Sinopse

Clipping

 

A OBRA EM SI É SÓ UMA PROPOSTA

 

Diante das novas obras do Inhotim, as reações dos visitantes poderão ser as mais diversas. Para Jochen Volz, na arte contemporânea prevalece tudo aquilo que vale para qualquer tipo de arte. Mas, às vezes, a atualidade pode tocar ou não o indivíduo.

 

“Quando o visitante não se sente tocado pela obra isso também é bom. Eu não vejo problema quando alguém diz que não gostou de um determinado trabalho. A obra em si é só uma proposta. O problema é não querer vê-la. Independentemente da educação que o indivíduo tenha tido, de sua religião ou da formação familiar, a arte contemporânea vai oferecer algo ou não de maneira igual para todos. Quando o indivíduo reconhece na obra alguma questão que ele já colocava para si mesmo, pode perceber que não está sozinho em seus questionamentos e, nesse caso, talvez o encontro com a arte possa levá-lo a um novo entendimento", comenta.

 

O curador ressalta que a arte contemporânea deve ser sempre apresentada junto com um trabalho educativo, seja uma visita temática ou um programa com a comunidade. A diretora executiva, Ana Lúcia Gazzola, chama a atenção para o fato de que o Inhotim desenvolve diversos programas educativos junto às crianças e adolescentes da cidade de Brumadinho e de todo o seu entorno. Anualmente, cerca de 20 mil crianças participam de projetos de educação voltados para arte e meio ambiente. Para Ana Lúcia, “a cidadania contemporânea deve incluir o acesso aos bens da cultura e o Inhotim tem se tornado uma instituição de referência no âmbito nacional e internacional no aspecto não apenas da produção do conhecimento, mas também de sua difusão”.

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