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  • 13 de novembro de 2014

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoinauguração

    Leitura: 2 min

    Conheça os novos artistas do Inhotim

    Há oito anos, o Inhotim abriu as portas para o público e, desde então, não parou de se transformar. Novos jardins são criados e caminhos são construídos para levar os visitantes a pavilhões que se multiplicam. Além da inauguração de espaços e obras de arte ao ar livre, as exposições das quatro galerias temporárias também são renovadas periodicamente.

    Em 2014, foi a vez da Galeria Lago ter suas obras substituídas: desde setembro, o espaço abriga trabalhos dos artistas Geta Bratescu (Romênia), Dominik Lang (República Tcheca) e David Medalla (Filipinas). Uma antiga casa da propriedade foi reformada para abrigar, permanentemente, um ciclo de pinturas criado especialmente pelo norte-americano Carroll Dunham para o Inhotim.

    Assista ao vídeo e conheça mais sobre a inauguração de 2014 do Inhotim.

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    17 de outubro de 2014

    Bárbara Tavares

    Bolsista PIBIC/Fapemig de assistência geral às atividades de curadoria do Instituto Inhotim. É estudante de Arquitetura e Urbanismo na UFMG.


    arteexposiçãoinauguração

    Leitura: 4 min

    Da montagem à inauguração

    Meu primeiro contato com as obras inauguradas em 2014 foi no escritório do Inhotim em Belo Horizonte. Em fevereiro, eu e a equipe da curadoria começamos a elaborar os dossiês sobre os artistas, que utilizaríamos para consulta interna. Saber um pouco da história e da trajetória de cada um me deixou curiosa e tornou a experiência de agosto e setembro – quando iniciamos as montagens nas galerias – muito mais interessante.

    O trabalho de Dominik Lang foi a primeira surpresa: estava guardado em caixas, ocupando um grande espaço da sala branca que antes estava vazia. Começamos limpando, organizando a sala e desembalando as esculturas. Depois, desceu o trabalho do David Medalla, que me surpreendeu quando entrei na galeria e o encontrei no chão, ainda desmontado. A obra é muito maior do que havia imaginado ao ver as fotos. Então, os quadros do Carroll Dunham, que de pequenas figuras nas páginas do dossiê, se transformaram em telas que ocupavam quase uma parede inteira.

    Foto 1

    A antiga casa de fazenda foi restaurada para receber as telas de Carroll Dunham. Foto: Rossana Magri

    Foram alguns dias entre deixar a sala dedicada à artista Geta Bratescu apenas com algumas marcações e encontrá-la com quase todos os trabalhos no lugar. Já era a semana da inauguração e o trabalho do Dominik tomava, a cada hora, a forma da obra que seria no fim. Medalla estava praticamente montado, seguiam os testes com os materiais utilizados para as espumas e a galeria com as obras de Carroll estava nos detalhes finais.

    Foto 2

    A máquina de bolhas de David Medalla surpeendeu pelas grandes dimensões. Foto: Rossana Magri

    Mas faltavam ainda muitos ajustes na Galeria Lago: instalação das vitrines e cartazes, nivelamento das obras nas paredes, ajustes de iluminação e montagem de cada detalhe do trabalho do Dominik fizeram com que perdêssemos a noção das horas.

    Curadoria e área técnica instalam as obras de Geta Bratescu na Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

    Curadoria e área técnica instalam as obras de Geta Bratescu na Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

    Dominik Lang e Elton Damasceno discutem detalhes da montagem. Foto: Rossana Magri

    Dominik Lang e Elton Damasceno discutem detalhes da montagem. Foto: Rossana Magri

    Meu último dia nas montagens acabou mais cedo e já era a véspera da inauguração. Em 04 de setembro, dia da abertura, as obras pareciam ter vida com a presença do público. Tudo parecia muito diferente do dia anterior e a sensação de ter contribuído para que a exposição funcionasse foi muito boa.

    Foto 4

    Tudo pronto: o público visita pela primeira vez as exposições da Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

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    25 de setembro de 2014

    Rosalba Lopes

    Gerente de Pesquisa, Projetos e Patrimônio do Instituto Inhotim


    artebotânicacomunidadeexposiçãoprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    Beleza cotidiana

    Beleza cotidiana

    Até 28 de setembro, próximo domingo, o Inhotim participa da Primavera de Museus, evento nacional promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que, em 2014, traz o tema Museus Criativos. Entre as atrações da programação do Instituto, está a exposição Beleza Cotidiana, uma proposta de apresentar a relação que os brumadinenses estabelecem com o belo, convidando à reflexão sobre a sensibilidade humana e suas múltiplas manifestações.

    Os laços afetivos e a vida cotidiana também são temas acessados pelas imagens que o fotógrafo Marcelo Coelho produziu com maestria, ao enquadrar as orquídeas cultivadas nas casas dos moradores do município. Nas narrativas que compõem a exposição, é possível perceber um pouco da subjetividade dos cidadãos deste município, cuja riqueza cultural se expressa no senso artístico de seus músicos, na religiosidade e ritmos marcantes das Guardas de Congado e Moçambique. Enfim, na manutenção de rituais que ainda fazem ver a herança rural sobrevivente nessa sociedade em rápida transição para os padrões urbanos que marcam o modo de vida contemporâneo.

    Nas flores e frases, morte, memória, vida, celebração e a importância do cuidar se revelam em uma explosão de beleza, harmonicamente apresentada em projeto expográfico de Esther Mourão (Ticha). Temas e flores que também surgem do trabalho delicado das artesãs do Médio Vale do Paraopeba que, com seu fazer, descortinam uma primavera construída por mãos humanas, conforme se vê nos arranjos florais que compõem a exposição.

    Beleza Cotidiana resulta, ainda, de um persistente trabalho de pesquisa realizado em Inhotim, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o território e, assim, propor ações que valorizem a identidade local. Somente no âmbito desse conjunto de pesquisas seria possível a escuta que nos coloca frente a interrogações como a de Ângela Magela, cultivadora de orquídeas em Brumadinho, ao questionar: “A beleza é insofismável, não é?”.

    Convidamos você a mergulhar neste universo de beleza e sensibilidade.

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    10 de setembro de 2014

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoinauguração

    Leitura: 3 min

    A cidade adormecida

    A cidade adormecida

    O escultor modernista Ji?í Lang provavelmente não poderia imaginar que, quase dez anos depois de sua morte, as obras que criou na República Tcheca durante o regime soviético seriam exibidas no Brasil. Apesar de seu trabalho ter sido considerado promissor na época, a uniformidade e o controle impostos pelo governo fizeram com que as esculturas permanecessem adormecidas no ateliê, em Praga.

    Em 2011, seu filho, Dominik Lang, ressignificou as esculturas criando a instalação The Sleeping City [A cidade adormecida].  Dominik organizou no espaço as peças esquecidas do pai, fracionando-as e cercando-as com barreiras físicas como armários, mesas e outros objetos. A obra, que esteve na 54ª Bienal de Veneza e agora entra em exposição no Inhotim, sugere um questionamento sobre a visibilidade e o destino da arte.

    dominik-lang-inauguracao-2014-2

    Dominik Lang cresceu vendo as esculturas do pai adormecerem no ateliê.

    O interesse na lógica da produção artística e na modificação do espaço já acompanhavam o jovem artista nas suas primeiras criações. Dominik Lang frequentemente se coloca entre o papel do autor e do arquiteto, fazendo intervenções efêmeras que alteram a forma como percebemos os objetos e lugares. Ao escolher como matéria-prima o trabalho do pai, Dominik cria um encontro improvável entre as duas gerações.

    Da próxima vez que visitar o Inhotim, não deixe de passar pela Galeria Lago para ver o trabalho de perto.

    dominik-lang-sleeping-city

    O artista participou da montagem da instalação junto com o curador Rodrigo Moura na Galeria Lago, no Inhotim. Foto: Daniela Paoliello.

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    03 de setembro de 2014

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    arteexposiçãotecnologia

    Leitura: 3 min

    Fábrica de nuvens

    Fábrica de nuvens

    Memórias, motor, água e sabão. Foi assim que o artista filipino David Medalla criou o conjunto de obras Bubble Machines. Uma delas, Cloud-Gates (1965/2013), passa a fazer parte do acervo do Inhotim e entra em exposição no parque amanhã, 4 de setembro.

    Medalla mudou-se para Londres na década de 60 e fundou a Galeria Sinais, especializada em arte cinética. Como importante nome da arte experimental, foi ele quem introduziu artistas brasileiros como Lygia Cark, Hélio Oiticica, Mira Schendel e Sérgio de Camargo ao público europeu. Seu trabalho conquistou o artista Marcel Duchamp, que lhe prestou uma homenagem em forma de escultura, intitulada Medallic Sculpture.

    Em 1964, o artista criou a obra Máquina de Areia, uma produção engenhosa na qual um motor impulsiona um bambu para produzir desenhos e formas aleatórias em uma caixa de areia. Pouco tempo depois, Medalla começou a demonstrar o seu interesse por questões políticas e sociais por meio da arte participativa. Na obra Sticht in Time (1967), o artista convida o público a costurar livremente palavras e frases sobre um pano. Assim, a atuação do público torna o processo de criação infinito e dialoga com experiências que ultrapassam as vivências do próprio de Madalla.

    Também conhecido por suas performances, seja contando histórias, lembrando contos ou descrevendo cenas surpreendentes, Medalla realiza no Inhotim uma performance inédita em 4 de setembro, data da inauguração de novas obras, entre elas Cloud-Gates.

    Medalla nomeia seu trabalho como atômico, buscando atingir dimensões que extrapolam os limites da obra, agregando valores e experiências a serem vividas e compartilhadas pelo público.

    O convite o artista já fez. Agora só falta você se programar para conferir tudo de perto! Clique aqui e adquira seu ingresso.

    Texto de Renan Ribeiro Zandomenico, mediador de Arte e Educação do Inhtim e mais novo admirador de David Medalla

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