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  • 05 de junho de 2014

    Redação Inhotim


    meio ambientemúsicaprogramação cultural

    Leitura: 6 min

    Fernando Sodré faz show no Inhotim

    Fernando Sodré faz show no Inhotim

    Mineiro de Belo Horizonte, Fernando Sodré faz parte de um movimento de renovação da viola caipira. No último ano, o artista lançou seu terceiro álbum, Viola de Ponta Cabeça, em que apresenta harmonias modernas e bem-trabalhadas, executadas com técnica e precisão. O resultado é um jazz contemporâneo repleto de influências, que ele apresenta no Inhotim no próximo sábado, 07 de junho, às 15h. Acompanhado pelos músicos Írio Júnior (piano), Esdras Neném (bateria) e Enéias Xavier (contrabaixo), o violeiro ainda recebe como convidados Toninho Horta e o gaitista Gabriel Grossi. O Blog do Inhotim conversou com Fernando sobre o show e sua relação com a música. Confira!

    Blog do Inhotim – Você tem raízes no choro, mas sua música conta também com elementos de jazz. Como você descreve o som que faz?

    Fernando Sodré – Posso considerar que o que eu toco é música instrumental brasileira. Meus arranjos possuem influências de ritmos e melodias tipicamente brasileiros, como o choro, a música nordestina e a música mineira de raiz. Acho que é uma mistura disso tudo. Comecei tocando chorinho e o jazz veio só depois, com o músico Alvimar Liberato. Ele me apresentou o gênero e, a partir daí, comecei a estudá-lo. No início, a linguagem era difícil para mim, mas logo me apaixonei e adicionei mais esse elemento à minha música.

    BI– Em seu último álbum e também no Inhotim você toca com músicos importantes da cena mineira. Como foi agregar esses nomes ao trabalho?

    FS – O grande responsável por essa experiência foi o Enéias. Eu já o conhecia há algum tempo e costumávamos realizar alguns trabalhos juntos. Certa vez, eu tinha uma apresentação no Panamá e o baterista Márcio Bahia, que ia tocar no show, não pode viajar com a banda. Foi então que o Enéias indicou o Esdra (Neném). Ele tocou conosco e a experiência foi muito bacana. Pouca gente sabe disso, mas, antes de pensar no Viola de Ponta Cabeça, a minha intenção era fazer um disco solo. Depois dessa viagem e de outras passagens mudei de ideia e resolvi convidar os dois para montarmos um trio. Adicionamos outros elementos interessantes na gravação, como o piano do Irio e a harmônica do Gabriel Grossi. O resultado foi um álbum muito livre, no qual cada um tinha muita autonomia para criar dentro dos arranjos propostos. Considerando que fizemos ao vivo, essa soma de influências e sons foi até além das minhas expectativas. Quando ouvi as faixas pela primeira vez, percebi o quanto as coisas encaixaram bem.

    BI – O cantor e compositor Toninho Horta também está no álbum e na apresentação no Instituto. Como foi essa experiência?

    FS – Eu sou fã do Toninho Horta há muito tempo. Sempre ouvi as músicas dele e o tive como uma das minhas referências. Ao longo da minha carreira, tive vontade de desenvolver algum tipo de trabalho com ele. Foi através de uma amiga em comum que fiz o convite na época que estávamos fazendo o Viola de Ponta Cabeça. Nós mandamos o material, o Toninho ouviu, gostou e topou participar do disco. Assim que começaram as gravações, ele se mostrou muito disposto e envolvido com o projeto. O resultado foi essa versão de “Party in Olinda”, faixa também dirigida por ele, que ficou muito interessante.

    BI – Sobre o show de sábado, o que significa se apresentar em um lugar como o Inhotim?

    FS – É realmente uma oportunidade fantástica poder tocar em um lugar respeitado e reconhecido nacional e internacionalmente como o Inhotim. Acho que a minha música dialoga muito bem com o lugar e as pessoas que estão ali, então a minha expectativa é grande. Estou esperando um grande show, afinal, a atmosfera do lugar influencia de maneira positiva cada faixa que iremos tocar. Mostraremos um repertório bem diversificado, com músicas tanto do último álbum, quanto de outros, mais antigos. Além do nossa formação de base e do Toninho Horta, teremos também a participação do Gabriel Grossi.

    BI – A apresentação faz parte da programação da 10° Semana do Meio Ambiente realizada no Inhotim. Você tem alguma relação com a questão ambiental?

    FS – É interessante dizer isso, porque a grande maioria das minhas músicas surge em lugares longe das cidades. Rios, fazendas, montanhas, enfim, espaços onde não existem grandes alterações do homem. Portanto, a natureza é uma fonte de inspiração para mim. Sem ela, talvez, eu teria mais dificuldades no meu processo criativo. Semanas como essa são muito importantes para a conscientização de todos nós sobre a questão ambiental.

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    02 de junho de 2014

    Redação Inhotim


    arteprogramação culturalvisita

    Leitura: 4 min

    Copa 2014 no Inhotim

    Copa 2014 no Inhotim

    Quer visitar o Inhotim durante a Copa do Mundo? Então fique de olho na nossa programação de junho e julho para não perder nada.

    Transmissão de jogos

    Quem for ao Instituto em dia de jogo não vai ficar de fora do mundial. O Inhotim transmite no Teatro do Centro Educativo Burle Marx todas as partidas que acontecem dentro do horário de funcionamento do parque: de 9h30 às 16h30, de terça a sexta-feira, e até 17h30 em feriados e finais de semana.

    Visita panorâmica em inglês

    Entre 14 de junho e 12 de julho, a visita panorâmica do Inhotim acontece também em inglês. Ideal para levar os amigos gringos que vêm aproveitar o sofá da sua casa! A proposta oferece uma visão geral do Instituto e tem ênfase no projeto paisagístico e obras dispostas nos jardins. O ponto de partida a recepção do parque, com saídas de terça a domingo e feriados, às 11h. Os grupos podem ter até 25 visitantes e a duração é de 1h.

    Visitas temáticas de arte

    Se você pretende se aprofundar um pouco mais no universo de arte contemporânea, não deixe de participar das visitas temáticas de arte. Sempre com foco em algum aspecto do acervo, elas proporcionam reflexões e outros olhares acerca das obras. Com duração de 1h30, acontecem aos sábados, domingos e feriados, às 14h30, saindo da recepção. Confira os temas dos meses de Copa:

     

    – Junho: Veja, ouça, toque!  – O hiperestímulo na arte

    O visitante é convidado a discutir como o surgimento das novas tecnologias e meios de comunicação modificaram a percepção e o fazer das artes. A partir dos trabalhos de Babette Mangolte e Hélio Oiticica é possível debater essas transformações na produção artística da década de 1960 nas grandes cidades.

    – Julho: Paisagens Sonoras

    Já parou para pensar em como os sons podem ser apreendidos e modificados pela tecnologia? Em junho, a proposta é olhar e escutar as caminhadas pelo parque, os espaços e ações de maneira mais cuidadosa, partindo de uma reflexão sobre artistas como Janet Cardiff e Doug Aitken.

    Visitas temáticas de meio ambiente

    Jardim botânico desde 2010, o Inhotim possui uma enorme variedade de plantas. Com a ajuda de um mediador, é possível caminhar pelo parque e conhecer parte dessa coleção botânica. O percurso é um convite à reflexão sobre a importância da conservação da biodiversidade. As visitas acontecem aos sábados e domingos, saindo às 14h30 da recepção.

    Vista sua camisa verde e amarela e participe das nossas atividades, que são gratuitas para todo visitante! Clique aqui para comprar seu ingresso.

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    31 de maio de 2014

    Redação Inhotim


    botânicaeducaçãomeio ambienteprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    10ª Semana do Meio Ambiente

    10ª Semana do Meio Ambiente

    Você já ouviu falar em pegada ecológica? Crédito de carbono? Inovação ambiental? Essas e outras expressões têm aparecido frequentemente quando o assunto é a preservação do planeta. Pesquisadores do mundo todo estão colocando a cabeça para pensar em formas de reduzir o impacto do homem na Terra e como transformá-las em práticas comuns a qualquer cidadão. Na próxima semana, essa discussão desembarca no Inhotim, com a 10ª. Semana do Meio Ambiente (SMA), que este ano tem o tema Pessoas pelo Clima.

    De 1º a 8 de junho o Inhotim recebe uma intensa programação com workshops de inovação, seminários com convidados especiais, oficinas de educação ambiental, visitas temáticas mediadas, games e uma mostra botânica. As atividades propõem uma reflexão sobre a preservação ambiental e apresenta iniciativas rumo à sustentabilidade.

    O Blog do Inhotim conversou com o Diretor de Jardim Botânico e Meio Ambiente do Instituto, Joaquim de Araújo sobre a SMA. Confira a seguir!

    Blog do Inhotim – Essa já é a 10º edição da SMA, e a 8ª no Inhotim. Como você analisa essa trajetória?

    Joaquim de Araújo – A Semana do Meio Ambiente tem o papel de sincronizar temáticas globais, nacionais e regionais no Inhotim e, a partir dessas discussões, estabelecer atitudes. Ao longo dos anos, encontramos importantes soluções para questões ambientais e afirmamos o valor do Jardim Botânico Inhotim para a conservação da diversidade biológica. A SMA se transformou em um fórum para que a temática ambiental fosse realmente considerada à altura.

    BI – Pessoas pelo Clima é o tema deste ano. Em que tipo de iniciativas você acredita que as pessoas possam se engajar para tentar desacelerar as mudanças climáticas?

    JA – Nossa intenção é trazer esse tema para o cotidiano, de forma que as pessoas possam refletir sobre seu modo de vida. A mudança climática e o aumento de temperatura estão intimamente ligados à forma como a sociedade contemporânea leva seu dia a dia. Queremos chamar a atenção das pessoas físicas, e não somente das empresas, sobre seus padrões e hábitos de consumo. Para revertermos esse cenário, é fundamental o uso consciente dos recursos naturais. Não temos uma receita, mas é preciso perceber que consumir com bom senso tem a ver com o bem estar de toda a sociedade.

    BI – O que o Inhotim tem feito para reduzir seu impacto no meio ambiente?

    JA – Primeiramente, sabemos de nossa responsabilidade quanto à conservação da flora e da diversidade biológica e temos, cada vez mais, um posicionamento efetivo dentro dessa temática. Como jardim botânico, trabalhamos estabelecendo diversas metas, inclusive de pesquisas, assumindo compromissos no cenário brasileiro. Já com relação à gestão do próprio parque, estamos estabelecendo um Sistema de Gestão Ambiental, que pretende mapear e criar um formato de funcionamento mais eficiente. As ações incluem o controle e monitoramento de resíduos sólidos do Inhotim; redução de gastos com energia elétrica; melhor manejo e uso da água potável; entre outros. São formas práticas de garantir a excelência do Instituto em sua relação com o ambiente em que está inserido.

    Ficou com vontade de participar dessa discussão? Então clique aqui para ver a programação completa da 10ª Semana do Meio Ambiente.

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    28 de maio de 2014

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    artebrumadinhoeducaçãomeio ambienteprogramação culturalvisita

    Leitura: 3 min

    Convite à mediação

    Convite à mediação

    A palavra mediação já foi objeto de um esforço enorme de definição e é empregada por diferentes setores da sociedade, de diversas formas. Pode estar relacionada à resolução de conflitos, à interpretação de obras de arte ou, ainda, ser usada para facilitar algum processo.

    Desde o início de suas atividades, o Educativo do Inhotim desenvolve estratégias que promovem discussões sobre os acervos do Instituto. Esse trabalho se dá por meio da mediação, uma prática que se apoia no diálogo, na autonomia, e, principalmente, na experiência do público.

    A mediação se revela um instrumento poderoso para a construção de conhecimento. Ela colabora para o reconhecimento do visitante e do mediador como participantes ativos nas principais discussões que permeiam a contemporaneidade. No Inhotim, ela tem o objetivo de criar um espaço seguro para dialogar, questionar e descobrir. São encontros que vão além da primeira impressão e buscam aquilo que nos provoca a pensar, a encontrar a fagulha que nos faz reagir.

    O que nos desperta o olhar crítico e nos impele a (re)construiur? Entendemos que a construção de conhecimento se dá por meio da exposição a novas imagens, a outros impasses. Essa alquimia tem como resultado um tensionamento poderoso dos nossos limites de pensamento, limites que buscamos expandir.

    Participar de uma visita mediada no Inhotim é se deslocar para um espaço desconhecido e fazer dele terreno fértil  para arriscar, falar sem medo, improvisar e perceber como nos sentimos nesse contexto.

    Sinta-se convidado a olhar de perto, a perguntar e a alcançar lugares, memórias e encontros que não estão no mapa!

    Texto de Lília Dantas, supervisora de Arte e Educação do Inhotim

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    23 de maio de 2014

    Redação Inhotim


    artebrumadinhomúsicaprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    Minimostra de Música Contemporânea

    Minimostra de Música Contemporânea

    No próximo domingo, 25 de maio, violões, flautas, percussões e esculturas musicais tomam conta do Inhotim para compor a Minimostra de Música Contemporânea. A partir das 15h, os grupos mineiros Corda Nova, Flutuar Orquestra de Flauta, Grupo de Percussão da UFMG e Quarteto Cretinos e Plásticas se apresentam pelos jardins do Instituto, em um cenário que mistura arte e natureza de forma única. Para convidar você a experimentar tudo isso, o Blog do Inhotim pediu que cada grupo contasse o que faz de sua música contemporânea. Confira!

    Fernando Rocha, do Grupo de Percussão da UFMG – “A percussão talvez seja o instrumento mais emblemático da Música Contemporânea. Isso porque engloba uma gama de sons e instrumentos, os mais variados possíveis, incorporando ainda objetos do dia a dia e outros, inventados pelos próprios músicos, que geram um material sonoro quase que infinito para o compositor de música contemporânea. Mas o percussionista contemporâneo também não se restringe ao som. A sua predisposição à experimentação permite que sua música incorpore materiais de outras áreas, como do teatro, da literatura, do circo, da dança, da tecnologia. Dessa forma, talvez o que seja mais contemporâneo no trabalho do Grupo de Percussão da UFMG seja sua falta de preconceitos e seu interesse constante na ampliação da linguagem musical.”

    Stanley Levi, do Corda Nova – “O Corda Nova já se criou filho de seu tempo. Com a contemporaneidade em seu DNA, o grupo primou pelo trabalho com compositores vivos, e até aqui levou aos palcos exclusivamente obras encomendadas especialmente para seus espetáculos. Não é apenas a tinta fresca das notas no papel que define a sintonia do grupo com sua época: seus integrantes estão imersos e sintonizados com a produção musical e com o pensamento atuais, seja através de propostas artísticas radicais seja por sua formação acadêmica e humana. Isso vai desde sua inserção ativa na vida cultural comunitária de sua terra até o convívio com comunidades pouco integradas ao mundo ocidental. Tudo isso tem se refletido na produção do grupo, culminando em criações que, muitas vezes, extrapolam o mundo estritamente sonoro em direção ao plástico, ao cênico e à conceitos e poéticas que são um retrato possível, uma faceta, do Brasil contemporâneo.”

    Alberto Sampaio, da Fluturar Orquestra de Flauta – “A liberdade norteia o trabalho e a orientação estética da Flutuar Orquestra de Flautas, grupo que não se deixa prender a nenhuma corrente artística que lhe possa cercear a espontaneidade de expressão. Isso é o que lhe confere a contemporaneidade e a originalidade artística: a ousadia da experimentação e da criação. Tudo na Flutuar é liberdade: a escolha de repertório, a estruturação dos arranjos, a atuação em palco, o despojamento de seus integrantes e, principalmente, a alegria de se tocar em conjunto.”

    Marco Scarassatti, do Quarteto Cretinos e Plásticas – “Mais que estar identificado com os modos de produção de uma época, ser contemporâneo é descolar-se dela e deslocar-se sobre ela, a fim de interrogá-la nos seus modos de agir, tocar, pensar e, no caso, fazer a música. Nós, dos Cretinos e Plásticas, investigamos, exploramos e interrogamos o fazer musical e artístico no próprio tempo em que fazemos nossa música. Da elaboração e confecção do instrumentário, até a construção poética de um espaço sonoro por meio da improvisação, passando pela aproximação a outras artes expressas no objeto-instrumento, tomado também por sua plasticidade, o que fazemos é explorar e nos descolar pelos modos de se fazer e pensar a música atualmente.”

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