O secretário estadual de Cultura, Paulo Brant, esteve hoje (15) no Instituto Inhotim para participar de reunião de trabalho que discutiu possibilidades de parcerias entre o governo do estado e a instituição. Ele veio acompanhado do assessor especial do governador, Antônio Grassi, e do assessor especial da secretaria, Mauro Santos.
A diretora executiva do Inhotim, Ana Lúcia Gazzola, fez uma apresentação sobre o trabalho desenvolvido pelo Instituto, destacando o potencial dos acervos artístico e ambiental para o desenvolvimento de trabalhos na área de pesquisa, educação e cultura, com destaque para os projetos educativos com perspectiva inclusiva. "Sendo o conhecimento a moeda fundamental do século XXI, queremos que Inhotim não seja apenas um acervo, mas um centro reflexivo irradiador da cultura contemporânea", afirmou.
Entre as propostas de parceria apresentadas ao secretário, está a criação de um fórum permanente de investigação sobre a contemporaneidade em Minas Gerais, o apoio às visitas educativas (com formação para professores da rede pública) e ao Expresso das Artes, trem que sairia da Praça da Estação levando visitantes até o Inhotim. Foi também proposta a criação de uma rota da cultura focada no barroco, na modernidade tardia e na contemporaneidade, encontrados respectivamente em Ouro Preto, Belo Horizonte e Inhotim. "A cidadania do século XXI passa certamente pelo acesso aos bens simbólicos. Vemos a cultura como uma possibilidade de ressignificar Minas Gerais no cenário nacional", destacou Ana Lúcia.
Paulo Brant destacou que o Inhotim, enquanto centro irradiador de cultura, é fundamental para Minas Gerais. "Para o governo do estado, cultura é um importante vetor para o desenvolvimento. E vocês contam com o maior capital do governo, que é o apoio político", afirmou. Para Antônio Grassi, trabalhar o eixo da contemporaneidade em parceria com o Inhotim é uma grande oportunidade. "Algumas propostas precisam apenas de costura política com parceiros certos".
