“Fazer Mundos” (Making Worlds/Fare Mondi) é o tema da 53ª edição da Bienal de Veneza, aberta para o público no último domingo (07). A mais tradicional e mais antiga mostra coletiva de arte internacional, realizada desde 1895, tem como co-curador o diretor de arte do Instituto Inhotim, Jochen Volz, e curadoria geral do sueco Daniel Birnbaum.
A mostra fica em cartaz até 22 de novembro e conta com a participação de 90 artistas na escalação principal, entre eles os brasileiros Sara Ramo, Renata Lucas, Cildo Meireles, Öyvind Fahlström (1928-1976) e Lygia Pape (1927-2004). Fora da exposição principal, os brasileiros também estão representados na Bienal com o Pavilhão do Brasil, onde estão obras do fotógrafo paranaense Luiz Braga e do pintor alagoano Delson Uchôa. Ocupando sozinhos o pavilhão português, com grande destaque no contexto da exposição, os artistas João Maria Gusmão e Pedro Paiva apresentam uma série de vídeos gravados em março deste ano em Inhotim, com funcionários do Instituto e moradores da região.
Volz, historiador de arte, curador e diretor artístico do Inhotim desde 2004, trabalhou anteriormente como curador do Portikus em Frankfurt am Main, Alemanha, e em 2006 como curador convidado da 27a. Bienal de São Paulo. “Participar da Bienal de Veneza é muito importante para mim e para a instituição. Este é um importante projeto que não seria possível realizar sem o apoio e o entusiasmo de toda equipe do Inhotim”, afirmou Jochen Volz, que em julho retoma suas atividades no Instituto, em Brumadinho.
“No passado, tive o prazer de trabalhar com Jochen Volz numa série de exposições ousadas na Alemanha e tenho total confiança em suas habilidades artísticas e organizacionais”, diz Daniel Birnbaum. E acrescenta: “Nossa ambição é montar uma grande exposição, com muitas produções novas. E, quando o assunto é motivar os artistas e realizar trabalhos audaciosos, acredito ser Jochen Volz um dos melhores colaboradores do mundo”.
A Bienal de Veneza ainda inclui nomes como Tobias Rehberger (Alemanha), Haegue Yang (Coréia) e Steve McQueen (Inglaterra), todos com obras também no acervo do Instituto Inhotim. A Bienal é promovida pela mesma fundação que organiza o Festival de Cinema de Veneza, além de outros eventos nas áreas de dança, música e teatro.
