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  • 25 de maio de 2016

    Redação Inhotim


    amigos do inhotimapoiarImposto de rendainhotim

    Leitura: 6 min

    Use seu Imposto de Renda para apoiar o Inhotim

    O custo de adesão aos Amigos do Inhotim pode ser deduzido do imposto de renda. Ao efetivar sua participação, o Amigo recebe um recibo de mecenato com todos os dados que devem constar em sua declaração anual.

    Leia abaixo as dúvidas frequentes sobre como deduzir do seu I.R. o valor doado para o Programa Amigos do Inhotim. Caso a sua dúvida não seja esclarecida, entre em contato: +55 31 3194 7300 ou amigos@inhotim.org.br.

    O que é o benefício fiscal de Incentivo à cultura?

    Com o objetivo de incentivar as atividades culturais, a União faculta às pessoas físicas a opção pela aplicação de parcelas do Imposto sobre a Renda a título de doações, para apoio direto a projetos culturais apresentados por pessoas físicas ou por pessoas jurídicas de natureza cultural, de caráter privado. Os contribuintes poderão deduzir do imposto de renda devido as quantias efetivamente despendidas nos projetos previamente aprovados pelo Ministério da Cultura, nos limites e condições estabelecidos na legislação do imposto de renda vigente, na forma de doações e patrocínios.

    Dessa forma, nos termos do artigo 18 da Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura, o Plano Anual de Atividades e Manutenção do Instituto Inhotim, aprovado pelo Ministério da Cultura, permite que pessoas físicas direcionem parte do seu Imposto de Renda devido para manutenção deste projeto cultural.

    Existe um limite de doação com dedução no Imposto de Renda?

    Sim, para pessoas físicas o limite de dedução é de 6% do imposto apurado. E o valor da doação poderá ser deduzido na declaração de ajuste anual do exercício financeiro subsequente ao da doação.
    O valor que ultrapassar o limite de dedutibilidade mencionado não pode ser deduzido nas declarações posteriores, inclusive no caso de projetos culturais de execução plurianual.

    Como solicito a dedução do meu Imposto de Renda?

    Por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, pessoas físicas podem deduzir até 100% do valor doado, com o teto de 6% do valor apurado na declaração. Siga o passo a passo abaixo:

    01 – Faça o download do programa encontrado no site da Receita Federal
    02 – Na tela inicial, informe se quer importar Dados do IRPF ou se deseja criar uma nova declaração.
    03 – Após digitar os dados necessários para realizar sua declaração, escolha a opção “Doações Efetuadas”, na aba à direita.
    04 – Ao abrir a página de Doações, clique em “Novo”, no final da tela.
    05 – Na nova janela, escolha a opção “41 – Incentivo à cultura.”.
    06 – Em “Nome do Produtor-Fundo Nacional da Cultura” escreva: “Instituto Inhotim”.
    07 – Em “CPF/CNPJ do produtor/CNPJ do Fundo Nacional da Cultura” escreva: “05422243000131”.
    08 – Em “Valor”, digite o mesmo valor que se encontra em seu Recibo de Mecenato, ou seja, o valor doado.
    09 – Ao apertar enter, aparecerá um quadro com uma coluna titulada “Valor Passível de Dedução R$”, no final desse quadro, em total desse item, aparecerá o valor que poderá ser deduzido, de acordo com o seu IR apurado. Guarde esse valor e aperte ok.
    10 – Em “Parcela não dedutível”, informe o valor da doação diminuído do valor encontrado em “Valor Passível de Dedução”, mostrado acima (Doação-Valor Passível de Doação)
    11 – No final da aba à direita, Há a opção de marcar a “Opção pela Declaração”, para deduzir a doação, deixe a primeira opção marcada: “Por Deduções Legais”.

    Qualquer pessoa pode doar e deduzir do Imposto de Renda?

    A dedução fiscal não poderá ser realizada para doações realizadas por dirigentes do Inhotim, bem como de empresas associadas ao Instituto, e seus parentes até terceiro grau, nos termos do art. 27 da Lei Rouanet.

    Após a doação, eu vou receber algum certificado?

    A partir da confirmação do pagamento, o Instituto Inhotim emitirá o recibo de mecenato que será enviado ao doador para as devidas comprovações junto à Receita Federal. O doador deverá guardar este recibo à disposição da Secretaria da Receita Federal do Brasil.

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    24 de maio de 2016

    Jéssica Cruz

    Mediadora de projeto


    brumadinhocomunidadeinhotimprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    O efeito da dança em outros corpos

    O efeito da dança em outros corpos

    Uma das mágicas que fazem do mundo um lugar interessante é aquela que o “efeito bocejo” produz. Uma pessoa espreme os olhos, contrai as costas, abre os braços, a boca, vocaliza algo. Outro observa e sem perceber está bocejando também. Esse contágio se apresenta em diversas formas, e numa das minhas últimas experiências consegui identificá-la na dança. Observar o corpo do outro dançar traz para o nosso corpo uma espécie de resposta/vontade de movimentá-lo, de usá-lo como suporte para outra função que não seja cotidiana, mas sim expressiva.

    No dia 4 de maio, os jovens do Laboratório Inhotim sabiam que veriam um espetáculo de dança. Eles chegaram ao Instituto em Março deste ano e, desde então, estão sendo provocados a testar e questionar antigas certezas. Dentre essas provocações, eles já vêm fazendo algumas experimentações corporais propostas pelos educadores, na tentativa de se livrarem do bichinho da estranheza. Caminharam pelos jardins e galerias de formas improváveis. O que eu posso ver agora que caminho de lado? De costas? O que as pessoas vão pensar ao me ver agindo desse modo inesperado? Tirar o corpo do lugar comum foi o primeiro passo para uma série de descobertas.

    No espetáculo “Passagem”, do Grupo de Dança Primeiro Ato, os estímulos encontraram terreno fértil na cabeça e nos corpos dos meninos e meninas. Os movimentos de passagem e desvio dos bailarinos, representando os modos de circulação pelas ruas das grandes cidades, aos poucos deram lugar a olhares sensíveis, movimentos mais orgânicos e encontros. Ao final, a caminhada dos jovens para o Centro Educativo Burle Marx foi tudo, menos convencional. Contagiados, eles aguardavam ansiosos o momento em que iam se encontrar com os bailarinos para uma oficina, dias depois.

    Na oficina, dividida em um módulo teórico e o outro prático, os jovens puderam entrar em contato com a concepção de um espetáculo de dança contemporânea. Nesse primeiro momento, Suely Machado e Alex Dias falaram de forma muito generosa e acessível sobre suas formações, trajetos e os diversos espetáculos que já criaram com o grupo. Alguns dos jovens que já estão a mais tempo no projeto, pesquisando sobre o universo da dança e da performance, se sentiram muito à vontade em conversar sobre suas percepções, além de fazerem perguntas sobre as referências conceituais de cada espetáculo e sobre como se dá a colaboração com outros artistas.

    Após apresentação, integrantes do Grupo 1º Ato deram uma oficina para os jovens do Laboratório Inhotim. Foto: William Gomes.

    Após apresentação, integrantes do Grupo Primeiro Ato deram uma oficina para os jovens do Laboratório Inhotim. Foto: William Gomes.

    Em campo, a antiga Estação Ferroviária de Brumadinho e hoje Arquivo Público, se tornou palco para a criação de várias pequenas improvisações. Não por acaso, saímos do Instituto para ocupar esse espaço da cidade, que é sempre entendida como importante objeto de estudo e retorno para o projeto. Lá eles foram incentivados a se dividir em equipes e, ao som de uma música, pôr a prova movimentos, alturas, velocidades, ritmos e comandos.

    A experiência com o grupo foi de fato transformadora e tem contribuído muito para o diálogo e amadurecimento dos jovens em suas próprias proposições. A reflexão também parece se deixar reger pelo “efeito bocejo”.

    Depois de uma troca de experiência com os jovens do Laboratório Inhotim, Suely Machado, fundadora do Grupo 1º Ato, e o coreógrafo Alex Dias fizeram um exercício de reflexão com o grupo. Foto: William Gomes.

    Depois de uma troca de experiência com os jovens do Laboratório Inhotim, Suely Machado, fundadora do Grupo Primeiro Ato, e o coreógrafo Alex Dias fizeram um exercício de reflexão com o grupo. Foto: William Gomes.

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    19 de abril de 2016

    Redação Inhotim


    arteinauguraçãoinhotim

    Leitura: 5 min

    Desenhos feitos por índios Yanomami revelam mitos e tradições

    Desenhos feitos por índios Yanomami revelam mitos e tradições

    Inaugurada em novembro de 2015, a Galeria Claudia Andujar apresenta uma ampla seleção de fotografias da artista, realizadas nos períodos em que viveu com os índios Yanomami. Curiosa para conhecer a cultura da tribo, a fotógrafa propôs algo inusitado. Ofereceu papel e pinceis atômicos a um grupo de indígenas e pediu que desenhassem seu habitat, mitos e tradições. Eles nunca haviam tido contato com esses materiais. O resultado da experimentação, realizada ainda na década de 1970, também pode ser visto na exposição inaugural do pavilhão.

    Os desenhos reunidos na mostra foram realizados por quatro artistas – André, Poraco, Vital e Orlando – e revelam aspectos diversos da vida dos Yanomami, narrativas de mitos, além de padronagens comuns às pinturas corporais e à decoração de objetos. Em Sem título (Yoassi grávido), 1976, Poraco apresenta sua percepção da geração de um dos filhos de Omama, divindade responsável pela criação do universo. Já em Sem título (Fazer muito amor com a mulher), 1976, do mesmo artista, linhas e pontos representam de maneira abstrata a relação sexual.

    Da esquerda para a direita, no segundo quadro é possível ver a representação Sem título (Fazer muito amor com a mulher). Foto: William Gomes

    Da esquerda para a direita, no segundo quadro é possível ver a representação Sem título (Fazer muito amor com a mulher). Foto: William Gomes

    A curadora assistente do Inhotim, Cecília Rocha, explica que a presença desses trabalhos em um centro de arte contemporânea ajuda a ampliar a ideia do que é arte. “Temos o costume de definir arte a partir da tradição europeia. Desde o final da década de 1980 e o início dos anos 1990, alguns grandes museus têm feito tentativas de mostrar trabalhos de fora dos centros hegemônicos. O movimento de olhar para a produção indígena como fizemos aqui vem desse momento. A proposta, é contar uma outra história da arte, baseada em outros temas e formas de produzir”, reflete.

    Mitopoemas Yanomami

    Os desenhos criados por incentivo de Andujar também deram origem ao livro “Mitopoemas Yãnomam”, que pode ser visto na exposição. À medida que os indígenas finalizavam as imagens, a artista pedia que narrassem o que haviam criado. Com a ajuda do missionário Carlo Zacquini, que gravou e traduziu as descrições, ela organizou a publicação, que apresenta a mitologia e a visualidade Yanomami.

    Claudia Andujar no Inhotim

    Ao longo de 40 anos, a fotógrafa Claudia Andujar produziu um extenso arquivo de imagens sobre os Yanomami, povo indígena que vive na Amazônia brasileira, no estado de Roraima. As fotografias, feitas durante diversos períodos de convívio com os índios, são parte de uma ampla pesquisa artística e etnográfica desenvolvida por ela. No Inhotim estão expostas mais de 400 imagensl que revelam a aproximação da artista com os Yanomami e também seu ativismo, fundamental para a demarcação de terras indígenas em 1992.

    Claudia Andujar viveu entre os índios por cerca de 30 anos, tempo em que retratou seu ponto de vista diante da realidade da tribo Yanomami. Foto: William Gomes.

    Claudia Andujar viveu entre os índios por cerca de 30 anos, tempo em que retratou seu ponto de vista diante da realidade da tribo Yanomami. Foto: William Gomes.

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    12 de abril de 2016

    Redação Inhotim


    arteinhotimprogramação culturalvisita

    Leitura: 3 min

    Amigos do Inhotim tem dedução no Imposto de Renda

    Dúvidas frequentes

    O que é o benefício fiscal de incentivo à cultura?

    Pessoas físicas podem optar pela aplicação de parte de seu Imposto de Renda em projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura, considerando os limites e condições estabelecidos na Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

    Que valor posso doar com o benefício do incetivo fiscal?

    O valor da doação deve respeitar o teto de 6% do total de imposto devido no ano. Para saber quanto você pode doar, utilize como referência o valor de imposto devido na declaração do ano anterior.

    Quem pode doar e deduzir do imposto de renda?

    Todo cidadão que realiza a declaração anual de Imposto de Renda e utiliza o formulário completo pode fazer a dedução do valor total de sua doação, respeitando-se o limite de 6% do imposto apurado no ano.

    Qual é o comprovante da doação realizada?

    A partir da confirmação do pagamento, o Instituto Inhotim emitirá o Recibo de Mecenato que será enviado por e-mail para o doador com as informações a serem utilizadas no momento de fazer o preenchimento da Declaração Anual de Imposto de Renda. O Recibo também é encaminhado para o Ministério da Cultura, que informa a doação para a Receita Federal.

    Como são aplicados os recursos das doações incentivadas dos Amigos do Inhotim?

    Parte significativa da manutenção do Inhotim, exposições, projetos educativos e programação cultural são viabilizados por meio do Plano Anual de Manutenção e Atividades, aprovado pelo Ministério da Cultural. É para essas ações que os recursos do programa são direcionados.

    Se tiver alguma dúvida no momento de preencher a Declaração Anual, há um guia passo-a- passo disponível em nosso site. 

    Você também pode entrar em contato por meio de nossos canais de atendimento: amigos@inhotim.org.br e 31-3571-9717.

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    03 de fevereiro de 2016

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    brumadinhocomunidadeeducaçãoinhotim

    Leitura: 5 min

    Retrospectiva Laboratório Inhotim 2015

    Retrospectiva Laboratório Inhotim 2015

    O Laboratório Inhotim, realizado pelo instituto desde 2007, atende anualmente 30 jovens moradores de Brumadinho e seus distritos rurais, matriculados na rede pública de ensino local. O projeto busca a formação continuada desses jovens para o desenvolvimento de um olhar crítico com relação à sociedade, criativo diante dos desafios e tolerante diante da diversidade.

    A cada ano o Laboratório faz um recorte no universo da arte contemporânea para conhecê-lo melhor. Recortar, para nós, é desenhar um ponto de partida. Neste ano, o recorte escolhido foi o corpo como forma de expressão, e a rua, o corpo coletivo, como espaço de atuação. Tudo isso investigando o museu como referência principal. Ao final dessas experiências, encerramos nossa jornada refletindo sobre o futuro e suas impermanências.

    No início do ano, dançamos. Conduzidos pela coreógrafa mexicana Alma Quintana, nossos jovens de 13 a 16 anos aceitaram o convite para conhecer melhor as possibilidades de expressão contidas nos seus próprios corpos. A vergonha e a insegurança deram lugar a movimentos novos e surpreendentes para cada um deles. Para além de dançar, todos estavam começando a entender a que tipo de experiências o Laboratório os levaria.

    Em seguida, iniciamos nossa pesquisa sobre a rua, conceito que se tornou cada vez mais importante no decorrer dos meses. Em Brumadinho, descobrimos lugares abandonados e esculpidos pelo tempo, conhecemos um enorme forno feito de barro que fica no quintal da casa do Geovani, participante do projeto, e provamos os maravilhosos biscoitos de polvilho feitos pela sua avó. Vimos beleza nos muros das casas que, na sua maioria, fazem um pequeno recuo para abrigar, do lado de fora, os padrões de energia elétrica. “Sair do padrão”, então, passou a significar intervir nesses espaços e entender o que mais eles poderiam abrigar. Aprendemos que intervir no espaço público requer responsabilidade. Foi preciso negociar com os vizinhos e envolver os passantes na história que queríamos contar.

    Nossa relação com a rua foi intensificada quando decidimos realizar, pelo segundo ano consecutivo, o Festival de Rua. Dessa vez, ele aconteceu no distrito de Aranha e foi chamado de Festival Korocupá, palavra nova que a gente inventou para misturar Cor+Ocupação. Visitamos a praça local, observamos seus detalhes, medimos suas dimensões, e a partir dessa coleta preparamos tudo para que aquela praça fosse tomada pelos nossos jovens, pelos moradores da região e por visitantes de outras partes do município. Artistas locais se apresentaram, oficinas foram realizadas para crianças e adultos e, no final do dia, uma grande explosão de cores no estilo Happy Holi cobriu toda a praça!

    Depois de tanto trabalho, era hora de voltar a olhar e refletir sobre nós mesmos. Para isso, mergulhamos mais fundo no acervo de arte contemporânea do Inhotim em busca de referências e inspiração para que cada participante pudesse desenvolver a sua própria ideia para um trabalho de arte. Esse foi, talvez, o processo mais difícil para todo o grupo. Nem sempre é fácil mergulhar em nossas próprias inquietações para gerar algo a ser visto, exposto. O tema dos trabalhos foi, por escolha do grupo, o futuro. Nossa exposição, por fim, se chamou “Tomara: Proposições Para Um Futuro Qualquer” e trouxe pinturas, desenhos, vídeos, fotografias e instalações feitas pelos jovens.

    E, por falar em futuro, em 2016 o Laboratório Inhotim atenderá sua décima turma e ampliará seu universo de investigações. A partir de agora, além de pesquisar a arte contemporânea e suas manifestações, passaremos também a explorar questões importantes acerca do meio ambiente, usando para isso o acervo botânico do Inhotim. Para nós educadores, isso significa uma oportunidade de expandir e complexificar nosso olhar sobre o Inhotim e de experimentar novas maneiras para transpor todo esse estímulo para nossos processos educativos.

    Acompanhe ao longo do ano outras postagens que revelarão a memória do projeto educativo mais antigo do Instituto. Comemoraremos juntos dez anos de projeto, cerca de 300 jovens atendidos e muitas boas histórias pra contar.

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