Sinopse

Clipping

 

“SOUND PAVILION” (2009), DE DOUG AITKEN, É UMA DAS NOVAS INSTALAÇÕES PERMANENTES INAUGURADAS EM INHOTIM

 

Em “Sound Pavilion” (2009), Doug Aitken proporciona ao visitante a experiência de escutar o som do interior da Terra em tempo real. A obra consiste numa instalação sonora localizada num pavilhão idealizado pelo artista, com formato circular e fechamento de vidro. No centro do pavilhão, num furo no solo de 200 metros de profundidade, foram instalados microfones de alta sensibilidade, que captam diferentes freqüências de som. Os ruídos do interior da Terra são amplificados dentro do prédio, trazendo à superfície indícios de uma realidade quase sempre inimaginável. Localizada no alto de uma montanha, numa área de expansão de Inhotim, a obra permite a visão de uma vasta paisagem de mata.

 

A criação deste pavilhão de vidro aprofunda o interesse do artista em articular o espaço arquitetônico aos demais elementos da obra, notadamente, neste caso, o som. O acesso ao espaço interno do pavilhão dá-se por uma rampa em espiral, naturalmente guiando o visitante para o centro da instalação. É ali que confronta-se com a abertura que conduz aos 200 metros de profundidade, o que faz chamar atenção para a origem daquela reunião de sons. “Sonic Pavilion” (2009) marca um novo momento na produção do artista, buscando uma narrativa apenas com sons e delegando à natureza e à arquitetura a porção imagética da obra.

 

Desde os anos 1990, Doug Aitken (Redondo Beach, EUA, 1968; vive em Los Angeles, EUA) desenvolve uma série de filmes, fotografias, instalações e vídeos que investigam a relação entre natureza, memória, tempo e espaço. Sua obra fala de lugares inabitados, ruínas, vestígios de onde o tempo parece ter outro ritmo. O artista tem concentrado boa parte de sua pesquisa recente a instalações com vídeos e a seus filmes, embora a preocupação com o espaço arquitetônico sempre esteja presente nos trabalhos.

 

Doug Aitken participou de diversas exposições individuais e coletivas, assim como tem exibido sua obra em festivais de cinema e de vídeo. Entre seus projetos recentes mais importantes, destacam-se Migration (2008), na mostra Carnegie International (Pittsburgh, EUA), e Sleepwalkers (2007), exibido na fachada do Museum of Modern Art, em Nova York. Em 2005, expôs no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris. Em 1999, recebeu o prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza pela instalação “Electric Earth”.

Português
Inglês
Espanhol