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  • 19 de setembro de 2019

    Marcelo Martins


    Sem categoria Leitura: 7 min

    Movimento, pausa, Sombra e Água Fresca

    Movimento, pausa, Sombra e Água Fresca

    O deslocamento do corpo e das ideias é uma das principais propostas do Inhotim. Percorrer as galerias projetadas especialmente para o Instituto, renovar o olhar observando os jardins e se deparar com a materialidade das obras de arte e pessoas de vários locais do mundo, faz parte da experiência neste local único. Pensar no Inhotim como um local vivo, que está sempre em transformação, também é um dos cernes da experiência do visitante. Sob essa tônica, abriremos no dia 21 de setembro um novo espaço: o Jardim Sombra e Água Fresca -pensado como um jardim em processo.

    Território em transformação

    O jardim está conectado com a transformação do território em seu conceito: a área, que era um pasto, passou por um processo criativo de quase 10 anos, liderado pelo paisagista do Instituto, Pedro Nehring. Existem cerca de 700 espécies, entre plantas nativas e exóticas, com o objetivo de enriquecer a vegetação ciliar do curso d’água e criar novos espaços à sombra. Vando Silva, jardineiro do Inhotim, participou de perto da transformação do local. “Lembro-me de quando eu cortava grama nessa área. Hoje, já tem um caminho, um jardim bonito. Fico feliz por contribuir para este novo espaço do Instituto”, diz.

    INH_Gif_NovoJardim

    Quais plantas esse jardim tem?

    Para a sua concepção, o paisagista teve como orientação a mistura entre plantas nativas e exóticas para compor flora do Jardim Sombra e Água Fresca. Uma das principais famílias botânicas do Inhotim, as palmeiras, que tem como espécie integrante o Buriti (Mauritia flexuosa), por exemplo, compõem a nova paisagem. Plantas muito presentes na história e na cultura brasileira, como o jacarandá, o guanandi e a pitangueira estão entre cerca de 700 espécies presentes no novo espaço, com aproximadamente 32 mil m².

    O Jardim Sombra e Água Fresca também foi pensado para proporcionar experiências multissensoriais: mais de 80 espécies de plantas frutíferas vão compor a nova paisagem (imagine o cheiro do lugar!); será possível ouvir cantos de muitos passarinhos, como sabiá e trinca-ferro – que se alimentam dessas frutas – e o barulho da água que corre em um dos pontos extremos do jardim.

    FotoWilliamGomes

     

    Afinal, o que é etnobotânica?

    Ao longo do jardim, o visitante poderá reconhecer trinta plantas, que serão identificadas com placas, nas quais vão constar informações etnobotânicas, que nada mais é que a ciência que estuda a utilização das plantas pelas pessoas. Para o curador botânico Juliano Borin, as informações etnobotânicas são ferramentas estratégicas para a educação ambiental do público. “A pessoa terá consciência do uso da planta, da sua importância para o ecossistema e, assim, vai saber porque é importante preservá-la.”

    Por exemplo: você já ouviu falar sobre o Guanandi? Reconhecida como a primeira “madeira de lei” do Brasil, pode atingir até 20 metros de altura. Seus frutos são consumidos por vários animais, o que é útil em reflorestamentos.

    Na região central do jardim, o visitante poderá ainda se deparar com um imponente cedro. Obras do mestre Aleijadinho – expostas em cidades próximas a Brumadinho, como Congonhas, Ouro Preto e Sabará – foram produzidas com a madeira dessa árvore.

    Um último exemplo, só para aumentar a curiosidade com as outras 27 espécies que poderá desvendar nas trilhas do Jardim Sombra & Água Fresca, temos o pau-rosa, uma ótima opção para a arborização das cidades. Quando em floração, sua beleza se iguala ou supera a dos ipês.

    Mil caminhos até o Jardim Sombra e Água Fresca

    São muitos os caminhos que conduzem o visitante até o Jardim Sombra e Água Fresca. Pegue um carrinho no ponto de embarque da Rota 1, próximo à Galeria Praça; siga em direção ao Jardim Veredas, passando ao lado da Galeria Adriana Varejão. Ao desembarcar, o acesso para o jardim está ao lado da Galeria Cosmococa. Outra opção é, ao sair da Recepção, caminhe pela Alameda Central, vire à esquerda da árvore tamboril (B1 no mapa) e vire à direita, passando pela Galeria Fonte (G4). Depois de passar pelo Jardim Veredas (J5), o acesso ao novo espaço estará à sua direita. Confira no gif abaixo:

    INH_MapaNovoJardim_blogSite

    Ah! Não deixe de registrar fotos das plantas e dos animais do Jardim Sombra e Água Fresca, bem como da sua visita ao Inhotim. Compartilhe-as com a #sejapresença, #brumadinho, #minasgerais, #birdwatching, #birdwatchingbrasil, #jardimbotanico, #inhotiminstitute e #inhotim.

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    01 de novembro de 2018

    Marcelo Martins


    botânicacomunidadeinhotimmeio ambiente

    Sem categoria Leitura: 3 min

    Carinho e cuidado nos jardins do Inhotim

    Carinho e cuidado nos jardins do Inhotim

    É comum encontrar flores pelo Inhotim durante todo o ano, não só na primavera. São diferentes formas, cores e cheiros que enriquecem a experiência no Instituto. No entanto, a estação marca o início de outro ciclo: o trabalho das equipes de propagação de espécies botânicas. Funcionárias e funcionários ficam parte do dia no Ateliê do Viveiro Educador. Em outra, percorrem o Inhotim em busca de sementes e de plantas que podem ser multiplicadas.

    Dona Gracinha, funcionária do Inhotim desde 2009, corta os galhos de crossandra. Com cuidado e carinho, ela pega os galhos e os junta na mão. Retira as folhas e os reduz em pequenos pedaços para serem plantados em vasinhos na estufa. “Todos os dias eu coloco as mãos na terra. As plantas que ficam em volta de mim são minhas amigas. A gente conversa, a gente se entende! Trato elas com o maior carinho. Deve ser por isso que há nove anos eu não preciso mais tomar remédio. É saúde”, afirma.

    Além do corte dos galhos, a equipe também percorre os jardins em busca de sementes. O jardineiro Frank Ferreira fica de olho no chão e na copa das árvores para coletá-las. Também adota estratégias para obter maior quantidade. “Deixamos sombrites em alguns locais para incrementar a coleta. Em outros, há pequenos vasos onde as sementes já caem. Isso facilita nosso trabalho”.

    Quem também tem os olhos bem treinados é o Walter da Silva. O jardineiro parece mergulhar em meio às grandes folhas de antúrios, em busca de sementes. As dessa espécie são envoltas por bolinhas vermelhas, que as protegem. “Temos que fazer esse trabalho respeitando a natureza. Afinal, alguns bichinhos comem as sementes”.

    Todo o material coletado vai para a estufa. As sementes germinam em pequenos vasos e se desenvolvem no local. Dependendo da espécie, a planta é encaminhada para o sombrite, onde se adapta às condições climáticas ou vai direto para os jardins. Atualmente, o Inhotim tem cerca de 4.500 espécies botânicas para enriquecer a sua experiência e o conhecimento sobre plantas nativas e exóticas. Aproveite nossas visitas mediadas gratuitas que acontecem todos os dias ou a visita com o engenheiro agrônomo Juliano Borin que ocorre aos segundos sábados do mês.

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    25 de maio de 2018

    Marcelo Martins


    botânicaeducaçãoinhotimJardim Botânicomeio ambientepassarinharpassarinhos

    Sem categoria Leitura: 4 min

    É tempo de observar e trocar figurinhas!

    É tempo de observar e trocar figurinhas!

    “A observação de aves é como completar um álbum de figurinhas: a pessoa vai a um local específico, sabendo quais espécies vai observar e marca os pássaros que avistou ou fotografou.” É assim que o biólogo Eduardo Franco define a atividade de observação de pássaros, que aconteceu no Inhotim, durante o lançamento do projeto #vempassarinharMG, nesta quinta-feira (24) no Inhotim. Para Eduardo Franco, o Instituto é um ótimo local para trocar essas figurinhas. “Aqui existem cerca de 300 espécies de pássaros na área de visitação e na sua Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). É uma quantidade bem representativa, já que, no estado de Minas Gerais, existem cerca de 800”, disse.

    O grupo de observadores percorreu os jardins do Instituto e parou em alguns pontos, como perto das obras Inmensa (1982-2002) e Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe (1977).  Cada parada, que durou cerca de 20 minutos, proporcionou uma experiência multissensorial: ouvir o canto dos pássaros, sentir o cheiro dos jardins e tocar nas plantas, além de ver as obras de arte, as aves e as fotos recém tiradas pelos participantes.

    Durante o passeio, cenas inesperadas foram flagradas por quem participava da ação, como o acasalamento de dois beija-flores e a escuta do canto de diferentes espécies que habitam os espaços botânicos do Parque. Para muitas pessoas, a oportunidade de ver de perto as espécies foi especial. “Frequento o Inhotim com grupos de turismo e não me canso do paisagismo. Me deixa emocionado”,  disse Fred Crema, um dos integrantes do grupo.

    Eduardo Franco completa: “A observação de aves é experiência que vai além do visual, pois é uma oportunidade de conhecer o comportamento do animal, como a interação do mesmo com o seu habitat e a sua alimentação. Essa imersão na natureza torna a atividade encantadora”.

    Para o diretor de Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, o Museu é um espaço que constitui um refúgio ímpar para fauna e flora da região, proporcionando a observação de pássaros e uma experiência que ativa várias sensações.

    “O projeto #vempassarinharMG representa mais uma importante ação visando ao despertar de uma sensibilização ambiental. É com muito carinho que recebemos este evento, que reforça a vocação do Inhotim como um espaço para realização de estudos, pesquisas e para compartilhar conhecimento e experiências”.

    #VemPassarinharMG
    Com o objetivo de fomentar a visitação nos Parques Naturais de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ecoavis e as empresas DestinosMG e Maritaca Expeditions, iniciaram em 2017 a 1ª edição do projeto #vempassarinharMG.

    A passarinhada do #vempassarinharMG, como é chamada pelos observadores, inclui caminhadas pelas trilhas das unidades de conservação selecionadas e a presença de um convidado especial para ministrar uma palestra intitulada “Papo de Passarinho”, visando promover a observação e o monitoramento de aves como ferramentas de conscientização e conservação das espécies e seus habitats. Confira aqui o calendário da ação. 

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