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  • 10 de julho de 2014

    Redação Inhotim


    arquiteturaarteeducaçãoyayoi kusama

    Leitura: 3 min

    Arquitetura premiada

    Arquitetura premiada

    Além de jardins e obras de arte que chamam a atenção de todo o mundo, o Inhotim também tem se consolidado como uma vitrine da arquitetura contemporânea brasileira. Prova disso é que o Centro de Educação e Cultura Burle Marx, onde está instalada a obra Narcissus Garden Inhotim (2009), da artista Yayoi Kusama, foi indicado ao 1º Prêmio das Américas Mies Crown Hall (MCHAP), do Instituto de Tecnologia de Illinois, nos Estados Unidos. Entre os 225 projetos selecionados, 36 foram destacados na categoria “excepcional”, incluindo o prédio do Instituto, além de importantes nomes da arquitetura das Américas, como Herzog & de Meuron, Gehry Partners e Steven Holl Architects.

    Essa não e a primeira vez que o edifício concorre a uma premiação. Criado pelo escritório mineiro Arquitetos Associados para o Inhotim e inaugurado em 2009, o Centro de Educação e Cultura Burle Marx foi ganhador da categoria “Edifícios Institucionais”, do 3º prêmio O Melhor da Arquitetura, da revista Arquitetura & Construção (Editora Abril), indicado ao 9º Prêmio Jovens Arquitetos 2009 do IAB SP; à 12ª premiação de arquitetura IAB MG, em 2010, entre outros.

    Essencialmente um espaço de trabalho e conhecimento, o Centro de Educação e Cultura Burle Marx é a sede dos programas educativos do Instituto, que atuam nos eixos Arte e Educação e Educação Ambiental. Com 1.704 m², o edifício contempla uma biblioteca e ateliês para a realização de workshops, além do Teatro Inhotim, com capacidade para 214 pessoas, e o Café do Teatro, ótimo para tomar um espresso e experimentar um bom pão de queijo.

    No topo do prédio, está a versão de uma das obras mais emblemáticas da japonesa Yayoi Kusama. Originalmente apresentada durante a 33ª Bienal de Veneza, em uma participação extraoficial da artista no evento, Narcissus Garden Inhotim (2009) reúne 500 esferas de aço inoxidável, que flutuam sobre o espelho d’água da cobertura. O vento e outros fatores externos criam novas formas para instalação, que reflete o céu, a água e a vegetação do entorno, além do próprio espectador, criando, nas palavras de Kusama, “um tapete cinético”.

    E você, já conhece o prédio e a obra? Conte para a gente sua experiência deixando um comentário abaixo.

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    27 de junho de 2014

    Luiz Othero

    Business designer e facilitador do Tropos Lab


    educaçãoinovaçãotecnologia

    Leitura: 4 min

    Modelos de negócios inovadores

    Modelos de negócios inovadores

    Durante a 10ª Semana do Meio Ambiente do Inhotim, tivemos a oportunidade de nos aventurar em um workshop de Business Model Generation, a partir do acervo de arte contemporânea e botânica do Instituto. O Business Model Generation é um livro que funciona como manual prático e eficaz para compreender, projetar, testar e implementar modelos de negócios.

    Escrito em colaboração entre 470 profissionais de 45 países diferentes, o livro resultou em uma metodologia simples e assertiva, que permite emergir o potencial criativo e intuitivo a partir de uma linguagem visual. Ao mesmo tempo, ele assegura uma estrutura lógica e racional, transformando a maneira de criar, representar e comunicar modelos de negócios. O workshop foi inspirado nessa publicação e os métodos nele propostos foram apresentados e testados pelos participantes.

    Em um mundo em constante transformação, precisamos de ferramentas que acompanhem a velocidade das mudanças que vivenciamos. O Business Model Generation conta com um quadro, chamado de Canvas, em que os nove elementos que compõem um modelo de negócio são projetados. Com o passar do tempo, as relações que influenciam seu negócio mudam, o cenário fica favorável ou desfavorável e, como nos dias atuais isso acontece em uma velocidade absurda, o Canvas permite que rapidamente uma reconfiguração de seu modelo seja estabelecida.

    O vídeo a seguir explica, de maneira simples, o Business Model Canvas:

    Ao trabalhar o tema dentro do Inhotim, fomos privilegiados com as reflexões que pudemos absorver dos acervos. A obra True Rouge (1997) foi a escolhida para ser observada no início do nosso workshop e, por isso, a que mais contribuiu com o nosso processo de inspiração. Os participantes visitaram a galeria em que está instalada, expandiram os limites de seu potencial criativo para se entregar a um processo intuitivo, colaborativo e multidisciplinar de geração de modelos de negócios. Em diversos momentos do workshop, reflexões provenientes da observação da obra ajudavam no aprendizado das novas ferramentas de geração de modelos de negócio e na expansão da capacidade de reflexão e criatividade dos participantes.

    Os resultados foram surpreendentes. O clima de confiança foi rapidamente estabelecido após observar e compartilhar reflexões da obra de arte e a criatividade e colaboração apareceram de forma natural ao longo de todo o tempo do workshop. Os participantes conseguiram absorver o conteúdo rapidamente e partiram para a prática. Durante o preenchimento do Canvas, as dúvidas apareciam e se resolviam dentro do próprio grupo, quase sem a intervenção do facilitador. O Business Model Generation powered by Inhotim foi testado e validado!

    Quer conhecer mais sobre o método Canvas? Então visite o site oficial do Business Model Generation, em que é possível fazer o download do modelo do quadro.

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    17 de junho de 2014

    Fernando Hermógenes da Silva

    Professor da rede pública de ensino de São Joaquim de Bicas/MG


    artebrumadinhocomunidadeeducaçãoprojeto

    Leitura: 3 min

    Descentralizando o Acesso

    Descentralizando o Acesso

    O Descentralizando o Acesso é um projeto educativo do Instituto Inhotim realizado desde 2008, que oferece ao educador da rede pública de Brumadinho e região um contato abrangente com a arte. Por meio de encontros de formação, visitas com alunos e atividades dentro e fora do Inhotim, educadores e estudantes se tornam protagonistas na realização de práticas educativas em sala de aula.

    Meu primeiro contato com o projeto aconteceu em 2013, na Escola Municipal Altidório Amaral, em São Joaquim de Bicas, onde ainda trabalho. A partir daí, tenho sido atravessado por experiências múltiplas que alcançam meus alunos, suas casas, suas ruas e comunidades. O Descentralizando o Acesso é permeado pelo diálogo do Inhotim com seu entorno, criando territórios abertos a trocas e experimentações.

    Um dos grandes momentos do programa é a visita com os alunos, na qual, acompanhados de dois mediadores, podem vivenciar o acervo do Instituto e interagir com o mesmo de forma única. Quando participo dessas visitas com minha turma sempre se faz uma surpresa, um momento que se deseja eterno.

    Crianças com tinta 3

    Após visita ao Inhotim, alunos da Escola Municipal Altidório Amaral realizam atividade inspirada na obra do artista Yves Klein, famoso pelo tom de azul que leva seu nome. Foto: Daniela Paoliello

    As vivências da visita e seus desdobramentos na escola podem ser compartilhados por meio da Rede Educativa, plataforma virtual para a troca de experiências em arte-educação entre os participantes do projeto. Além de viabilizar um diálogo contínuo do Instituto com o educador, a escola e seu público, a Rede Educativa é um espaço acolhedor para quem trabalha com arte na escola e deseja ampliar nela seus horizontes.

    Descentralizar o acesso é oportunizar a descoberta da energia pessoal em cada um por si próprio. Abre-se espaço e, desse novo lugar, emergem novas possibilidades e olhares. Acompanhados pela equipe do projeto, por diversos meios, professores tornam-se propositores; seus alunos, colaboradores de uma educação que se faz no conjunto, na troca incessante. O Descentralizando o Acesso, eu vejo, é uma plataforma para a interação com a arte e, por meio dele, ela se espalha.

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    31 de maio de 2014

    Redação Inhotim


    botânicaeducaçãomeio ambienteprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    10ª Semana do Meio Ambiente

    10ª Semana do Meio Ambiente

    Você já ouviu falar em pegada ecológica? Crédito de carbono? Inovação ambiental? Essas e outras expressões têm aparecido frequentemente quando o assunto é a preservação do planeta. Pesquisadores do mundo todo estão colocando a cabeça para pensar em formas de reduzir o impacto do homem na Terra e como transformá-las em práticas comuns a qualquer cidadão. Na próxima semana, essa discussão desembarca no Inhotim, com a 10ª. Semana do Meio Ambiente (SMA), que este ano tem o tema Pessoas pelo Clima.

    De 1º a 8 de junho o Inhotim recebe uma intensa programação com workshops de inovação, seminários com convidados especiais, oficinas de educação ambiental, visitas temáticas mediadas, games e uma mostra botânica. As atividades propõem uma reflexão sobre a preservação ambiental e apresenta iniciativas rumo à sustentabilidade.

    O Blog do Inhotim conversou com o Diretor de Jardim Botânico e Meio Ambiente do Instituto, Joaquim de Araújo sobre a SMA. Confira a seguir!

    Blog do Inhotim – Essa já é a 10º edição da SMA, e a 8ª no Inhotim. Como você analisa essa trajetória?

    Joaquim de Araújo – A Semana do Meio Ambiente tem o papel de sincronizar temáticas globais, nacionais e regionais no Inhotim e, a partir dessas discussões, estabelecer atitudes. Ao longo dos anos, encontramos importantes soluções para questões ambientais e afirmamos o valor do Jardim Botânico Inhotim para a conservação da diversidade biológica. A SMA se transformou em um fórum para que a temática ambiental fosse realmente considerada à altura.

    BI – Pessoas pelo Clima é o tema deste ano. Em que tipo de iniciativas você acredita que as pessoas possam se engajar para tentar desacelerar as mudanças climáticas?

    JA – Nossa intenção é trazer esse tema para o cotidiano, de forma que as pessoas possam refletir sobre seu modo de vida. A mudança climática e o aumento de temperatura estão intimamente ligados à forma como a sociedade contemporânea leva seu dia a dia. Queremos chamar a atenção das pessoas físicas, e não somente das empresas, sobre seus padrões e hábitos de consumo. Para revertermos esse cenário, é fundamental o uso consciente dos recursos naturais. Não temos uma receita, mas é preciso perceber que consumir com bom senso tem a ver com o bem estar de toda a sociedade.

    BI – O que o Inhotim tem feito para reduzir seu impacto no meio ambiente?

    JA – Primeiramente, sabemos de nossa responsabilidade quanto à conservação da flora e da diversidade biológica e temos, cada vez mais, um posicionamento efetivo dentro dessa temática. Como jardim botânico, trabalhamos estabelecendo diversas metas, inclusive de pesquisas, assumindo compromissos no cenário brasileiro. Já com relação à gestão do próprio parque, estamos estabelecendo um Sistema de Gestão Ambiental, que pretende mapear e criar um formato de funcionamento mais eficiente. As ações incluem o controle e monitoramento de resíduos sólidos do Inhotim; redução de gastos com energia elétrica; melhor manejo e uso da água potável; entre outros. São formas práticas de garantir a excelência do Instituto em sua relação com o ambiente em que está inserido.

    Ficou com vontade de participar dessa discussão? Então clique aqui para ver a programação completa da 10ª Semana do Meio Ambiente.

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    28 de maio de 2014

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    artebrumadinhoeducaçãomeio ambienteprogramação culturalvisita

    Leitura: 3 min

    Convite à mediação

    Convite à mediação

    A palavra mediação já foi objeto de um esforço enorme de definição e é empregada por diferentes setores da sociedade, de diversas formas. Pode estar relacionada à resolução de conflitos, à interpretação de obras de arte ou, ainda, ser usada para facilitar algum processo.

    Desde o início de suas atividades, o Educativo do Inhotim desenvolve estratégias que promovem discussões sobre os acervos do Instituto. Esse trabalho se dá por meio da mediação, uma prática que se apoia no diálogo, na autonomia, e, principalmente, na experiência do público.

    A mediação se revela um instrumento poderoso para a construção de conhecimento. Ela colabora para o reconhecimento do visitante e do mediador como participantes ativos nas principais discussões que permeiam a contemporaneidade. No Inhotim, ela tem o objetivo de criar um espaço seguro para dialogar, questionar e descobrir. São encontros que vão além da primeira impressão e buscam aquilo que nos provoca a pensar, a encontrar a fagulha que nos faz reagir.

    O que nos desperta o olhar crítico e nos impele a (re)construiur? Entendemos que a construção de conhecimento se dá por meio da exposição a novas imagens, a outros impasses. Essa alquimia tem como resultado um tensionamento poderoso dos nossos limites de pensamento, limites que buscamos expandir.

    Participar de uma visita mediada no Inhotim é se deslocar para um espaço desconhecido e fazer dele terreno fértil  para arriscar, falar sem medo, improvisar e perceber como nos sentimos nesse contexto.

    Sinta-se convidado a olhar de perto, a perguntar e a alcançar lugares, memórias e encontros que não estão no mapa!

    Texto de Lília Dantas, supervisora de Arte e Educação do Inhotim

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