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  • 17 de julho de 2015

    Lidiane Arantes

    Supervisora de Educação Ambiental


    inhotimmeio ambienteproteção às florestasViveiro Inhotim

    Leitura: 3 min

    Dia de Proteção às Florestas

    Dia de Proteção às Florestas

    As florestas ainda ocupam cerca de 61% do território brasileiro, segundo o Ministério do Meio Ambiente. A necessidade de preservação desses biomas não está apenas na conservação da biodiversidade, mas inclui todas as funções sociais, econômicas e ambientais que uma área florestal desempenha. O Dia de Proteção às Florestas, comemorado em 17 de julho, nos convida a refletir sobre a importância da exuberante flora que ainda existe no Brasil.

    Quem visita o Inhotim, tem a chance de conhecer vários tipos de florestas, assim como espécies ameaçadas e em extinção que hoje crescem nos jardins do parque. Esse é um dos papeis do Jardim Botânico: incentivar a preservação dos biomas e das áreas degradadas pela ação humana.

    O trabalho realizado pela equipe do Instituto contribui a conservação das espécies ex situ, ou seja, fora de seu ambiente. Dentro do parque, acontece a replicação de um grande número de plantas, incluindo algumas com risco de extinção em seu habitat natural. A propagação da árvore Terminalia Acuminata, até então considerada extinta, foi uma das conquistas recentes. Após encontrar um único exemplar sobrevivente na Floresta da Tijuca, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro presenteou o Inhotim com algumas sementes da árvore, que foram plantadas e cuidadas. Hoje, três mudas da árvore crescem na estufa equatorial.

    Um lugar especial no parque é o Viveiro Inhotim, onde há o ponto de encontro entre a Mata Atlântica e o Cerrado, dois biomas muito comuns no Brasil. Lá,  é possível sentir na própria pele o microclima dessas florestas e saber sobre o tipo de espécies botânicas que elas abrigam. Isso nos faz pensar quais ações temos praticado para a preservação da nossa flora e em como podemos agir, diariamente, na tentativa de preservar e valorizar essa riqueza natural que nos cerca.

    Baixe o PDF para saber mais curiosidades sobre o Espaço Mata Atlântica Transição Cerrado do Viveiro Inhotim.

    Visite e descubra as sensações que a nossa floresta pode te proporcionar!

    Terminalia Acuminata é uma das árvores raras que crescem fortes na estufa do Inhotim.

    Terminalia Acuminata é uma das árvores raras que crescem fortes na estufa do Inhotim.

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    01 de junho de 2015

    Redação Inhotim


    inhotimjardinsmeio ambiente

    Leitura: 4 min

    Inhotim 40°C: conheça a estufa equatorial

    Inhotim 40°C: conheça a estufa equatorial

    Entre uma galeria e outra, os jardins do Inhotim são uma experiência à parte. Palmeiras grandiosas marcam a paisagem, folhas coloridas contornam os caminhos e rodeiam as obras, flores grandes e miúdas são detalhes dignos de fotografias. No Viveiro do Instituto, localizado no eixo laranja do mapa, o visitante tem a chance de conhecer espécies usadas na culinária, na medicina, plantas carnívoras, tóxicas e outras ameaçadas de extinção. Ali também funciona a estufa equatorial do Instituto, onde parte das mudas são preparadas para fazer parte dos jardins.

    Com as paredes revestidas por um plástico que forma uma espécie de bolha, a estufa tem sensores térmicos que conservam a temperatura entre 32°C e 42°C e umidade acima de 80%, ambiente típico de clima equatorial. A irrigação é automática, mas controlada diariamente por José Urias, jardineiro do Parque há 6 anos. “Toda manhã é a primeira coisa que eu faço, conferir se está tudo funcionando”, conta.

    O espaço tem três intensidades luminosas. Dessa forma, as plantas são distribuídas de acordo com a quantidade de luz que precisam. Segundo o engenheiro agrônomo do Instituto, Juliano Borin, a estufa tem o importante papel de propagar as espécies ali plantadas. No espaço, as mudas são cultivadas, passam pela engorda e depois são replantadas no Parque.

    Nesse processo, espécies em extinção foram recuperadas e semeadas na área do Inhotim, como a Philodendron ricardoitípica do Espírito Santo, ou o famoso pau-brasil. A estufa torna possível o cultivo de raridades como a flor-cadáver, conhecida pelo seu mau cheiro quando dá flor. Segundo Juliano, o odor de carne podre e as cores fortes servem para atrair seu principal polinizador, a mosca varejeira.

    Temperatura, água e todos os cuidados de jardinagem dão às espécies a chance de crescer em um lugar aconchegante e seguro, mas, antes de serem replantadas, elas passam por um período de adaptação. “Dentro da estufa, nós conseguimos forjar a umidade e a temperatura, mas falta o vento. Então, antes de saírem daqui definitivamente, as plantas precisam ser rustificadas”, explica. Para isso, os exemplares vão para os sombrites, onde são expostos à chuva e ao vento, terminando de amadurecer.

    Variação na cor, na textura e no formato das folhas moldam cada espécie para que se adaptem em determinado ambiente. Foto: Rossana Magri

    A variação na cor, na textura e no formato das folhas mostra como cada espécie se adapta a determinado ambiente. Foto: Rossana Magri

    A diversidade da natureza viva é percebida em cada momento da visita à estufa do Inhotim, onde os jardins são semeados. Variação de cor, forma, folha e textura são sinais da evolução de cada espécie para viver melhor em um lugar específico. Uma planta com folhas grandes, por exemplo, é típica de ambientes escuros e secos. Já onde o vento é mais forte, as folhas possuem cortes para não serem rasgadas.

    Participe da visita mensal mediada por Juliano Borin e conheça mais os jardins do Inhotim.

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    29 de abril de 2015

    Itamara Soalheiro

    Gestora do Programa Inhotim para Todos.


    arteeducaçãomeio ambientevisita

    Leitura: 4 min

    Inhotim para Todos: entre universalidade e singularidades

    Inhotim para Todos: entre universalidade e singularidades

    O acesso pleno à cultura é transformador. Em Inhotim esse pensamento se manifesta de forma particular no programa Inhotim para Todos. Criado como uma das ações de democratização do acesso ao Instituto, o programa estabelece parcerias com projetos sociais de instituições públicas ou de organizações da sociedade civil, garantindo entrada e acolhimento gratuitos ao parque. Para a comunidade de Brumadinho, o programa assegura, ainda, ações continuadas nas sedes dos projetos. Ao longo dos anos, o Inhotim para Todos acumula relatos que informam sobre seu alcance, diversidade e estímulo ao empoderamento.

    A imagem de um casal de idosos caminhando de mãos dadas pelos jardins do parque  ilustra as experiências vividas por milhares de pessoas que visitaram o Inhotim com Grupos de Convivência e Fortalecendo os  Vínculos de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Essas parcerias incentivam a  socialização e as escolhas autônomas durante as visitas, garantindo a inserção de grupos comumente não usuais em espaços culturais.

    Grande parte do público do Inhotim para Todos é composta por pessoas da terceira idade. Não é raro encontrar uma idosa abraçando uma árvore enquanto realiza visita por meio do programa ou comemorando seus noventa anos com os colegas de Unidade Básica de Saúde (UBS), dizendo que conhecer lugares como o Inhotim é motivo para viver com alegria.

    Momentos singelos demonstram como cada um sente e vive o Inhotim.

    Momentos singelos demonstram como cada um sente e vive o Inhotim. Foto: Daniela Paoliello

    Crianças e adolescentes que participam do projeto proporcionam outras formas de ver o programa. A facilidade com que decifram ou estranham uma obra de arte não apresenta oposição de ideias, mas pluralidade de olhares vindos de diversos lugares. Esses grupos chegam ao Inhotim diretamente de  casas de acolhimento, espaços para cumprimento de medidas socioeducativas ou escolas de teatro. Nesses visitantes é perceptível a ocorrência de deslocamentos e processos marcados pela inquietude, curiosidade e experimentação tão comuns na juventude.

    Crianças se divertem no mundo monocromático da obra Desvio para o Vermelho (1967 - 1984), de Cildo Meireles.

    Crianças se divertem no mundo monocromático da obra Desvio para o Vermelho (1967 – 1984), de Cildo Meireles. Foto: Rossana Magri

    Experimentação é igualmente recorrente para os grupos de pessoas com deficiências atendidas pelo programa. Seus trajetos são marcados por escolhas sensoriais, valorizando espaços interativos, como o “Jardim de Todos os Sentidos” que propõe atividades envolvendo  os cinco sentidos humanos. Os relatos desses grupos sobre suas visitas são habitualmente detalhados, informando sobre as potencialidades e limitações do parque e destacando a extrema importância do atendimento oferecido pelos mediadores, monitores e condutores.

    Grupos como esses inspiram a equipe do programa a pensar as relações entre os acervos do Instituto e o atendimento de públicos com suas diferenças. Pequenos momentos de beleza, como os aqui relatados, reforçam a crença no potencial transformador de Inhotim!

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    24 de março de 2015

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    botânicajovens agentes ambientaismeio ambiente

    Leitura: 3 min

    Protagonistas da transformação

    Protagonistas da transformação

    Desde 2008, o projeto Jovens Agentes Ambientais oferece um programa de formação a moradores de Brumadinho, estimulando o entendimento sobre questões ambientais e a adoção de comportamentos mais saudáveis em relação ao ambiente e ao uso dos recursos naturais. Ao longo dos encontros, discutimos assuntos que ultrapassam o conteúdo escolar e se aproximam do aspecto político e social das questões mais urgentes relativas ao meio ambiente e sua conservação.  Nesse processo de descobertas, o Inhotim e seus acervos se transformam em um grande laboratório de pesquisa e experimentação, um espaço que promove o encontro com o desconhecido e o incomum, uma ferramenta para o conhecimento e para a ampliação de horizontes.

    Ao longo dos meses, nos concentramos em pesquisar e adotar atitudes que contribuem com o bem estar socioambiental, seja no ambiente-rua, no ambiente-casa, ou no ambiente-escola.  Fazendo esse exercício, logo percebemos que há muito ao nosso redor que deve ser cuidadosamente observado e transformado. No JAA, o principal motor para essa transformação é, sem dúvidas, a energia e a criatividade destes jovens que, juntos, propõem ações que nos provocam a refletir e a reconsiderar nossos hábitos mais comuns.

    Como educadores, desejamos provocar o jovem a se perceber protagonista da sua própria experiência no lugar onde vive. Entendemos que são muitas as oportunidades que temos de mudar a relação entre homem e ambiente, por isso exercitamos a habilidade de identificá-las e de atuar sobre elas em qualquer escala – Transformar o mundo no quintal de casa, nas calçadas da cidade, ou em meio à mata.

    Em 2015,  25 jovens da rede pública de ensino de Brumadinho vão participar do projeto. Em um calendário anual de atividades, o Jovens Agentes Ambientais vão participar de encontros no Inhotim, pesquisas de campo em Brumadinho e seus distritos rurais, encontros com técnicos e especialistas da área ambiental, além de ações planejadas e executadas pelos alunos no espaço público.

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    20 de março de 2015

    Lorena Moreira


    botânicadia da águameio ambiente

    Leitura: 2 min

    Semana da Água Inhotim

    Semana da Água Inhotim

    Pensar em água nos remete a muitas lembranças agradáveis: as cachoeiras de Minas Gerais, a água fresca que sacia a sede, o ventre da nossa mãe, a praia, a chuva e muito mais. Entretanto, devido à poluição e assoreamento de rios, desmatamentos e desperdícios, atualmente, a temática escassez de água está em pauta nas discussões ambientais. São, principalmente, nos momentos de crise que lembramos que a água é um recurso finito e escasso. Pensando nisso, a Semana da Água do Inhotim trás considerações importantes sobre essa temática!

    Você sabia que o Brasil possui 12% da água doce superficial do planeta? Imaginava que se toda água do mundo coubesse numa garrafa de 1 litro, apenas meia gotinha estaria disponível para beber? No Circuito Água é possível descobrir curiosidades e aprender as diversas formas de armazenagem de água das espécies botânicas presentes no acervo botânico do Instituto Inhotim.

    Muitas descobertas esperam pelos visitantes no Espaço Ciência. Além de conhecer parte da coleção de plantas aquáticas do Jardim Botânico Inhotim, o público tem a oportunidade de ver de perto, através da lente de lupas e microscópios, animais, vegetais e protozoários que dependem da água para viver.

    Foto: Rossana Magri

    Foto: Rossana Magri

    Confira a programação, participe da Semana da Água Inhotim e aprenda como fazer a sua parte para a preservação da água.

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