Na última quinta-feira, 04, foi publicado no Diário Oficial da União o reconhecimento das comunidades de Ribeirão, Marinhos e Rodrigues como comunidades quilombolas. Pleiteado pelas comunidades com o auxílio da vereadora Lilian Paraguai, o reconhecimento representa um passo importante em direção à autonomia, fortalecimento e valorização cultural dos grupos quilombolas da região. Até então apenas a comunidade quilombola de Sapé havia sido reconhecida, em 2006.
As requisições de reconhecimento de comunidades quilombolas são processadas pela Fundação Cultural Palmares, entidade vinculada ao Ministério da Cultura que visa a proteção, preservação e disseminação da cultura negra no país. Uma vez reconhecidas, as comunidades passam a existir dentro das políticas nacionais de apoio e garantia dos direitos dos quilombolas, reunidas no programa federal Brasil Quilombola, criado em 2004. Nas palavras de Antônio Cambão, líder comunitário de Marinhos, “há muito tempo desejávamos o reconhecimento desses grupos, que existem na região desde os anos 80. Com ele, temos mais condições para lutar pela comunidade”.
Segundo Roseni Sena, diretora de Inclusão e Cidadania do Instituto Inhotim, “a partir do reconhecimento é favorecido o resgate da historicidade dessas comunidades, e abrem-se as possibilidades para a sua participação nas redes quilombolas e obtenção de recursos nos projetos destinados a elas. O Inhotim já tem estabelecida há 3 anos uma parceria bastante sólida com essas comunidades, e deposita muita confiança no trabalho desenvolvido por elas. A presença de suas manifestações culturais, danças, artesanato e modo de vida no patrimônio cultural da região é belíssima. Só temos a agradecer e parabenizar às comunidades pela sua força e capacidade de resistência, bem como a todos os envolvidos no processo de reconhecimento”.
