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  • 29 de agosto de 2018

    Redação Inhotim


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    Leitura: 12 min

    Ações coletivas e sustentáveis são temas de Seminário Internacional de Educação no Inhotim

    Ações coletivas e sustentáveis são temas de Seminário Internacional de Educação no Inhotim

    O Instituto Inhotim realiza, entre os dias 13 e 15 de setembro, a quarta edição do Seminário Internacional de Educação do Inhotim: Entre sujeitos e coletividades, com foco nas transformações dos cidadãos e suas relações com o ambiente. O evento reunirá especialistas nacionais e estrangeiros para debater temas ligados a sustentabilidade, arte, cultura, ciência, educação alternativa, jogos cooperativos, metodologias educativas e diversidade. A entrada para cada dia do Seminário custa R$ 44 (inteira) e dá direito a ônibus de ida e volta, com partida de Belo Horizonte. 

    Nestes três dias, convidados do Brasil e de vários outros países – Rússia, Índia, Austrália, Argentina, Chile e Colômbia – vão apresentar experiências bem-sucedidas de transformação de sonhos individuais em ações coletivas e inspirar os participantes na criação de alternativas para construir um mundo mais sustentável, plural, colaborativo e sensível.

    Para a gerente de Educação do Inhotim, Yara Castranheira, o seminário está em sintonia com o objetivo do Instituto de ser um lugar de troca, debate e disseminação do conhecimento. “A realização de um seminário como esse reforça o potencial do Inhotim como um importante interlocutor das questões contemporâneas. A partir dos nossos acervos de arte e botânica, contribuímos com a formulação de projetos inovadores em educação e com o desenvolvimento humano. Estamos de portas abertas para discutir e pensar, junto com outros especialistas, soluções para os desafios da contemporaneidade”, avalia Yara, que participará de uma das mesas do seminário.

    A palestra inaugural ficará a cargo da bióloga colombiana transgênero Brigitte Baptiste, diretora geral do Instituto de Investigação em Recursos Biológicos Alexander von Humboldt, em Bogotá. Brigitte é uma das principais referências em temas ambientais e de biodiversidade em seu país, tendo, ainda, grande interesse nas temáticas de gênero e cultura. Outros destaques da programação são o australiano John Croft, criador da metodologia Dragon Dreaming, aplicada em mais de 52 países, e a indiana Vidhi Jain, ativista e cofundadora do Instituto Shikshantar.

    Do Brasil, participarão Suélen Brito, coordenadora da Escola de Cinema Olhares da Maré – Redes da Maré; Edgard Gouveia Júnior, arquiteto, urbanista, pós-graduado em Jogos Cooperativos e cofundador do Instituto Elos; Thiago Berto, fundador da Escola Cidade AYNI; e Guilherme Massara, psicanalista e professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    O evento será realizado no Teatro Inhotim, com capacidade para 210 pessoas por dia. No segundo dia de seminário, na parte da tarde, o público poderá assistir a uma apresentação da Escola de Cordas Inhotim. Para se inscrever, é preciso adquirir os ingressos aqui. 

    Veja quem são os palestrantes:

    Brigitte Baptiste (Colômbia)

    Diretora Geral do Instituto de Investigação em Recursos Biológicos Alexander von Humboldt, Bogotá.

    Bióloga pela Pontifícia Universidade Javeriana, mestra em Estudos Latino-americanos pela Universidade da Flórida e Doutora Honoris Causa em Engenharia Ambiental e de Saneamento. É uma das maiores referências em temas ambientais e de biodiversidade em seu país, tendo participado de diversos projetos nacionais nessas áreas. Tem, ainda, grande interesse em temas de gênero e cultura. Em 2017, recebeu o prêmio Prince Claus por suas conquistas em desenvolvimento e cultura.

    Janet Laurence (Austrália)

    Artista

    Janet Laurence é uma artista australiana com exibições nacionais e internacionais. Sua prática examina nossa relação conflituosa com a natureza. A artista cria ambientes imersivos que navegam pelas interconexões entre os sistemas da natureza, explorando conceitos de cura do mundo natural. Seu trabalho está presente em museus, universidades, empresas e coleções privadas e se estende desde práticas em museus a projetos arquitetônicos e paisagísticos.

    Agustín Rodríguez (Argentina)

    Coordenador do projeto Isla Invisible – Ferrowhite Museo Taller

    Agustín Rodríguez é docente e artista. Leciona na Escola Superior de Artes Aplicadas Lino Enea Spilimbergo, em Bahía Blanca, Argentina. Em 2016, recebeu o primeiro prêmio da Bienal Nacional do Museu de Arte Contemporânea de Bahía Blanca. Sua obra questiona o vínculo entre arte e comunidade. Agustín faz parte da equipe do Ferrowhite Museo Taller, um museu-oficina, onde coordena o projeto de residências Isla Invisible.

    Suélen Brito (Brasil)

    Coordenadora da Escola de Cinema Olhares da Maré – Redes da Maré

    Suélen Brito é arte-educadora, produtora cultural, formada em pintura pela UFRJ e pós-graduanda em Gestão Cultural pelo Senac. A maior parte do seu trabalho se desenvolve no Complexo de Favelas da Maré, onde nasceu e viveu boa parte de sua história. Atua na “Redes de Desenvolvimento da Maré” desde o início da instituição. Recentemente, atuou em ações culturais e educativas no Sesc Nova Iguaçu e em Realengo.

    Cecília Vicuña (Chile)

    Artista e fundadora da plataforma digital Oysi

    Poeta, artista, ativista e cineasta chilena. Fundou a Tribo Não no Chile, em 1967, e, em 1974, cofundou Artistas pela Democracia, em Londres. Dedica-se, entre outros projetos, ao oysi.org, plataforma digital para o encontro entre ciência, artes e pensamento indígena. Considerada pioneira da performance e da arte conceitual na América Latina, tem participado de inúmeras exposições internacionais. Em 2015, foi nomeada Messenger Lecturer pela Universidade Cornell. Teve obras destacadas na Documenta 14 de Kassel e Atenas.

    Yana Klichuk (Rússia)

    Gerente de Educação da Manifesta 12

    Yana Klichuk trabalha como gestora cultural e educadora. Atualmente está a cargo do Programa de Educação e Mediação da Bienal Manifesta. Seu trabalho, em conjunto com a curadoria e a comunidade local, busca moldar estratégias a fim de situar a bienal no contexto social da cidade anfitriã e, assim, engajar diversos públicos. Klichuk trabalhou nas edições da Manifesta que ocorreram em São Petersburgo (Rússia) e em Zurique (Suíça). Atualmente, está dirigindo os programas educativos da Manifesta 12, em Palermo (Itália), e da Manifesta 13, em Marselha (França).

    Edgard Gouveia Júnior (Brasil)

    Fundador do LiveLab e da Epic Journey

    Arquiteto e urbanista pós-graduado em Jogos Cooperativos, Edgard Gouveia Júnior não se cansa de colocar as pessoas para brincar. É cofundador do Instituto Elos, do Programa Guerreiros sem Armas e do Jogo Oasis. Professor de Jogos Cooperativos do International Youth Initiative Program, MSLS na Suécia, Knowmads na Holanda e da Formação Gaia Brasília e Paraná. Gouveia é palestrante TEDx, Ashoka Fellow e consultor internacional na Europa, América do Norte e Ásia. Também é idealizador do Play The Call, uma gincana mundial online.

    Yara Castanheira (Brasil)

    Gerente de Educação do Instituto Inhotim

    Mestre em Mídias, Comunicação e Estudos Culturais com ênfase em Educação pela Universidade de Kassel (Alemanha) e pelo Instituto de Educação da Universidade de Londres (Inglaterra), atualmente Yara é Gerente de Educação do Inhotim. Tem experiência em gestão de projetos educativos e culturais em instituições do Brasil e da Europa. Por meio de sua formação em Design Thinking e em Treinamento Intercultural, atua em facilitação e liderança de equipes. Seus interesses de pesquisa envolvem processos criativos e de aprendizagem.

    Lizandra Barbuto (Brasil)

    Treinadora Dragon Dreaming e cofundadora do Possibilities Institute

    Terapeuta ocupacional, especialista em Desenvolvimento Humano, Neurociência e Comportamento e em Sustentabilidade Integral, Liz Barbuto tem praticado movimento espontâneo há 15 anos. Treinada na Integrative Therapy School SAT, em Terapia Gestalt e em constelação familiar, trabalha em várias culturas pelo mundo. É cofundadora do Possibilities Institute junto com John Croft e apoia processos de desenvolvimento humano para potencializar a sabedoria coletiva, por meio do aprendizado conceitual, da natureza e de métodos participativos.

    John Croft (Austrália)

    Criador da metodologia Dragon Dreaming

    Treinador e consultor internacional nascido na Austrália, John Croft é cofundador da Fundação Gaia da Austrália Ocidental. Atua como palestrante universitário e consultor de governos na construção de comunidades, em desenvolvimento regional e em sustentabilidade ambiental. É o criador do Dragon Dreaming, metodologia que disseminou em mais de 8.500 projetos em 52 países ao longo dos últimos 20 anos. É também cofundador do Possibilities Institute.

    Thiago Berto (Brasil)

    Fundador da Escola Cidade AYNI

    Aos 30 anos, Thiago vendeu seus pertences e saiu pelo mundo. Com um ano de viagem, conheceu um projeto de educação infantil em Cusco, no Peru, e ali percebeu sua missão. Após oito meses no Peru como voluntário, seguiu viajando com o propósito de visitar projetos de educação alternativa e conheceu 40 projetos pelo

    continente americano. De volta ao Brasil, criou a Escola Cidade AYNI, resultado de horas de trabalho voluntário e de trocas com educadores de todas as partes do mundo.

    Vidhi Jain (Índia)

    Cofundadora do Instituto Shikshantar

    Vidhi é ativista pela aprendizagem do Instituto Shikshantar, em Udaipur, na Índia, atuante no processo-projeto “Udaipur como Cidade do Aprendizado”. Ela trabalha com o programa “Famílias Aprendendo Juntas” e iniciativas de desescolarização, bem como em diferentes mídias comunitárias e em ações dentro do mesmo projeto-processo. Vidhi se interessa pelo conhecimento tradicional e atualmente trabalha na Grandmother’s University (Universidade das Avós). Apaixonada pelo movimento slow food, apoia diversos festivais culinários locais. Vidhi e seu marido, Manish, estão desescolarizando sua filha Kandu.

    Guilherme Massara (Brasil)

    Psicanalista e professor do Departamento de Psicologia da UFMG

    Guilherme Massara é psicanalista e professor adjunto do Departamento de Psicologia da UFMG. Possui mestrado e doutorado em Filosofia pela USP. É membro do GT Psicanálise, Política e Cultura da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP), do Laboratório de Psicanálise e Psicopatologia da UFMG, da Sociedade Internacional de Filosofia e Psicanálise (ISSP) e da Federação Europeia de Psicanálise (FEDEPSY). Como pesquisador, suas principais áreas de investigação são clínica, estética e política.

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    14 de maio de 2018

    Redação Inhotim


    artebrumadinhocomunidadeeducação

    Leitura: 9 min

    Inhotim e Museu Muquifu se juntam para celebrar Semana Nacional dos Museus

    Inhotim e Museu Muquifu se juntam para celebrar Semana Nacional dos Museus

    O tema “Memória e Identidade” foi o escolhido para conduzir as atividades da Semana Nacional dos Museus, ação comandada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) que acontece entre os dias 14 e 20 de maio. O assunto será abordado por uma rede de instituições culturais do país inteiro, incentivando a conexão entre elas e fortalecendo assuntos importantes dentro do contexto educativo desses lugares. Pensando em formas de levar isso até nossos visitantes, a equipe educativa do Inhotim se uniu ao Museus dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu), localizado na Zona Sul de Belo Horizonte, para pensar em atividades que incentivassem a troca de saberes entre eles.

    “Quando recebemos o tema, decidimos entrar em contato com o Muquifu pra fazer uma conexão que vai além da tecnologia, que fosse uma troca de conhecimento e de pessoas presentes. O Muquifu conta histórias dos quilombos e das favelas de Belo Horizonte, e isso converge com o Inhotim, que também tem uma troca intensa com a comunidade ao redor, com os quilombos e com Brumadinho. Entender como essas relações podem ser fortalecidas é essencial”, explica Lidiane Arantes, supervisora de educação do Inhotim.

    As atividades no Inhotim foram organizadas pela equipe do Educativo, que convida os visitantes a resgatarem as suas recordações a partir de experiências com os acervos artístico, botânico e histórico-cultural do Inhotim e por meio de objetos, textos e outras ferramentas educativas. Dentro da programação estão as ativações da Biblioteca Inhotim e das obras Abre a Porta (2006) e Rodoviária de Brumadinho (2005), além de visitas temáticas nas quais serão abordados os temas memória e identidade. No Muquifu, localizado Belo Horizonte, também será realizada uma oficina para produção de máscaras – um elemento presente em diversas manifestações culturais brasileiras –, técnicas de confecção, modelagem e pintura. A atividade pretende estimular a reflexão do participante sobre identidade, memória e histórias compartilhadas.

    Confira a programação para a Semana de Museus no Inhotim e no Muquifu:

    – Roda de Conversa: Chás Quilombolas – Uso e suas Tradições
    O Educativo Inhotim e o Muquifu propõem uma ação de conectividade entre quilombos rurais e urbanos. Práticas e usos de plantas medicinais nos processos de cura e tratamento de enfermidades que são transmitidos de geração em geração, por meio da tradição oral, serão compartilhados em uma roda de conversa com representantes detentores dos saberes tradicionais das comunidades de Marinhos e do Muquifu. A roda de conversa será regada a chá quilombolas e contará com a participação do curador do Muquifu, Padre Mauro Silva, e mediação dos educadores do Inhotim.

    Quando: 16 de maio (quarta-feira)
    Publico: livre
    Horário: 14h às 16h
    Local: Espaço Igrejinha

    – Ativação dos Painéis da Galeria Praça: Tradições Culturais e Narrativas de Identidade em Diálogo
    O Inhotim agrega experiências às importantes tradições culturais da região que o cerca. Foi assim quando os painéis da Galeria Praça, dos artistas John Ahearn e Rigoberto Torres, foram elaborados e instalados a partir da imersão deles em Brumadinho e do envolvimento das pessoas da comunidade na construção e representação escultórica de narrativas da história local. Nesse processo, a identidade de cada um dosparticipantes se fez matéria da arte e passou a compor a história do próprio Instituto. A ativação das obras Abre a Porta (2006) e Rodoviária de Brumadinho (2005) propõe um diálogo que aproxima o passado do presente através da rememoração das histórias guardadas nesses trabalhos e do colecionamento de novas histórias. O convite é que os visitantes compartilhem parte de suas identidades, fazendo delas história do Inhotim também! A oralidade será a ferramenta fundamental dessa partilha e a experimentação das plataformas de vídeo e fotografia irão conectar os participantes.

    Quando: Terça e quinta
    Público: livre
    Horário: 14h às 16h
    Local: Galeria Praça – G3 no mapa

    – Ativação da Biblioteca Inhotim: Oficina de Representação Identitária em Máscaras
    A Biblioteca Inhotim oferece ao público a possibilidade de uma experiência similar à que os artistas John Ahearn e Rigoberto Torres proporcionaram às pessoas que estão representadas nos painéis da Galeria Praça. A partir de ataduras de gesso, ocorrerá uma oficina de construção e representação identitária que terá como resultado a feitura de uma máscara de cada um dos participantes. Todos os visitantes de Inhotim são convidados a participar e levar para casa uma representação de si mesmo. Durante o processo, conversaremos sobre temas como tradições culturais, patrimônios material e imaterial, identidade e memória. Você já pensou sobre como as culturas se formam e se transformam? Participe!

    Quando: 12 de maio (sábado)
    Publico: livre
    Horário: 14h às 16h
    Local: Biblioteca Inhotim (Centro de Educação e Cultura Burle Marx)

    – Documentário Hiperconexão – Inhotim e Muquifu
    O Educativo Inhotim, em parceria com o Muquifu, apresenta um documentário no qual os visitantes do Inhotim poderão acessar os acervos, histórias e memórias do Muquifu. Com intuito de aproximar as instituições museológicas, comunidades do entorno e visitantes o documentário será exibido na Estação Educativa a fim de promover conexões de saberes para além dos aparatos tecnológicos.

    Quando: 15 a 19 de maio (de terça a sábado)
    Horário: 10h às 16h (de terça à sexta-feira) e 10h às 17h (no sábado)
    Onde: Estação Educativa para Visitantes (Centro de Educação e Cultura Burle Marx)

    – Oficina Moldando Memórias
    A atividade será realizada no Muquifu, onde o público será convidado a produzir máscaras, um elemento presente em diversas manifestações culturais brasileiras. A oficina estimula a reflexão sobre a identidade única de cada participante, suas memórias e histórias compartilhadas. Além de despertar a imaginação e colocá-la em prática, os participantes aprenderão técnicas de confecção, modelagem e pintura.

    Quando: 18 de maio (sexta-feira)
    Horário: 14h às 16h30
    Público: livre
    Local: Muquifu – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos. Rua Santo Antônio do Monte, 708,
    Estrela, Belo Horizonte

    – Visita Temática – Memória e Identidade
    A Visita Temática “Memória e Identidade”, em conexão com a 16ª Semana dos Museus cujo tema é “Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”, propõe aos visitantes um resgate de recordações adormecidas que poderão ser ativadas a partir de experiências com os acervos artístico, botânico e histórico-cultural do Inhotim e através de objetos, textos e outras ferramentas educativas. A visita convida os participantes a compartilharem suas lembranças e a descobrirem curiosidades sobre a memória do Inhotim.

    Quando: Quarta, sábado e domingo
    Horário: 10h30
    Duração: 90min
    Local: saída da Recepção
    Público: livre
    Observação: 25 vagas, inscrição no local a partir das 10h

    Compre seu ingresso online e evite filas! 

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    28 de fevereiro de 2018

    Redação Inhotim


    artecomunidadeeducaçãoinhotim

    Leitura: 5 min

    Em março, uma entrada vale por duas no Inhotim

    Em março, uma entrada vale por duas no Inhotim

    Quer trazer aquela pessoa querida para visitar ou revisitar o Inhotim com você? De 1º de março a 1º de abril, uma entrada valerá por duas por aqui. Aproveite a oportunidade para planejar uma viagem com as suas melhores companhias. O Inhotim segue funcionando de terça a sexta das 9h30 às 16h30 e nos finais de semana e feriados de 9h30 às 17h30.

    A inteira custa R$ 44 e quem for fazer a compra online deverá incluir no carrinho de compras apenas metade dos ingressos que iria comprar a princípio. Na bilheteria do Inhotim, ao apresentar o voucher da compra de 1 ingresso, você receberá duas entradas válidas para o dia. Confira a programação do mês de março para se programar. Informamos que a entrada na quarta-feira continua sendo gratuita.

    Febre amarela
    Observando a recorrência de febre amarela em Minas Gerais, está sendo solicitado ao visitante que apresente o comprovante de vacina contra a doença. Só terão acesso às dependências do Instituto aqueles que comprovarem que foram vacinados há, no mínimo, 10 dias. Caso você tenha certeza de que já se vacinou, mas tenha esquecido o cartão, poderá entrar após a assinatura de um termo de responsabilidade garantindo que já se imunizou.

    Como chegar
    O Inhotim está localizado em Brumadinho (MG), a cerca de 60 km de Belo Horizonte. Para calcular a melhor rota para a sua viagem, é só clicar aqui. Se você estiver em Belo Horizonte, o tempo médio de viagem até o Inhotim de carro é 1h30 e o estacionamento no Parque é gratuito. Agora, se você chegou de avião, pode alugar um carro ou pegar um táxi. Calcule 2h do Aeroporto de Confins até o Parque ou 1h30 partindo do Aeroporto da Pampulha. Outra boa notícia é que o Inhotim possui serviço gratuito de guarda-volumes para bolsas e malas.

    Você também pode ir de ônibus ou transfer para o Inhotim. A empresa Saritur tem uma linha que sai da Rodoviária de Belo Horizonte, localizada no centro da cidade, de terça-feira a domingo. Para conhecer os horários e valores do ônibus clique aqui. E a Belvitur, agência oficial de turismo e eventos do Inhotim, oferece transfer saindo de Belo Horizonte, da região da Savassi. Garanta seu transporte aqui.

    Onde ficar
    Pronto, agora que você já sabe como chegar, precisa decidir se ficará hospedado em Brumadinho ou em Belo Horizonte. O Inhotim possui uma área de visitação de 140 hectares, o que significa que não dá pra conhecer todo o Parque em apenas um dia. Claro que se você estiver em Belo Horizonte e tiver um dia livre, irá aproveitar a visita. Mas para você que está planejando uma viagem que tem o Inhotim como destino principal, o ideal é separar três dias para visitação. Assim, dá para caminhar, refletir e curtir a natureza sem pressa. Para conhecer as opções de hospedagens clique aqui.

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    05 de dezembro de 2017

    Redação Inhotim


    botânicabrumadinhocomunidadeeducaçãoinhotimmeio ambiente

    Leitura: 7 min

    Inhotim na vanguarda da conservação ambiental

    Inhotim na vanguarda da conservação ambiental

    Representantes da sociedade civil, setor público, academia e instituições globais se reuniram no Instituto Inhotim entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro para debater os desafios da preservação ambiental. O Seminário Internacional Mudança Climática e Biodiversidade: Ideias e Atitudes que Fazem Diferença apresentou ao público ações inspiradoras que contribuem para o desenvolvimento sustentável. Foi o primeiro evento internacional sobre o tema realizado pela Instituição.

    Um dos palestrantes do seminário, o diretor do Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, abordou as ações ambientais do Instituto e conclamou o público a refletir sobre a mudança global do clima e agir localmente. Durante sua fala, Lucas pontuou as principais funções do Inhotim enquanto Jardim Botânico, um lugar que é centro de concentração e disseminação do conhecimento. “Temos uma importância fundamental no cuidado com a biodiversidade e com os recursos naturais, além da reestruturação e reorganização do espaço de forma sustentável. Esse tipo de encontro é uma oportunidade de discutir sobre temas da mais alta relevância e convidar as pessoas para uma atitude individual, coletiva ou institucional para conservar a biodiversidade, disse.

    Botânico consultor do Kew Garden e Eden Project, o britânico Sir Ghillean Prance mostrou a importância das grandes coleções de plantas dos jardins botânicos para auxiliar e promover ações que combatam a mudança climática.“É responsabilidade dos jardins botânicos trabalharem esse tema, senão, não haverá plantas para o futuro”, advertiu Prance, chamando atenção para a combinação entre arte e natureza no Instituto. “O Inhotim é incrível e estou muito feliz por estar aqui, conhecendo este lugar! É interessante como vocês articulam Jardim Botânico e o acervo artístico, conseguindo transmitir uma mensagem de conservação do meio ambiente. Manter um jardim bonito como esse é fruto de um esforço muito grande dos trabalhadores”.

    Moderando o painel “Interface entre ciência, tecnologia e tomada de decisão pública e privada para o combate à mudança climática”, o assessor sênior do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Haroldo Machado Filho, também participou do evento. O especialista explicou que as transformações do clima estão diretamente associadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Colocar a questão da mudança do clima mais próxima do cidadão comum e dos impactos no processo de desenvolvimento, em relação à mudança do clima, biodiversidade, edução pobreza, saúde, educação, é garantir que os 17 ODS, que são integrados e indivisíveis, sejam implementados”, afirmou.

    Já Adriano Oliveira, diretor do Departamento de Monitoramento, Apoio e Fomento de Ações em Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, observou que é importante tomar inciativas como o seminário para compartilhar o que está sendo feito pelas diversas instituições. Segundo ele, o ministério tem o desafio de recuperar 12 milhões de hectares por meio de reflorestamento e restauração de vegetação nativa.“O Inhotim é um grande exemplo para as políticas públicas e ações similares que têm que ser realizadas pelo Brasil”, disse Oliveira. 

    O diretor destacou o projeto do Inhotim financiado pelo Fundo Clima, que prevê a criação de uma área protótipo para sequestro de carbono em terrenos degradados pela mineração a partir de plantas nativas: “Temos que tomar iniciativas, a exemplo deste seminário, como uma forma de divulgar projetos”. O Fundoclima é um projeto de extrema importância para o Ministério. Como tem centralidade na recuperação de área degradada por meio de reflorestamento, torna-se um exemplo importante de como o Brasil pode agir, diante dos compromissos assinados no acordo de Paris, por meio da Contribuição Nacionalmente Determinada (CND)”, acrescentou Oliveira.

    O seminário também recebeu a presença da diretora executiva da Forest Stewardship Council (FSC), que falou sobre os problemas e soluções palpáveis para se conseguir combater o uso ilegal das madeiras nas florestas brasileiras. “O selo FSC garante que todo o processo de produção foi feito pensando em preservar a vida das florestas. O cidadão comum pode contribuir adquirindo produtos certificados, investindo na certificações de suas operações, promovendo a certificação FSC e divulgando seu conceito”

    Os três dias de seminário foram proporcionaram momentos de troca de conhecimento, expandindo as possibilidades e alternativas para novas ideias de conservação. Desde sua abertura ao público, em 2006, o Inhotim tem contribuído para a conservação da biodiversidade, sendo reconhecida em 2010 como Jardim Botânico, tornando-se um agente de sensibilização e educação sobre as temáticas de mudança climática, sustentabilidade, proteção e conservação da flora e fauna locais. O Instituto possui, ainda, cerca de 4.500 espécies botânicas e uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN), com 249 hectares.

    Por meio de suas práticas de combate à mudança do clima, o Inhotim está em consonância com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Os trabalhos ambientais e de pesquisa desenvolvidos no Instituto são frutos de parcerias com instituições de renome internacional, incluindo o PNUD.

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    03 de outubro de 2017

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    artebrumadinhocomunidade

    Leitura: 4 min

    Um festival no campo

    Um festival no campo

    Muitos não sabem, mas existe em Brumadinho um assentamento de reforma agrária que é referência para outros da região. O Assentamento Pastorinhas, onde vivem e trabalham 20 famílias, além de fornecer alimentos de qualidade para escolas e outras instituições da região, tem sido um importante colaborador de algumas ações de educação do Inhotim. Por diversas vezes suas lideranças participaram de palestras e conversas sobre agricultura familiar, agroecologia e alimentação promovidas pelo Inhotim, além de nos receberem em visitas por lá.

    Em 2017, entretanto, essa relação ganhou novos contornos. Pela primeira vez, jovens assentadas fazem parte das turmas dos projetos Laboratório Inhotim e Jovens Agentes Ambientais. A presença delas intensificou e deu forma a um desejo antigo: levar o Festival de Rua que realizamos anualmente desde 2014 para o campo e construí-lo com e para uma comunidade específica.

    A história de luta do lugar e de seus moradores, bem como sua expertise e carinho com a terra, inspirou o desenvolvimento de ambos os projetos ao longo do ano. No Laboratório, investigamos a baixa tecnologia como estratégia para a solução de problemas. Pelo caminho, nos deparamos com a medicina natural alternativa e experimentamos chás e xaropes feitos com ervas medicinais para a cura dos males do corpo e da alma. Com os Jovens Agentes Ambientais, conhecemos a dimensão do impacto causado no planeta pelo consumo e descarte indiscriminado de bens, elaboramos e divulgamos uma campanha pela diminuição do uso de plástico e compreendemos a complexidade da situação fundiária do país.

    Como resultado dessas trajetórias nasceu o Festival Terrará, cujo nome brinca com a palavra terra transformando-a em verbo conjugado no futuro. O evento acontecerá na área comum do assentamento, um espaço que abriga uma capela ecumênica e um pequeno galpão aberto a toda a comunidade. Na programação, uma mistura de propostas vindas dos nossos jovens e dos agricultores assentados. O plantio de ervas medicinais, por exemplo, nasceu como um desejo dos moradores e se transformou em uma oficina durante a qual o visitante poderá aprender sobre o tema com meninos e meninas de 13 a 15 anos que, por meses, se dedicaram a pesquisas, testes e experimentações para realizá-la.

    Dessa forma, as ações de educação do Inhotim reafirmam sua vocação para criar interseções e leituras transversais entre arte, meio ambiente e o território local. Agradecemos ao Assentamento Pastorinhas pela parceria e inspiração e convidamos a todos para participar do Festival Terrará.

    Confira a programação completa e participe!

    Programação gratuita
    . Trilha ecológica
    . Oficina de plantio de ervas medicinais
    . Oficina de produtos naturais
    . Queima de cerâmica
    . Feira de orgânicos

    Palco aberto
    . 15h30 Show com Sanráh

    O Assentamento Pastorinhas está localizado entre os distritos de Monte Cristo e Tejuco, Brumadinho – MG.

    Transporte
    Ônibus gratuito com saída da rodoviária de Brumadinho às 9:30h, sujeito à lotação. Retorno às 17h.

    Informações: (31) 3571–9741

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