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  • 30 de maio de 2017

    Redação Inhotim


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    Leitura: 5 min

    Inhotim é espaço de pesquisa e debate para Jovens Agentes Ambientais

    Inhotim é espaço de pesquisa e debate para Jovens Agentes Ambientais

    “O que mais me encanta aqui é a diversidade. Durante nossos encontros, sempre percebo o quanto é importante sermos 25 jovens com tantas diferenças, desde a forma como fomos criados até o lugar onde moramos e a orientação sexual. Isso faz com que nossos debates sejam completos, faz com que a gente construa uma consciência que passa por realidades diversas.”

    Quando questionada sobre o que mais gosta nos encontros dos Jovens Agentes Ambientais (JAA), Kelen logo responde: as diferenças. Integrante do projeto desde o começo do ano, a estudante de 15 anos já participou de um grupo de coral e da Escola de Cordas do Instituto. Assim que foi avisada na escola sobre as inscrições para o JAA, se inscreveu sem pensar duas vezes. “Aqui é minha segunda casa”, conta.
    20170517_JAA_ William Gomes-1011

    O programa, que conta atualmente com o patrocínio da IBM e da Aliança Energia, é desenvolvido pelo Instituto Inhotim desde 2008 e tem como objetivo a formação de jovens matriculados na rede pública de ensino do município de Brumadinho para a inclusão socioambiental. Durante todo o ano, são pensadas atividades que estimulam discussões sobre sustentabilidade, consumo consciente e qualidade de vida na contemporaneidade, e que despertam um olhar crítico para a busca de mobilização social em prol do meio ambiente. As temáticas são sempre abordadas de forma a serem aplicadas na própria comunidade onde os integrantes moram.

    A cada ano, 25 jovens entre 14 e 17 anos são selecionados para compor a turma e receber uma formação intensiva na área de meio ambiente e responsabilidade social. O processo de seleção não é pautado por análise de desempenho escolar ou conhecimento prévio. Durante as dinâmicas de seleção, busca-se identificar jovens que demonstrem sua inquietude diante dos desafios contemporâneos como questões de gênero e sexualidade, representatividade política no Brasil e democracia, ou sobre o papel do jovem na sociedade. Os encontros entre jovens e educadores acontecem duas vezes por semana durante todo o ano letivo, nas dependências do Instituto Inhotim.

    Ana Clara Silva tem 16 anos e foi uma das selecionadas para compor o grupo deste ano. Para ela, a chance de entender os ciclos do ambiente é o que mais a instigou a participar do projeto. “Uma relação ambiental difere muito do que as pessoas pensam que é óbvio. Por exemplo, uma pessoa tem a noção que o meio ambiente é só a floresta. Mas o lugar em que você vive já é um ambiente, o seu ciclo, o que você faz, é o seu ambiente. Aqui aprendemos isso e aprendemos as formas de melhorar esses lugares”, explica. 20170517_JAA_ William Gomes-1017

    Através de discussões temáticas, pesquisas no Jardim Botânico Inhotim e ações de diagnóstico e intervenção realizadas em diferentes comunidades, o programa desperta o envolvimento e desenvolve as habilidades necessárias para que esses jovens trabalhem individual e coletivamente, tendo o Inhotim como ponto de partida para pesquisas, reflexões e experimentações. A metodologia do programa se baseia, ainda, na relação com o município de Brumadinho, principal espaço de atuação e objeto de investigação no contexto do projeto.

    Neste ano, é a vez dos 25 jovens mergulharem em temas como agricultura familiar, alimentação e consumo consciente. No final do ano, é a vez de mostrarem os resultados dos dias de pesquisa, debate e imersão durante o Festival de Rua que realizam junto aos jovens do Laboratório Inhotim. Desta vez, realizado em uma comunidade rural de Brumadinho.

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    11 de abril de 2017

    Redação Inhotim


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    Leitura: 5 min

    9 dicas para aproveitar os feriados de abril no Inhotim

    9 dicas para aproveitar os feriados de abril no Inhotim

    Este mês tem várias oportunidades de curtir o Inhotim por mais tempo. Abril tem vários feriadões, um convite irresistível para visitar o Instituto e aproveitar a programação que preparamos para você. Durante toda a Semana Santa (14,15 e 16/4), feriado de Tiradentes (21/22 e 23/4) e Dia do Trabalhador (29 e 30/4 e 1º/5), o Inhotim estará aberto das 9h30 às 17h30. Preparamos uma lista com algumas dicas que vão te ajudar a planejar e aproveitar sua viagem:

    1- Compre seu ingresso online. Essa é uma boa forma de não perder tempo na fila. Se você for visitar o Inhotim por mais de um dia, vale a pena dar uma olhada nas opções de passaporte, com preços promocionais.

    2- Escolha o melhor transporte. O acesso ao Inhotim pode ser feito de carro ou de van e ônibus para quem está em Belo Horizonte. As vans saem do Hotel Holiday Inn (R. Professor Moraes 600, Bairro Funcionários), em todos os dias do feriado, com saída às 8h15 e retorno às 17h30. O valor da van é de R$ 60, incluindo ida e volta. Já os ônibus partem da rodoviária de Belo Horizonte (Praça Rio Branco, 100, Centro – plataforma F2), com saída também às 8h15. O preço é de R$ 33,05 a ida e R$ 32,50 a volta.

    3- Use roupas e calçados confortáveis. São 140 hectares de visitação para serem explorados, 23 galerias e 7 jardins temáticos. Não se esqueça também do protetor solar e da garrafinha de água para se hidratar sempre.

    4- Conheça nossas visitas gratuitas. O Inhotim oferece, durante todos os feriados do ano, dois passeios mediados que são uma chance de conhecer melhor os acervos botânico e artístico do Instituto. A Visita Temática acontece às 10h30, tendo neste mês o tema “Água, mas para qual gênero?”, que relaciona o acesso à água e as questões de gênero com a natureza e as obras de arte do Inhotim. Já a Visita Panorâmica sai em dois momentos, às 11h e às 14h, dando ao visitante uma visão geral do Parque.

    5- Vá à Estação Educativa para Visitantes. Localizada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, na rota rosa do mapa, o local é um ponto de encontro entre visitantes e educadores, onde você pode pedir auxílio para montar o seu roteiro e ainda se informar sobre a programação do Instituto.

    6- Confira a programação mensal. No site do Inhotim, você pode conferir, de acordo com o dia da sua visita, se quer participar de alguma atividade.

    7- Experimente jantar no Restaurante Tamboril. Nos dias 14, 15, 21 e 22 de abril, o espaço será especialmente aberto no turno da noite para oferecer o delicioso jantar da Chef Daílde. As reservas podem ser feitas pelo telefone (31) 3571-9796.

    8- Garanta suas lembrancinhas. Os acervos do Inhotim inspiram as coleções da nossa loja, que tem produtos desenvolvidos para crianças e adultos. Tudo para que você possa levar pra casa o gostinho do Inhotim e instigar os seus amigos a vivenciarem a visita ao Parque.

    9- Capriche nas fotos. O Inhotim é um lugar inspirador e os bons momentos merecem ser registrados. Compartilhe essas memórias com a gente usando #SintaInhotim. Aliás, já segue o nosso Instagram?

    Boa visita!

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    07 de dezembro de 2016

    Redação Inhotim


    artebotânicabrumadinhoeducaçãomúsica

    Leitura: 4 min

    Orquestra apresenta “Os Jardins de Inhotim”

    Orquestra apresenta “Os Jardins de Inhotim”

    A Orquestra Jovem Inhotim, composta por alunos da Escola de Cordas, fará dois concertos especiais esta semana. No dia 8 de dezembro, os jovens se apresentam no Memorial Minas Vale, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, às 19h. Já no dia 10, a apresentação será no Teatro Burle Marx, no Inhotim, às 15h. Nestes dias, a Orquestra Jovem Inhotim tocará para o público a música “Os Jardins de Inhotim”, obra orquestral mais recente do compositor Jônatas Reis, que será estreada sob a regência do maestro César Timóteo.

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    “Os Jardins de Inhotim” é uma homenagem aos jardins do Parque e foi inspirada na beleza, imagens e sensações que eles evocam. A obra foi escrita na forma de uma Suíte com cinco movimentos:

    O movimento inicial, “As Palmeiras”, tem um clima festivo e alegre, como se as palmeiras enfileiradas dessem as boas-vindas aos visitantes.

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    O segundo movimento, “A Vista do Lago”, num movimento calmo repleto de belas melodias, traduz a tranquilidade e serenidade que a vista do lago proporciona.

    O terceiro movimento, “O Jardim Desértico”, utiliza melodias exóticas que remetem às distantes e desérticas paisagens orientais.

    No quarto movimento, “O Largo das Orquídeas”, toda a beleza e singeleza que as flores inspiram são retratadas por um movimento carregado de lirismo e poesia.

    O movimento final, “A Árvore Tamboril”, é uma homenagem à emblemática árvore cuja copa frondosa inspirou um movimento com ritmos vigorosos e excitantes, culminando num clima majestoso, quando as melodias nos trazem à lembrança a música do interior brasileiro de onde a árvore é originária.

    Com foco no desenvolvimento humano, a Escola de Cordas integra o Programa Inhotim Musical desde 2012. O projeto, que tem como missão promover o desenvolvimento sociocultural de seus participantes e contribuir para a consolidação do potencial artístico da região, tem o patrocínio exclusivo da Vale e propicia o aprendizado de instrumentos de cordas (violino, viola de arco, violoncelo e contrabaixo acústico) para 90 crianças e jovens moradores de Brumadinho e Mário Campos. Os alunos se encontram três vezes por semana no Educativo do Inhotim para ensaios e aulas de teoria e prática musical.

    Confira as informações sobre os concertos e participe.
    Data: Quinta-feira, 08/12
    Local: Auditório do Memorial Vale, Praça da Liberdade – Belo Horizonte
    Horário: 19h
    Entrada gratuita. Sujeita à lotação.

    Data: 10/12
    Local: Teatro Burle Marx – Inhotim
    Horário: 15h
    Entrada gratuita para os visitantes do Parque.

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    24 de maio de 2016

    Jéssica Cruz

    Mediadora de projeto


    brumadinhocomunidadeinhotimprogramação cultural

    Leitura: 5 min

    O efeito da dança em outros corpos

    O efeito da dança em outros corpos

    Uma das mágicas que fazem do mundo um lugar interessante é aquela que o “efeito bocejo” produz. Uma pessoa espreme os olhos, contrai as costas, abre os braços, a boca, vocaliza algo. Outro observa e sem perceber está bocejando também. Esse contágio se apresenta em diversas formas, e numa das minhas últimas experiências consegui identificá-la na dança. Observar o corpo do outro dançar traz para o nosso corpo uma espécie de resposta/vontade de movimentá-lo, de usá-lo como suporte para outra função que não seja cotidiana, mas sim expressiva.

    No dia 4 de maio, os jovens do Laboratório Inhotim sabiam que veriam um espetáculo de dança. Eles chegaram ao Instituto em Março deste ano e, desde então, estão sendo provocados a testar e questionar antigas certezas. Dentre essas provocações, eles já vêm fazendo algumas experimentações corporais propostas pelos educadores, na tentativa de se livrarem do bichinho da estranheza. Caminharam pelos jardins e galerias de formas improváveis. O que eu posso ver agora que caminho de lado? De costas? O que as pessoas vão pensar ao me ver agindo desse modo inesperado? Tirar o corpo do lugar comum foi o primeiro passo para uma série de descobertas.

    No espetáculo “Passagem”, do Grupo de Dança Primeiro Ato, os estímulos encontraram terreno fértil na cabeça e nos corpos dos meninos e meninas. Os movimentos de passagem e desvio dos bailarinos, representando os modos de circulação pelas ruas das grandes cidades, aos poucos deram lugar a olhares sensíveis, movimentos mais orgânicos e encontros. Ao final, a caminhada dos jovens para o Centro Educativo Burle Marx foi tudo, menos convencional. Contagiados, eles aguardavam ansiosos o momento em que iam se encontrar com os bailarinos para uma oficina, dias depois.

    Na oficina, dividida em um módulo teórico e o outro prático, os jovens puderam entrar em contato com a concepção de um espetáculo de dança contemporânea. Nesse primeiro momento, Suely Machado e Alex Dias falaram de forma muito generosa e acessível sobre suas formações, trajetos e os diversos espetáculos que já criaram com o grupo. Alguns dos jovens que já estão a mais tempo no projeto, pesquisando sobre o universo da dança e da performance, se sentiram muito à vontade em conversar sobre suas percepções, além de fazerem perguntas sobre as referências conceituais de cada espetáculo e sobre como se dá a colaboração com outros artistas.

    Após apresentação, integrantes do Grupo 1º Ato deram uma oficina para os jovens do Laboratório Inhotim. Foto: William Gomes.

    Após apresentação, integrantes do Grupo Primeiro Ato deram uma oficina para os jovens do Laboratório Inhotim. Foto: William Gomes.

    Em campo, a antiga Estação Ferroviária de Brumadinho e hoje Arquivo Público, se tornou palco para a criação de várias pequenas improvisações. Não por acaso, saímos do Instituto para ocupar esse espaço da cidade, que é sempre entendida como importante objeto de estudo e retorno para o projeto. Lá eles foram incentivados a se dividir em equipes e, ao som de uma música, pôr a prova movimentos, alturas, velocidades, ritmos e comandos.

    A experiência com o grupo foi de fato transformadora e tem contribuído muito para o diálogo e amadurecimento dos jovens em suas próprias proposições. A reflexão também parece se deixar reger pelo “efeito bocejo”.

    Depois de uma troca de experiência com os jovens do Laboratório Inhotim, Suely Machado, fundadora do Grupo 1º Ato, e o coreógrafo Alex Dias fizeram um exercício de reflexão com o grupo. Foto: William Gomes.

    Depois de uma troca de experiência com os jovens do Laboratório Inhotim, Suely Machado, fundadora do Grupo Primeiro Ato, e o coreógrafo Alex Dias fizeram um exercício de reflexão com o grupo. Foto: William Gomes.

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    15 de abril de 2016

    Redação Inhotim


    artebrumadinhocomunidadeeducaçãomeio ambiente

    Leitura: 6 min

    Um passeio pelo passado do Inhotim

    Um passeio pelo passado do Inhotim

    A rota amarela é a mais antiga do mapa do Inhotim, onde funcionava a sede da fazenda que deu origem ao Parque. Atualmente, o espaço onde era a antiga fazenda foi adaptado e hoje é usado para realização de eventos, com salas e escritórios. Ao redor, a árvore Tamboril – um dos 30 destaques botânicos do Instituto – se confunde com a história do próprio Inhotim. Acredita-se que o exemplar tenha sido plantado entre as décadas de 1930 e 1940, quando a região ainda era uma vila, representando assim um dos mais antigos do acervo. Caminhar pela rota amarela é uma chance de ter contato com o passado do Instituto.

    Preparamos uma lista de curiosidades que podem servir de inspiração para o seu próprio roteiro e para que você conheça um pouco melhor o Inhotim e toda sua trajetória.

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    1 – Rivane Neuenschwander – A casa branca que abriga a obra “Continente/Nuvem” é a mais antiga construção da fazenda, com cerca de 140 anos de existência. O lugar se tornou ainda mais especial por ter sido, durante um bom tempo, usado como espaço principal do Educativo do Inhotim. Lá, os encontros semanais aconteciam com os grupos de jovens integrantes do projeto. A obra da artista mineira é um exercício poético de ver desenhos nas nuvens, olhando para o teto da casa. A dica é visitar o espaço de manhã e depois voltar no fim da tarde para admirar as diferentes formas que aparecem em sintonia com o vento. Do lado de dentro, não deixe de reparar nas janelas emoldurando o bonito jardim plantado fora da galeria.

    2 – Galeria Mata – Foi a primeira construída no Inhotim. O espaço já abrigou várias exposições temporárias que deixaram marcas no espaço. A obra “Viewing Machine”, de Olafur Eliasson, e “Palindromo Incesto“, trabalho de Tunga que foi um dos primeiros a integrar a coleção do Instituto, “Seção Diagonal”, de Marcius Galan, e “Falha”, de Renata Lucas, já ficaram neste pavilhão. Atualmente, a galeria abriga a exposição temporária “Por aqui tudo é novo”, que coloca em evidência produções de artistas mais jovens da Coleção Inhotim, como Pablo Accineli, Erika Verzutti e Sara Ramo, ao mesmo tempo que reapresenta trabalhos como a instalação “Método para Arranque e Deslocamento“, de José Damasceno, anteriormente exposta na mesma galeria, em 2007.

    Vale a pena chegar perto e observar os detalhes das esculturas de John Ahearn e Rigoberto Torres, inspiradas em pessoas reais. Foto: William Gomes.

    Vale a pena chegar perto e observar os detalhes das esculturas de John Ahearn e Rigoberto Torres, inspiradas em pessoas reais. Foto: William Gomes.

    3- Abre a porta e Rodoviária de Brumadinho – Os artistas Rigoberto Torres e John Ahearn passaram cerca de três anos em residência no Inhotim, época em que desenvolveram uma série de trabalhos na comunidade de Brumadinho. As obras em exposição são painéis que conectam o Instituto ao contexto em que ele está inserido. Em “Abre a porta”, uma tradicional celebração é retratada: a procissão dos grupos locais de Congada e do Moçambique. O outro painel surgiu após a experiência dos artistas instalarem na rodoviária da cidade um ateliê como forma de entender e absorver a dinâmica do local. Com o tempo, perceberam que se tratava de um centro de convivência onde até mesmo apresentações de dança aconteciam. Após inspirarem-se em pessoas reais para elaborar as esculturas, surgiu a obra “Rodoviária de Brumadinho”. Todas as esculturas foram inspiradas em pessoas reais.

    Quer saber quais outras obras e destaques botânicos te esperam na rota amarela? Baixe o mapa e visite o Parque sem pressa!

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