Sinopse

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GRUPO DE ESCULTURAS DE EDGARD DE SOUZA É UMA DAS NOVAS INSTALAÇÕES PERMANENTES INAUGURADAS EM INHOTIM

 

Edgard de Souza criou para Inhotim uma instalação a partir de três de suas obras mais importantes, de uma série de esculturas em bronze, agrupando-as pela primeira vez em meio ao jardim, formando uma espécie de piazzetta. O espaço aberto proporciona um novo contexto para as obras, no qual a vegetação exuberante que as envolve desempenha papel importante na construção de novos leituras formais e de novos significados. Em Inhotim, essas obras vêm se somar ao conjunto de esculturas dispersas pelo parque, que conta, entre outras, com peças de Paul McCarthy, Tunga e Zhang Huan.

Dispostas sobre uma mesma base elíptica de concreto desenhada pelo artista, as três estátuas de bronze “Sem título” (2000; 2002; 2005) representam uma figura masculina nua em diferentes poses. Baseadas no corpo do próprio artista, as esculturas poderiam ser consideradas auto-retratos, não fosse a ausência premeditada do elemento principal de identificação: a face. A disposição linear das peças suscita, à primeira vista, a leitura de um movimento contínuo, que se revela, num segundo momento, como fragmentado. As poses são antes impossíveis e abstratas, sugerindo tanto pulsão quanto introspecção. A superfície e as curvas são trabalhadas arduamente pelo artista no molde de gesso, transmitindo ao bronze um aspecto precioso, sensual e sedutor.

Edgard de Souza é considerado um dos mais emblemáticos artistas brasileiros de sua geração. Desde o final dos anos 1980, ele vem construindo um conjunto de obras refinado e relativamente reduzido, marcado por uma artesanalidade que chama a atenção por destoar da produção contemporânea feita em grande escala. São sobretudo esculturas em madeira ou em bronze, mas também desenhos, fotografias, objetos e pinturas. Sempre buscando estabelecer diálogos com a história da arte, Edgard explora em seus trabalhos questões ligadas ao corpo e à auto-representação.

Edgard de Souza (São Paulo, 1962; vive em São Paulo) realizou individuais em diversas galerias no Brasil e no exterior. Participou da XXIV Bienal de São Paulo (1998) e do Panorama da Arte Brasileira (1997). Em 2004, sua obra foi objeto de uma ampla mostra panorâmica “Edgard de Souza: A voluta e outros trabalhos”, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, precedida por outra mostra panorâmica, em 2001, no Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte.

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