Jonathan Monk
Leicester, Inglaterra, 1969; vive em Berlim,
Alemanha, e em Glasgow, Escócia
A cube by Sol LeWitt photographed by Carol Huebner using nine different light sources and all their combinations front to back back to front forever, 2001
Filme 16 mm, 4' loop
Obras de artistas-ícone dos anos 1960 e 1970 constituem as principais fontes do trabalho de Jonathan Monk em filmes, fotografias, instalações, esculturas e performances que apropriam e citam procedimentos clássicos da arte pop, minimalista e conceitual. Sem intenção de copiar trabalhos alheios e sem dividir os mesmos ideais dos autores originais, Monk declara sua herança já nos títulos dados às obras. Aqui, sabemos de antemão que o filme traz um cubo de Sol LeWitt (1928-2007), registrado a partir de uma série de fotografias de Carol Huebner (n. 1950) animadas por Monk e projetadas em loop, indefinidamente. LeWitt foi um dos pioneiros da arte conceitual, com obras radicais que muitas vezes eram completamente baseadas em instruções de realização, e Huebner, uma fotógrafa de uma geração posterior que, nestas fotos, presta homenagem a LeWitt. O duplo movimento de releitura de Monk, citando simultaneamente os artistas, tensiona as noções de autoria da obra de arte, algo já presente nos dois trabalhos. O filme trata da passagem do tempo, convidando a rever o cubo e chamando atenção para os pontos de vista a que uma forma pode ser submetida. À mensagem universalista conceitual, Monk acrescenta uma narrativa pessoal. Em entrevistas, costuma dizer que deseja devolver a arte à vida.
A cube by Sol LeWitt photographed by Carol Huebner using nine different light sources and all their combinations front to back back to front forever, 2001
Filme 16 mm, 4' loop
Obras de artistas-ícone dos anos 1960 e 1970 constituem as principais fontes do trabalho de Jonathan Monk em filmes, fotografias, instalações, esculturas e performances que apropriam e citam procedimentos clássicos da arte pop, minimalista e conceitual. Sem intenção de copiar trabalhos alheios e sem dividir os mesmos ideais dos autores originais, Monk declara sua herança já nos títulos dados às obras. Aqui, sabemos de antemão que o filme traz um cubo de Sol LeWitt (1928-2007), registrado a partir de uma série de fotografias de Carol Huebner (n. 1950) animadas por Monk e projetadas em loop, indefinidamente. LeWitt foi um dos pioneiros da arte conceitual, com obras radicais que muitas vezes eram completamente baseadas em instruções de realização, e Huebner, uma fotógrafa de uma geração posterior que, nestas fotos, presta homenagem a LeWitt. O duplo movimento de releitura de Monk, citando simultaneamente os artistas, tensiona as noções de autoria da obra de arte, algo já presente nos dois trabalhos. O filme trata da passagem do tempo, convidando a rever o cubo e chamando atenção para os pontos de vista a que uma forma pode ser submetida. À mensagem universalista conceitual, Monk acrescenta uma narrativa pessoal. Em entrevistas, costuma dizer que deseja devolver a arte à vida.
