativo. Para Sara Souza, coordenadora do Atendimento, a contratação do Juan deu uma nova perspectiva para todos. “Pelo fato de ter sido educado em Libras na família, ele explica aspectos importantes na comunicação com os surdos, como a percepção das vibrações do som e a expressão facial”, conta.

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    Nos vídeos acima, a monitora Roberta Duarte ensina os sinais de Inhotim e Brumadinho. Vídeos: Marcelo Martins.

    Uma instituição em processo de aprendizagem

    A equipe do Educativo realizou diversos treinamentos desde meados de 2018, por iniciativa e realização da própria equipe, usando apostilas e vídeos. Para aprimorar os estudos, há um ano, a equipe recebeu a visita da educadora Flávia Neves, que desenvolveu o Librário, uma tecnologia para a aprendizagem de Libras de maneira lúdica.

    Librário

    Librário é um baralho, em que cada carta mostra o sinal em Libras e a sua tradução para o português. Foto: William Gomes

    Esta é a chance de aprender Libras de uma maneira descontraída! A atividade com o Librário será oferecida aos pés da árvore Tamboril no próximo fim de semana, 28 e 29 de setembro.

    Segundo a Gerente de Educação Janaína Melo, este é o momento do Inhotim repensar a relação com os seus públicos, especialmente os surdos e pessoas com deficiência. “O Instituto sempre recebeu público surdo e com deficiência. Agora, é o momento de estabelecer uma estratégia de construção de práticas educativas para essas pessoas, em uma agenda na qual elas também sejam envolvidas, a fim de ampliar a experiência do público no Inhotim. É um entendimento de que o Inhotim é um espaço de todos, feito com todos e para todos”, diz.

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    Equipe de atendimento treina Libras em meio aos jardins do Inhotim. Foto: Marcelo Martins

    Sinais de aprendizagem

    Em uma das visitas que fez com um grupo de surdos no mês de junho, Juan revela o que eles mais gostaram: a experiência na Galeria Cosmococa. “Além de ter apresentado o trabalho dos artistas Hélio Oiticica e Neville d’ Almeida, as pessoas gostaram de interagir com os objetos da instalação, como as almofadas, bexigas e redes”, lembra Juan.

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    Na obra Forty Part Motet (2001), de Janet Cardiff, Juan orienta a visitante a colocar a mão na caixa de som.

    Obras sonoras também estão incluídas no trajeto da visita em Libras. É o caso de Forty Part Motet (2001), de Janet Cardiff. “A pessoa surda sente a vibração do som. Por isso que uma das maneiras de chamar um surdo é, além de gesticular, bater os pés, para que a pessoa sinta a vibração do chão”, explica Juan.

    Até domingo, o Inhotim realiza a 1ª Semana do Setembro Azul, uma programação especial para o público surdo, com visitas mediadas em Libras, traduzidas para o Português. Veja a programação no nosso site e participe! 

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    19 de setembro de 2019

    Marcelo Martins


    Leitura: 7 min

    Movimento, pausa, Sombra e Água Fresca

    Movimento, pausa, Sombra e Água Fresca

    O deslocamento do corpo e das ideias é uma das principais propostas do Inhotim. Percorrer as galerias projetadas especialmente para o Instituto, renovar o olhar observando os jardins e se deparar com a materialidade das obras de arte e pessoas de vários locais do mundo, faz parte da experiência neste local único. Pensar no Inhotim como um local vivo, que está sempre em transformação, também é um dos cernes da experiência do visitante. Sob essa tônica, abriremos no dia 21 de setembro um novo espaço: o Jardim Sombra e Água Fresca -pensado como um jardim em processo.

    Território em transformação

    O jardim está conectado com a transformação do território em seu conceito: a área, que era um pasto, passou por um processo criativo de quase 10 anos, liderado pelo paisagista do Instituto, Pedro Nehring. Existem cerca de 700 espécies, entre plantas nativas e exóticas, com o objetivo de enriquecer a vegetação ciliar do curso d’água e criar novos espaços à sombra. Vando Silva, jardineiro do Inhotim, participou de perto da transformação do local. “Lembro-me de quando eu cortava grama nessa área. Hoje, já tem um caminho, um jardim bonito. Fico feliz por contribuir para este novo espaço do Instituto”, diz.

    INH_Gif_NovoJardim

    Quais plantas esse jardim tem?

    Para a sua concepção, o paisagista teve como orientação a mistura entre plantas nativas e exóticas para compor flora do Jardim Sombra e Água Fresca. Uma das principais famílias botânicas do Inhotim, as palmeiras, que tem como espécie integrante o Buriti (Mauritia flexuosa), por exemplo, compõem a nova paisagem. Plantas muito presentes na história e na cultura brasileira, como o jacarandá, o guanandi e a pitangueira estão entre cerca de 700 espécies presentes no novo espaço, com aproximadamente 32 mil m².

    O Jardim Sombra e Água Fresca também foi pensado para proporcionar experiências multissensoriais: mais de 80 espécies de plantas frutíferas vão compor a nova paisagem (imagine o cheiro do lugar!); será possível ouvir cantos de muitos passarinhos, como sabiá e trinca-ferro – que se alimentam dessas frutas – e o barulho da água que corre em um dos pontos extremos do jardim.

    FotoWilliamGomes

     

    Afinal, o que é etnobotânica?

    Ao longo do jardim, o visitante poderá reconhecer trinta plantas, que serão identificadas com placas, nas quais vão constar informações etnobotânicas, que nada mais é que a ciência que estuda a utilização das plantas pelas pessoas. Para o curador botânico Juliano Borin, as informações etnobotânicas são ferramentas estratégicas para a educação ambiental do público. “A pessoa terá consciência do uso da planta, da sua importância para o ecossistema e, assim, vai saber porque é importante preservá-la.”

    Por exemplo: você já ouviu falar sobre o Guanandi? Reconhecida como a primeira “madeira de lei” do Brasil, pode atingir até 20 metros de altura. Seus frutos são consumidos por vários animais, o que é útil em reflorestamentos.

    Na região central do jardim, o visitante poderá ainda se deparar com um imponente cedro. Obras do mestre Aleijadinho – expostas em cidades próximas a Brumadinho, como Congonhas, Ouro Preto e Sabará – foram produzidas com a madeira dessa árvore.

    Um último exemplo, só para aumentar a curiosidade com as outras 27 espécies que poderá desvendar nas trilhas do Jardim Sombra & Água Fresca, temos o pau-rosa, uma ótima opção para a arborização das cidades. Quando em floração, sua beleza se iguala ou supera a dos ipês.

    Mil caminhos até o Jardim Sombra e Água Fresca

    São muitos os caminhos que conduzem o visitante até o Jardim Sombra e Água Fresca. Pegue um carrinho no ponto de embarque da Rota 1, próximo à Galeria Praça; siga em direção ao Jardim Veredas, passando ao lado da Galeria Adriana Varejão. Ao desembarcar, o acesso para o jardim está ao lado da Galeria Cosmococa. Outra opção é, ao sair da Recepção, caminhe pela Alameda Central, vire à esquerda da árvore tamboril (B1 no mapa) e vire à direita, passando pela Galeria Fonte (G4). Depois de passar pelo Jardim Veredas (J5), o acesso ao novo espaço estará à sua direita. Confira no gif abaixo:

    INH_MapaNovoJardim_blogSite

    Ah! Não deixe de registrar fotos das plantas e dos animais do Jardim Sombra e Água Fresca, bem como da sua visita ao Inhotim. Compartilhe-as com a #sejapresença, #brumadinho, #minasgerais, #birdwatching, #birdwatchingbrasil, #jardimbotanico, #inhotiminstitute e #inhotim.

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    01 de agosto de 2019

    Redação Inhotim


    arteinhotimprogramação culturalvisita

    Leitura: 10 min

    Artistas de Brumadinho sobem ao palco do Inhotim em programação especial

    Artistas de Brumadinho sobem ao palco do Inhotim em programação especial

    No palco, diferentes timbres, acordes, arranjos e passos que evidenciam a potência e vocação cultural de toda uma cidade. Um novo projeto do Instituto Inhotim construído com artistas da cidade mostra a expressão artística e musical de Brumadinho em apresentações imperdíveis e abertas para todo o público.

    O Palco Brumadinho reunirá cantores, compositores e grupos tradicionais da cidade em shows que começam no dia 10 de agosto (sábado). Nesta primeira edição haverá seis eventos, um por mês, até janeiro de 2020. Cada um com três atrações, emolduradas por áreas icônicas do Instituto: a centenária árvore Tamboril, o Magic Square de Hélio Oiticica e o Centro de Educação e Cultura Burle Marx.

    O Palco Brumadinho integra um conjunto de ações do Inhotim em desenvolvimento com a comunidade local. “Nesta programação a cidade compartilha, com os visitantes do Instituto e moradores, um pouco de sua efervescência musical”, afirma a gerente de Educação do Inhotim, Janaina Melo.

    Os próximos shows acontecem nas datas 14/9, 5/10, 9/11, 14/12 e 11/01/2020. Todos os visitantes podem assistir às apresentações gratuitamente. Lembrando que moradores de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim não pagam entrada no Instituto.

    Curadoria de programação

    A seleção dos artistas que se apresentarão no Palco Brumadinho foi feita por uma equipe de curadoria formada por pessoas com forte atuação cultural na cidade. Os curadores desta edição são Leci Strada (compositor e cantor); Márcio Nagô (cantor e compositor); Júlio Santos (maestro da Escola de Música Inhotim); e Janaína Silva (educadora do Inhotim).

    No primeiro evento (10/8), que acontece das 14h30 às 17h, sobem ao palco o cantor Thibana, o instrumentista André Luis e o Grupo de Canto e Dança Negro por Negro. Confira abaixo o que eles reservam para o público, no Inhotim.

    Sobre as atrações

    Thibana

    Os primeiros acordes de Marcelo Correa, o Thibana, com uma banda, aconteceram na adolescência dele, tocando com os amigos da igreja. Em 1992, integrou a banda Vereda Tropical, em Brumadinho, onde nasceu. Fez shows em palcos espalhados pelo Brasil e trabalhos em estúdios, programas de rádio e televisão. Estudou violão clássico no Cefar/Palácio das Artes e é professor graduado em música pela UFMG. O repertório variado vai dos clássicos nacionais e internacionais dos anos 60, 70 e 80, ao samba, axé e música caipira. Para o Palco Brumadinho, Thibana apresenta algumas de suas canções autorais e interpretações de artistas mineiros, incluindo dois compositores de Brumadinho: Emerson Morais e Leci Strada. A banda para o show conta com Claudio Almeida (baixo), Edson Zazu (saxofone), Paulo Vicmoro (teclados), Marcos Paulo (violão e guitarra), Leandro Mazza (bateria) e Léo Morona (percussão).

    André Luis

    “Nascido e criado” em Brumadinho, tem 31 anos e toca desde os 13. Aos 14, já dava aulas de violão, atividade que exerce ainda hoje em seu próprio estúdio, o Atmosfera, localizado em sua cidade natal. No local, além de ensinar, ele faz gravações diversas. Estudou violão erudito na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Na Universidade de Música Popular de Barbacena, fez violão popular, arranjo, engenharia de áudio e produção musical. No Palco Brumadinho, vai tocar músicas eruditas e transcrições populares, com violão solo e também com convidados. Estão no repertório, além de músicas autorais, canções como “Maria, Maria” e “Todo Azul do Mar”.

    Grupo Afro de Canto e Dança Negro por Negro

    Composto por jovens, adultos e crianças, o Grupo Afro de Canto e Dança Negro por Negro tem o objetivo de resgatar a cultura afrodescendente por meio de apresentações culturais que envolvem dança e canto oriundos da cultura afro-brasileira. Os membros se reúnem na comunidade quilombola de Rodrigues, mas é composto também por pessoas de outras comunidades reconhecidas. Na apresentação do Inhotim, o público vai conhecer as tradições de congo, congado e Moçambique, por meio de muita dança e das batidas de instrumentos de percussão. 

    Sobre os curadores

    Leci Strada

    Leci Strada é cantor, instrumentista e compositor. Nasceu em Brumadinho e começou a carreira profissional em janeiro de 1968. Em 1980, gravou seu primeiro disco por meio do Festival Nacional MPB Show, da TV Globo, com a música “Voar com Gaiola e Tudo”. Depois, outras composições foram gravadas para programação de TV e novelas. Completa 50 anos de carreira com dois compactos, três LPs, quatro CDs, um DVD e novos projetos por vir.

    “Levar artistas de Brumadinho para Inhotim estreita mais ainda a relação do Instituto com a comunidade. A visibilidade do Inhotim faz com que os artistas aprimorem seus trabalhos, além de ser uma oportunidade de divulgação.”

    Márcio Nagô

    A carreira de Márcio Nagô começou em 2001 por influência do seu pai, um grande apreciador da música brasileira e colecionador de vinis. Nas rodas de capoeira, experimentou o canto e começou a tocar percussão. Já o pandeiro e o cavaco foram as primeiras descobertas como ferramenta de composição. Suas letras, românticas, falam de amor e traduzem com beleza o cotidiano popular, fruto da musicalidade dos tempos de infância, em que participava das guardas de Congado e Moçambique.

    “O Palco Brumadinho é uma oportunidade para a cidade reconhecer o que tem de melhor em sua cultura. Quando essa iniciativa vem do Inhotim, a ação ganha mais força.”

    Júlio Santos

    Júlio Santos é maestro da Escola de Música Inhotim. É músico e um interlocutor cultural importante na região de Brumadinho, atuando também como maestro, diretor musical, produtor e professor de música. Sua missão é guiar pessoas para os caminhos profissionais e prazerosos que a música permite.

    “O Palco Brumadinho vai valorizar ainda mais os artistas e a cultura da cidade. O Inhotim será como uma vitrine, que dará oportunidades aos artistas e grupos tradicionais.”

    Janaína Silva

    Janaína Silva é belo-horizontina e trabalha no Inhotim há seis anos, na área Educativa, onde desenvolve formação com educadores e atividades para visitantes. É graduada em Gestão em Turismo pelo Centro Universitário Newton Paiva e pós-graduada em Gestão Cultural pelo Senac-SP. É cofundadora da Casa Quilombê, projeto de intercâmbio cultural quilombola, e criadora do projeto de afro-empreendedorismo Ateliê Pele Preta.

    “Apresentar-se no Inhotim é bastante especial, pois, como é um museu de arte contemporânea e jardim botânico, permite inovar no formato de apresentação dos trabalhos e diversificar o público dos artistas.”

    Confirme sua presença!  

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    26 de julho de 2019

    Redação Inhotim


    botânicabrumadinhocomunidademeio ambienteprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    Encontro Marcado celebra Dia da Agricultura Familiar em Assentamento de Brumadinho

    Encontro Marcado celebra Dia da Agricultura Familiar em Assentamento de Brumadinho

    Você já marcou de se encontrar com alguém esta semana? No Inhotim são realizados encontros semanais entre funcionários através do projeto Encontro Marcado. Esse é um programa desenvolvido pelo Educativo Inhotim e, desde 2009, acontece como um espaço de socialização entre os colegas, cooperando para o exercício do respeito, diálogo, colaboração e abertura para o outro. Iniciado por bibliotecárias que trabalhavam no Inhotim em 2009, durante seus 11 anos de execução o projeto tem como um de seus objetivos proporcionar a imersão dos colaboradores das várias áreas do Instituto nos acervos botânico e artístico. A partir de práticas educativas amplia-se o acesso aos bens culturais e ambientais, valorizando a diversidade.

    Hoje, o Instituto Inhotim conta com cerca de 30 equipes internas e uma média de 450 funcionários que trabalham diariamente em parceria e colaboração para que todos os jardins e galerias estejam abertos para visitação. A realização de encontros semanais colabora diretamente para o desenvolvimento das atribuições específicas de cada área operacional, bem como para as noções de motivação e pertencimento dos colegas em relação ao espaço em que trabalham. A participação se dá de maneira voluntária, de acordo com os temas propostos e pelas demandas particulares de cada uma das equipes, colaborando também para a autonomia desses sujeitos.

    Neste ano, a equipe responsável pelo projeto está propondo aos participantes expandir essas experiências educativas a partir de Encontros Especiais, onde são experimentadas novas formas de imersão nos acervos do Instituto e na exploração de territórios e/ou comunidades da cidade de Brumadinho. No mês de maio os funcionários puderam convidar seus familiares para uma visita ao Inhotim em uma tarde de domingo, valorizando os saberes dos colaboradores participantes através do compartilhamento de suas percepções sobre o Instituto.

    Em julho, em celebração ao Dia Internacional da Agricultura Familiar, 25/07, os funcionários foram convidados para uma visita ao Assentamento Pastorinhas, uma comunidade que estabeleceu um processo de ocupação e conquista de uma porção de terra localizada no Tejuco, em Brumadinho. O sistema de cultivo do assentamento é o agroecológico, que não faz uso de defensivos e fertilizantes químicos, sendo mais natural e sustentável.

    A visita aconteceu na tarde da última terça feira (23), e contou com a participação de 33 colegas das áreas de manutenção civil, operação, atendimento e educativo. Lá foi possível conhecer um pouco mais sobre a história dessa comunidade, assim como sanar algumas dúvidas relacionadas ao cultivo e à instalação das famílias que ali residem e trabalham há 18 anos. O Assentamento Pastorinhas é referência em organização comunitária, cultivo de leguminosas e hortaliças, assim como em seus projetos internos que promovem a sustentabilidade ambiental da comunidade.

    Hoje vivem no assentamento 25 famílias e cerca de 80 pessoas.  Quem nos acompanhou nessa tarde foi a Valéria Carneiro, uma das líderes desta comunidade. Nos reunimos para uma roda de conversa que teve sequência com um passeio em meio aos canteiros onde foram apresentados os métodos e processos de cultivo utilizados pelos assentados. Não conseguimos ver toda a estrutura, o que acabou gerando um gostinho de quero mais em todos os que estavam ali.

    De acordo com o Aurélio, “especial significa algo particular que evoca coisas boas. Na presença dos colegas, posso afirmar que este Encontro foi de fato Especial, porque por meio dele conhecemos um pouco mais sobre uma das várias comunidades que fazem da cidade de Brumadinho um destino de imersão em cultura e diversidade”.

    Um agradecimento também especial às famílias do Assentamento Pastorinhas que nos receberam com muito afeto e aos colegas que toparam essa experiência conosco. Já estamos ansiosos pelo destino do nosso próximo Encontro Especial

    *Esse texto foi escrito pela mediadora de projetos educativos  Ana Vitória Martins.

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    25 de julho de 2019

    Redação Inhotim


    artebotânica

    Leitura: 7 min

    Loja Design Inhotim ganha versão online

    Loja Design Inhotim ganha versão online

    Expandir as fronteiras de Brumadinho, e de Minas, para o mundo. Essa é uma das missões do e-commerce da Loja Design Inhotim, que acaba de ser lançado. Agora, o público pode levar um pedacinho da “experiência Inhotim” para casa e presentear os amigos, mesmo a distância.
    A loja física do Inhotim, que fica em frente à recepção do Instituto, é quase uma parada obrigatória para os visitantes, que ficam encantados com o cuidado e a singularidade de cada peça. Com um conceito bem diferente das tradicionais lojas de souvenirs, a Loja Design Inhotim preza para que cada produto carregue em si a essência do Instituto.

    “Visitar o Instituto Inhotim é uma experiência multissensorial. Ao longo dos percursos, arte e botânica se fundem por meio de imagens, sons e aromas, despertando sensações e emoções. Queremos estender essas experiências para quem já visitou o Inhotim e tangibilizá-las para quem ainda não o conhece, despertando esse desejo por meio de produtos com o DNA do Instituto”, afirma Cristiana Paz, gestora da Loja Design Inhotim.

    A loja física e o e-commerce são uma autêntica vitrine do design brasileiro. Trata-se de uma seleção de criações exclusivas desenvolvidas pelo estúdio Hardy Design, ou por meio de parcerias com marcas e designers brasileiros. As coleções que levam a marca Inhotim são versáteis, estimulam a sensibilidade, ajudam a relembrar momentos inesquecíveis vividos no Museu e Jardim Botânico e proporcionam novas experiências.

    Assim como a brasilidade, a preservação ambiental é um valor para a Loja Design Inhotim. Está presente na escolha dos materiais, e na priorização de processos produtivos com impacto mínimo sobre o meio ambiente.

    Além disso, a loja busca parcerias com produtores e cooperativas locais, tornando o processo algo muito maior que um simples ato de compra e venda. “É também a chance de contribuir efetivamente para a valorização da arte e da cultura, uma vez que parte da arrecadação é destinada à sustentabilidade do Instituto Inhotim, incluindo manutenção de obras, conservação de jardins e galerias e novos projetos”, salienta Cristiana.

    Criações
    A Loja Inhotim é Brasil. É espaço para prestigiar todo o sistema de criação e produção a partir das experiências geradas no Inhotim. São itens de decoração, utilidades domésticas, vestuário e cuidados pessoais para quem gosta de arte contemporânea, de viajar, de interagir com a natureza, e não abre mão de exclusividade.

    Conheça as principais coleções:

    Linha Arquitetura
    Reconhecida nacional e internacionalmente pela vanguarda, beleza e integração com a natureza, a arquitetura do Inhotim é um de seus elementos mais característicos e premiados. São galerias que abrigam obras em exposição permanente ou temporária, além de obras expostas ao ar livre. A Linha Arquitetura Inhotim parte de um desenho esquemático de cada galeria e oferece produtos de uso diário, como cadernos, lápis, marcadores de página, camisetas, ecobags e ímãs de geladeira. O objetivo é expandir a experiência e ser um ponto de partida acessível para conversas sobre arte, botânica e arquitetura.

    Linha Botânica
    Tropicalidade, exclusividade, exuberância. A Linha Botânica homenageia algumas das espécies mais representativas dos jardins do Inhotim, como palmeiras, costelas-de-adão e helicônias. As estampas exclusivas inspiradas na exuberância natural das flores e folhas levam a delicadeza das paisagens naturais para o dia a dia. Em 2015, a linha foi premiada pelo International Design and Communication Awards (IDCA), reconhecimento internacional dedicado à comunicação e ao design para museus. No mesmo ano, a Linha foi destaque na Shortlist da 11ª Bienal de Design Gráfico.

    Linha Infantil
    A Linha Infantil apresenta a fauna e a flora presentes no Inhotim de um jeito divertido e pedagógico, incentivando os pequenos a aprenderem brincando. Na coleção Habitantes do Parque, as crianças descobrem quais são as principais espécies de peixes que vivem nos lagos de Inhotim, como o surubim, a carpa, o tambaqui e a traíra. Pata-de-elefante? Orelha-de-macaco? A coleção Que Planta é Essa? apresenta espécies típicas do Jardim Botânico, explicando de forma lúdica a origem de seus nomes populares. Bonés, camisetas e até tatuagens removíveis estão entre as criações.

    Linha Aromas
    Caminhar pelos jardins do Inhotim é um convite a experimentar novas sensações. A Linha Aromas leva um pouco do frescor da natureza para o dia a dia. É produzida artesanalmente, em parceria com o Estúdio Mandarina (São Paulo), e faz uso de matérias-primas sustentáveis e essências tipicamente brasileiras, com o capim-limão.

    Linha Institucional
    A marca Inhotim materializada, por meio de estampa tipográfica. Paleta fresca e vibrante que se funde às cores das obras e do ambiente. Itens criados para satisfazer o desejo de um consumidor que quer muito mais do que um souvenir para levar para a casa. Roupas, ecobags, bolsas em lona e papelaria estão entre os destaques.

    Linha Trópicos
    Nossa coleção de peças em porcelana tem estampas exclusivas inspiradas na tropicalidade, na exuberância das formas e nas cores vibrantes dos jardins do Inhotim. São produtos delicados, pensados para a sua casa, como canecas, xícaras, pratos, bowls e tigelas, fabricados pela Germer Porcelanas, empresa que utiliza matérias-primas de alta qualidade.

    Linha Ipanema para Inhotim
    Totalmente recicláveis, as sandálias Ipanema ganharam duas estampas originais desenvolvidas pelo estúdio Hardy Design, que expressam a exuberância botânica do Parque. A edição exclusiva do modelo de sandália Errejota, assinada por Oskar Metsavaht, é inspirada nas múltiplas relações entre arte e natureza que o Inhotim proporciona, por meio de duas espécies icônicas do Jardim Botânico: a palmeira-azul e o inhame-roxo.

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