Jean-Luc vem ao Brasil e faz questão de conhecer o Inhotim
O francês Jean-Luc Thunevin, proprietário do Château Valandraud, passou a tarde de ontem no Instituto Inhotim. Jean-Luc é produtor de vinhos artesanais, mas conhecidos como vinho de garagem, que são elaborados em pequenos châteaus, em quantidades mínimas, mas vendidos a preços altos. Uma garrafa do vinho do Château Valandraud pode custar pouco mais de 3 mil reais.
Após almoçar no Bardo do Ganso, Jean-Luc realizou uma visita orientada pelo instituto. Além da proximidade e do conhecido gosto pelas artes plásticas em geral, o produtor vinícola é tido como um grande artista na arte de "fazer vinhos". "Assim como na arte de fazer vinhos, o material usado não é a coisa mais importante e sim a "assemblage" (todo e qualquer tipo de material pode ser incorporado à obra de arte. O trabalho artístico visa romper definitivamente as fronteiras entre arte e vida cotidiana)", declara Jean-Luc.
De acordo com Jean-Luc, o Inhotim se difere dos grandes museus de arte contemporânea que estão localizados em meio urbano por estar contextualizado num jardim planejado, mas com aparência nativa. Além disso, o produtor elogiou a forma simples em que os educadores falam sobre as obras, permitindo que leigos consigam entender a mensagem do artista. Ao ser questionado se gostou do que viu no Inhotim ele responde, "como alguém poderia não gostar?".
Esta é sua primeira visita ao Brasil, a convite da Casa do Porto, estabelecimento que vai representá-lo no país, Jean-Luc esteve em Vitória, no Espirito Santo, e veio para Belo Horizonte. O produtor estava acompanhado do somellier da Casa do Porto, Gustavo Giacchero e o produtor do Café Jacu, Henrique Sloper de Araújo e o relações públicas do Château Valandraud, Carlos Ferreira.
