NATUREZA E ARTE EM PERFEITA HARMONIA
Conhecido pela sofisticada integração e harmonia entre arte e meio ambiente, o Inhotim manteve essa característica também nas nove novas obras. A adequação paisagística das galerias e instalações ficou sob a responsabilidade da equipe que cuida de todo o acervo botânico. De acordo com o curador do acervo botânico do Inhotim, Eduardo Gonçalves, para alguns trabalhos foram solicitados apenas pequenas intervenções ou ajustes paisagísticos, como para a Esculturas de Edgard de Souza.
“Em outros, o jardim acabou ganhando uma importância maior e tornou-se parte relevante da própria obra, como foi o caso da Folly (2005-2009), de Valeska Soares, uma vez que o trabalho mostra de maneira relevante o reflexo do próprio jardim”. O jardim também ganhou importante dimensão na obra Continente/Nuvem (2008), de Rivane Neuenschwander. “Para a obra da Rivane reconstruímos o quintal antigo da casinha para que o visitante pudesse ter a sensação de que voltou no tempo”, explica Gonçalves.
Para as inaugurações foram projetados cinco jardins, uma recomposição de vegetação natural, além de várias áreas de transição entre as galerias novas. “Todo o nosso trabalho foi feito muito próximo à equipe técnica, responsável pela montagem das obras, e à curadoria. Em casos específicos, o artista trabalhou diretamente conosco, o que gerou um nível ainda maior de interação”, informa Eduardo Gonçalves.
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