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  • 25 de maio de 2018

    Redação Inhotim


    botânicaeducaçãoinhotimmeio ambiente

    Leitura: 4 min

    É tempo de observar e trocar figurinhas!

    É tempo de observar e trocar figurinhas!

    “A observação de aves é como completar um álbum de figurinhas: a pessoa vai a um local específico, sabendo quais espécies vai observar e marca os pássaros que avistou ou fotografou.” É assim que o biólogo Eduardo Franco define a atividade de observação de pássaros, que aconteceu no Inhotim, durante o lançamento do projeto #vempassarinharMG, nesta quinta-feira (24) no Inhotim. Para Eduardo Franco, o Instituto é um ótimo local para trocar essas figurinhas. “Aqui existem cerca de 300 espécies de pássaros na área de visitação e na sua Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN). É uma quantidade bem representativa, já que, no estado de Minas Gerais, existem cerca de 800”, disse.

    O grupo de observadores percorreu os jardins do Instituto e parou em alguns pontos, como perto das obras Imensa (1982-2002) e Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe (1977).  Cada parada, que durou cerca de 20 minutos, proporcionou uma experiência multissensorial: ouvir o canto dos pássaros, sentir o cheiro dos jardins e tocar nas plantas, além de ver as obras de arte, as aves e as fotos recém tiradas pelos participantes.

    Durante o passeio, cenas inesperadas foram flagradas por quem participava da ação, como o acasalamento de dois beija-flores e a escuta do canto de diferentes espécies que habitam os espaços botânicos do Parque. Para muitas pessoas, a oportunidade de ver de perto as espécies foi especial. “Frequento o Inhotim com grupos de turismo e não me canso do paisagismo. Me deixa emocionado”,  disse Fred Crema, um dos integrantes do grupo.

    Eduardo Franco completa: “A observação de aves é experiência que vai além do visual, pois é uma oportunidade de conhecer o comportamento do animal, como a interação do mesmo com o seu habitat e a sua alimentação. Essa imersão na natureza torna a atividade encantadora”.

    Para o diretor de Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, o Museu é um espaço que constitui um refúgio ímpar para fauna e flora da região, proporcionando a observação de pássaros e uma experiência que ativa várias sensações.

    “O projeto #vempassarinharMG representa mais uma importante ação visando ao despertar de uma sensibilização ambiental. É com muito carinho que recebemos este evento, que reforça a vocação do Inhotim como um espaço para realização de estudos, pesquisas e para compartilhar conhecimento e experiências”.

    #VemPassarinharMG
    Com o objetivo de fomentar a visitação nos Parques Naturais de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ecoavis e as empresas DestinosMG e Maritaca Expeditions, iniciaram em 2017 a 1ª edição do projeto #vempassarinharMG.

    A passarinhada do #vempassarinharMG, como é chamada pelos observadores, inclui caminhadas pelas trilhas das unidades de conservação selecionadas e a presença de um convidado especial para ministrar uma palestra intitulada “Papo de Passarinho”, visando promover a observação e o monitoramento de aves como ferramentas de conscientização e conservação das espécies e seus habitats. Confira aqui o calendário da ação. 

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    17 de maio de 2018

    Luana Campos

    Assistente do programa Amigos do Inhotim


    botânicaeducaçãoinhotim

    Leitura: 6 min

    Amigos do Inhotim participam de imersão nos jardins do Parque

    Amigos do Inhotim participam de imersão nos jardins do Parque

    O último sábado (12/5) foi de aprendizado e descobertas para quem participou da visita Pelos Jardins do Inhotim, mediada pelo engenheiro agrônomo do Instituto, Juliano Borin. Desta vez, a atividade contou com a presença especial de doze Amigos do Inhotim, que tiveram a chance de conhecer a fundo os destaques botânicos do acervo, além de bastidores dos jardins e detalhes sobre a dinâmica de trabalho da equipe ambiental.

    No começo da visita, Juliano pediu para que cada pessoa se apresentasse e contasse um pouco sobre sua relação com as plantas e com os jardins. Alguns conheciam os termos técnicos e as várias espécies presentes no Parque. Outros admiravam com curiosidade e confessaram ter pouco conhecimento sobre o universo botânico. Depois dessa breve roda de conversa, já era hora de começar a caminhar pelos espaços do Inhotim e ouvir sobre as particularidades das plantinhas semeadas nessas terras.

    Saber que o Inhotim possui uma coleção de milhares de monocotiledôneas (nome já familiar nesse momento da visita, que se refere ao grupo que inclui as palmeiras) fascinou ainda mais quem estava ali. Cada espécie com sua especificidade e sua beleza, sobrevivendo aqui cercada de muita sensibilidade dos jardineiros e jardineiras, responsáveis por entender a necessidade de cada uma. Juliano aproveitou para explicar como a equipe trabalha, como se organizam para conseguir cuidar de tudo que floresce por aqui.

    Passando pelo inhame roxo, sentimos ali a presença do inverno chegando de fininho. Aquela textura aveludada, a cor forte e fechada, lembrava uma pele bem hidratada que remetia ao clima da estação. Assim que algumas gotas de água escorriam por sua folhagem, vimos que ela era impenetrável, a água batia e escorria com tanta sutileza que parecia até um tipo de magia. Ao meu redor, olhos atentos a cada descoberta.

    No grupo, também tinha gente bem pequena. Otávio, um garotinho esperto de seis anos que participou da visita, admirava com indagação o movimento da água e ao mesmo tempo não entendia muito bem. Ele quis tocar e quando colocou a mão, abriu um sorriso que ia de canto a canto, sentindo a textura e admirando a impermeabilidade das folhas.

    Seguimos a visita pelo caminho de pedras, onde as árvores formavam uma copa em direção ao Jardim Veredas, e lá vimos as famosas Vitórias-Régias, recém-chegadas ao Jardim. Entre quem participava do passeio, o palpite era de que se tratava de uma planta frágil e delicada. Estávamos enganados! Quando Juliano levantou a sua borda, vimos uma planta grossa e cheia de compartimentos de ar. Mais um aprendizado: a Vitória-Régia é uma espécie muito forte e chega a suportar até 40 kg – mais que o peso do pequeno Otávio.

    O dia já estava indo embora quando enfim chegamos ao Viveiro Educador, onde fica a Estufa Equatorial do Inhotim. Entramos em uma sala pequena antes da estufa e de imediato já sentimos o clima bem diferente, era úmido e ao mesmo tempo bastante quente. Um quadro nos chamou atenção, lembrava uma pintura com muitas texturas, de tons marrons claros e escuros. Foi aí que descobrimos se tratar de sementes misturadas ao iogurte natural, processo feito para secar as sementes que seguem para o plantio. Entramos na estufa e foi como se estivéssemos em uma selva. O lugar era especialmente feito para forjar o clima da mata atlântica (da Amazônia), propício para o desenvolvimento de várias espécies. Vimos de perto vários tipos de raízes – algumas pareciam cabelo, de tão finas, outras eram cheias de cor. A natureza é mesmo muito diversa!

    A visita passou num piscar de olhos. Fomos embora com a sensação de que há muito ainda para conhecer nos Jardins do Inhotim, um lugar em Minas Gerais que guarda um pouco de natureza vindo de várias partes do mundo.

    foto_visita_lc

    Amigos do Inhotim
    O programa Amigos do Inhotim amplia as conexões do público com o Parque, promovendo a troca de conhecimentos e tornando a experiência no Inhotim ainda mais rica. O programa também dá direito a cortesias de entrada, descontos e outros benefícios. Além disso, o valor da adesão pode ser integralmente deduzido do Imposto de Renda. Confira aqui mais informações.

    Pelos Jardins do Inhotim
    As próximas visitas mediadas pelo Juliano Borin para qualquer visitante custam R$ 40 e acontecem nos dias 10 de junho, 15 de julho, 12 de agosto, 16 de setembro, 14 de outubro, 11 de novembro e 9 de dezembro a partir das 14h. As datas estão sujeitas à alteração.

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    27 de dezembro de 2017

    Redação Inhotim


    artebotânicabrumadinhoeducaçãojaneiro; férias

    Leitura: 8 min

    Verão no Inhotim: confira a programação educativa de janeiro

    Verão no Inhotim: confira a programação educativa de janeiro

    Janeiro é mês de férias para muita gente. E para receber a turma toda por aqui, a equipe educativa do Inhotim pensou em uma programação que agradasse a todas as idades. Tem oficinas, brincadeiras e visitas mediadas para fazer do passeio no Inhotim um momento bom para todas as famílias, amigos e amigas. E claro, para quem vem só também.  Confira as atividades oferecidas e prepare sua visita. Ah… e é sempre bom lembrar que temos um ponto de apoio  onde você tira todas suas dúvidas sobre o Instituto. É a Estação Educativa para Visitantes, localizada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx. Lá, sempre vai ter gente para te orientar da melhor forma.

    – Oficina de Carimbo Artesanal
    Seja para autenticar documentos ou para indicar datas, os carimbos têm uma história antiga e estão presentes em vários locais. Todos os países têm sua história documentada por meio dos carimbos, que fixam os acontecimentos marcantes situando-os no tempo e no espaço. Através da confecção de carimbos artesanais no Inhotim, a oficina tem como objetivo a exploração de uma linguagem que remonta as origens da comunicação gráfica, além de levantar possibilidades de diálogos com os acervos do Instituto a respeito das questões de autenticidade e reprodutibilidade das obras de arte, aproximando o público do entendimento de uma linguagem que foi precursora para as mídias que hoje fazem parte do nosso cotidiano.
    Quando: 03 e 06 de janeiro (quarta-feira e sábado)
    Horário: 14h às 16h Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: adultos e crianças acima de 10 anos
    Observação: limite de 20 vagas, inscrições no local por ordem de chegada

    – Oficina de Furoshiki
    O Furoshiki é uma tradicional forma japonesa de embrulhar presentes, transportar objetos como garrafas, caixas e outros objetos. Utilizando de um pedaço de tecido de forma quadrangular e algumas técnicas de dobradura e amarração do lenço, é possível criar inclusive bolsas para serem usadas no dia a dia. Além de criativo e versátil o Furoshiki ainda contribui para a redução do uso de bolsas plásticas. Adultos e crianças são convidados a participar desta divertida atividade!
    Quando: 10 e 13 de janeiro (quarta-feira e sábado)
    Horário: 14h às 16h Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: adultos e crianças acima de 10 anos Observação: limite de 10 vagas, inscrições no local por ordem de chegada

    – Oficina de Colagem
    A colagem é um procedimento técnico, que constitui em se utilizar de vários materiais, umas sobre as outras ou lado a lado, formando uma nova imagem ou composição. Tem surgimento datado da história antiga, entretanto teve seu valor artístico reconhecido a partir do século XX, com sua utilização no Cubismo (grandes nomes como Pablo Picasso e Georges Braque, entre outros, foram pioneiros na utilização desta técnica). Através de processos de colagens e técnicas mistas, o participante é sensibilizado a repensar de maneira artística e sustentável a utilização de diversos materiais e suportes, como madeira, pedaços de jornal e objetos. A colagem é uma técnica que põe em questão os limites entre pintura e escultura, o que é hoje a grande questão da arte contemporânea.
    Quando: 17 e 20 de janeiro (quarta-feira e sábado)
    Horário: 14h às 16h Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: adultos e crianças acima de 10 anos
    Observação: limite de 25 vagas, inscrições no local por ordem de chegada

    – Oficina de Flipbook
    A criação da fotografia e do cinema foram extremamente revolucionarias, principalmente nas artes e nas ciências. O Flipbook ou Folioscópio é uma tradicional técnica cinematográfica experimental que trata de dar a sensação de movimento a imagens por meio de rápida alternação das mesmas. Através da oficina de Flipbook o visitante é convidado a experimentar e conhecer os princípios e técnicas do cinema de animação. Quando: 24 e 27 de Janeiro (quarta-feira e sábado) Horário: 14h às 16h Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx Público: adultos e crianças acima de 10 anos Observação: limite de 10 vagas, inscrições no local por ordem de chegada

    - Jogo: Memorizando a Biodiversidade
    No Jogo “Memorizando a Biodiversidade” a fauna e a flora do Inhotim são os personagens principais. Crianças e adultos serão convidados a conversar sobre espécies botânicas que são destaques no paisagismo dos jardins do Inhotim, além de exemplares da Mata Atlântica e Cerrado, pertencentes à RPPN Inhotim. A fauna silvestre e doméstica também será ponto de partida para as discussões.
    Horário: 10h às 16h (de terça à sexta-feira) e 10h às 17h (aos sábados, domingos e feriados)
     Local: Estação Educativa para Visitantes (Centro de Educação e Cultura Burle Marx)

     - Visita Temática: Diversidade e Representatividade na Arte Contemporânea
    A história das produções artísticas é marcada até certo ponto, por uma homogeneidade no que se refere aos sujeitos que as produziram, e as linguagens que utilizaram. Por séculos a arte europeia foi muito influente sobre a civilização ocidental, com as suas pinturas em quadros ou em monumentos, produzidas principalmente por homens. A partir do século XX os Estados Unidos ascendem como potência mundial, tornando-se também uma grande referência para as produções artísticas, mas com pouca alteração no que se refere a um cenário ainda dominado por artistas homens brancos. Essa bipolarização de influências que desconsiderou artistas de outros países, suas etnias e gênero, passa por um processo de dissolução, uma vez que o movimento contemporâneo tem uma capacidade muito maior de descentralizar e incluir, além  da diversificação das técnicas de produção. A temática “Diversidade e Representatividade na Arte Contemporânea” propõe ao visitante uma reflexão sobre a importância do acervo permanente do Inhotim, que é composto por 50% de artistas latino-americanos e além de possuir 30% de artistas mulheres. Apesar dos percentuais serem interessantes, falta representatividade?
    Quando: 01 de janeiro a 28 de fevereiro (quartas, sábados, domingos e feriados)
    Horário: 10h30 às 12h Local:  saída da Recepção
    Público:  livre Observação:  limite de 25 vagas

    – Visita Panorâmica
    Conversa e reflexão sobre o espaço do Inhotim e seus acervos, explorando as várias possibilidades de percurso. Quando: de terça a domingo e feriados .
    Horário: 11h e 14h
    Local: saída da Recepção
    Público: livre Observação: limite de 25 vagas

    Te esperamo aqui! 

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    05 de dezembro de 2017

    Redação Inhotim


    botânicabrumadinhocomunidadeeducaçãoinhotimmeio ambiente

    Leitura: 7 min

    Inhotim na vanguarda da conservação ambiental

    Inhotim na vanguarda da conservação ambiental

    Representantes da sociedade civil, setor público, academia e instituições globais se reuniram no Instituto Inhotim entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro para debater os desafios da preservação ambiental. O Seminário Internacional Mudança Climática e Biodiversidade: Ideias e Atitudes que Fazem Diferença apresentou ao público ações inspiradoras que contribuem para o desenvolvimento sustentável. Foi o primeiro evento internacional sobre o tema realizado pela Instituição.

    Um dos palestrantes do seminário, o diretor do Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, abordou as ações ambientais do Instituto e conclamou o público a refletir sobre a mudança global do clima e agir localmente. Durante sua fala, Lucas pontuou as principais funções do Inhotim enquanto Jardim Botânico, um lugar que é centro de concentração e disseminação do conhecimento. “Temos uma importância fundamental no cuidado com a biodiversidade e com os recursos naturais, além da reestruturação e reorganização do espaço de forma sustentável. Esse tipo de encontro é uma oportunidade de discutir sobre temas da mais alta relevância e convidar as pessoas para uma atitude individual, coletiva ou institucional para conservar a biodiversidade, disse.

    Botânico consultor do Kew Garden e Eden Project, o britânico Sir Ghillean Prance mostrou a importância das grandes coleções de plantas dos jardins botânicos para auxiliar e promover ações que combatam a mudança climática.“É responsabilidade dos jardins botânicos trabalharem esse tema, senão, não haverá plantas para o futuro”, advertiu Prance, chamando atenção para a combinação entre arte e natureza no Instituto. “O Inhotim é incrível e estou muito feliz por estar aqui, conhecendo este lugar! É interessante como vocês articulam Jardim Botânico e o acervo artístico, conseguindo transmitir uma mensagem de conservação do meio ambiente. Manter um jardim bonito como esse é fruto de um esforço muito grande dos trabalhadores”.

    Moderando o painel “Interface entre ciência, tecnologia e tomada de decisão pública e privada para o combate à mudança climática”, o assessor sênior do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Haroldo Machado Filho, também participou do evento. O especialista explicou que as transformações do clima estão diretamente associadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Colocar a questão da mudança do clima mais próxima do cidadão comum e dos impactos no processo de desenvolvimento, em relação à mudança do clima, biodiversidade, edução pobreza, saúde, educação, é garantir que os 17 ODS, que são integrados e indivisíveis, sejam implementados”, afirmou.

    Já Adriano Oliveira, diretor do Departamento de Monitoramento, Apoio e Fomento de Ações em Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, observou que é importante tomar inciativas como o seminário para compartilhar o que está sendo feito pelas diversas instituições. Segundo ele, o ministério tem o desafio de recuperar 12 milhões de hectares por meio de reflorestamento e restauração de vegetação nativa.“O Inhotim é um grande exemplo para as políticas públicas e ações similares que têm que ser realizadas pelo Brasil”, disse Oliveira. 

    O diretor destacou o projeto do Inhotim financiado pelo Fundo Clima, que prevê a criação de uma área protótipo para sequestro de carbono em terrenos degradados pela mineração a partir de plantas nativas: “Temos que tomar iniciativas, a exemplo deste seminário, como uma forma de divulgar projetos”. O Fundoclima é um projeto de extrema importância para o Ministério. Como tem centralidade na recuperação de área degradada por meio de reflorestamento, torna-se um exemplo importante de como o Brasil pode agir, diante dos compromissos assinados no acordo de Paris, por meio da Contribuição Nacionalmente Determinada (CND)”, acrescentou Oliveira.

    O seminário também recebeu a presença da diretora executiva da Forest Stewardship Council (FSC), que falou sobre os problemas e soluções palpáveis para se conseguir combater o uso ilegal das madeiras nas florestas brasileiras. “O selo FSC garante que todo o processo de produção foi feito pensando em preservar a vida das florestas. O cidadão comum pode contribuir adquirindo produtos certificados, investindo na certificações de suas operações, promovendo a certificação FSC e divulgando seu conceito”

    Os três dias de seminário foram proporcionaram momentos de troca de conhecimento, expandindo as possibilidades e alternativas para novas ideias de conservação. Desde sua abertura ao público, em 2006, o Inhotim tem contribuído para a conservação da biodiversidade, sendo reconhecida em 2010 como Jardim Botânico, tornando-se um agente de sensibilização e educação sobre as temáticas de mudança climática, sustentabilidade, proteção e conservação da flora e fauna locais. O Instituto possui, ainda, cerca de 4.500 espécies botânicas e uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN), com 249 hectares.

    Por meio de suas práticas de combate à mudança do clima, o Inhotim está em consonância com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Os trabalhos ambientais e de pesquisa desenvolvidos no Instituto são frutos de parcerias com instituições de renome internacional, incluindo o PNUD.

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    30 de maio de 2017

    Redação Inhotim


    artebotânicabrumadinhocomunidadeeducaçãoinhotimjovens agentes ambientais

    Leitura: 5 min

    Inhotim é espaço de pesquisa e debate para Jovens Agentes Ambientais

    Inhotim é espaço de pesquisa e debate para Jovens Agentes Ambientais

    “O que mais me encanta aqui é a diversidade. Durante nossos encontros, sempre percebo o quanto é importante sermos 25 jovens com tantas diferenças, desde a forma como fomos criados até o lugar onde moramos e a orientação sexual. Isso faz com que nossos debates sejam completos, faz com que a gente construa uma consciência que passa por realidades diversas.”

    Quando questionada sobre o que mais gosta nos encontros dos Jovens Agentes Ambientais (JAA), Kelen logo responde: as diferenças. Integrante do projeto desde o começo do ano, a estudante de 15 anos já participou de um grupo de coral e da Escola de Cordas do Instituto. Assim que foi avisada na escola sobre as inscrições para o JAA, se inscreveu sem pensar duas vezes. “Aqui é minha segunda casa”, conta.
    20170517_JAA_ William Gomes-1011

    O programa, que conta atualmente com o patrocínio da IBM e da Aliança Energia, é desenvolvido pelo Instituto Inhotim desde 2008 e tem como objetivo a formação de jovens matriculados na rede pública de ensino do município de Brumadinho para a inclusão socioambiental. Durante todo o ano, são pensadas atividades que estimulam discussões sobre sustentabilidade, consumo consciente e qualidade de vida na contemporaneidade, e que despertam um olhar crítico para a busca de mobilização social em prol do meio ambiente. As temáticas são sempre abordadas de forma a serem aplicadas na própria comunidade onde os integrantes moram.

    A cada ano, 25 jovens entre 14 e 17 anos são selecionados para compor a turma e receber uma formação intensiva na área de meio ambiente e responsabilidade social. O processo de seleção não é pautado por análise de desempenho escolar ou conhecimento prévio. Durante as dinâmicas de seleção, busca-se identificar jovens que demonstrem sua inquietude diante dos desafios contemporâneos como questões de gênero e sexualidade, representatividade política no Brasil e democracia, ou sobre o papel do jovem na sociedade. Os encontros entre jovens e educadores acontecem duas vezes por semana durante todo o ano letivo, nas dependências do Instituto Inhotim.

    Ana Clara Silva tem 16 anos e foi uma das selecionadas para compor o grupo deste ano. Para ela, a chance de entender os ciclos do ambiente é o que mais a instigou a participar do projeto. “Uma relação ambiental difere muito do que as pessoas pensam que é óbvio. Por exemplo, uma pessoa tem a noção que o meio ambiente é só a floresta. Mas o lugar em que você vive já é um ambiente, o seu ciclo, o que você faz, é o seu ambiente. Aqui aprendemos isso e aprendemos as formas de melhorar esses lugares”, explica. 20170517_JAA_ William Gomes-1017

    Através de discussões temáticas, pesquisas no Jardim Botânico Inhotim e ações de diagnóstico e intervenção realizadas em diferentes comunidades, o programa desperta o envolvimento e desenvolve as habilidades necessárias para que esses jovens trabalhem individual e coletivamente, tendo o Inhotim como ponto de partida para pesquisas, reflexões e experimentações. A metodologia do programa se baseia, ainda, na relação com o município de Brumadinho, principal espaço de atuação e objeto de investigação no contexto do projeto.

    Neste ano, é a vez dos 25 jovens mergulharem em temas como agricultura familiar, alimentação e consumo consciente. No final do ano, é a vez de mostrarem os resultados dos dias de pesquisa, debate e imersão durante o Festival de Rua que realizam junto aos jovens do Laboratório Inhotim. Desta vez, realizado em uma comunidade rural de Brumadinho.

    O Projeto Jovens Agentes Ambientais de 2017 teve o patrocínio da IBM e da Aliança Geração de energia por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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