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Galerias do Inhotim são abertas para fotografias

Galerias do Inhotim são abertas para fotografias

A partir de agora, quem visitar o Inhotim vai poder fotografar dentro das galerias do parque. Para comemorar a novidade, o Instituto realizou, em parceria com o Instagram, o primeiro Empty do Brasil, um dia em que o parque foi aberto exclusivamente para 14 Instagrammers registrarem os acervos com diferentes olhares.

A segunda-feira começou com um café da manhã aos pés da árvore Tamboril, onde Bernardo Paz, idealizador do Instituto, recebeu os participantes em um bate-papo sobre a tecnologia e a vida na atualidade. Paz instigou-os a pensar sobre o poder de transformação que possuem. “A geração de vocês tem a oportunidade de construir um mundo sem ódio, sem competição. Os governos serão vocês mesmos, porque vocês vão formar a opinião pública.” Ele também refletiu sobre a velocidade das mudanças no mundo hoje, que torna difícil prever o que vai acontecer em um curto espaço de tempo, mesmo com o fácil acesso à informação e à tecnologia.

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O grupo de fotógrafos se reuniu para um bate-papo com o idealizador do Instituto, Bernardo Paz, antes de começar a percorrer o parque. Foto: William Gomes

Durante o dia, o grupo percorreu os eixos rosa, laranja e amarelo do parque registrando diferentes percepções sobre as obras de arte. Os fotógrafos comemoraram a oportunidade de clicar a obra Desvio para o vermelho: Impregnação, Entorno, Desvio, de Cildo Meireles, e encontraram nas pinturas de Adriana Varejão diversos ângulos a serem fotografados. As luzes que entravam pelas portas da galeria Miguel Rio Branco e do Sonic Pavillion chamaram a atenção de alguns, enquanto outros exploravam as cores e contrastes nas paredes de Hélio Oiticica e nas colagens de Geta Bratescu.

Fred Bandeira, um dos convidados da ação, considerou a visita diferente, mesmo já tendo ido ao Inhotim em outras oportunidades. “Poder fotografar dentro das galerias permite uma aproximação e interação com o trabalho do artista”, disse. Mas é preciso ter cuidado para que os cliques não atrapalhem a magia da visita, alerta Ticiana Porto, instagrammer carioca que participou do Empty. “Registrar é valioso, mas também tem que ter o momento de desligar o celular e sentir a obra, sem outras preocupações. Isso também faz parte da experiência”, diz.

Para o diretor artístico do Instituto, Rodrigo Moura, é importante considerar as transformações do lugar da fotografia na sociedade desde quando o Inhotim foi inaugurado, há nove anos. “Não faz mais sentido limitá-la, sendo que sabemos que as pessoas desejam fotografar. Assim, nos parece uma excelente oportunidade rever essas normas, para aprender junto com o visitante como explorar o espaço expositivo com a câmera, criando novas maneiras de continuar a experiência do Inhotim para além da visita presencial”, reflete.

Conheça os participantes do Empty Inhotim e veja as fotos tiradas durante o dia. Aproveite para se inspirar nos seus próprios registros na próxima visita.

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