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  • 20 de agosto de 2014

    Redação Inhotim


    arteinauguraçãoprogramação culturalvisita

    Leitura: 4 min

    Novas exposições no Inhotim

    A partir de 4 de setembro, quem visitar o Inhotim vai poder conferir diversas novas obras. Artistas do Leste Europeu, Ásia e Estados Unidos propõem um novo olhar sobre a produção artística contemporânea.

    Segundo o diretor de arte e programas culturais do Instituto, Rodrigo Moura, nos últimos 10 anos, houve um aumento do interesse mundial pela arte latino-americana e de outras regiões que fogem aos centros hegemônicos de produção. “Esse movimento está muito ligado a uma perspectiva de descentralização das narrativas. Nesse contexto, entendemos que o papel de um espaço como o Inhotim não é apenas colecionar nomes consagrados, mas introduzir outros, menos conhecidos por aqui”, afirma.

    Uma nova galeria permanente, a décima oitava do Instituto, será dedicada ao pintor norte-americano Carroll Dunham. A galeria irá abrigar um ciclo de pinturas chamado Garden (2008), composto por cinco telas que refletem as impressões do artista sobre o Inhotim.

    carroll

    Uma das telas do ciclo de pinturas “Garden” (2008), de Carroll Dunham. Cortesia Gladstone Gallery, Nova York e Bruxelas. Foto: David Regen

    A Galeria Lago, um dos quatro espaços do Inhotim para exposições temporárias, receberá trabalhos de três artistas. A romena Geta Br?tescu, considerada uma espécie de Louise Bourgeois do Leste Europeu, ganha uma grande mostra individual de sua produção, com trabalhos que datam de 1986 a 2013, intitulada O jardim e outros mitos.

    geta

    “Medea Hypostases III” (1980), de Geta Bratescu. Cortesia da artista e Ivan Gallery, Romênia. Foto: Stefan Sava

    Dominik Lang, da República Tcheca, apresenta Sleeping City (2011), uma instalação composta por esculturas de bronze criadas pelo pai do artista. Em meio a estruturas de ferro e madeira, as peças adquirem novos significados.

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    “Sleeping City” (2011), de Dominik Lang. Foto: Ondrej Polak

    Já do filipino David Medalla, será apresentada a obra Cloud-Gates (1965/2013) da série Bubble Machines – esculturas cinéticas formadas por espuma e criadas pelo artista pela primeira vez na década de 1960.

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    “Cloud-Gates Bubble Machine” (1963-2013), de David Medalla. Cortesia Baró Galeria. Foto: divulgação

    Para comemorar a inauguração dos novos projetos, os músicos Jards Macalé e Jorge Mautner sobem ao palco do Inhotim em Cena para uma apresentação especial. Parceiros musicais e amigos de longa data, os dois artistas relembram sucessos da música popular brasileira e prometem surpresas. O show começa às 15h, próximo ao Magic Square.

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    12 de agosto de 2014

    Redação Inhotim


    arteprogramação cultural

    Leitura: 2 min

    Dança contemporânea pelos jardins

    Dança contemporânea pelos jardins

    Em 2013, a Cia. de Dança Palácio das Artes ocupou o Inhotim com a performance Se eu pudesse entrar na sua vida. A experiência foi tão bem-sucedida que, em 2014, o Inhotim renovou a parceria com a companhia, dessa vez para criar um trabalho que se relacionasse diretamente às coleções do Instituto. Assim surgiu Gestos Ordinários | Coleção CDPA, a primeira coreografia comissionada pelo Inhotim, que será apresentada nos dias 15, 16 e 17 de agosto, às 14h30, pelos jardins do parque.

    Um ponto fundamental do trabalho de criação da intervenção foi pensar se era possível construir uma coreografia a partir de movimentos que as pessoas fazem em seu cotidiano, como sentar, beijar ou abraçar. “Uma ação, como levantar os braços, se feita de formas diferentes, não é a mesma ação”, reflete a coreógrafa Dani Lima, diretora do projeto, em uma colaboração com a Cia. de Dança Palácio das Artes. O resultado das investigações do grupo é um inventário de gestos que dialoga com ideias presentes em todos os museus, como o colecionismo, a catalogação e a memória, e poderá ser levado para outros espaços além do Inhotim.

    Ficou com vontade de assistir Gestos Ordinários | Coleção CDPA? Então compre já seu ingresso para o Inhotim aqui. O espetáculo é gratuito para os visitantes e faz parte da programação do Inhotim em Cena 2014.

    O Inhotim em Cena tem apresentação da Pirelli, patrocínio dos Correios e apoio da Saritur.

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    28 de julho de 2014

    Redação Inhotim


    artemúsicaprogramação culturalvisita

    Leitura: 6 min

    Um caminho para as artes

    Um caminho para as artes

    No próximo fim de semana, o Inhotim inicia a programação cultural de agosto com muita música e dança. Nos dias 02 e 03, os visitantes vão poder conferir espetáculos do Primeiro Ato Cia. de Dança, Armatrux, Cia. Suspensa e Dança Multiplex, em diversos espaços do parque. Os grupos fazem parte da Rede Caminho das Artes, uma articulação entre artistas com sede em Nova Lima e Brumadinho. Uma das responsáveis pela iniciativa é a mineira Patrícia Manata, bailarina e fundadora da Companhia Suspensa. Ela conversou com o Blog do Inhotim sobre a história da Rede e sua relação com o Instituto. Veja a seguir!

    Blog do Inhotim – Como surgiu a Rede Caminho das Artes?

    Patrícia Manata – Foi uma associação bem natural. Há cerca de 10 anos, muitos artistas e grupos deixaram Belo Horizonte e começaram a montar ateliês e galpões nas regiões de Nova Lima e Brumadinho. Quando a Cia. Suspensa iniciou a construção de sua sede no Vale do Sol, quisemos conhecer essas companhias que já tinham se instalado ali. Juntos, decidimos unir forças para que fosse possível viver de arte. Esse relacionamento também foi importante para buscarmos melhorias para a região, sem muita infraestrutura, e também articularmos com organizações ligadas á preservação ambiental da área.

    BI – Por que a Cia. Suspensa e outros grupos escolheram a região?

    PM – Tínhamos uma vontade de sair do centro urbano em busca de mais qualidade de vida, de tranquilidade para criação e proximidade da natureza. Essa é uma área muito bonita, rica ecologicamente e preservada. Apesar de haver partes muito exploradas pelas mineradoras, é justamente o fato de elas estarem ali que impediu a corrida imobiliária e o crescimento desordenado, como em outras saídas da cidade. Aos poucos, foi se formando na região um diversificado cenário cultural. Ainda que tenhamos pesquisas em campos diferentes, realizamos muitas trocas artísticas.

    BI – Essa é a segunda vez que a Rede se apresenta no Inhotim. Como surgiu essa relação?

    PM – Logo quando a coreógrafa Pina Bausch morreu, em 2009, realizamos um encontro desses artistas da região na sede da Cia. Suspensa. Batizamos o evento de “Homenagem a Pina Bausch” e convidamos cada grupo a ocupar um pedacinho do espaço. Essa se tornou a primeira reunião oficial da Rede, em 09 de setembro 2009. A partir de então, sempre fazemos esses encontros artísticos. O Antonio Grassi, que hoje é diretor executivo do Inhotim, apadrinhou o projeto desde o início, foi um apoiador, parceiro, participante. Em 2010, ele fez a curadoria da programação cultural do Inhotim e nos levou para o parque. Além da proximidade geográfica, nossa relação com o Instituto também está no interesse em desenvolver a região por um viés artístico.

    BI – Você percebe alguma relação entre os acervos do Inhotim e a produção artística da Rede?

    PM – Posso falar com propriedade da Cia. Suspensa, que é uma companhia de dança contemporânea. Misturamos dança, circo, artes visuais, estamos bem na fronteira das artes, passeamos por várias linguagens, isso já nos aproxima do Inhotim e nos faz sentir à vontade lá. A apresentação de sábado é uma adaptação do espetáculo “Órbita”, especialmente criada para o Instituto. Nesse processo, fizemos várias visitas para escolher um espaço que dialogasse com o trabalho. Decidimos, então, pelo campo onde está instalada o obra “Elevazione”, do italiano Giuseppe Penone. Estar perto daquela árvore suspensa combina com o desafio da companhia de se pendurar e ocupar espaços abertos, cheios de possibilidades. Estar no Inhotim é sempre muito instigante!

    Saiba mais sobre a programação cultural do Inhotim aqui e aqui, e adquira já os ingressos para sua próxima visita.
    Esta programação faz parte do Inhotim em Cena, que tem apresentação da Pirelli, patrocínio dos Correios e apoio da Saritur.

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    15 de julho de 2014

    Redação Inhotim


    arteeducaçãoinhotim escolaprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    Inhotim Escola debate o tema História

    Inhotim Escola debate o tema História

    Na terça-feira, 22/07, o Inhotim Escola encerra o Seminário Espaço, Trabalho e História com a realização de sua última mesa de debates, às 19h30, no Museu Histórico Abílio Barreto, em Belo Horizonte. A artista Adriana Varejão, a historiadora Norma Côrtes e o dramaturgo Eduardo Moreira se reúnem para discutir o tema História, em suas diversas perspectivas. Inicialmente marcada para 24/05, a conversa foi reagendada, pois dificuldades climáticas impediram que participantes chegassem a Belo Horizonte.

    A mesa será mediada pela curadora do Inhotim Júlia Rebouças e irá discutir questões contemporâneas e suas conexões com o universo do Inhotim. Vale lembrar que o seminário não tem enfoque acadêmico, trazendo abordagens subjetivas e críticas do campo de atuação de cada participante. O evento dá continuidade ao Seminário Natureza, Tempo e Poesia, realizado no lançamento do Inhotim Escola, em 2013. O Museu Histórico Abílio Barreto fica na Avenida Prudente de Morais, 202, no bairro Cidade Jardim. A entrada é gratuita, por ordem de chegada. A capacidade do teatro é de 100 pessoas. Confira mais informações sobre os convidados:

    Adriana Varejão é carioca e elegeu a pintura como principal suporte de sua produção. Realizou sua primeira exposição em 1988, na Galeria Thomas Cohn, no Rio de Janeiro. Nos trabalhos reunidos no Inhotim, é possível acompanhar a diversidade de interesses de sua obra e a variedade de fontes de sua pesquisa. Por meio de pinturas, esculturas e instalações, a artista vem discutindo a história brasileira, sobretudo a formação de seu povo.

    Norma Côrtes é historiadora formada pela PUC Rio, com pós-doutorado em História da Cultura na USP. É professora da UFRJ, no campo da História Social e da Cultura, que investiga, entre outros, a forma como são compreendidos os fenômenos históricos. Na mesa, ela ajuda a fazer um contraponto entre as narrativas hegemônicas e marginalizadas dos acontecimentos do passado.

    Eduardo Moreira nasceu no Rio de Janeiro, mas mudou-se para Belo Horizonte aos 13 anos. É dramaturgo e fundador do Grupo Galpão, e participou de todas as montagens da trupe como ator. No cinema, atuou em produções nacionais, como O Ano que meus Pais saíram de férias (2006) e Batismo de Sangue (2007). No Inhotim Escola, ele fala da história como “estória” e suas narrativas fictícias.

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    08 de julho de 2014

    Redação Inhotim


    artemúsicaprogramação culturalvisita

    Leitura: 4 min

    Programação Inhotim em Cena

    Programação Inhotim em Cena

    A programação cultural do Inhotim para o segundo semestre está repleta de grandes artistas e espetáculos especiais, que se apresentam no projeto Inhotim em Cena. Confira, a seguir, o que estamos preparando para você e já reserve as datas na sua agenda:

    Agosto

    Nos dias 15, 16 e 17, a Companhia de Dança do Palácio das Artes encanta os visitantes do Inhotim. O grupo estreia coreografia criada por Dani Lima especialmente para o Instituto, imperdível! A apresentação é às 14h30, nos jardins do parque. Já no dia 31, o músico Naná Vasconcelos faz show com o multi-instrumentista Lui Coimbra sob o Tamboril, às 15h.

    Setembro

    Os fins de semana de setembro estão repletos de boa música. A programação começa com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, que faz seu concerto anual no Inhotim dia 07, às 16h. No sábado seguinte, 13, o cantor Lenine se une à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais para tocar suas composições, às 15h30, próximo ao Tamboril. A experiência, segundo ele, será única: “O bacana de tocar com muitos a música que eu faço é essa coisa do coletivo. Quando isso acontece dentro de um espaço focado na arte, aí fica transcendental.  É outro parâmetro, o sarrafo é muito alto. Estou cheio de expectativa e louco para conhecer o Inhotim, vou aproveitar para visitar as galerias e o vandário”, revela Lenine, que é apaixonado por orquídeas, uma das coleções de plantas do Jardim Botânico Inhotim.

    No dia 21, às 15h, o Ciclo de Música Contemporânea traz obras do brasileiro Sérgio Rodrigo e do compositor palestino Samir Odeh-Tamimi, radicado em Berlim. O concerto é fruto da parceria entre o Inhotim e o Festival Artes Vertentes, que é realizado em Tiradentes/MG. Sob a coordenação do pianista Luis Gustavo Carvalho, diretor artístico do Festival, o evento terá a participação de músicos alemães, ingleses, japoneses e brasileiros.

    Outubro

    No dia 12, é a vez da música popular brasileira de João Bosco tomar conta dos jardins do parque. O artista faz um show criado especialmente para o Inhotim, às 15h, próximo à obra Magic Square.

    Já no dia 19, o Ciclo de Musica Contemporânea encerra o ano com concerto do grupo Sonante 21, juntamente com a cantora americana Martha Herr, às 15h, no Teatro do Inhotim. Eles realizam a peça Pierrot Lunaire, ciclo de canções composto por Arnold Schönberg que se tornou uma das obras mais influentes da música do século 20. A apresentação também marca a estreia de uma obra do compositor mineiro Rogério Vasconcelos, encomendada pelo Instituto Inhotim especialmente para a ocasião. Os ingressos serão distribuídos, por ordem de chegada, 30 minutos antes da apresentação.

    Confira mais detalhes da programação cultural do Inhotim aqui e já garanta seus ingressos!

    O Inhotim em Cena tem apresentação da Pirelli, patrocínio dos Correios e apoio da Saritur.

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