Na tarde da última quinta-feira (11), educadores e alunos do programa Jovens Agentes Ambientais percorreram o Instituto Cultural Inhotim conscientizando funcionários e visitantes em relação à importância da destinação correta de pilhas e baterias e os males que estes resíduos podem causar à natureza e até mesmo à vida. A jovem agente ambiental, Fernanda de Cássia, de 15 anos, explica como foi feita a abordagem: "nós apresentamos o projeto papa-pilhas, perguntamos onde eles jogam esses resíduos e explicamos os males que podem causar à saúde se jogados no lixo doméstico, o que mais acontece. Agora, além da informação eles têm onde depositar esse material, no papa-pilhas", ressalta.
O Inhotim terá um coletor de pilhas permanente no Centro de Vivência, local no qual os funcionários se encontram nas refeições. Os visitantes também poderão deixar suas pilhas e baterias usadas na recepção, para serem encaminhadas para o Papa-pilhas. Outro coletor fica na Escola Municipal Lidimanha Augusta Maia, em Brumadinho, onde a idéia começou. Posteriormente, mais Papa-pilhas serão espalhados pela cidade ampliando a campanha.
O funcionário de serviços gerais do Inhotim, José Costa Sobrinho, empolgado com a iniciativa, afirma que é um ato de consciência descartar algo que não serve mais sem prejudicar a natureza. "Lá em casa eu separo, pois sei que a pilha possui material tóxico e explosivo, mas, de qualquer forma, não tinha onde descartar depois. Por isso, acho o Papa-pilhas uma boa iniciativa, quando temos onde colocar as pilhas ficamos mais tranqüilos", conclui.
"Aprendi muito e quero passar para frente, pois está é uma questão global e muita coisa ainda tem que ser mudada, inclusive o pensamento das pessoas. Eu fico muito feliz porque a comunidade esta sensibilizada com o projeto, todos estão empenhados com a coleta de pilhas e baterias", declara Fernanda de Cássia, umas das agentes que realizou as ações em Inhotim.
O projeto influenciou diretamente no cotidiano e no pensamento de cada participante e inclusive de seus familiares. "Eu mesma jogava pilha no lixo, pois não tinha conhecimento do que isso poderia causar. Mas atualmente se vejo uma pilha jogada na rua eu pego para colocar no papa-pilhas. Minhas iniciativas mudaram o comportamento da minha família também, hoje em dia eles possuem essa preocupação", conta Thaysmara de Oliveira, jovem agente ambiental de 13 anos.
