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  • 25 de fevereiro de 2014

    Redação Inhotim


    artebotânicaeducaçãohistóriaprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    De onde vem o Carnaval?

    De onde vem o Carnaval?

    Nem todo mundo sabe, mas o Carnaval é muito mais antigo que os trios de Dodô e Osmar em Salvador, na Bahia. Essa festa popular tem suas origens em celebrações como a Saturnália, quando Roma Antiga parava para festejar o deus Saturno. Segundo a mitologia, foi ele quem ensinou a prática da agricultura aos homens e, nesses dias de festa em que aconteciam em dezembro, os amigos se presenteavam com flores e alimentos típicos da estação.

    Pegando carona nessa história, quem visitar o Inhotim durante o Carnaval será presenteado com sementes de palmeira licuri (Syagrus) e butiá (Butia) como forma de agradecer à natureza e ao público por fazerem do parque um lugar tão único e transformador. Essas espécies não foram escolhidas por acaso. Além de marcarem presença nos jardins do Inhotim, elas estão retratadas em diversas obras do artista Luiz Zerbini, expostas na mostra amor lugar comum, instalada na galeria Praça desde outubro de 2013.

    Pintura e jardim: detalhe da obra "Lago Quadrado" (2010), de Luiz Zerbini, e a mesma planta no acervo botânico do parque.

    Pintura e jardim: detalhe da obra “Lago Quadrado” (2010), de Luiz Zerbini, e a mesma planta no acervo botânico do parque. Fotos: Rossana Magri

    Em referência à obra Olê ô picolê (2007), de Marepe (leia sobre o artista aqui), exposta na galeria Lago, os educadores farão intervenções junto aos carrinhos de picolé que circularão pelo parque. Os visitantes irão receber recortes de textos sobre o artista ou escritos por ele, num convite para conhecer seu trabalho.

    Já os foliões-mirins poderão confeccionar máscaras de carnaval com materiais que seriam descartados. As ações acontecem pelo parque, de sábado (1/3) a terça-feira (4/3), de 10h às 12h e de 14h às 16h. Para saber mais clique aqui.

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    03 de fevereiro de 2014

    Redação Inhotim


    artebotânicatamboril

    Leitura: 4 min

    Natureza que renasce

    Natureza que renasce

    Resíduo florestal. É esse nome requintado que ironicamente define a matéria-prima predileta do designer Hugo França. Desde o final da década de 1980, ele transforma madeira descartada pela movelaria tradicional ou condenada naturalmente em bancos, cadeiras, mesas, aparadores, prateleiras e adornos, batizados de esculturas mobiliárias. Das mais de 1.000 já produzidas até hoje, 98 estão no Inhotim, detentor da maior coleção de trabalhos do designer.

    É impossível caminhar pelo parque e não notar essas incríveis estruturas de apelo sustentável. Rústicas, mas muito aconchegantes, convidam visitantes a uma pausa, seja para descansar, contemplar a natureza ou refletir sobre alguma das 170 obras de arte em exposição. Parceiro antigo, Hugo França instalou seu primeiro trabalho no jardim ainda na década de 1990, antes mesmo da criação do Instituto, em 2006. Colocou sob a sombra do Tamboril, árvore centenária que hoje é um dos símbolos do parque, um imenso banco, substituído recentemente por um maior, também do designer.

    A história de Hugo França com a madeira começa há quase três décadas. Ansioso por um novo estilo de vida, mudou-se para Trancoso/BA, onde viveu por 15 anos. Lá descobriu o pequi-vinagreiro, árvore comum na Mata Atlântica baiana, mas pouco útil na marcenaria usual por ser muito irregular. Começou, então, a aproveitar raízes desenterradas, troncos ocos, galhos e o que mais encontrasse para criar peças únicas, que valorizam as texturas e formas naturais dessas plantas a princípio rejeitadas.

    Banco Hugo FrançaRústicos, mas muito aconchegantes, os bancos convidam os visitantes a uma pausa l Foto: Rossana Magri

     Os primeiros cortes são feitos onde a madeira é encontrada – e não é à toa. Alguns blocos chegam a pesar acima de uma tonelada e precisam ser divididos para serem transportados. Ainda na mata, já começam a se transformar em bancos e mesas e são finalizados em uma das oficinas de Hugo França. De lá, suas esculturas seguem para o mundo.

    Além de figurar entre coleções particulares, como a do Inhotim, seu trabalho já foi apresentado em uma extensa lista de instituições, como o MAD Museum, em Nova York; o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo; a Art Rio, no Rio de Janeiro e atualmente o Fairchild Tropical Botanic Garden, jardim botânico localizado em Miami, nos Estados Unidos. Até maio de 2014, quem passar por lá  poderá conhecer 25 esculturas mobiliárias do artista, que com seu olhar sensível é capaz de fazer renascer a natureza.

    Recentemente, a Crane TV fez um vídeo sobre o trabalho de Hugo França. Confira:

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    23 de janeiro de 2014

    Redação Inhotim


    artebotânicabrumadinho

    Leitura: 5 min

    Dicas para visitar o Inhotim

    Dicas para visitar o Inhotim

    Como faço para chegar aí? Consigo conhecer o parque todo em um dia? Onde posso me hospedar? Quanto custa a entrada? Tem estacionamento?  Vou direto do aeroporto, onde posso guardar a minha mala? Posso fazer uma visita guiada?

    Se conhecer o Inhotim faz parte da sua lista de desejos, em algum momento você irá se deparar com algumas dessas perguntas. Aproveite as dicas e comece planejar a sua visita.

     

    O primeiro passo é saber como chegar.

    O Inhotim está localizado em Brumadinho (MG), a cerca de 60km de Belo Horizonte. Para calcular a melhor rota para a sua viagem, é só clicar aqui. Se você estiver em Belo Horizonte, o tempo médio de viagem até o Inhotim de carro é 1h30 e o estacionamento no parque é gratuito. Agora, se você chegou de avião, pode alugar um carro ou pegar um táxi. Calcule 2h do Aeroporto de Confins até o parque ou 1h30 partindo do Aeroporto da Pampulha. Uma boa notícia é que o Inhotim possui serviço gratuito de guarda-volumes para bolsas e malas. Você também pode ir de ônibus. A empresa Saritur tem uma linha que sai da Rodoviária de Belo Horizonte, localizada no centro da cidade, de terça-feira a domingo. Para conhecer os horários e valores do ônibus clique aqui.

     

    Onde ficar

    Pronto, agora que você já sabe como chegar, precisa decidir se ficará hospedado em Brumadinho ou em Belo Horizonte. O Inhotim possui uma área de visitação de 140 hectares, o que significa que você não vai conseguir conhecer todo o parque em apenas um dia. Claro que se você estiver em Belo Horizonte e tiver um dia livre, irá aproveitar a visita. Mas para você que está planejando uma viagem que tem o Inhotim como destino, o ideal são três dias de visitação. Assim, dá para caminhar, refletir e curtir a natureza sem pressa. Para conhecer as opções de hospedagens clique aqui.

     

    E agora?

    Passagens aéreas compradas, hotel reservado, chegou a hora de planejar a sua visita ao parque. Como o Inhotim é um lugar diferente de tudo o que você já viu, existem algumas dicas que podem facilitar a sua visita. Além de um Centro de Arte Contemporânea, o Inhotim é um Jardim Botânico.  Entre palmeiras, flores, lagos e imensos bancos de madeira estão galerias de arte. Sim, arte em meio à natureza. Por isso, caminhar faz parte da visita. Para ganhar tempo, a dica é comprar o ingresso antecipado. E caso seja necessário, você também pode comprar o transporte interno realizado com carrinhos elétricos. Clique aqui para comprar o seu ingresso.

    Outra ótima dica é navegar pelo parque antes de conhecer pessoalmente. O mapa interativo ajuda a decidir rotas, conhecer as galerias a até se aprofundar nas obras de arte. Falando em se aprofundar, aqui você conhece as visitas mediadas que acontecem no parque. Os pontos de alimentação estão estrategicamente localizados. Conheça cada um deles. Antes de pegar a estrada, vale dar uma lida nas regras de visitação para que tudo corra dentro do planejado.

    Se você chegou até aqui, está muito perto de realizar o seu desejo. O Inhotim é um lugar inesquecível. Aproveite!

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    17 de janeiro de 2014

    Redação Inhotim


    artebotânicaeducaçãoprogramação culturaltamboril

    Leitura: 6 min

    Meu dia no Inhotim

    Meu dia no Inhotim

    Quando eu fiquei sabendo que vinha no Inhotim já fiquei animado. Nem sabia direito o que era não, mas o Vitor falou que era super legal e tinha muito espaço para brincar. O Vitor já veio aqui uma vez.  Eu e o Artur nunca. Bom, logo que a gente chegou no estacionamento e veio andando para entrar no parque, eu já fiquei animado com aquele caminho gigante, coberto de árvores. Quando o moço colocou o adesivo de visitante na nossa blusa, ficamos sabendo que tinha umas brincadeiras especiais para as crianças durante o dia. Quando chegamos lá, disseram que teria um caça ao tesouro. Então eles dividiram as crianças. Os meninos pequenininhos foram pra um lado para fazer outras brincadeiras, e nós, maiores, reunimos para começar o caça ao tesouro.

    Eram dois times, cada um tinha que achar todas as pistas pra descobrir qual era a surpresa que tinha no final. Os monitores iam ajudando a gente a resolver as charadas.  Começamos a correr para achar as pistas bem rápido. Foram cinco pistas. Elas tinham bilhetes que falavam como achar o tal tesouro. Cada uma dizia pra gente ir pro norte, nordeste, noroeste…todos os caminhos. Das cinco eu achei três sozinho. Fui bem esperto. Estavam no meio do mato, amarradas nas plantas. Era só ir passando a mão e olhar bem que você achava. Algumas pistas deram muito cansaço, porque a gente tinha que correr e procurar muito. Depois que descobrimos tudo, viemos buscar o tesouro, que eram sementes da árvore Tamboril, essa grandona aqui atrás.

    Depois de tudo isso, fomos visitar o parque todo. Não sabia direito o que eu ia encontrar. Quando eu cheguei, imaginei que ia ver arte, animais, várias árvores que eu nunca conheci. O Artur queria mesmo é conhecer o Saci e a história dele. Disseram pra ele que aqui ele ia ver aqui. Ah, o Vitor disse também que tinha uma árvore aqui que anda a cada mês que passa. Eu não acredito muito. Se ela saísse andando eu ia assustar muito. Mas uma coisa que a gente fez foi andar. Andamos, andamos, andamos…minha perna até doeu no final.

    Meu dia no Inhotim - Colônia de férias Artur (6), Vitor (10) e Eduardo (10) aproveitaram o dia de visita no Inhotim Foto: Rossana Magri

     

     

    De tudo o que eu gostei mais foi da Cosmococa. A gente entrou lá e tinha cinco salas: uma de balão, uma de espuma, outra de piscina, uma com algumas redes e uma que passa uns filmes. A gente até nadou na piscina. Eu e o Artur nadamos de bermuda. Como o Vitor já veio aqui e sabia que tinha piscina, ele nadou de sunga. Além disso, a gente andou por um tanto de lugar legal e vimos um bocado de flor diferente, tipo cactos e calda de peixe.  Passamos em uma sala que o chão é cheio de caco de vidro, fomos a outra sala toda escura, vimos a bola de choque também. Fiquei morrendo de medo da água cair em mim e eu tomar um choque!

    Mas eu achei uma coisa muito estranha: a água das lagoas é verde! Como que eles fazem pra deixar a água daquele jeito? Outra coisa: naquela sala azul, de azulejos, que a parede foi pintada de órgãos humanos por dentro, como eles fizeram aquilo? E a piscina rasa que fica na entrada desse prédio, pode entrar ou é proibido? Outra coisa diferente que eu vi foi uma escultura de um homem emendado no outro. Achei meio louco e até tiramos fotos tentando imitar eles.

    No final, até vimos a casa do Saci, mas não conseguimos ver ele como o Artur queria. A gente não tinha os materiais que precisavam para fazer ele aparecer, e as monitoras não estavam na hora para ajudar. Mas eu achei o Inhotim muito bonito. As artes, o ambiente, tudo foi feito com muito cuidado, né?  No começo eu estranhei, porque eu nunca tinha visto um lugar grande assim. Mas agora que eu sei como é, e quero voltar.  Eu ainda não consegui ver tudo, como por exemplo, uma sala que é toda vermelha. Gostei muito!

    Depoimento de Eduardo Soares , 10 anos, sobre o seu dia de visita no Inhotim

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    30 de dezembro de 2013

    Redação Inhotim


    botânicadesignloja inhotim

    Leitura: 3 min

    Boas lembranças

    Boas lembranças

    Quem adora passear por lojinhas de museus não pode deixar de visitar dois espaços muito especiais do Inhotim, repletos de lembranças da visita no parque. Inaugurada em 2007, a loja design do Instituto tem um mix variado de produtos, entre livros, DVDs, peças decorativas, brinquedos sustentáveis, acessórios e a linha institucional do Inhotim, que acaba de sair do forno. Ainda não conhece? São livros de anotações, lápis, canecas, camisetas, ecobags, bolsas, entre outros, com preços para todos os bolsos. Para deixar os itens ainda mais charmosos, a marca do Inhotim foi transformada em uma estampa tipográfica, que aparece nas cores azul cobalto, vermelha, verde e preta.

    Já o espaço dedicado à botânica disponibiliza para venda espécies do acervo de plantas do Instituto, ferramentas para jardinagem, objetos de decoração, além de utensílios em cerâmica. O mais legal é que quem curte plantas pode levar para casa as variedades cultivadas dentro do parque já plantadas em vasos cerâmicos feitos pelas mãos de moradores de Brumadinho e região, que iniciaram nesse ofício por meio de um projeto do Instituto voltado à comunidade. Vale lembrar que a venda de produtos é uma das formas de sustentabilidade da instituição, já que é fonte de renda para que possa se manter e continuar recebendo visitantes de todo o mundo.

    Lojas do Inhotim vendem acessórios exclusivosLojas do Inhotim oferecem produtos que carregam o DNA do Instituto Foto: Ricardo Mallaco

    A perfeita sintonia entre a essência do parque e as lojas Inhotim lhes garantiu um lugar na lista do site Blouin Artinfo, que elegeu as mais bacanas do mundo no segmento.

    Para saber

    Lojas Inhotim – design e botânica

    Onde fica? Rua B, 20 – Brumadinho/MG

    Quando funciona? De terça a sexta-feira, de 09h30 às 16h30. Sábados, domingos e feriados, de 09h30 às 18h30

    Como pagar? Dinheiro, cheque e todos os cartões de crédito e débito

    Alguma dúvida? Ligue para (31) 3571-9848

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