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  • 19 de setembro de 2017

    Redação Inhotim


    arte contemporâneagastronomiaInhotim Noite Abertamúsica

    Leitura: 5 min

    Roteiro inspira visita em galerias e espaços botânicos para noite no Inhotim

    Roteiro inspira visita em galerias e espaços botânicos para noite no Inhotim

    O Inhotim Noite Aberta acontece no sábado, dia 30 de setembro, e vai reunir shows, espaço gastronômico e visita mediada a galerias e jardins do Instituto. Tudo isso à luz das estrelas, já que o Inhotim estará aberto até as 21h30. Dentre as atrações musicais, estão Thaís Gulin, com participação especial de Flávio Renegado, e Minimalista, que convida Lucas Santtana para somar no som. Entre uma apresentação e outra, você pode aproveitar para visitar as quatro galerias que estarão abertas exclusivamente para este dia. Dentro delas, das 17h30 às 21h30, mediadores da equipe educativa do Inhotim estarão disponíveis para explicar melhor sobre as obras, sempre abertos a debates e reflexões. Preparamos um roteiro para inspirar sua visita durante a noite no Inhotim:

    Galeria Praça (G3)
    Dois murais com diversas esculturas formam os painéis de John Ahearn & Rigoberto Torres, “Abre a Porta” e “Rodoviária de Brumadinho” (A7). Essas obras foram criadas a partir da imersão dos dois artistas na cidade que abriga o Inhotim e da convivência com seus moradores, que foram retratados nas esculturas. Já ao entrar na galeria, o visitante se depara com a mistura de cores dos quadros do artista Luiz Zerbini. Que elementos do mundo contemporâneo foram utilizados pelo artista para compor sua pintura? Vale a pena passar um tempo observando os detalhes e tentando desvendar cada um.

    Rivane Neuenschwander (G13)
    A casa onde “Continente/Nuvem” está abrigada já sofreu diferentes transformações ao longo do tempo e é uma das construções remanescentes da antiga fazenda que existia no local antes de o Inhotim ser aberto ao público. Ao entrar, o olhar deslocado aponta para o “céu” e ativa a imaginação para a constituição de formas e reconstituição de memórias afetivas. Quais lembranças e sensações este espaço te traz? É só deitar no chão e deixar sentir.

    Galeria Cildo Meireles (G5)
    Algumas das dicotomias do sujeito contemporâneo estão presentes nas obras de Cildo Meireles no Inhotim, seja em uma sala impregnada pela cor vermelha, seja na obra em que os objetos usados criam barreiras no espaço que ocupa. Como essas dicotomias extrapolam a arte e se fazem presentes em outras esferas? Como trabalhá-las? Quais elementos compõem os trabalhos do artista? Essas reflexões guiam essa parte da visita mediada.

    Galeria Fonte (G4) –
    A exposição “Do Objeto para o Mundo” traz ao público do Inhotim uma seleção de trabalhos de artistas brasileiros e internacionais de diversas gerações. Por meio dessa diversidade, a mostra investiga momentos de formação da arte contemporânea, revela o movimento de aproximação do objeto artístico e o dia a dia do espectador e incentiva que essa união entre arte e vida seja cotidiana. Imerso nesse recorte, o vistante tem a chance de se questionar sobre quais objetos estão dentro e fora da galeria de arte, além do que os diferencia e aproxima.

    Largo das Orquídeas (J7)
    O Largo contempla aproximadamente 17 mil orquídeas de qualidade diferenciada, distribuídas em 48 palmeiras nativas e exóticas. No inverno, as flores brotam e o aroma é sentido de longe. No Inhotim Noite Aberta, o espaço será ocupado pela Amadoria Gastrô e trará experiências gastronômicas inesquecíveis.

    Tamboril (B1) – 
    Já parou para pensar na quantidade de espécies que são abrigadas por uma só árvore? No tronco, é possível ver duas espécies de cactos, 3 espécies de bromélias e 4 espécies de orquídeas. O período de floração do Tamboril é na primavera, mas suas flores são muito pequenas e às vezes não é possível vê-las, pelo tamanho da árvore. Dependendo de sua condição ambiental, ela pode viver até 200 anos.

    Quer garantir o seu ingresso para a Noite Aberta Inhotim? É só clicar aqui. 

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    21 de maio de 2015

    Alma Quintana

    Alma Quintana, coreografa mexicana em residência no Inhotim


    arte contemporâneadançainhotim

    Leitura: 7 min

    Um corpo por descobrir

    Um corpo por descobrir

    Há dois meses em residência no Inhotim, a coreógrafa mexicana Alma Quintana vem preparando sua apresentação Aparición e Aparición.Duration, que será realizada no dia 23 de maio no parque. Durante o tempo em que ficou no Instituto, Alma teve a chance de dar oficinas a jovens e crianças integrantes dos projetos sociais do Inhotim. Em artigo para o blog, ela conta sobre essa experiência de usar a dança para aproximá-los não só da arte contemporânea, mas também de si mesmos.

    Neste último mês, minha prática artística, sempre conectada com minha contínua prática de vida, vem seguindo lendo, interpretando e traduzindo o que chamamos de realidade. O que eu olho e o que me olha de volta me proporcionam este fenômeno maravilhoso que é a experiência. Durante minha estadia no Inhotim, estive em contato com diferentes sensações, pensamentos e reflexões que têm movido meus sentidos. Não somente os olhos, os ouvidos, o tato, mas também os sentidos do espaço, da arte, do sensível, do possível, da crítica, da história da comunidade mantiveram ativos questionamentos do meu trabalho durante todo esses meses no Instituto.

    Alma Quintana buscou despertar aproximação de crianças com a dança contemporânea.

    Alma Quintana buscou despertar aproximação de crianças com a dança contemporânea.

    A residência artística no Inhotim tem tido tantas possibilidades que elas vão se estendendo como ramos. Nesse tempo, eu visitei todo o complexo museológico, sempre encontrando grandeza, harmonia e beleza nos jardins.  Troquei vivências com o grupo educativo do parque e com diversas pessoas com as quais eu cruzei e que ajudam a formar essa imensa estrutura. Eu trabalhei principalmente com os meninos do Laboratório Inhotim, e também, sem ter sido planejado, acabei dando oficinas para os meninos do grupo de percussão, integrantes de parte do projeto de Patrimônio e Memoria do Instituto. Além disso, ainda visitei o acervo artístico do Inhotim, o que me proporcionou uma perspectiva mais ampla da história do lugar e, em geral, no contexto deste espaço.

    Eu considero os encontros com os meninos do Laboratório muito proveitosos. Gostaria de ter tido mais tempo para conseguir aprofundar as aulas em interesses específicos da minha prática, mas acredito que, com o pouco que experimentamos, já conseguimos acionar os corpos para essa nova experiência. A maneira como percebem as ações também foi modificada nos corpos, inclusive quando é provável que, para eles, nem tudo seja consciente. As diversas dinâmicas, como a visita ao Galpão Cardiff & Miller, a um espaço aberto com uma montanha de terra vermelha, permitiu que os jovens observassem a matéria do espaço em relação a matéria do corpo. Já os desenhos de memorias, os traços de trajetórias, permitiram abordar as possibilidades de movimento e corpo, relacionando-o com o tempo e com o espaço.

    Depois do trabalho corporal, Alma sugeriu ao grupo de jovens que eles registrassem a experiência no papel.

    Depois do trabalho corporal, Alma sugeriu ao grupo de jovens que eles registrassem a experiência no papel.

    Os principais desafios têm sido o tamanho do grupo, muito numeroso, com jovens em idades nas quais os tabús se manifestam de diversas formas. Sempre se necessita de tempo para romper essas barreiras. Mas considero que eles tiveram bastante recepção das propostas e que o apoio da equipe de educadores do Inhotim foi incrível. Sinto o projeto permeando seus corpos e espero vê-los concebendo a arte com uma aproximação da dança e da coreografia.

    Em resumo, posso dizer que a informação que chegou ao meu corpo durante esse tempo foi muito grande. Eu a recebi com enorme gratidão, já que foi uma contínua fonte de inspiração, contemplação, observação e reflexão. Todas as experiências foram interconectadas para ir gerando os primeiros resultados e materiais com os que eu certamente seguirei trabalhando depois da estadia no Inhotim, para concluir os objetivos propostos desde o principio. O primeiro, a criação de um vídeo coreográfico em colaboração com o artista visual Lutz Baumann, criado a partir do trabalho realizado com os jovens do Laboratório e com o grupo de percussão. O segundo é a criação de uma partitura coreográfica que ofereça, em um futuro, a possibilidade de ter uma versão cênica do projeto, em forma de performance.

    APARICIÓN E APARICIÓN.DURATION
    Quando: 23 de maio, 14h e 15h.
    Onde: Galeria Rivane Neuenschwander às 14h e Teatro Inhotim às 15h.

    *Projeto apoiado pelo Fondo Nacional para la Cultura y las Artes (FONCA) do México.


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