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  • 28 de janeiro de 2016

    Redação Inhotim


    botânicainhotim

    Leitura: 3 min

    Inhotim recebe 17 mil orquídeas

    Inhotim recebe 17 mil orquídeas

    Neste mês de janeiro, funcionários do Inhotim implantam pelo Parque cerca de 17 mil orquídeas de uma das espécies mais cobiçadas pelos colecionadores: a Cattleya walkeriana . Os exemplares foram doados por meio de uma parceria firmada com a Orchid Brazil, empresa especializada em orquídeas raras e melhoradas geneticamente, além de ser a fornecedora oficial de orquídeas do Inhotim.

    As mudas estão sendo implantadas nas palmeiras entre as Galerias Fonte e Cildo Meireles, área que agora passa a se chamar Largo das Orquídeas . Outros exemplares serão colocados no entorno da Recepção e ao redor dos Restaurantes Oiticica e Tamboril. A previsão é que as Walkerianas iniciem sua floração a partir do mês de abril no Inhotim.

    Segundo o diretor de Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, o recebimento das orquídeas cumpre com alguns objetivos do Instituto. “Além de valorizar o paisagismo do Parque, as orquídeas vão compor a programação educativa que oferecemos aos visitantes. A ação também é importante para incorporar novas espécies ao Jardim Botânico”, explica.

    As mudas estão sendo implantadas nas palmeiras entre as Galerias Fonte e Cildo Meireles, área que agora passa a se chamar Largo das Orquídeas. (Foto: William Gomes)

    As mudas estão sendo implantadas nas palmeiras entre as Galerias Fonte e Cildo Meireles, área que agora passa a se chamar Largo das Orquídeas. (Foto: William Gomes)

    A doação foi feita ao Inhotim em sintonia com a filosofia do idealizador do Instituto, Bernardo Paz, como explica um dos sócios-proprietários da Orchid Brazil, André Cavasini. “Quando conversei com ele, lembro-me de ouvi-lo dizer que o Inhotim ficará para a humanidade. Quero que assim seja também com as orquídeas”.

    Cattleya walkeriana
    A espécie foi descoberta no século 19. Na capital mineira, durante a exposição nacional de orquídeas, há uma mostra específica dessa flor. Típica dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, está se adaptando facilmente a outras regiões e, assim, tem sido cultivada em todo o País. Segundo André Cavasini, a espécie é uma das mais procuradas pelos orquidófilos e possui alto valor no mercado. “Além de ser uma planta cultivável em todas as regiões, alguns exemplares possuem flores simétricas, o que contribui para valorizar uma orquídea Walkerianas Orchidbrazil”.

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    24 de março de 2015

    Lilia Dantas

    Supervisora de Arte e Educação do Inhotim


    botânicajovens agentes ambientaismeio ambiente

    Leitura: 3 min

    Protagonistas da transformação

    Protagonistas da transformação

    Desde 2008, o projeto Jovens Agentes Ambientais oferece um programa de formação a moradores de Brumadinho, estimulando o entendimento sobre questões ambientais e a adoção de comportamentos mais saudáveis em relação ao ambiente e ao uso dos recursos naturais. Ao longo dos encontros, discutimos assuntos que ultrapassam o conteúdo escolar e se aproximam do aspecto político e social das questões mais urgentes relativas ao meio ambiente e sua conservação.  Nesse processo de descobertas, o Inhotim e seus acervos se transformam em um grande laboratório de pesquisa e experimentação, um espaço que promove o encontro com o desconhecido e o incomum, uma ferramenta para o conhecimento e para a ampliação de horizontes.

    Ao longo dos meses, nos concentramos em pesquisar e adotar atitudes que contribuem com o bem estar socioambiental, seja no ambiente-rua, no ambiente-casa, ou no ambiente-escola.  Fazendo esse exercício, logo percebemos que há muito ao nosso redor que deve ser cuidadosamente observado e transformado. No JAA, o principal motor para essa transformação é, sem dúvidas, a energia e a criatividade destes jovens que, juntos, propõem ações que nos provocam a refletir e a reconsiderar nossos hábitos mais comuns.

    Como educadores, desejamos provocar o jovem a se perceber protagonista da sua própria experiência no lugar onde vive. Entendemos que são muitas as oportunidades que temos de mudar a relação entre homem e ambiente, por isso exercitamos a habilidade de identificá-las e de atuar sobre elas em qualquer escala – Transformar o mundo no quintal de casa, nas calçadas da cidade, ou em meio à mata.

    Em 2015,  25 jovens da rede pública de ensino de Brumadinho vão participar do projeto. Em um calendário anual de atividades, o Jovens Agentes Ambientais vão participar de encontros no Inhotim, pesquisas de campo em Brumadinho e seus distritos rurais, encontros com técnicos e especialistas da área ambiental, além de ações planejadas e executadas pelos alunos no espaço público.

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    20 de março de 2015

    Lorena Moreira


    botânicadia da águameio ambiente

    Leitura: 2 min

    Semana da Água Inhotim

    Semana da Água Inhotim

    Pensar em água nos remete a muitas lembranças agradáveis: as cachoeiras de Minas Gerais, a água fresca que sacia a sede, o ventre da nossa mãe, a praia, a chuva e muito mais. Entretanto, devido à poluição e assoreamento de rios, desmatamentos e desperdícios, atualmente, a temática escassez de água está em pauta nas discussões ambientais. São, principalmente, nos momentos de crise que lembramos que a água é um recurso finito e escasso. Pensando nisso, a Semana da Água do Inhotim trás considerações importantes sobre essa temática!

    Você sabia que o Brasil possui 12% da água doce superficial do planeta? Imaginava que se toda água do mundo coubesse numa garrafa de 1 litro, apenas meia gotinha estaria disponível para beber? No Circuito Água é possível descobrir curiosidades e aprender as diversas formas de armazenagem de água das espécies botânicas presentes no acervo botânico do Instituto Inhotim.

    Muitas descobertas esperam pelos visitantes no Espaço Ciência. Além de conhecer parte da coleção de plantas aquáticas do Jardim Botânico Inhotim, o público tem a oportunidade de ver de perto, através da lente de lupas e microscópios, animais, vegetais e protozoários que dependem da água para viver.

    Foto: Rossana Magri

    Foto: Rossana Magri

    Confira a programação, participe da Semana da Água Inhotim e aprenda como fazer a sua parte para a preservação da água.

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    07 de novembro de 2014

    Lívia Lana

    Engenheira agrônoma do Instituto Inhotim


    botânicapaisagismovisita

    Leitura: 4 min

    Jardim Veredas Tropicais

    Jardim Veredas Tropicais

    A inspiração vem de João Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas. “O senhor estude: o buriti é das margens, ele cai seus cocos na Vereda – as águas levam – em beiras, o coquinho as águas mesmas replantam; daí o buritizal, de um lado e do outro se alinhando, acompanhando, que nem por um cálculo”.

    O Jardim Veredas Tropicais do Inhotim traz uma interessante leitura de paisagens tipicamente brasileiras num espaço de aproximadamente 6.000 m2 que agrega plantas, caminhos, bancos e espelhos d’água. São mais de 1.000 m² dedicados a três grandes espelhos d’água, repletos de plantas que se confundem com a área ajardinada. Além dos buritizais, é possível, ainda, encontrar um grande arsenal de plantas aquáticas, semisubmersas, plantas “anfíbias”, estas capazes de sobreviver no período das cheias, bem como de se manterem no período da seca. Entre outras espécies em destaque estão palmeiras como as buritiranas, dendezeiros e macaúbas, além dos mulungus e diversos imbés.

    O buriti (Mauritia flexuosa), a mais alta e mais abundante das palmeiras brasileiras, tem seu nome popular de origem indígena: mbyryti, que significa “árvore da vida”. Por isso, é considerada sagrada por eles. Emblemática no rico bioma do Cerrado, compõe como nenhuma outra as regiões das veredas. Cresce formando grandes bosques, os buritizais.

    As águas das veredas muito têm a ver com o buriti, como Guimarães Rosa mais uma vez descreve: “os frutos caem na água e são levados para outros locais pela correnteza, quebrando a dormência das sementes e ajudando na dispersão e perpetuação dessa espécie que tem mil e uma utilidades, além de embelezar o Cerrado e ser alimento de diversos mamíferos e aves”. Os buritizais oferecem refúgio para diversos animais, pois formam grandes aglomerados, além de servirem de corredores, ligando uma parte do Cerrado à outra.

    Essas espécies em seus ambientes naturais estão fortemente ameaçadas, devido à substituição da vegetação de cerrado por, principalmente, eucalipto e escavações em busca de poços artesianos, causando a baixa das águas. A seca também traz a severa ameaça do fogo. A matéria orgânica sem água é como um grande barril de pólvora.

    O Jardim Veredas Tropicais é uma forma de representar esses biomas e de permitir que o público do Instituto descubra a beleza e variedade de diversas plantas. Durante o mês de novembro, esse espaço é tema da visita temática ambiental. Não deixe de participar! Confira a programação aqui.

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    25 de setembro de 2014

    Rosalba Lopes

    Gerente de Pesquisa, Projetos e Patrimônio do Instituto Inhotim


    artebotânicacomunidadeexposiçãoprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    Beleza cotidiana

    Beleza cotidiana

    Até 28 de setembro, próximo domingo, o Inhotim participa da Primavera de Museus, evento nacional promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que, em 2014, traz o tema Museus Criativos. Entre as atrações da programação do Instituto, está a exposição Beleza Cotidiana, uma proposta de apresentar a relação que os brumadinenses estabelecem com o belo, convidando à reflexão sobre a sensibilidade humana e suas múltiplas manifestações.

    Os laços afetivos e a vida cotidiana também são temas acessados pelas imagens que o fotógrafo Marcelo Coelho produziu com maestria, ao enquadrar as orquídeas cultivadas nas casas dos moradores do município. Nas narrativas que compõem a exposição, é possível perceber um pouco da subjetividade dos cidadãos deste município, cuja riqueza cultural se expressa no senso artístico de seus músicos, na religiosidade e ritmos marcantes das Guardas de Congado e Moçambique. Enfim, na manutenção de rituais que ainda fazem ver a herança rural sobrevivente nessa sociedade em rápida transição para os padrões urbanos que marcam o modo de vida contemporâneo.

    Nas flores e frases, morte, memória, vida, celebração e a importância do cuidar se revelam em uma explosão de beleza, harmonicamente apresentada em projeto expográfico de Esther Mourão (Ticha). Temas e flores que também surgem do trabalho delicado das artesãs do Médio Vale do Paraopeba que, com seu fazer, descortinam uma primavera construída por mãos humanas, conforme se vê nos arranjos florais que compõem a exposição.

    Beleza Cotidiana resulta, ainda, de um persistente trabalho de pesquisa realizado em Inhotim, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o território e, assim, propor ações que valorizem a identidade local. Somente no âmbito desse conjunto de pesquisas seria possível a escuta que nos coloca frente a interrogações como a de Ângela Magela, cultivadora de orquídeas em Brumadinho, ao questionar: “A beleza é insofismável, não é?”.

    Convidamos você a mergulhar neste universo de beleza e sensibilidade.

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