Em concerto inédito, grupo apresenta obras de Mozart, Strauss, Albéniz, Rogério Vieira e Glazunov, no espaço de arte localizado em Brumadinho
O Quarteto de Cordas da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais dá sequência à série Concertos de Câmara, dia 6 de junho, com apresentação inédita no Instituto Inhotim, em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte. A formação reúne o violinista alemão Frank Hämmer, a violinista sérvia Jovana Trifunovic, a violoncelista Lina Radovanic, também da Sérvia, e a violista polonesa Katarzyna Druzd. O concerto inaugura parceria com o mais conceituado espaço de arte contemporânea e jardim botânico da atualidade.
A apresentação reúne peças de Wolfgang Amadeus Mozart, Johann Strauss, Issac Albéniz, o contemporâneo compositor mineiro Rogério Vieira e o russo Alexander Glazunov. "O público poderá observar e sentir a música com toda clareza, com apenas quatro músicos no palco", explica o violinista alemão Frank Hämmer. "Num espaço reduzido, a sonoridade fica mais explícita e encantadora".
A temporada de Câmara foi concebida pelo maestro Fabio Mechetti, diretor artístico da Filarmônica, com o objetivo de fortalecer os diferentes núcleos e, consequentemente, o conjunto da orquestra. "Como a Filarmônica ainda é jovem, desenvolvemos essa ação paralela, com foco nas estruturas menores. Isso ajuda os músicos a se conhecerem mais profundamente, cria afinidades e colabora na superação técnica", diz.
Mechetti observa que, ao se concentrarem em repertórios específicos, os instrumentistas entram em outro processo de aprendizagem, com elementos que não fazem parte da dinâmica dos estudos para atuação na orquestra completa. Em 2010, estão confirmados pelo menos seis recitais. Além do Grupo de Percussão, que estreou o projeto, e do Quarteto de Cordas, estão previstas apresentações do Quinteto de Sopros, do Quinteto de Metais e do Quinteto de Cordas com Piano.
Naipes
Durante o concerto, a orquestra se posiciona conforme uma distribuição lógica em toda extensão do palco. Os instrumentos são agrupados em formações conhecidas como naipes, que correspondem às famílias de instrumentos. Cada um deles é disposto de forma a proporcionar equilíbrio entre os variados sons e timbres instrumentais e de acordo com as características comuns a cada família. Os diferentes naipes são reunidos em espaços específicos. Isso permite ao regente ouvir cada instrumento com clareza e, ao mesmo tempo, que os instrumentistas vejam todos os movimentos do regente.
Os instrumentos de corda são considerados a base de uma orquestra. Eles desempenham o papel mais importante na maior parte das músicas e são colocados na frente e ao longo de toda a plataforma. O naipe de cordas é formado por violinos, violas, violoncelos e contrabaixos. Os sons dos instrumentos são produzidos com um arco ou com as pontas dos dedos, dedilhando as cordas.
Repertório
O programa tem obras de Mozart: Divertimento in D, KV 136 e Eine kleine Nachtmusik, KV 525. Também serão tocadas Pizzicato Polka, de J. Strauss; Tango nº 2, op. 165, de Albéniz; Quarteto de cordas nº 2, de Rogério Vieira e Quartet, op. 26, "Slave", de Glazunov.
