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  • 12 de maio de 2020

    Marcelo Martins


    Leitura: 7 min

    Inhotim na quarentena: 5 dicas do que preparamos para você ficar mais perto da gente!

    Inhotim na quarentena: 5 dicas do que preparamos para você ficar mais perto da gente!

    Desde que suspendemos temporariamente a abertura do museu, no dia 18 de março de 2020, as equipes do Inhotim se uniram para pensar em meios de continuar em contato – entre si e com o público. No parque, os jardineiros e técnicos trabalham em regime de escala reduzida, para preservar as obras e as plantas. Os times se reúnem virtualmente várias vezes por semana, planejando ações para quando o Inhotim reabrir.

    E para continuar próximo ao nosso público, preparamos várias ações para você conhecer mais os nossos acervos e amenizar a sua saudade do Inhotim (e a nossa do parque cheio também!).

    Para a estreia do Inhotim na Museum Week 2020 (o tema hoje é “Cultura na Quarentena”), veja abaixo cinco dicas para você ficar pertinho da gente!

    Exposição “Visão Geral”  no Google Arts & Culture

     A exposição debate aspectos da escultura contemporânea, como abstração, tridimensionalidade e ressignificação de objetos do cotidiano. Trabalhos de Alexandre da Cunha, José Damasceno, Iran do Espírito Santo, Laura Vinci, Marcius Galan e Sara Ramo fazem parte da mostra. A versão presencial da exposição foi aberta em 2019 e para o período da quarentena, elaboramos a versão digital da exposição com depoimentos dos artistas em vídeo e áudios do curador associado do Instituto, Douglas de Freitas, explicando cada obra.  Com as ferramentas de zoom, da plataforma, é também possível chegar bem pertinho das obras. 

    Wallpapers botânicos

    Nossos jardins são tão amados pelo nosso público, que resolvemos levar um pedacinho do Jardim Botânico do Inhotim para cada um: fotos inéditas para serem baixadas como wallpapers no celular. Acesse nosso perfil do Instagram e baixe as imagens nossos destaques! São seis opções de imagens feitas pelo renomado fotógrafo João Marcos Rosa, que já fez trabalhos para a National Geographic, e foi convidado a registrar a transformação dos jardins ao longo do ano. 

    Séries Bastidores e Retrato 

    Diretamente do ateliê dos artistas ou da sala de restauros do Inhotim, você fica sabendo sobre o processo criativo envolvido na elaboração dos trabalhos artísticos. Os dois primeiros episódios já estão no ar, no nosso canal do IGTV: o primeiro é uma conversa com Laura Vinci em seu ateliê; o segundo mostra a equipe de conservação do Inhotim, contando sobre o restauro de uma obra de Sandra Cinto. Já a série Retrato é uma coletânea de vídeos gravados entre 2011 e 2014, contendo entrevistas com artistas, curadores e técnicos envolvidos nas montagens de obras expostas no Inhotim. Por mostrar o processo de criação na arte contemporânea, trata-se de uma excelente referência para pesquisas e estudos no campo das artes. Disponibilizados pela primeira vez no ambiente virtual, os materiais foram digitalizados com legendas em inglês. Acesse aqui o primeiro episódio, protagonizado pela artista Adriana Varejão. As séries também estão disponíveis no nosso canal do YouTube. O segundo episódio sai em junho, e é sobre a artista Doris Salcedo.

    Série Diálogos

    Neste sábado, vem mais uma novidade por aí: vamos estrear a Série Diálogos, uma conversa feita por diversos representantes do Instituto para abordar os universos da arte e da botânica. A primeira convidada é a artista Sara Ramo, que vai falar sobre seus trabalhos com o curador associado do Inhotim, Douglas de Freitas. Anote aí: Diálogos estreia às 11h no nosso perfil no YouTube e IGTV. Confira o bate-papo!

    Arte, botânica, arquitetura e a sua participação nas nossas redes sociais

    Quer matar a saudade do Inhotim, rememorando momentos em que você esteve em contato com nossos acervos? Então, acesse os nossos perfis do Instagram e Facebook e interaja conosco, deixando o seu comentário, curtindo e compartilhando nossos conteúdos.

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    17 de abril de 2020

    Marcelo Martins


    Leitura: 15 min

    Até quando esse fogo vai queimar? Uma atualização do instante fotográfico na obra “Yano-a”, 2005

    Até quando esse fogo vai queimar? Uma atualização do instante fotográfico na obra “Yano-a”, 2005

    Temáticas relacionadas aos indígenas estão presentes em várias manifestações artísticas: na música (como em “Nozani-ná”, composta por Heitor Villa Lobos); no cinema (a exemplo de “O abraço da serpente”, filme dirigido por Ciro Guerra indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2016) e na fotografia, que tem um dos seus maiores expoentes a artista Claudia Andujar, a quemInhotim, em 2015, construiu uma galeria para abrigar seu trabalho 

    Em novembro de 2019,  mês em que uma série de inaugurações marcou a programação do Instituto, a Galeria Claudia Andujar ganhou uma nova obra: Yano-a (2005), que, além da própria artista, tem autoria de Gisela Motta e Leandro Lima.

    Uma atualização do instante fotográfico

    Em 1976, Claudia Andujarrealizou o trabalho Wakata-ú, Tiy”, que, na língua Yanomami, significa “tudo o que corre”, uma alusão à denominação dada por esse povo ao Rio Catrimani. Na imagem, a artista registrou shabonoYanomami(casa comunitária) pegando fogo, ato que na cultura dessa tribo faz referência à renovação através da mudança: quando a terra que ocupam já não dá mais frutos e a floresta ao redor não providencia mais a caça, ateiam fogo em suas shabonos para construir novas estruturas, possibilitando, assim, um novo começo.   

     Foi a partir dessa imagem em preto e branco que   Gisela Motta e Leandro Lima propuseram uma atualização do instante fotográfico. Para isso, utilizaram diversos dispositivos: retroprojetor, vento, água e projeção de vídeo com as labaredas do registro da casa em chamas. A instalação ganha movimento graças a água armazenada em um aquário sobre o retroprojetor; e o tom avermelhado da imagem é gerado por um filtro vermelho sobre a imagem original de Andujar.

    Foto-1---William-Gomes---Yano-a-exposta-na-Galeria-Claudia-Andujar,-no-Inhotim.Yano-a (2005) está exposta na Galeria Claudia Andujar, no Inhotim, desde novembro de 2019. | Foto: William Gomes

    A ideia da obra veio de um convite feito a Motta & Lima pela Galeria Vermelho (que representa Claudia Andujar na capital paulista) em 2005,na ocasião da exposição da artista na Pinacoteca, em São Paulo. “A proposta era fazer repensar uma foto de Andujar, configurando a partir dela uma montagem atual. Pensamos em criar um  vídeo com uma situação de momento, atualizando esse instante em que foi fotografado, como se, em tempo real, a foto perdesse a sua característica de arquivo”, explica Leandro.  

    Motta contextualiza a obra na carreira da dupla, que realiza trabalhos há 20 anos: “Desde o início da nossa produção, pesquisamos uma temporalidade como se fosse o instante do tempo suspenso. Quando escolhemos essa shabono pegando fogo, não fazia sentido exibi-la queimando do começo ao fim. O que nos interessou foi ter esse instante suspenso, esse momento em que ela está eternamente se incendiando”.  

    Engrenagens expostas  

    Quando a obra foi exposta pela primeira vez, o funcionamento sobre a projeção das imagens despertou a curiosidade dos visitantes: nesta primeira versão, os equipamentos  não eram expostos como parte integrante da obra, o que começou a ser feito a partir de 2007. Para Gisela, dar visibilidade à estrutura física que resultou do processo criativo possibilita uma abordagem educativa. “Nós, como um país que importa mercadoria, recebemos os produtos embalados em invólucros. Percebemos que não temos acesso à tecnologia. Exibir esse processo criativo é um incentivo para mostrar a forma como as coisas são construídas. É um conhecimento aberto, diz. 

    Foto-2---Visitantes-podem-ver-de-perto-como-a-obra-e-projetadaVisitantes podem ver de perto como a obra é projetada.  | Foto: Leo Lara/Área de Serviço

    Yano-a (2005) está exposta na Galeria Claudia Andujar, que foi inaugurada em 2015. A artista destacou-se na década de 1990 por liderar o movimento de demarcação da terra Yanomami, localizada no estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela. Na galeria, você pode ver cerca de 400 fotografias registradas por Andujar entre 1970 e 2010, livros da artista e o documentário “A estrangeira”, produzido pelo Inhotim.  

    Foto-3---William-Gomes---E-possivel-andar-ao-redor-da-obra-e-ter-outros-pontos-de-vista-sobre-a-mesmaÉ possível andar ao redor da obra e ter outros pontos de vista sobre a mesma. | Foto: William Gomes 

    Yano-a (2005), que agora pertence ao acervo do Inhotim, foi exposta pela primeira vez na Galeria Vermelho em 2005; nesse ano, também esteve no Centre d’ArtContemporain de Basse-Normandie, na França; em 2007, no Solar da Unhão, em Salvador (BA); em 2008 integrou a exposição “Amazon War”, em Munique (Alemanha). Em 2012, esteve na exposição “Sopro”, no CCBB do Rio de Janeiro; na Pinacoteca, em 2016; integrou quatro mostras: “Quando o mar virou rio”, no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro; “Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno”, no Galpão VB, em São Paulo; “VideoArt in LatinAmerica”, na Laxart, em Los Angeles (EUA); e na cidade chinesa de Guangzhou em “Simultaneous Eidos—Guangzhou ImageTriennial”. Em 2018integrou a terceira edição da Beijing Photo Bienal, na exposição “ConfusingPublicand Private”. 

    ____
    [Claudia Andujar, Gisela Motta, Leandro Lima, “Yano-a”, 2005, videoinstalação, tela suspensa de retroprojeção, projetor de vídeo, retroprojetor, fotolito, filtro de cor, microventilador, aquário e água, dimensões variadas]

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    19 de março de 2020

    Marcelo Martins


    brumadinhojarbas lopestroca-troca

    Leitura: 6 min

    A volta do “Troca-troca” (2002) por Brumadinho

    Em 2002, oito amigos saíram do Rio de Janeiro, em três fuscas muito chamativos, com as peças trocadas nas cores amarelo, vermelho e azul, rumo a Curitiba. Quinze anos depois, os três fuscas seriam conduzidos por Jarbas Lopes e seus amigos pelas ruas de Brumadinho. Os três veículos compõem a obra Troca-troca (2002), que faz parte do acervo do Inhotim. O trabalho já ficou exposto em diversos locais do museu e atualmente está na Galeria Praça. Antes de ir para o restauro (realizado de março até outubro de 2017) e trocar de lugar, ficava no jardim ao lado da Galeria Cosmococa.

    Jarbas Lopes visitou o Inhotim de 18 a 21 de outubro. Ele se encontrou com as equipes Técnica e Curadoria para conversar sobre o restauro, realizou uma dinâmica com vários funcionários do Instituto, fez uma live para falar sobre o processo e realizou um show de música, juntamente com a banda Shiba, aos pés da árvore tamboril, durante as Ocupações Temporárias 2017. Ele foi ainda homenageado por alunos de uma escola de Belo Vale, cidade perto de Brumadinho, que fizeram uma réplica dos fuscas em uma atividade proposta em sala de aula. No Inhotim, os estudantes encontraram com o artista e cantaram “Fuscão preto”, especialmente para Jarbas.

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    Jarbas Lopes é homenageado pelos alunos de Belo Vale, prestes a ouvir a música “Fuscão preto”. Crédito: William Gomes

    Troca de olhares, tchauzinhos… e de motor

    No dia 21 de outubro de 2017, por volta de meio-dia e meia, lá estavam eles: os três fuscas saindo do Inhotim para percorrer as ruas de Brumadinho. Já no trajeto, a obra do acervo foi chamando a atenção de quem encontrava, ganhando acenos pelo caminho.  O trabalho de Jarbas Lopes também gerou comoção de quem estava em frente ao Supermercado Super Luna, um dos locais mais movimentados da cidade. Alguns arriscaram um grito de “oi”, outros, um tímido tchauzinho. Em comum, todos tinham um olhar de curiosidade e de reconhecimento de que era uma das obras de arte mais queridas pelo público.

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    Mulher acena para os fuscas na Rua Itaguá, perto da Quadra de Esportes. Crédito: Marcelo Martins

    O final do trajeto foi no letreiro da cidade, localizado na entrada do município. Ao fazer o retorno, ops! Um dos fuscas falhou e toda a caravana teve que parar (além das três esculturas andantes, havia cinco carros do Inhotim acompanhando o trajeto, com as equipes de Comunicação e Curadoria). O fusca, que não conseguia mais ser ligado, teve que passar pelo procedimento de troca do motor. Enquanto isso, funcionários do Inhotim registraram várias fotos e eu acabei saindo em uma delas.

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    O analista de comunicação do Inhotim Marcelo Martins é flagrado registrando fotos do fusca parado. Crédito: Arquivo

    Troca de motor finalizada, a caravana do Troca-troca (2002) pegou o caminho de volta para Inhotim e… mais uma parada, dessa vez na subida da Rua Itaguá, ao lado da linha do trem. O motor do mesmo fusca deu defeito e a equipe de mecânicos teve que entrar em ação novamente.

    Foto4

    Já tinha visto essa parte da obra? Momento raro para ver detalhes de dentro do Troca-troca (2002)! Crédito: William Gomes

    Depois desse passeio cheio de interações com os moradores de Brumadinho, os fusquinhas voltaram para o Inhotim e trocaram de lugar: passaram a ficar expostos no vão da Galeria Praça, ao abrigo do sol e da chuva, para que fiquem conservados por mais tempo.

    Neste vídeo disponível no canal tubedorui, Jarbas conta um pouco sobre o Troca-troca (2002). Confira!

    Foto5

    Fuscas estacionados no Centro de Brumadinho, em frente à sede da Rádio Regional.  Crédito:  Marcelo Martins

    Quer saber mais sobre a obra? Acesse mais informações no nosso site.

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    16 de março de 2020

    Redação Inhotim


    Leitura: 3 min

    Nota oficial: Fechamento Inhotim – Coronavírus (Covid-19)

    Nota oficial: Fechamento Inhotim – Coronavírus (Covid-19)

    O Instituto Inhotim está, como sempre, comprometido com o bem-estar dos seus visitantes, funcionários, da cidade de Brumadinho e de toda a sociedade.

    Em vista do contexto de escalada do Covid-19 no Brasil, decidimos suspender todo o funcionamento do Inhotim a partir de quarta-feira, 18 de março de 2020. Essa medida inclui o fechamento do Museu e o adiamento da programação cultural e da visitação de grupos escolares.

    Como equipamento cultural internacional, que recebe diariamente visitantes de todas as partes do país e do mundo, agimos assim com solidariedade na contenção da pandemia.

    Estamos acompanhando as resoluções tomadas pelos órgãos oficiais de saúde e reavaliando a situação diariamente para reabertura do Inhotim. Seguiremos informando nosso público pelas nossas redes.

    Calma, responsabilidade e mãos limpas são os melhores conselhos para os próximos dias.
    _________

    OFFICIAL NOTE
    Closing of Inhotim
    Coronavirus (Covid-19)

    Instituto Inhotim is, as always, committed with the well-being of its visitors, employees, of the city of Brumadinho, and the society as a whole.

    In view of the escalation of Covid-19 in Brazil, we decided to suspend the functioning of Inhotim as of Wednesday, March 18th, 2020. This measure includes the closing of the museum, in addition to the postponing of the cultural schedule, and the visits of school groups.

    As an international cultural equipment that daily receives visitors from all over the country and the world, we are taking such measures in solidarity to the containment of the pandemic.

    We are following the resolutions taken by official health organs and reevaluating the situation on a daily basis for the reopening of Inhotim. We will keep informing our audience through our networks. To remain in calm, responsible, and with clean hands are the best advice for the coming days.

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    02 de março de 2020

    Redação Inhotim


    Leitura: 2 min

    Amigos do Inhotim: torne-se um também!

    Amigos do Inhotim é o programa para quem quer se aproximar, ser parte,  contribuir diretamente com a sustentabilidade do Instituto Inhotim.
    Quem é Amigo do Inhotim apoia a realização dos nossos projetos educativos que atendem milhares de pessoas todos os anos. Para além disso: estamos conectados com outras instituições museológicas do Brasil, o que faz do Amigo do Inhotim um apoiador da arte brasileira.​
    Além de participar ativamente do fomento à cultura, membros do Programa têm benefícios exclusivos no Inhotim – como descontos em shows e visitas exclusivas – e também em uma vasta rede de parceiros.​
    E mais: o apoio ao Inhotim pode ser deduzido do I.R. da pessoa física, respeitando o limite de 6% do Imposto apurado. Confira abaixo todas as nossas categorias de apoio e seus benefícios:
     INH_Tabela_Completa_AmigosInhotim
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    Clique aqui ou entre em contato com a gente:
    +55 31 3194 7329​ | amigos@inhotim.org.br

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