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Jardim Botânico
Gestão Ambiental
Foto: Elderth Theza
  Neste ano, o Instituto Inhotim passa a contar com um Setor de Gestão Ambiental, ligado à Diretoria Botânica. Esse setor surgiu tendo em vista a necessidade de centralizar ações de responsabilidade ambiental, que sempre foram objetivo e premissa do Inhotim. Baseando-se no amadurecimento dos demais setores e funcionários do Instituto diante de questões como uso consciente de recursos naturais, economia de utilização de matérias-primas, geração de resíduos e consequentemente reutilização e reciclagem, entre outros, percebeu-se uma necessidade de sistematização dessas ações dentro de um Sistema de Serviços de Gestão Ambiental. Assim, surgiu o setor.

Vale ressaltar que o Instituto Inhotim sempre priorizou a busca por melhorias em seus processos, por meio de ações ambientais visando à redução dos impactos causados por suas atividades.

O principal objetivo de qualquer sistema de gestão ambiental (SGA), de acordo com a Série ISO ABNT NBR 14.001:2004, é a avaliação, o monitoramento e o aperfeiçoamento do desempenho ambiental da organização que o implanta. Nesse sentido, o Instituto Inhotim começa a traçar planos com objetivos e metas bem definidos e compartilhados entre todos os funcionários, para a elaboração de sua Política Ambiental e do seu respectivo Setor de Gestão Ambiental.

1. Produção de Composto Orgânico: Trata-se de um processo natural de decomposição biológica de material orgânico (aquele que possui carbono em sua estrutura), de origem animal e vegetal, pela ação de micro-organismos. No Inhotim é realizado todo o aproveitamento da matéria orgânica proveniente da manutenção dos jardins e do resíduo orgânico dos restaurantes e das lanchonetes. Esse material é destinado ao viveiro educador, onde é reciclado e transformado em composto orgânico rico em húmus, matéria homogênea bioestabilizada, de cor escura, rica em nutrientes, que é aplicada no plantio e na manutenção das espécies do acervo botânico.

2. Gestão Hídrica e Esgotamento Sanitário: Atualmente, o parque possui cinco lagos ornamentais, totalizando cerca de 40.000 m2 (4 ha) de lâmina d'água. Além de possuírem enorme potencial paisagístico, eles são reservatórios utilizados para a irrigação de todo o parque e abrigam várias espécies de peixes, tais como o tambaqui, o surubim e a traíra. A irrigação dos jardins é toda automatizada e realizada no turno da noite; isso devido ao fluxo de pessoas (visitantes e funcionários) durante o dia, bem como a maior absorção e aproveitamento pelas plantas graças à temperatura mais amena e menor perda por evaporação. Tal irrigação é realizada por meio de captação outorgada de água dos rios Manso e Paraopeba. A água destinada ao consumo humano é proveniente da Copasa e de poços artesianos, todos outorgados pelo Instituto de Gestão das Águas de Minas (Igam). Todo o esgoto é destinado ao Sistema de Esgotamento Sanitário situado no Inhotim, onde o efluente é devidamente tratado através de seis complexos de fossa, filtro e vala de infiltração, interligados. Esse sistema pode receber até 50 m³ de água por dia.

3. Manejo da Avifauna Ornamental: O parque também possui uma rica fauna de aves aquáticas ornamentais exóticas, como, por exemplo: cisne branco (Cygnus olor, da Europa) e o cisne negro (Cygnus atratus, da Austrália); tadorna paraíso (Tadorna variegata, da Islândia); e nativas, como o marreco irerê (Dendrocygna viduata), o marreco caneleira (Dendrocygna bicolor) e o marreco toucinho (Anas bahamensis). Assim, adota-se a ciclagem da água, a fim de possibilitar a vida saudável desses animais. A rotina do trato desses envolve o recolhimento de ovos, a análise de possíveis doenças, a vermifugação, a resolução de conflitos inter e intraespecíficos com manejo de indivíduos e até grupos. Todo o trabalho é acompanhado, semanalmente, por um veterinário especializado.

4. Controle de Pragas e Infestações: É realizada, mensalmente, em várias dependências do parque, como uma ação preventiva de desinfestação com o intuito de controlar possíveis pragas, mantendo-o livre de contaminação, em consonância com a Vigilância Sanitária. As plantas que abrigam água, como bromélias, também recebem tratamento para controle biológico com uma bactéria entomopatogênica (larvicida) chamada Bacillus thuringiensis, para evitar proliferação de agentes transmissores de doenças, bem como para protegê-las de pragas.

5. Participação no Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Brumadinho: O Inhotim se constitui uma Unidade de Conservação Particular sob Administração Colegiada com Área no Município e por isso possui cadeira de conselheiro titular do Codema/Brumadinho. Além disso, o Instituto mantém diálogo com o Consórcio Intermunicipal da Bacia do Paraopeba (Cibapar) e com a Secretaria Executiva do Comitê da Bacia do Rio Paraopeba. Tal inserção revela o compromisso do Inhotim para com as comunidades do seu entorno.

6. Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos: Sistema de recolhimento de material reciclável previamente separado na fonte geradora e que pode ser reutilizado ou reciclado. A coleta seletiva funciona também como um processo de educação ambiental à medida que sensibiliza a comunidade sobre os problemas do desperdício de recursos naturais e da poluição causada pelo lixo. No Inhotim, tal prática está em fase de implantação. Material como vidro, papelão e plástico será separado e destinado à Associação dos Catadores do Vale do Paraopeba (Ascavap); os outros resíduos serão destinados ao aterro sanitário do município de Brumadinho, enquanto não for encontrado outro destino mais adequado.


Rua B, 20, Inhotim, Brumadinho, MG, Brasil  35460-000 +55 31 3227 0001  info@inhotim.org.br
Horário: Quarta, Quinta e Sexta 9:30 às 16:30. Aos Sábados, Domingos e feriados de 9:30 às 17:30.
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