Instalações de Hélio Oiticica, Victor Grippo e Matthew Barney são exibidas em caráter permanente
Nesta quinta, dia 30 de outubro, o Instituto Cultural Inhotim abre ao público exposições temporárias nas galerias Praça, Mata e Fonte, e obras permanentes. A nova mostra está dividida sob dois diferentes recortes: Lugares e Pontos de Vista, num total de 25 novos trabalhos de 19 artistas. "O recorte é a base das exposições, é uma discussão de alguns anos sobre a criação de um acervo, que parte muito da idéia de o que é Inhotim e o que se pode fazer aqui que não se pode fazer em outro lugar", ressalta o curador do Inhotim, Jochen Volz.
A Galeria Mata tem como recorte Pontos de Vista e reúne obras em torno de títulos que indicam interesses em comum e afinidades, apontando possibilidade de diálogos entre elas e de leituras para o público. Nela estão expostas obras de Anri Sala, Dominique Gonzalez-Foerster, Haegue Yang, Iran do Espírito Santo, Jonathan Monk, Jorge Macchi e Olafur Eliasson.
Com o recorte Lugares, a Galeria Fonte recebe obras de Alessandro Pessoli, Allora & Calzadilla, Anri Sala, Jorge Macchi, Marepe, Rivane Neuenschwander e Cao Guimarães e Steve McQueen. Através de esculturas, vídeos, desenhos e pinturas, a exposição leva o espectador a uma viagem com dimensão quase doméstica, da percepção pessoal e imagens muito íntimas. "Lugares" refere-se tanto a localizações específicas, quanto a narrativas universais.
Na Galeria Praça estão expostas obras de Alexandre da Cunha, Ernesto Neto e Janine Antoni. A obra Forty part motet (2001), de Janet Cardiff, continua em exibição pelos próximos dois anos. Esta galeria conta, ainda, com a instalação permanente das obras Rodoviária de Brumadinho (2006) e Abre a porta (2005), de John Ahearn e Rigoberto Torres, feitas a partir da residência dos artistas em Inhotim.
Em caráter permanente, o Inhotim recebe três importantes obras. Uma delas é a "Magic Square no 5 - De luxe", de Hélio Oiticica, que segundo Jochen Volz é um trabalho chave do artista, uma obra que oferece um efeito de sobreposições de luz e reflexões em relações as cores. As outras são La intimidad de la luz en St. Ives, de Victor Grippo e "De lama lamina", de Matthew Barney.
