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  • 11 de abril de 2018

    Redação Inhotim


    artearte contemporâneainhotim

    Leitura: 3 min

    Justiça Espacial e Parangoleis são temas de ação poética no Inhotim

    Justiça Espacial e Parangoleis são temas de ação poética no Inhotim

    No dia 28 de março, o Inhotim recebeu o professor Andreas Philippopoulos-Mihalopoulos, da Universidade de Westminster (Reino Unido), e a professora Maria Fernanda Salcedo Repolês, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, onde realizaram um workshop para discutir o direito espacial.

    Durante o encontro, foi explorado o novo conceito e manifesto do “parangolei-lawscape”, inspirado pelas teorias da justiça espacial e pelos Parangolés de Hélio Oiticica. Nas ações propostas, o movimento dos corpos foi usado como forma de ocupar os espaços e explorar as chamadas “Parangoleis”, empoderando os corpos a pensar, se movimentar e trabalhar com o direito e o espaço de forma emancipada, artística, espetacular, intensamente pessoal e engajada publicamente.  Participaram das atividades propostas ao longo do dia, pesquisadores e pesquisadoras, funcionários do Instituto, jovens que participam de programas educativos do Inhotim, além de visitantes interessados.

    O grupo também foi convidado por Andreas e Maria Fernanda a praticar a fotopoesia (picpoetry), um método de capturar o ambiente por meio de fotos com breves poesias e postagens instantâneas nas redes sociais do Inhotim.

    O diálogo entre arte e botânica do Instituto Inhotim, proporciona ao público em geral um lugar convidativo à fruição estética, à produção de conhecimento e ao desenvolvimento humano em todas as suas dimensões. Suscita ainda, o interesse de diversos pesquisadores, de diferentes áreas do conhecimento.

    Segundo o professor Andreas, “a Justiça Espacial” é uma ferramenta de resistência e, ao mesmo tempo, de criatividade”, e o Instituto Inhotim vê a importância e orgulha-se em proporcionar a partir de um ambiente naturalmente transdisciplinar, a construção de conhecimento entre os diferentes saberes.

    Se quiser conehcer mais sobre o trabalho do pesquisador, acesse Lost in lawscape e Pic poet.  

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    05 de abril de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 5 min

    O universo particular das plantas epífitas no Inhotim  

    O universo particular das plantas epífitas no Inhotim  

    Entrar em um lugar onde cerca de 2.500 plantas de várias partes do mundo convivem em harmonia é sentir o cheiro, as cores e a força da natureza. No epifitário do Inhotim, é possível ver por todos os lados espécies como orquídeas, bromélias, cactos tropicais e samambaias epífitas crescendo aos cuidados dos profissionais da botânica. O espaço é dedicado a conservação de espécies de resgate e de manutenção do acervo botânico do Instituto e faz parte do roteiro da visita mensal mediada pelo engenheiro agrônomo do Inhotim, Juliano Borin.

    As plantas epífitas são aquelas que precisam de outras para suporte, como o tronco de uma árvore . O epifitário do Inhotim guarda exemplares que vieram de várias partes do Brasil e do mundo. De acordo com o engenheiro agrônomo  do Instituto Juliano Borin, há espécies que foram compradas e outras que foram resgatadas, sendo o maior desafio da equipe fazer com que nesse espaço seja possível a vida de plantas com exigências tão diferentes.

    A dinâmica no epifitário é feita para que esse cultivo de variedades seja feito da melhor forma. Para isso, um sistema de irrigação específico de nebulização que funciona de forma localizada diariamente deixa as raízes sempre devidamente hidratadas. “ Esse sistema se chama microaspersão. Ele tenta imitar uma nevoa, como se fosse uma bruma que vai molhando as epífitas. Depois, fazemos a complementação com as mangueiras poupando as flores e focando sempre na raiz”, explica Borin. Segundo ele, o restante da manutenção é feito por meio da retirada das raízes mortas, das folhas que estão com fungos e do botão floral das plantas que estão com baixo desenvolvimento, fazendo com que elas poupem energia.

    No epifitário, as plantas são remanejadas de acordo com a necessidade de cada uma delas. Foto: Rossana Magri.

    No epifitário, as plantas são remanejadas de acordo com a necessidade de cada uma delas. Foto: Rossana Magri.

    De acordo com Borin, algumas espécies já estão adaptadas, como é o caso da orquídea Cattleya que, por ser de Minas Gerais, é acostumada com o clima da região. “Mas aqui existem orquídeas da Tailândia, como as Vandas, que não gostam de frio, estão acostumadas ao clima constantemente quente”. Para contornar essa situação, os jardineiros são treinados a desenvolver a sensibilidade de entender essa necessidade específica de cada uma. Dessa forma, elas são distribuídas no epifitário de acordo com o que precisam: nos cantos, por exemplo -onde a água cai menos – ficam aquelas que precisam de menos umidade. Já no alto, ficam as Vandas, onde o clima é mais aquecido. Com a atenção e o cuidado da equipe de jardinagem, elas florescem e se fortalecem a cada dia.

    Durante a visita conduzida por Borin,  você terá a chance de conhecer espécies que não estão no jardim do Inhotim, além de entender mais sobre a dinâmica de um lugar onde plantas de diferentes partes do mundo se encontram.  Além disso, o passeio percorre outros espaços de cultivo do Inhotim, para que você entenda como é possível manter 42 hectares de jardins por aqui.

    Participe!

    Pelos Jardins do Inhotim
    Quando: 7 de abril, 12 de maio, 9 de junho, 14 de julho, 11 de agosto, 15 de setembr, 6 de outubro, 10 de novembro, 15 de dezembro. Sempre aos sábados.
    Horário: 14h30
    Onde: saída da Recepção
    Preço: R$ 40

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    03 de abril de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 2 min

    10º ano do Encontro Marcado

    10º ano do Encontro Marcado

    O ano de 2018 consolida 10 anos de execução do Encontro Marcado, projeto que reúne as equipes do Inhotim com a proposta de democratizar o acesso de funcionárias e funcionários aos acervos do Instituto.

    Nutrida com saudosos registros de sua história e perspectivas para os próximos momentos, a equipe do projeto deseja celebrar sua trajetória revisitando atividades marcantes, acessando lugares e temas até então não abordados, trazendo à tona figuras de destaque do projeto e contribuindo com a formação profissional e pessoal dos sujeitos.

    Os encontros deste ano iniciam em abril e serão organizados em duas frentes: A primeira tem foco na experiência, na prática e na exploração lúdica dos acervos; os encontros acontecerão às terças-feiras, das 14h às 16h, e contarão com as etapas Rememorando, Inexplorado, O fazer d@ outr@ e Figuras do Encontro Marcado. Já a segunda frente de atividades pretende o estudo dos acervos, passando pela pesquisa de conceitos relacionados a obras, artistas e/ou galerias e jardins do Inhotim; nesta frente, os encontros acontecerão às quintas-feiras, entre 9h30 e 10h30.

    Ao longo dos anos, os encontros do projeto extrapolaram a biblioteca, as galerias e os jardins, e construíram um lugar de socialização e aprendizado apoiado na troca, na escuta, na fala e na expressão de cada participante. Aqui, funcionários e funcionárias são estimulados a conhecer melhor o espaço onde trabalham e a desfrutar de todas as possibilidades que o Inhotim proporciona.

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    28 de fevereiro de 2018

    Redação Inhotim


    artecomunidadeeducaçãoinhotim

    Leitura: 5 min

    Em março, uma entrada vale por duas no Inhotim

    Em março, uma entrada vale por duas no Inhotim

    Quer trazer aquela pessoa querida para visitar ou revisitar o Inhotim com você? De 1º de março a 1º de abril, uma entrada valerá por duas por aqui. Aproveite a oportunidade para planejar uma viagem com as suas melhores companhias. O Inhotim segue funcionando de terça a sexta das 9h30 às 16h30 e nos finais de semana e feriados de 9h30 às 17h30.

    A inteira custa R$ 44 e quem for fazer a compra online deverá incluir no carrinho de compras apenas metade dos ingressos que iria comprar a princípio. Na bilheteria do Inhotim, ao apresentar o voucher da compra de 1 ingresso, você receberá duas entradas válidas para o dia. Confira a programação do mês de março para se programar. Informamos que a entrada na quarta-feira continua sendo gratuita.

    Febre amarela
    Observando a recorrência de febre amarela em Minas Gerais, está sendo solicitado ao visitante que apresente o comprovante de vacina contra a doença. Só terão acesso às dependências do Instituto aqueles que comprovarem que foram vacinados há, no mínimo, 10 dias. Caso você tenha certeza de que já se vacinou, mas tenha esquecido o cartão, poderá entrar após a assinatura de um termo de responsabilidade garantindo que já se imunizou.

    Como chegar
    O Inhotim está localizado em Brumadinho (MG), a cerca de 60 km de Belo Horizonte. Para calcular a melhor rota para a sua viagem, é só clicar aqui. Se você estiver em Belo Horizonte, o tempo médio de viagem até o Inhotim de carro é 1h30 e o estacionamento no Parque é gratuito. Agora, se você chegou de avião, pode alugar um carro ou pegar um táxi. Calcule 2h do Aeroporto de Confins até o Parque ou 1h30 partindo do Aeroporto da Pampulha. Outra boa notícia é que o Inhotim possui serviço gratuito de guarda-volumes para bolsas e malas.

    Você também pode ir de ônibus ou transfer para o Inhotim. A empresa Saritur tem uma linha que sai da Rodoviária de Belo Horizonte, localizada no centro da cidade, de terça-feira a domingo. Para conhecer os horários e valores do ônibus clique aqui. E a Belvitur, agência oficial de turismo e eventos do Inhotim, oferece transfer saindo de Belo Horizonte, da região da Savassi. Garanta seu transporte aqui.

    Onde ficar
    Pronto, agora que você já sabe como chegar, precisa decidir se ficará hospedado em Brumadinho ou em Belo Horizonte. O Inhotim possui uma área de visitação de 140 hectares, o que significa que não dá pra conhecer todo o Parque em apenas um dia. Claro que se você estiver em Belo Horizonte e tiver um dia livre, irá aproveitar a visita. Mas para você que está planejando uma viagem que tem o Inhotim como destino principal, o ideal é separar três dias para visitação. Assim, dá para caminhar, refletir e curtir a natureza sem pressa. Para conhecer as opções de hospedagens clique aqui.

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    05 de fevereiro de 2018

    Redação Inhotim


    artearte contemporâneainhotim

    Leitura: 12 min

    Yayoi Kusama, a artista que cria arte para “a cura da humanidade”

    Yayoi Kusama, a artista que cria arte para “a cura da humanidade”

    Em 1999, a Revista BOMB (edição 66) publicou uma entrevista com  Yayoi Kusama, autora da obra “Narcissus garden : Inhotim” (2009), exposta no topo do Centro Educativo Burle Marx. O trabalho da artista japonesa guarda uma história interessante, já que se trata de uma versão de uma escultura originalmente apresentada em 1966 para uma participação de Yayoi na 33a Bienal de Veneza. Naquela ocasião, ela instalou clandestinamente 1.500 bolas de aço inoxidável que eram vendidas a quem passasse por US$ 2 cada, sobre um gramado em meio aos pavilhões. As esferas continham uma placa onde estava escrito “Seu narcisismo à venda”, revelando de forma irônica sua mensagem crítica ao sistema da arte e seus sistemas de repetição e mercantilização. A intervenção levou à retirada de Kusama da Bienal, onde ela só retornou  representando o Japão oficialmente em 1993. Na versão de Inhotim, 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre um espelho de água, criando formas que se diluem e se condensam de acordo com a força do vento. Resgatamos aqui a entrevista com a artista. Entender melhor sua história de vida abre ainda mais possibilidades de interpretar a obra desta artista que já acumula 70 anos de carreira.

    GT: Você teme que as pessoas talvez estejam interessadas na sua biografia à custa da sua arte?
    YK: Eu não tenho esse medo. Meu trabalho é uma expressão da minha vida, particularmente da minha doença mental.

    GT: Você vive em um hospital psiquiátrico. É verdade que você se internou voluntariamente?
    YK: Eu fui internada em um hospital em Tóquio em 1975 onde eu tenho morado desde então. Eu escolhi viver aqui seguindo o conselho de um psiquiatra. Ele sugeriu que eu pintasse quadros no hospital enquanto seguisse com meu tratamento. Isso aconteceu enquanto eu viajava pela Europa, montando minhas exibições de moda em Roma, Paris, Bélgica e Alemanha.

    GT: Apesar de você ter sido internada, você é uma artista e escritora muito ativa. Onde você trabalha?
    YK: Eu trabalho no meu condomínio/estúdio perto do hospital.

    GT: Você diz que a sua arte é uma expressão do seu transtorno psiquiátrico? De que maneira?
    YK: Minha arte tem origem em alucinações que somente eu consigo ver. Eu traduzo as alucinações e imagens obsessivas que me assombram em esculturas e pinturas. Todos os meus trabalhos em pastel são produtos de uma neurose obsessiva e são, portanto inextricavelmente ligados à minha doença. No entanto, eu crio obras mesmo quando não vejo alucinações.

    GT: Você nasceu em Matsumoto, uma cidade de médio porte na região central do Japão, em 1929. A guerra não afetou grandemente a sua família uma vez que Matsumoto era bastante isolada e sua família era abastada. Isso é verdade?
    YK: A nossa casa escapou à destruição durante a guerra e nossa despensa estava cheia de suprimentos, então nós tínhamos o suficiente para nos alimentar, felizmente. Sim, minha família é bastante rica. Eles são responsáveis pela gestão de imóveis e empresas de armazenamento. Eles também vendem por atacado sementes de plantas cultivadas em suas grandes fazendas. Eles têm gerido esse tipo de negócio por 100 anos.

    GT: Mas mesmo assim a sua infância foi bastante horrenda. Suas descrições da sua mãe são de arrepiar.
    YK: Minha mãe era uma mulher de negócios muito perspicaz, sempre terrivelmente ocupada com o seu trabalho. Eu acredito que ela contribuiu significativamente para o sucesso dos negócios de família. Mas ela era extremamente violenta. Ela odiava me ver pintando, então ela destruía as telas com as quais eu estava trabalhando. Eu tenho pintado quadros desde os dez anos de idade, quando eu comecei a ter alucinações. Eu as produzia em grande quantidade. Mesmo antes de eu começar a pintar, eu era diferente das outras crianças. Minha mãe me batia e me chutava todos os dias, irritada que eu estava sempre pintando.  Ela me forçava a ajudar os empregados, mesmo quando eu tinha que estudar para as provas finais. Eu ficava tão exausta que me sentia muito insegura às vezes. Meu pai, um conquistador, estava constantemente ausente. Ele era uma pessoa de coração gentil, mas tendo se casado com a minha mãe e entrado para a sua família, e, estando sempre sobre o controle financeiro dela, ele não tinha um lugar em casa. Ele deve ter se sentido completamente desmoralizado. Meu irmão mais velho também era contra a minha inclinação para a pintura. Todos os meus irmãos me disseram para eu me tornar uma colecionadora ao invés de pintora.

    GT: Tendo em vista a sua vida em família, não surpreende o fato de você ter tido a vontade de sair de casa ainda jovem. Você foi para Kyoto, onde se matriculou em cursos acadêmicos de arte. Esse foi o seu único treinamento formal como artista?
    YK: Eu fui para Quioto simplesmente para fugir da violência da minha mãe. Eu raramente frequentava as aulas; eu achava a escola muito conservadora e os professores desatualizados em relação à realidade do mundo moderno. Eu pintava quadros no dormitório ao invés de frequentar as aulas. Por a minha mãe ser tão veementemente contra eu me tornar artista, eu me tornei emocionalmente instável e sofri um surto nervoso. Foi por volta dessa época, na minha adolescência, que eu comecei a receber tratamento psiquiátrico. Traduzindo alucinações e medo de alucinações em pinturas, eu tenho tentado curar a minha doença.

    GT: [sobre o período em que Kusama se mudou para Nova York, no final dos anos 50] depois de 18 meses de sua chegada, você teve a sua primeira exposição solo. As paredes da galeria estavam ocupadas por 5 telas enormes cobertas com redes infinitas branco-sobre-branco. Pinceladas pintadas meticulosamente criavam uma trama quase invisível ao olho nu. A exposição foi aclamada por críticos incluindo Dore Ashton e Donald Judd – você foi até mesmo comparada ao Pollock. Esse primeiro sucesso deve ter sido empolgante.
    YK: Eu disse para mim mesma, eu consegui! Eu comecei a me associar a colegas que também estavam desenvolvendo novos tipos de pintura. Eu me tornei amiga de artistas tais como Eva Hesse e Donald Judd.

    GT: É curioso que Judd tenha ficado tão impressionado com o seu trabalho, já que os seus trabalhos antecipavam uma estética minimalista que depois seria liderada por ele. Você se considera minimalista?
    YK: Eu sou uma artista obsessiva. As pessoas podem me classificar de outra forma, mas eu simplesmente as deixo me chamar do que quiserem. Eu me considero uma herege do mundo da arte. Eu penso apenas em mim mesma quando eu faço meu trabalho. Afetada pela obsessão que se instalou em meu corpo, eu criei obras em uma rápida sucessão, meu próprios “ismos”. […] Eu continuarei a criar trabalhos de arte enquanto a minha paixão me mover. Eu sou muito tocada pelo fato de que tenho muitos fãs. Eu venho lutando com a arte como uma terapia para a minha doença, mas eu suponho que não saberei como minha arte é avaliada enquanto estiver viva. Eu crio arte para a cura da humanidade.

    Sete décadas de carreira
    Por mais de setenta anos, Yayoi Kusama desenvolve uma prática, a qual apesar de conter influências do surrealismo, minimalismo, pop art, Eccentric Abstraction [abstração excêntrica], e dos movimentos Zero e Nul, resiste a qualquer classificação singular. Nascida em Matsumoto (Japão) em 1929, ela estudou pintura em Kyoto antes de se mudar para Nova York no final dos anos 1950, e por volta da metade da década de 60 já tinha se tornado conhecida no universo avant-garde por seus provocativos happenings e exibições. Desde então, os extraordinários esforços artísticos de Kusama têm abarcado pintura, desenho colagem, escultura, performance, filme, gravura, instalação e arte
    circunstancial, bem como literatura, moda (notadamente, na sua colaboração com Louis Vuitton em 2012) e design de produto.

    Uma característica contínua do trabalho artístico único de Kusama é a estrutura intrincada de tinta que cobre a superfície dos seus quadros Infinity Net [rede infinita], os espaços negativos entre os loops individuais desses padrões abrangentes que emergem como delicadas bolinhas. Esses motivos tem suas raízes em alucinações com as quais ela sofre desde a infância, e nas quais o mundo aparece para ela coberto de formas que se proliferam. Criando um caminho entre o expressionismo abstrato e minimalismo, Kusama mostrou pela primeira vez suas brancas Infinity Nets [redes infinitas] em Nova York no final dos anos 50 e foi aclamada pela crítica. Ela continua a explorar as possibilidades dessas obras em trabalhos monocromáticos os quais são cobertos com malhas que parecem flutuar e se dissolver na medida em que o observador se move ao seu redor.

    Outro motivo chave é a forma da abóbora, a qual atingiu um status quase mítico na obra de Kusama desde o final dos anos 40. Vinda de uma família que se sustentava cultivando sementes de plantas, Kusama conhecia a abóbora kabocha dos campos que circundavam a casa de sua infância e esse fruto continua a ocupar um lugar especial na iconografia da artista. Ela tem descrito as suas imagens da abóbora como uma forma de autorretrato.

    A partir dessas obras e de suas esculturas acumulativas, nas quais objetos do dia-a-dia se tornam provocativos através de uma cobertura de esculturas flexíveis de formato fálico ou macarrão seco, considerando suas esculturas monumentais e instalações ao ar livre, como o Narcisus Garden, criado em 1966 na ocasião da primeira participação de Kusama da Bienal de Veneza, além das fascinantes ilusões provocadas por seus experimentos recentes com instalações formadas por quartos espelhados, o trabalho de Kusama é amplo, expansivo, e imersivo.

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