Prestes a inaugurar nove novas obras e comemorando a ampliação de seu público visitante, o Instituto Inhotim vem buscando novos patrocínios para sua manutenção e projetos específicos. Somente no mês de julho, o Inhotim superou a marca de 20 mil visitantes, isto com apenas três anos de abertura para o público em geral. Neste período, o Inhotim captou cerca de 1,6 milhão de reais autorizados pelo Ministério da Cultura (MinC). Entre os patrocinadores governamentais figuram a BR Distribuidora, empresa ligada ao Grupo Petrobras, e a Cemig, companhia energética do governo de Minas Gerais. O valor dos recursos captados dentro da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet - uma autorização do MinC para captar recursos do setor privado através da renúncia fiscal nos termos e requisitos da lei - na BR Distribuidora foi de 300 mil reais, divididos em 12 meses. Já a Cemig repassou, também pela Lei Rouanet, 400 mil reais, montante padrão que a Cemig emprega quando analisa méritos.
Este ano, segundo a diretora executiva do Inhotim, Ana Lúcia Gazzola, o Inhotim já recebeu autorização do MinC para captar 5,3 milhões de reais, "mas até o momento, em função da crise econômica, esse recurso ainda está em processo de captação." Apesar disto, Ana Lúcia está otimista, "nós somos o museu que mais recebe visitantes de Minas Gerais e nosso acervo de arte e de botânica figura como um dos mais relevantes do Brasil e do mundo, portanto acredito que vamos conseguir captar cada vez mais recursos."
Próximos anos
Para ampliar sua captação e se igualar a outras entidades culturais similares da região Sudeste, - como o Instituto Itaú Cultural e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), que conseguiram captar nos anos de 2008 e 2009, pela Lei Rouanet, segundo dados disponíveis no site do MinC, 55,2 milhões de reais e 11,7 milhões de reais, respectivamente, - o Instituto Inhotim apresentou junto ao Ministério solicitação de captação pela lei de Incentivo Cultural, para os anos de 2010 e 2011, no valor de 13 milhões de reais. Esta autorização ainda não foi concedida, mas se for e o Inhotim conseguir captar os recursos, ele deve melhorar a posição ocupada no ranking de instituições culturais do sudeste beneficiadas pela Lei Rouanet. Atualmente, o Inhotim ocupa a posição 157 nesse ranking.
