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  • 27 de fevereiro de 2019

    Ieska Tubaldini


    acessibilidadedepoimentoexperiência

    Leitura: 6 min

    Acessibilidade atitudinal – Um relato de Ieska Labão

    Acessibilidade atitudinal – Um relato de Ieska Labão

    Escutei falar sobre o Inhotim pela primeira vez cerca de dois anos atrás, através de uma grande amiga, cujo pai, um sábio aventureiro de 90 anos de idade, leu uma reportagem sobre o Instituto e disse que desejava conhecê-lo.

    Apaixonada por jardins e museus, encontrei na descrição daquele espaço um mundo de motivos para querer conhecê-lo o quanto antes. Soube que vinha sendo muito visitado por turistas estrangeiros e contava com estrutura adequada, o que me tranquilizou o suficiente em relação à acessibilidade necessária para transitar com as minhas rodas. Depois que amigas cadeirantes também o visitaram, confirmei que esse passeio precisava ser feito. E logo!

    Entre uma rampa de madeira que me levou a um estádio infinito, uma trilha pela mata que me presenteou com Tunga ao seu final e salas de som que me transportaram para outras dimensões, encontrei, a quase 700 quilômetros da minha casa, um lugar que me impactou como poucos.

    Cheguei no Inhotim em setembro de 2018, numa quinta-feira de manhã. De cara, eu e minha família fomos recebidos por uma equipe simpática, gentil e extremamente solícita. Fomos informados sobre as facilidades disponíveis para pessoas com mobilidade reduzida e contamos com os carrinhos de transporte durante todo o nosso passeio, mas não demorou para que percebêssemos que a acessibilidade do Instituto ia além disso.

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    Vivemos em uma sociedade que ainda crê que acessibilidade significa rampas e guias rebaixadas. O conceito de acessibilidade atitudinal é pouco conhecido até mesmo em grupos de discussão social e, enquanto pessoa com deficiência, eu o considero uma das ferramentas mais importantes para a inserção da acessibilidade em qualquer espaço.

    Entende-se por acessibilidade atitudinal, de acordo com o Ministério da Educação (2013): “[a] percepção do outro sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações. Todos os demais tipos de acessibilidade estão relacionados a essa, pois é a atitude da pessoa que impulsiona a remoção de barreiras”.

    É através desse tipo de acessibilidade que Inhotim reduz suas barreiras estruturais e proporciona uma experiência para lá de satisfatória às pessoas que poderiam se ver impedidas de transitar em calçamentos de pedra e trilhas pelo meio da mata.

    Para chegar à Galeria Psicoativa Tunga, contamos com o carrinho de transporte do Instituto para nos levar por uma trilha na mata. Proposital ou não, a experiência com a obra de Tunga, para mim, começou ali. Uma pessoa cadeirante não é exatamente bem-vinda em trilhas e não costuma experimentar os desafios físicos desse tipo de atividade, então, já pisei com minhas rodas na galeria sendo alguém diferente do que era dez minutos antes. Me ajeitei, me estalei, alonguei e fui de peito aberto experimentar Tunga pessoalmente pela primeira vez. E que experiência! Tunga mexe com os nossos sentidos, todos eles. Provoca, cutuca. Fica difícil dizer qual parte foi mais desafiadora: a ida e a volta pela trilha ou a galeria em si. De fato, nada descreve esse espaço melhor do que “psicoativo”.

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    Fora desta galeria, mas tão psicoativas quanto, destaco as obras Sonic Pavilion, de Doug Aitken, e Forty Part Motet, de Janet Cardiff, ambas em exposição permanente. Uma mostra a voz do Planeta Terra a 200 metros de profundidade enquanto a outra preenche um grande galpão branco puríssimo com as 40 vozes de um coral. É para respirar fundo, fechar os olhos e se deixar sentir. Só é preciso cuidado para não querer ficar somente nessas duas instalações durante todo o dia.

    Obras preferidas à parte, consigo pensar em poucos lugares nos quais me senti mais acolhida e mais envolvida pela arte. No Inhotim as plantas são arte, as obras são arte, as pessoas são arte. E é arte para todo mundo que tiver disposição para interagir com ela. Trilhas de terra e pisos de pedra, que costumam ser enormes impeditivos para qualquer pessoa com mobilidade reduzida, são superados pela disposição da equipe do Instituto em ajudar.

    Como todo lugar que já visitei (e quando digo “todo” é todo mesmo), Inhotim mostra aspectos que ainda podem ser melhorados em relação à acessibilidade, mas, como em nenhum lugar que já visitei no Brasil, ele se mostra disposto, disponível e apto a se aprimorar.

    Até breve, Inhotim.

    Eu e minhas rodas não vemos a hora de te revisitar!

    Ieska Labão

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    11 de outubro de 2017

    Redação Inhotim


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    Leitura: 4 min

    Dia das Crianças no Inhotim

    Dia das Crianças no Inhotim

    O tão esperado feriado de outubro está chegando, e o Educativo Inhotim preparou atividades especiais para comemorar o Dia das Crianças. Durante o recesso, o Instituto funciona das 9h30 às 17h30, com entrada a R$ 44 (inteira). Lembramos que os pequenos de até seis anos não pagam entrada.

    Na Estação Jardim – Descobertas Sensoriais, pequeninas e pequeninos e os adultos acompanhantes são estimulados a descobrir todos os sentidos brincando com diferentes texturas, cores e sons! A atividade acontece a partir das 10h do dia 12/10, no jardim próximo à Galeria Mata (ponto G1 no mapa).

    Já na Estação Jardim – Brincadeiras de Quintal, a diversão acontece com o resgate de brincadeiras tradicionais brasileiras. Brincar de amarelinha, cantar ciranda e pular corda são algumas das atividades para toda a família que rolam a partir das 14h30 do dia 12/10, no jardim próximo à obra Magic Square (ponto A12 no mapa).

    E também tem atrações que acontecem durante todo o mês de outubro!
    É o caso do Jogo Memorizando a Biodiversidade, que convida crianças e adultos a conversar sobre espécies botânicas que são destaques no paisagismo dos jardins do Inhotim. Uma ótima oportunidade para conhecer mais sobre as faunas silvestre e doméstica e sobre os biomas Cerrado e Mata Atlântica. O jogo acontece das 10h às 16h de terça a sexta-feira e das 10h às 17h aos sábados, domingos e feriados de outubro, sempre na Estação Educativa para Visitantes.

    Para o restante da família, também são oferecidas atividades que propõem uma experiência mais completa entre os acervos do Parque. A Visita Temática Revelando Memórias resgata lembranças adormecidas a partir das experiências com os acervos artístico, botânico e histórico-cultural. A Visita Panorâmica explora várias possibilidades de percurso pelo Inhotim a partir da reflexão sobre o lugar e seus acervos. Além das visitas mediadas, a Biblioteca Inhotim e a Estação Educativa para Visitantes são espaços que você não pode deixar de conhecer na sua vinda ao Museu.

    Com a programação garantida, é hora de providenciar o seu ingresso online!

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