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  • 31 de maio de 2016

    Redação Inhotim


    botânicainhotimmeio ambienteprogramação culturalvisita

    Leitura: 8 min

    Inauguração do Largo das Orquídeas dá início a 12ª Semana do Meio Ambiente no Inhotim

    Inauguração do Largo das Orquídeas dá início a 12ª Semana do Meio Ambiente no Inhotim

    A 12ª  Semana do Meio Ambiente do Inhotim começa na próxima sexta-feira, 3 de junho, e tem atividades até domingo, 12.  A programação propõe uma reflexão sobre a importância dos jardins botânicos na conservação da biodiversidade e no combate à degradação ambiental no planeta. Este ano, a grande atração é a inauguração de um novo jardim temático no Instituto, desta vez dedicado às orquídeas da espécie Cattleya walkeriana.
    Cerca de 17 mil exemplares foram  implantadas em janeiro nas palmeiras entre as Galerias Fonte e Cildo Meireles e começam a florir.

    Em aproximadamente 130ha de área de visitação, o Inhotim reafirma seu compromisso com as questões ambientais também reveladas no paisagismo. Os jardins do Inhotim e a singularidade do paisagismo do Instituto empreendem possibilidades estéticas a partir da sua relevante coleção botânica de aproximadamente 4.500 espécies e variedades, que vão além da contemplação. Como forma de valorizar e aproveitar esses espaços, no começo de junho acontece no Instituto o 2º Curso de Paisagismo com o especialista no assunto Raul Cânovas em parceria com o engenheiro agrônomo do Inhotim Juliano Borin. Serão três dias de imersão nos jardins do Parque, aprendendo técnicas e conceitos importantes para a montagem de um lugar de cultivo.

    Atividades gratuitas também serão oferecidas aos visitantes. Para conhecer mais sobre o trabalho realizado nos jardins do Parque, uma visita temática relaciona biodiversidade e conservação. No Espaço Ciência, montado no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, os mediadores do Inhotim conversam com o público sobre as características das orquídeas. Essas plantas poderão ser vistas também no Epifitário, localizado no Viveiro Educador, que fica aberto à visitação especialmente na quinta-feira, 9. Já as espécies suculentas presentes no Jardim Desértico serão tema de uma oficina que acontece nos dias 7 e 9 de junho, uma oportunidade de discutir ideias de interações ecológicas e consumo consciente, além de aprender sobre o plantio de uma muda, que o participante poderá levar para casa.

    Para o diretor de Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, a Semana do Meio Ambiente já é uma programação tradicional do Inhotim e reforça o papel do Instituto na preservação ambiental. “Por meio de nossas atividades educativas, incentivamos o público a ter um papel mais ativo no mundo. Além disso, alinhamos nossa agenda de conservação da natureza com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU manifestados pelos números 13 [Ação contra a mudança global do clima] e 15 [Vida terrestre]”, explica Sigefredo.

    Confira a programação completa abaixo:

    2º Curso de Paisagismo do Inhotim, com Raul Cânovas e Juliano Borin

    O curso é realizado ao longo de três dias, com aulas no Espaço Igrejinha e passeios mediados pelos jardins. Fundamentos do paisagismo tropical e de sua flora são os temas centrais do curso, com o paisagista Raul Cânovas e o engenheiro agrônomo do Inhotim, Juliano Borin.

    Quando: de sexta-feira a domingo, 3 a 5 de junho
    Horário: de 9h30 às 16h30 (sexta) e de 9h30 as 17h30 (sábado e domingo)
    Local: aulas no Espaço Igrejinha e visitas aos jardins do Parque
    Valor: R$ 660 por pessoa. Estudantes, maiores de 60 anos, integrantes da Associação Nacional de Paisagismo e Amigos do Inhotim têm desconto.
    Inscrições até quinta-feira, 2, pelo site: www.jardimcor.com/inhotim/

    Inauguração oficial do Largo das Orquídeas
    Novo espaço temático do Inhotim, possui cerca de 17 mil orquídeas da espécie Cattleya walkeriana, nativa de Minas Gerais, São Paulo e Goiás e típicas do Cerrado. Usada em ornamentação de jardins, a flor possui alto valor no mercado devido a características como cor e simetria.As flores foram doadas ao Inhotim por meio de uma parceria firmada com a Orchid Brazil, empresa especializada em orquídeas raras e melhoradas geneticamente que é a fornecedora oficial de orquídeas do Inhotim.

    Quando: domingo, 5 de junho
    Horário: 11h
    Local: Largo das Orquídeas, entre as Galerias Cildo Meireles e Fonte

     Visita Temática “Biodiversidade e Conservação: o paisagismo como agente de sensibilização”
    Uma oportunidade para conhecer o paisagismo do Instituto e as ações de preservação das espécies, a partir de um percurso definido pelos mediadores.

    Quando: 4, 5, 8, 11 e 12 de junho
    Horário: 10h30
    Onde: saída da Recepção
    25 vagas; inscrição gratuita para visitantes no local.

     Espaço Ciência – Orquídeas
    Mediadores conversam com o público sobre as características das orquídeas e o modo de vida dessas flores na natureza.

    Quando: de 4 a 12 de junho
    Horário: de 10h às 16h (de terça à sexta-feira) e de 10h às 17h (sábados e domingos)
    Onde: Estação Educativa, no Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Atividade gratuita, não há necessidade de inscrição.

    Oficina de Mini-jardim: suculentas
    Na atividade, mediadores conversam com os visitantes sobre as suculentas, espécies presentes no Jardim Desértico. Além de aprender a fazer um mini-jardim, o visitante pode levá-lo para casa.

    Quando: 07 e 09 de junho
    Horário: 14h às 16h
    Onde: Saída da Recepção; a oficina será no Viveiro Educador
    25 vagas; inscrição gratuita na Recepção a partir de 13h30

    Jogo Descobrindo as Orquídeas
    Descubra os segredos e as características das orquídeas, por meio de um jogo de perguntas e respostas.

    Quando: 08 e 10 de junho
    Horário: 14h às 16h
    Onde: Tamboril
    Atividade gratuita, não há necessidade de inscrição.

    Visita ao Epifitário
    O engenheiro agrônomo do Inhotim, Juliano Borin, realiza visita mediada na Epifitário, localizado no Viveiro Educador. O local abriga plantas nativas e exóticas, além de orquídeas.

    Quando: 9 de junho (quinta-feira)
    Horário: 10h30
    Onde: saída da Recepção
    25 vagas; inscrição gratuita na Recepção a partir de 10h.

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    24 de maio de 2016

    Jéssica Cruz

    Mediadora de projeto


    brumadinhocomunidadeinhotimprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    O efeito da dança em outros corpos

    O efeito da dança em outros corpos

    Uma das mágicas que fazem do mundo um lugar interessante é aquela que o “efeito bocejo” produz. Uma pessoa espreme os olhos, contrai as costas, abre os braços, a boca, vocaliza algo. Outro observa e sem perceber está bocejando também. Esse contágio se apresenta em diversas formas, e numa das minhas últimas experiências consegui identificá-la na dança. Observar o corpo do outro dançar traz para o nosso corpo uma espécie de resposta/vontade de movimentá-lo, de usá-lo como suporte para outra função que não seja cotidiana, mas sim expressiva.

    No dia 4 de maio, os jovens do Laboratório Inhotim sabiam que veriam um espetáculo de dança. Eles chegaram ao Instituto em Março deste ano e, desde então, estão sendo provocados a testar e questionar antigas certezas. Dentre essas provocações, eles já vêm fazendo algumas experimentações corporais propostas pelos educadores, na tentativa de se livrarem do bichinho da estranheza. Caminharam pelos jardins e galerias de formas improváveis. O que eu posso ver agora que caminho de lado? De costas? O que as pessoas vão pensar ao me ver agindo desse modo inesperado? Tirar o corpo do lugar comum foi o primeiro passo para uma série de descobertas.

    No espetáculo “Passagem”, do Grupo de Dança Primeiro Ato, os estímulos encontraram terreno fértil na cabeça e nos corpos dos meninos e meninas. Os movimentos de passagem e desvio dos bailarinos, representando os modos de circulação pelas ruas das grandes cidades, aos poucos deram lugar a olhares sensíveis, movimentos mais orgânicos e encontros. Ao final, a caminhada dos jovens para o Centro Educativo Burle Marx foi tudo, menos convencional. Contagiados, eles aguardavam ansiosos o momento em que iam se encontrar com os bailarinos para uma oficina, dias depois.

    Na oficina, dividida em um módulo teórico e o outro prático, os jovens puderam entrar em contato com a concepção de um espetáculo de dança contemporânea. Nesse primeiro momento, Suely Machado e Alex Dias falaram de forma muito generosa e acessível sobre suas formações, trajetos e os diversos espetáculos que já criaram com o grupo. Alguns dos jovens que já estão a mais tempo no projeto, pesquisando sobre o universo da dança e da performance, se sentiram muito à vontade em conversar sobre suas percepções, além de fazerem perguntas sobre as referências conceituais de cada espetáculo e sobre como se dá a colaboração com outros artistas.

    Após apresentação, integrantes do Grupo 1º Ato deram uma oficina para os jovens do Laboratório Inhotim. Foto: William Gomes.

    Após apresentação, integrantes do Grupo Primeiro Ato deram uma oficina para os jovens do Laboratório Inhotim. Foto: William Gomes.

    Em campo, a antiga Estação Ferroviária de Brumadinho e hoje Arquivo Público, se tornou palco para a criação de várias pequenas improvisações. Não por acaso, saímos do Instituto para ocupar esse espaço da cidade, que é sempre entendida como importante objeto de estudo e retorno para o projeto. Lá eles foram incentivados a se dividir em equipes e, ao som de uma música, pôr a prova movimentos, alturas, velocidades, ritmos e comandos.

    A experiência com o grupo foi de fato transformadora e tem contribuído muito para o diálogo e amadurecimento dos jovens em suas próprias proposições. A reflexão também parece se deixar reger pelo “efeito bocejo”.

    Depois de uma troca de experiência com os jovens do Laboratório Inhotim, Suely Machado, fundadora do Grupo 1º Ato, e o coreógrafo Alex Dias fizeram um exercício de reflexão com o grupo. Foto: William Gomes.

    Depois de uma troca de experiência com os jovens do Laboratório Inhotim, Suely Machado, fundadora do Grupo Primeiro Ato, e o coreógrafo Alex Dias fizeram um exercício de reflexão com o grupo. Foto: William Gomes.

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    28 de setembro de 2015

    Redação Inhotim


    artebrumadinhocomunidadeeducaçãoinhotimmeio ambientemúsicaprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Uma praça que nunca mais será a mesma

    Uma praça que nunca mais será a mesma

    O céu azul e uma praça iluminada pelo sol em pleno sábado. Existe um motivo melhor para aproveitar o dia ao ar livre? A Praça de Aranha foi o ponto de encontro dos moradores do município de Brumadinho em uma tarde ocupada por cores, música, oficinas e muita alegria, no Festival de Rua Korocupá. O evento foi realizado pelos participantes dos projetos sociais do Instituto – Jovens Agentes Ambientais e Laboratório Inhotim – que vêm trabalhando as ideias para usar o espaço público de forma criativa há alguns meses. O resultado não poderia ter sido melhor: uma praça cheia de gente de todas as idades.

    Desde o início do ano, os jovens têm se preparado para promover o festival, pesquisando diferentes formas de intervir na cidade dando novo uso a espaços não utilizados. Eles observaram que a Praça de Aranha precisava de mais bancos. Por isso, produziram junto a marcenaria do Inhotim os novos móveis que foram estreados no dia do evento. Para incentivar a convivência entre vizinhos e moradores, os jovens tiveram a ideia de construir um forno de barro para assar biscoitos durante o festival. Além disso, eles prepararam oficinas que ensinaram técnicas para desenvolver tintas e produtos, como esfoliante de pele e protetor labial, a partir de elementos da natureza.

    Quem passou pela Praça de Aranha, ainda pode participar da Feira Grátis da Gratidão, onde roupas e sapatos eram doados ou trocados, e pôde ver a exposição de fotos de moradores feita pelos integrantes dos projetos. Os cliques foram resultado de uma pesquisa realizada pelo grupo que, com o objetivo de conhecer melhor os arredores da praça, entrevistaram a vizinhança e registraram cada personagem.

    Em uma das oficinas, os moradores aprenderam como fazer tinta com ingredientes naturais e se divertiram testando os produtos.  Foto: William Gomes

    Em uma das oficinas, os moradores aprenderam como fazer tinta com ingredientes naturais e se divertiram testando os produtos. Foto: William Gomes

    A música tocou do início ao fim com artistas locais que foram prestigiar o evento, com samba, arrocha, coral de trombones e tubas e ainda a participação da Oficina de Percussão Inhotim. O final da tarde foi com a chuva de pó colorido ainda sob a luz do sol das 17h, que ainda aquecia o lugar. O Festival Korocupá terminou com a certeza de que conviver em harmonia e ocupar o espaço público com carinho e criatividade são as melhores formas de se aproveitar a própria cidade. O que ficou deste dia foram roupas coloridas e bancos novos para uma praça que nunca mais será a mesma.

    A Praça de Aranha foi ocupada com atividades que levaram alegria e diversão aos moradores do distrito. Foto: William Gomes

    A Praça de Aranha foi ocupada com atividades que levaram alegria e diversão aos moradores do distrito. Foto: William Gomes

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    22 de setembro de 2015

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    artebrumadinhocomunidadeeducaçãomúsicaprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Da ideia à Praça

    Da ideia à Praça

    Que caminho uma ideia faz até se transformar em realidade? Tentando responder a essa pergunta, apenas consigo afirmar que entre um ponto e outro quase nunca há uma linha reta. Quando um desejo surge e é compartilhado, começa a tomar forma e crescer. Ao final, já superou em muito o desejo que lhe deu origem e lançou novos impulsos para o futuro. O processo, assim, recomeça.

    O Festival de Rua nasceu assim, em uma troca de ideias. Em 2014 teve a sua primeira edição realizada e se chamava Laboratório Mambembe. Convidou artistas de Brumadinho para se apresentarem, abriu espaço para uma tradicional feira de trocas e transformou a praça Antônio Carlos Cambraia, no Canto do Rio, em um espaço por onde crianças brincavam livremente.

    Após a experiência do Festival Laboratório Mambembe, o nosso desejo de estar na rua e de educar para a convivência e a colaboração cresceu ainda mais. Percebemos que precisamos provocar situações para que os jovens participantes dos nossos projetos exercitem seu protagonismo, se percebam responsáveis e decisivos na preparação de algo que é um presente para a comunidade.

    E assim nasceu o Festival Korocupá, palavra inventada que, na sua semântica do absurdo, é feita de duas outras fundamentais para essa festa: Cor + Ocupação.  Desde o início de 2015, os projetos Laboratório Inhotim e Jovens Agentes Ambientais têm se preparado para promover o festival. Para isso, pesquisaram e perceberam o que significa intervir na cidade, lançar luz sobre temas pouco discutidos ou mesmo dar novo uso a espaços subutilizados.

    Esses jovens decidiram que a praça do Aranha, local que receberá o Festival Korocupá, precisava de mais bancos. Foi preciso então visitar a Marcenaria do Inhotim e o mestre Carlão para que aprendessem a construir bancos de madeira. Decidiram também que queriam construir um tradicional forno de barro na praça para que pudessem assar biscoitos durante o festival e esse desejo foi dos mais desafiadores: precisamos descobrir como construir um forno, encontrar alguém que soubesse nos ensinar a fazer (obrigada, Sr. Milton!), encontrar os materiais e, finalmente, construí-lo. O forno já foi feito, e está lá no Aranha, em processo de secagem, esperando o sábado chegar.

    Jovens do Laboratório Inhotim construíram bancos de madeira com as próprias mãos para serem colocados na Praça de Aranha, onde o Festival de Rua Korocupá acontece. Foto: William Gomes.

    Jovens do Laboratório Inhotim construíram bancos de madeira com as próprias mãos para serem colocados na Praça de Aranha, onde o Festival de Rua Korocupá acontece. Foto: William Gomes.

    As ideias que se tornarão realidade no dia 26 são muitas. Todas passaram por diferentes caminhos até se concretizarem, mas todas foram pensadas pelos nossos alunos, para a comunidade do Aranha e quem mais vier passar o dia conosco. Você é nosso convidado!

    Festival de Rua Korocupá
    Onde: Praça de Aranha – Município de Brumadinho
    Quando: sábado 26 de setembro, às 13h.

    Confira a programação clicando aqui. 

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    16 de setembro de 2015

    Redação Inhotim


    arteinhotimmúsicaprogramação culturalvisita

    Leitura: 4 min

    Carminho leva fado ao Inhotim

    Carminho leva fado ao Inhotim

    Aos cinco anos, as rodas de fado já faziam parte da vida de Carminho como algo corriqueiro. Por trás da porta, a pequena menina escutava as guitarras e as vozes da própria mãe, preenchendo a casa em um canto que contava histórias. O talento e a influência musical a fizeram crescer artista e, hoje com 30 anos e três CDS lançados, a cantora portuguesa roda o mundo levando suas raízes fadistas por onde vai. O Inhotim é o próximo destino, neste domingo, dia 20 de setembro. “Eu sempre tento mostrar que o fado não é triste. Ele é profundo porque é verdadeiro, ele fala a língua do coração. É a tradução dos sentimentos”, diz.

    A jovem portuguesa é considerada um grande talento da nova geração, oferecendo ao público um repertório com gêneros musicais variados, como a música popular portuguesa, rock, jazz e MPB. Sempre se aventurando em novas parcerias, como Chico Buarque e Marisa Monte, a cantora acredita que a voz é uma forma genuína de unir diferentes tipos de linguagem. Dessa ideia, surgiu o último CD que Carminho apresenta no parque, “Canto”, uma reunião de muitas dessas aventuras. “Esse canto unifica todas essas influências, mas também é um canto de lugar. O meu lugar ali na esquina. É uma forma de convidar todos esses artistas espalhados pelo mundo para perto de mim, para a minha cultura. Tem muita ‘portugalidade’, não só os originais do fado, mas também da música popular portuguesa”, explica.

    O fado, sempre presente na música de Carminho e considerado por ela sua “língua-mãe”, é um estilo que surgiu há cerca de 200 anos na região portuária de Lisboa, onde prostitutas, marinheiros e pescadores se juntavam para cantar durante a noite. De acordo com a artista, não se tratava tanto de uma expressão artística, mas de um momento no qual essas pessoas se uniam para desabafar as dores vividas em tempos difíceis. “O fado reproduz a história do ser humano que está vivendo em comunidade, que quer compartilhar o estado de alma. O fado conta a vida como ela era, conta das festas populares, do amor que foi deixado no cais, das dores e alegrias de quem se partilha”, diz.

    O novo álbum conta com 14 músicas. Artistas brasileiros como Marisa Monte, Carlinhos Brown, Dani Carvalho e Jaques Morelenbaum fazem participação especial no CD. A cantora gravou duas canções brasileiras inéditas, “O sol, eu e tu”, de Caetano Veloso, Cézar Medes e Tom Veloso, e “Chuva no Mar”, parceria de Arnaldo Antunes e Marisa Monte. No show, Carminho também vai resgatar canções de seus outros trabalhos, “Alma” e “Fado”.

    Compre seu ingresso e se prepare para o show!

    Carminho – Inhotim em Cena
    Onde? Magic Square.
    Quando? 20 de setembro, às 15h.

    *Essa atividade faz parte do Inhotim em Cena, é apresentada pelo Correios, tem patrocínio da Pirelli e Apoio da Wals.

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