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  • 12 de julho de 2014

    Redação Inhotim


    artebrumadinhocomunidadeeducaçãolaboratório inhotim

    Sem categoria Leitura: 4 min

    Laboratório Inhotim viaja para Nova York

    Laboratório Inhotim viaja para Nova York

    Projeto educativo mais antigo do Instituto, o Laboratório Inhotim está de malas prontas para conhecer uma das cidades mais vibrantes do mundo. Como parte das atividades do programa, nove alunos seguem para Nova York na próxima quinta-feira, 17/07, para uma experiência de observação e aprendizado, que inclui visitas a museus, espaços culturais, eventos e ateliês de artistas. “O Inhotim é um espaço que propõe diálogos internacionais por meio de seus acervos. Temos obras de arte e espécies botânicas de diversos lugares do mundo. No Laboratório Inhotim, também buscamos essa troca. Conhecer novos lugares e pessoas é ampliar horizontes, ajuda a entender nosso lugar no mundo, gera empoderamento”, reflete Maria Eugênia Salcedo, gerente de educação transversal do Inhotim.

    Um dos pontos altos da agenda do grupo é uma festa de rua organizada pelo New Museum, museu dedicado exclusivamente à arte contemporânea. A programação do evento, batizado de New Museum Block Party, inclui performances e workshops, gratuitos para crianças e adultos e inspirados nas exposições em cartaz na instituição. Parte da produção da Block Party fica por conta dos jovens dos projetos educativos do museu. A ideia é que, por meio dessa experiência, os participantes do Laboratório Inhotim possam liderar a organização de um festival em Brumadinho, no mês de novembro, propondo uma nova relação com os espaços da cidade.

    Millene Raissa Paraguai, 14 anos, é aluna da Escola Municipal Maria Solano Menezes Diniz, no distrito de Tejuco. Ela aguarda ansiosa a hora de embarcar pela primeira vez em um avião. “Vou levar essa experiência para a vida toda. Fico muito alegre em participar do Laboratório Inhotim. Hoje, quando vou ao parque, tenho um olhar diferente sobre a arte e também sobre a vida”, revela a adolescente. Com relação à festa, ela conta que quer prestar atenção em todos os detalhes para ver que ideias podem ser aproveitadas no evento de novembro. “Cada realidade é diferente, o que dá certo lá, pode não dar aqui”, avalia.

    O Laboratório Inhotim é um programa de formação por meio da arte voltado para alunos de 12 a 16 anos da rede pública de Brumadinho. Ao realizar pesquisas e experimentações, os participantes desenvolvem um olhar crítico e reflexivo não apenas para o universo artístico, mas para todo o contexto em que estão inseridos, tornando-se agentes ativos em suas comunidades. Cerca de 200 jovens já passaram pelo Laboratório Inhotim desde seu início, em 2007. Além de Nova York, o projeto já levou jovens para Londres e Buenos Aires.

    Ficou curioso para saber como será essa jornada? Durante a viagem, o Blog do Inhotim vai postar depoimentos e relatos dos participantes e educadores que vão para Nova York. Não deixe de conferir!

    Se você quer ajudar o Instituto a realizar projetos como esse, clique aqui e torne-se um Amigo do Inhotim.



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    16 de julho de 2014

    Redação Inhotim


    arteexposição

    Sem categoria Leitura: 7 min

    Outro olhar sobre a história da arte

    Outro olhar sobre a história da arte

    Desde 27 de junho, o Rio de Janeiro tornou-se palco da maior exposição internacional que a cidade já viu. Organizada pelos curadores Rodrigo Moura, diretor de arte e programas culturais do Inhotim, e Adriano Pedrosa, a mostra artevida pretende contar a história da arte a partir de referências que fogem dos grandes centros culturais. São cerca de 300 obras de 110 artistas da América do Sul, Leste Europeu, Oriente Médio, África e Ásia. Alguns deles, como os brasileiros Lygia Pape, Hélio Oiticica e Cildo Meireles, também podem ser vistos no Inhotim.

    O título da mostra não foi escolhido por acaso. Para o movimento neoconcretista, surgido no Rio de Janeiro dos anos 1950, a arte deveria estabelecer diálogos e tensões com aspectos da vida e do mundo. Essa postura foi fundamental para a formação da arte contemporânea brasileira. A exposição, em cartaz na Casa França-Brasil, na Biblioteca Parque Estadual e no Parque Lage, se estende também para o MAM Rio, a partir do próximo sábado, 19 de julho, com a abertura de seu segundo segmento. O Blog do Inhotim conversou com os curadores da artevida, que contaram um pouco mais sobre o projeto. Leia a seguir!

     

    Blog do Inhotim – A exposição reúne artistas de países do Sul global para oferecer outro olhar sobre a história da arte. Como esse recorte foi pensado?

    Adriano Pedrosa e Rodrigo Moura –A pesquisa em relação aos artistas já vem de vários anos. Estrangeiros ou brasileiros, muitos são profissionais com quem já trabalhamos. Os conjuntos e subconjuntos de obras foram eleitos a partir do conhecimento e da reflexão sobre esses trabalhos, mas pensando, sobretudo, em perspectivas brasileiras. Assim, na seção artevida (corpo), na Casa França-Brasil, surgem núcleos de obras brasileiras e estrangeiras a partir do Bicho, da Linha orgânica (ambos de Lygia Clark), do Tecelar (de Lygia Pape), do Parangolé (de Hélio Oiticica), gerando aproximações que revisam a abstração geométrica ortodoxa, sugerem uma forma orgânica e corporal de pensar o objeto e põem em relevo o corpo como ativador da experiência artística. Já na seção artevida (política), os núcleos temáticos são relacionados à ditadura, guerra, violência, eleições, censura, manifestações, trabalho, feminismos, racismo e buscam esse paralelo entre contextos aparentemente desconectados, mas que guardam alguma relação com o brasileiro.

    BI – Como as obras escolhidas se relacionam às narrativas hegemônicas da arte contemporânea?

    AP e RM – A exposição olha para a produção brasileira como matriz e filtro para pensar outras relações mais amplas, globais, entre diferentes contextos artísticos. Priorizamos esse diálogo com polos de produção que estão, de certa maneira, mais próximos de nós, por dividirmos uma história colonial e pós-colonial, ou uma história recente de regimes autoritários, ou, simplesmente, por estarem longe dos centros hegemônicos de produção. Há o desejo de desarmar um modelo de filiação que sempre passa pelo centro para legitimar sua produção. Não quer dizer que negamos nossas relações com a Europa Ocidental e os Estados Unidos, de forma alguma. Há, inclusive, artistas dessas regiões na exposição, mas, o que estamos propondo, são novos diálogos, que ainda estão por ser feitos. Se na primeira parte, que inauguramos na Casa França-Brasil no último mês, esse diálogo se dá mais pelo corpo, seja pela geometria, seja pelo autorretrato, na seção que será inaugurada no próximo sábado, no MAM Rio, ele se dá mais pela política. Isso não quer dizer uma evolução no tempo, mas uma diferença, uma modulação no enquadramento da curadoria.

    BI – Alguns nomes da mostra estão presentes no acervo do Inhotim, como Hélio Oiticica, Geta Bratescu e Hitoshi Nomura. Como a coleção do Instituto dialoga com essa proposta de ver a história da arte por outro ângulo?

    RM – De maneira muito importante, me parece. Como dizemos no statement curatorial da artevida, essa não é a exposição de uma tese, mas de muitas hipóteses. Essa representação polifônica é algo que aprendi na lida com a formação de acervo, em que isso acontece o tempo todo. No Inhotim, os artistas que você menciona tem um lugar importante, justamente porque encontram solo tão fértil no sentido dos diálogos com artistas brasileiros que são centrais na construção da narrativa do que o Inhotim significa como arte: Lygia Pape, Cildo Meireles e Hélio Oiticica, por exemplo, representados com obras tão importantes no nosso acervo. No Inhotim, recentemente fizemos alguns aprofundamentos em áreas que conhecíamos apenas superficialmente, como Leste Europeu e Japão, que ainda não foram inteiramente revelados, mas que começam a aparecer em exposições do Instituto. É o caso da mostra individual da romena Geta Bratescu, na Galeria Lago a partir de setembro, e Do Objeto ao Mundo – Coleção Inhotim, no Palácio das Artes em dezembro e no Itáu Cultural no ano que vem, quando vamos mostrar bastante material japonês que encontra grande ressonância com a arte produzida no Brasil no mesmo período.

    Ficou interessado? Então se programe! A artevida fica em exibição até 21 de setembro de 2014.

    Rodrigo Moura e Adriano Pedrosa

    Rodrigo Moura (esq.) e Adriano Pedrosa (dir.) no Parque Lage, onde acontece parte da exposição. Foto: Leo Aversa



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    08 de julho de 2014

    Redação Inhotim


    artemúsicaprogramação culturalvisita

    Sem categoria Leitura: 4 min

    Programação Inhotim em Cena

    Programação Inhotim em Cena

    A programação cultural do Inhotim para o segundo semestre está repleta de grandes artistas e espetáculos especiais, que se apresentam no projeto Inhotim em Cena. Confira, a seguir, o que estamos preparando para você e já reserve as datas na sua agenda:

    Agosto

    Nos dias 15, 16 e 17, a Companhia de Dança do Palácio das Artes encanta os visitantes do Inhotim. O grupo estreia coreografia criada por Dani Lima especialmente para o Instituto, imperdível! A apresentação é às 14h30, nos jardins do parque. Já no dia 31, o músico Naná Vasconcelos faz show com o multi-instrumentista Lui Coimbra sob o Tamboril, às 15h.

    Setembro

    Os fins de semana de setembro estão repletos de boa música. A programação começa com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, que faz seu concerto anual no Inhotim dia 07, às 16h. No sábado seguinte, 13, o cantor Lenine se une à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais para tocar suas composições, às 15h30, próximo ao Tamboril. A experiência, segundo ele, será única: “O bacana de tocar com muitos a música que eu faço é essa coisa do coletivo. Quando isso acontece dentro de um espaço focado na arte, aí fica transcendental.  É outro parâmetro, o sarrafo é muito alto. Estou cheio de expectativa e louco para conhecer o Inhotim, vou aproveitar para visitar as galerias e o vandário”, revela Lenine, que é apaixonado por orquídeas, uma das coleções de plantas do Jardim Botânico Inhotim.

    No dia 21, às 15h, o Ciclo de Música Contemporânea traz obras do brasileiro Sérgio Rodrigo e do compositor palestino Samir Odeh-Tamimi, radicado em Berlim. O concerto é fruto da parceria entre o Inhotim e o Festival Artes Vertentes, que é realizado em Tiradentes/MG. Sob a coordenação do pianista Luis Gustavo Carvalho, diretor artístico do Festival, o evento terá a participação de músicos alemães, ingleses, japoneses e brasileiros.

    Outubro

    No dia 12, é a vez da música popular brasileira de João Bosco tomar conta dos jardins do parque. O artista faz um show criado especialmente para o Inhotim, às 15h, próximo à obra Magic Square.

    Já no dia 19, o Ciclo de Musica Contemporânea encerra o ano com concerto do grupo Sonante 21, juntamente com a cantora americana Martha Herr, às 15h, no Teatro do Inhotim. Eles realizam a peça Pierrot Lunaire, ciclo de canções composto por Arnold Schönberg que se tornou uma das obras mais influentes da música do século 20. A apresentação também marca a estreia de uma obra do compositor mineiro Rogério Vasconcelos, encomendada pelo Instituto Inhotim especialmente para a ocasião. Os ingressos serão distribuídos, por ordem de chegada, 30 minutos antes da apresentação.

    Confira mais detalhes da programação cultural do Inhotim aqui e já garanta seus ingressos!

    O Inhotim em Cena tem apresentação da Pirelli, patrocínio dos Correios e apoio da Saritur.



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