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  • 27 de dezembro de 2017

    Redação Inhotim


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    Leitura: 8 min

    Verão no Inhotim: confira a programação educativa de janeiro

    Verão no Inhotim: confira a programação educativa de janeiro

    Janeiro é mês de férias para muita gente. E para receber a turma toda por aqui, a equipe educativa do Inhotim pensou em uma programação que agradasse a todas as idades. Tem oficinas, brincadeiras e visitas mediadas para fazer do passeio no Inhotim um momento bom para todas as famílias, amigos e amigas. E claro, para quem vem só também.  Confira as atividades oferecidas e prepare sua visita. Ah… e é sempre bom lembrar que temos um ponto de apoio  onde você tira todas suas dúvidas sobre o Instituto. É a Estação Educativa para Visitantes, localizada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx. Lá, sempre vai ter gente para te orientar da melhor forma.

    – Oficina de Carimbo Artesanal
    Seja para autenticar documentos ou para indicar datas, os carimbos têm uma história antiga e estão presentes em vários locais. Todos os países têm sua história documentada por meio dos carimbos, que fixam os acontecimentos marcantes situando-os no tempo e no espaço. Através da confecção de carimbos artesanais no Inhotim, a oficina tem como objetivo a exploração de uma linguagem que remonta as origens da comunicação gráfica, além de levantar possibilidades de diálogos com os acervos do Instituto a respeito das questões de autenticidade e reprodutibilidade das obras de arte, aproximando o público do entendimento de uma linguagem que foi precursora para as mídias que hoje fazem parte do nosso cotidiano.
    Quando: 03 e 06 de janeiro (quarta-feira e sábado)
    Horário: 14h às 16h Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: adultos e crianças acima de 10 anos
    Observação: limite de 20 vagas, inscrições no local por ordem de chegada

    – Oficina de Furoshiki
    O Furoshiki é uma tradicional forma japonesa de embrulhar presentes, transportar objetos como garrafas, caixas e outros objetos. Utilizando de um pedaço de tecido de forma quadrangular e algumas técnicas de dobradura e amarração do lenço, é possível criar inclusive bolsas para serem usadas no dia a dia. Além de criativo e versátil o Furoshiki ainda contribui para a redução do uso de bolsas plásticas. Adultos e crianças são convidados a participar desta divertida atividade!
    Quando: 10 e 13 de janeiro (quarta-feira e sábado)
    Horário: 14h às 16h Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: adultos e crianças acima de 10 anos Observação: limite de 10 vagas, inscrições no local por ordem de chegada

    – Oficina de Colagem
    A colagem é um procedimento técnico, que constitui em se utilizar de vários materiais, umas sobre as outras ou lado a lado, formando uma nova imagem ou composição. Tem surgimento datado da história antiga, entretanto teve seu valor artístico reconhecido a partir do século XX, com sua utilização no Cubismo (grandes nomes como Pablo Picasso e Georges Braque, entre outros, foram pioneiros na utilização desta técnica). Através de processos de colagens e técnicas mistas, o participante é sensibilizado a repensar de maneira artística e sustentável a utilização de diversos materiais e suportes, como madeira, pedaços de jornal e objetos. A colagem é uma técnica que põe em questão os limites entre pintura e escultura, o que é hoje a grande questão da arte contemporânea.
    Quando: 17 e 20 de janeiro (quarta-feira e sábado)
    Horário: 14h às 16h Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx
    Público: adultos e crianças acima de 10 anos
    Observação: limite de 25 vagas, inscrições no local por ordem de chegada

    – Oficina de Flipbook
    A criação da fotografia e do cinema foram extremamente revolucionarias, principalmente nas artes e nas ciências. O Flipbook ou Folioscópio é uma tradicional técnica cinematográfica experimental que trata de dar a sensação de movimento a imagens por meio de rápida alternação das mesmas. Através da oficina de Flipbook o visitante é convidado a experimentar e conhecer os princípios e técnicas do cinema de animação. Quando: 24 e 27 de Janeiro (quarta-feira e sábado) Horário: 14h às 16h Local: Centro de Educação e Cultura Burle Marx Público: adultos e crianças acima de 10 anos Observação: limite de 10 vagas, inscrições no local por ordem de chegada

    - Jogo: Memorizando a Biodiversidade
    No Jogo “Memorizando a Biodiversidade” a fauna e a flora do Inhotim são os personagens principais. Crianças e adultos serão convidados a conversar sobre espécies botânicas que são destaques no paisagismo dos jardins do Inhotim, além de exemplares da Mata Atlântica e Cerrado, pertencentes à RPPN Inhotim. A fauna silvestre e doméstica também será ponto de partida para as discussões.
    Horário: 10h às 16h (de terça à sexta-feira) e 10h às 17h (aos sábados, domingos e feriados)
     Local: Estação Educativa para Visitantes (Centro de Educação e Cultura Burle Marx)

     - Visita Temática: Diversidade e Representatividade na Arte Contemporânea
    A história das produções artísticas é marcada até certo ponto, por uma homogeneidade no que se refere aos sujeitos que as produziram, e as linguagens que utilizaram. Por séculos a arte europeia foi muito influente sobre a civilização ocidental, com as suas pinturas em quadros ou em monumentos, produzidas principalmente por homens. A partir do século XX os Estados Unidos ascendem como potência mundial, tornando-se também uma grande referência para as produções artísticas, mas com pouca alteração no que se refere a um cenário ainda dominado por artistas homens brancos. Essa bipolarização de influências que desconsiderou artistas de outros países, suas etnias e gênero, passa por um processo de dissolução, uma vez que o movimento contemporâneo tem uma capacidade muito maior de descentralizar e incluir, além  da diversificação das técnicas de produção. A temática “Diversidade e Representatividade na Arte Contemporânea” propõe ao visitante uma reflexão sobre a importância do acervo permanente do Inhotim, que é composto por 50% de artistas latino-americanos e além de possuir 30% de artistas mulheres. Apesar dos percentuais serem interessantes, falta representatividade?
    Quando: 01 de janeiro a 28 de fevereiro (quartas, sábados, domingos e feriados)
    Horário: 10h30 às 12h Local:  saída da Recepção
    Público:  livre Observação:  limite de 25 vagas

    – Visita Panorâmica
    Conversa e reflexão sobre o espaço do Inhotim e seus acervos, explorando as várias possibilidades de percurso. Quando: de terça a domingo e feriados .
    Horário: 11h e 14h
    Local: saída da Recepção
    Público: livre Observação: limite de 25 vagas

    Te esperamo aqui! 

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    05 de dezembro de 2017

    Redação Inhotim


    botânicabrumadinhocomunidadeeducaçãoinhotimmeio ambiente

    Leitura: 7 min

    Inhotim na vanguarda da conservação ambiental

    Inhotim na vanguarda da conservação ambiental

    Representantes da sociedade civil, setor público, academia e instituições globais se reuniram no Instituto Inhotim entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro para debater os desafios da preservação ambiental. O Seminário Internacional Mudança Climática e Biodiversidade: Ideias e Atitudes que Fazem Diferença apresentou ao público ações inspiradoras que contribuem para o desenvolvimento sustentável. Foi o primeiro evento internacional sobre o tema realizado pela Instituição.

    Um dos palestrantes do seminário, o diretor do Jardim Botânico do Inhotim, Lucas Sigefredo, abordou as ações ambientais do Instituto e conclamou o público a refletir sobre a mudança global do clima e agir localmente. Durante sua fala, Lucas pontuou as principais funções do Inhotim enquanto Jardim Botânico, um lugar que é centro de concentração e disseminação do conhecimento. “Temos uma importância fundamental no cuidado com a biodiversidade e com os recursos naturais, além da reestruturação e reorganização do espaço de forma sustentável. Esse tipo de encontro é uma oportunidade de discutir sobre temas da mais alta relevância e convidar as pessoas para uma atitude individual, coletiva ou institucional para conservar a biodiversidade, disse.

    Botânico consultor do Kew Garden e Eden Project, o britânico Sir Ghillean Prance mostrou a importância das grandes coleções de plantas dos jardins botânicos para auxiliar e promover ações que combatam a mudança climática.“É responsabilidade dos jardins botânicos trabalharem esse tema, senão, não haverá plantas para o futuro”, advertiu Prance, chamando atenção para a combinação entre arte e natureza no Instituto. “O Inhotim é incrível e estou muito feliz por estar aqui, conhecendo este lugar! É interessante como vocês articulam Jardim Botânico e o acervo artístico, conseguindo transmitir uma mensagem de conservação do meio ambiente. Manter um jardim bonito como esse é fruto de um esforço muito grande dos trabalhadores”.

    Moderando o painel “Interface entre ciência, tecnologia e tomada de decisão pública e privada para o combate à mudança climática”, o assessor sênior do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Haroldo Machado Filho, também participou do evento. O especialista explicou que as transformações do clima estão diretamente associadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. “Colocar a questão da mudança do clima mais próxima do cidadão comum e dos impactos no processo de desenvolvimento, em relação à mudança do clima, biodiversidade, edução pobreza, saúde, educação, é garantir que os 17 ODS, que são integrados e indivisíveis, sejam implementados”, afirmou.

    Já Adriano Oliveira, diretor do Departamento de Monitoramento, Apoio e Fomento de Ações em Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, observou que é importante tomar inciativas como o seminário para compartilhar o que está sendo feito pelas diversas instituições. Segundo ele, o ministério tem o desafio de recuperar 12 milhões de hectares por meio de reflorestamento e restauração de vegetação nativa.“O Inhotim é um grande exemplo para as políticas públicas e ações similares que têm que ser realizadas pelo Brasil”, disse Oliveira. 

    O diretor destacou o projeto do Inhotim financiado pelo Fundo Clima, que prevê a criação de uma área protótipo para sequestro de carbono em terrenos degradados pela mineração a partir de plantas nativas: “Temos que tomar iniciativas, a exemplo deste seminário, como uma forma de divulgar projetos”. O Fundoclima é um projeto de extrema importância para o Ministério. Como tem centralidade na recuperação de área degradada por meio de reflorestamento, torna-se um exemplo importante de como o Brasil pode agir, diante dos compromissos assinados no acordo de Paris, por meio da Contribuição Nacionalmente Determinada (CND)”, acrescentou Oliveira.

    O seminário também recebeu a presença da diretora executiva da Forest Stewardship Council (FSC), que falou sobre os problemas e soluções palpáveis para se conseguir combater o uso ilegal das madeiras nas florestas brasileiras. “O selo FSC garante que todo o processo de produção foi feito pensando em preservar a vida das florestas. O cidadão comum pode contribuir adquirindo produtos certificados, investindo na certificações de suas operações, promovendo a certificação FSC e divulgando seu conceito”

    Os três dias de seminário foram proporcionaram momentos de troca de conhecimento, expandindo as possibilidades e alternativas para novas ideias de conservação. Desde sua abertura ao público, em 2006, o Inhotim tem contribuído para a conservação da biodiversidade, sendo reconhecida em 2010 como Jardim Botânico, tornando-se um agente de sensibilização e educação sobre as temáticas de mudança climática, sustentabilidade, proteção e conservação da flora e fauna locais. O Instituto possui, ainda, cerca de 4.500 espécies botânicas e uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN), com 249 hectares.

    Por meio de suas práticas de combate à mudança do clima, o Inhotim está em consonância com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Os trabalhos ambientais e de pesquisa desenvolvidos no Instituto são frutos de parcerias com instituições de renome internacional, incluindo o PNUD.

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    30 de maio de 2017

    Redação Inhotim


    artebotânicabrumadinhocomunidadeeducaçãoinhotimjovens agentes ambientais

    Leitura: 5 min

    Inhotim é espaço de pesquisa e debate para Jovens Agentes Ambientais

    Inhotim é espaço de pesquisa e debate para Jovens Agentes Ambientais

    “O que mais me encanta aqui é a diversidade. Durante nossos encontros, sempre percebo o quanto é importante sermos 25 jovens com tantas diferenças, desde a forma como fomos criados até o lugar onde moramos e a orientação sexual. Isso faz com que nossos debates sejam completos, faz com que a gente construa uma consciência que passa por realidades diversas.”

    Quando questionada sobre o que mais gosta nos encontros dos Jovens Agentes Ambientais (JAA), Kelen logo responde: as diferenças. Integrante do projeto desde o começo do ano, a estudante de 15 anos já participou de um grupo de coral e da Escola de Cordas do Instituto. Assim que foi avisada na escola sobre as inscrições para o JAA, se inscreveu sem pensar duas vezes. “Aqui é minha segunda casa”, conta.
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    O programa, que conta atualmente com o patrocínio da IBM e da Aliança Energia, é desenvolvido pelo Instituto Inhotim desde 2008 e tem como objetivo a formação de jovens matriculados na rede pública de ensino do município de Brumadinho para a inclusão socioambiental. Durante todo o ano, são pensadas atividades que estimulam discussões sobre sustentabilidade, consumo consciente e qualidade de vida na contemporaneidade, e que despertam um olhar crítico para a busca de mobilização social em prol do meio ambiente. As temáticas são sempre abordadas de forma a serem aplicadas na própria comunidade onde os integrantes moram.

    A cada ano, 25 jovens entre 14 e 17 anos são selecionados para compor a turma e receber uma formação intensiva na área de meio ambiente e responsabilidade social. O processo de seleção não é pautado por análise de desempenho escolar ou conhecimento prévio. Durante as dinâmicas de seleção, busca-se identificar jovens que demonstrem sua inquietude diante dos desafios contemporâneos como questões de gênero e sexualidade, representatividade política no Brasil e democracia, ou sobre o papel do jovem na sociedade. Os encontros entre jovens e educadores acontecem duas vezes por semana durante todo o ano letivo, nas dependências do Instituto Inhotim.

    Ana Clara Silva tem 16 anos e foi uma das selecionadas para compor o grupo deste ano. Para ela, a chance de entender os ciclos do ambiente é o que mais a instigou a participar do projeto. “Uma relação ambiental difere muito do que as pessoas pensam que é óbvio. Por exemplo, uma pessoa tem a noção que o meio ambiente é só a floresta. Mas o lugar em que você vive já é um ambiente, o seu ciclo, o que você faz, é o seu ambiente. Aqui aprendemos isso e aprendemos as formas de melhorar esses lugares”, explica. 20170517_JAA_ William Gomes-1017

    Através de discussões temáticas, pesquisas no Jardim Botânico Inhotim e ações de diagnóstico e intervenção realizadas em diferentes comunidades, o programa desperta o envolvimento e desenvolve as habilidades necessárias para que esses jovens trabalhem individual e coletivamente, tendo o Inhotim como ponto de partida para pesquisas, reflexões e experimentações. A metodologia do programa se baseia, ainda, na relação com o município de Brumadinho, principal espaço de atuação e objeto de investigação no contexto do projeto.

    Neste ano, é a vez dos 25 jovens mergulharem em temas como agricultura familiar, alimentação e consumo consciente. No final do ano, é a vez de mostrarem os resultados dos dias de pesquisa, debate e imersão durante o Festival de Rua que realizam junto aos jovens do Laboratório Inhotim. Desta vez, realizado em uma comunidade rural de Brumadinho.

    O Projeto Jovens Agentes Ambientais de 2017 teve o patrocínio da IBM e da Aliança Geração de energia por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

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    06 de janeiro de 2017

    Redação Inhotim


    artebotânicadesigneducaçãolivroloja inhotimmeio ambientepublicação

    Leitura: 2 min

    Inhotim, um estado de espírito

    Inhotim, um estado de espírito

    A publicação narra a história do Instituto e projeta o seu futuro. O livro conta com três volumes: “Inhotim, um estado de espírito” traz imagens internas e externas que expressam a exuberância do Instituto e evidenciam a sua forte relação com a arte e a natureza. Já “Futuromemória” conta a trajetória histórica do Inhotim, desde a povoação da região de Brumadinho até uma projeção para o futuro, nas palavras do idealizador do Inhotim, Bernardo Paz. A evolução da coleção de arte do Instituto e a beleza do seu acervo botânico estão em “Artenatureza”, com textos dos dois curadores do Inhotim, Allan Schwartzman e Jochen Volz.

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    O livro também traz depoimentos de funcionários que ajudaram na construção do Inhotim e textos de Humberto Werneck, Fábio Scarano, Frederico Coelho, Jarbas Lopes, Luiz Zerbini, entre outros; além de ensaios fotográficos inéditos.
    A publicação faz parte das comemorações dos 10 anos do Inhotim e contribui para vivenciar um estado de espírito alinhado com os ideais de educação por meio da arte, sustentabilidade e conservação da natureza, diretrizes fundamentais do Instituto.
    Aos interessados em adquirir o livro, ele está à venda na loja do Inhotim em Brumadinho.
    Boa leitura!

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    16 de dezembro de 2016

    Cristina Iglesias

    Artista com obras em exposição no Inhotim


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    Leitura: 3 min

    O Labirinto de Cristina Iglesias #Ensaio1nfinit0

    O Labirinto de Cristina Iglesias #Ensaio1nfinit0

    O caminho de Belo Horizonte a Inhotim, em Minas Gerais, me afetou de uma maneira especial. Ao cruzar a aldeia até Brumadinho, ao longo dos trilhos de trem das minas, tudo estava coberto de um pó vermelho ferroso que dava a cada imagem a aparência de uma antiga foto em sépia. Notei várias garagens abertas onde se reparavam carros quebrados e me fixei também nas montanhas, com suas entranhas abertas entre a vegetação exuberante e desordenada. Essa visão me afetou no encontro com o Jardim. De repente, como um oásis perfeito depois desses caminhos sinuosos apareceu Inhotim, um laboratório de botânica e arte com uma ânsia educacional e de discussão exemplar.

    Minha primeira ideia foi a proposta final. Buscamos um lugar selvagem, mas nas proximidades. Imaginei uma peça no mato, perto do jardim mais puro , mas construindo um novo caminho a uma das ilhas de vegetação que no Inhotim preservam a memória do lugar. Era a possibilidade de jogar com a paisagem, extrair, preservar e replantar como em um desenho infinito, como na ficção interior.

    Eu construí uma sala vegetal sem teto, a céu aberto no meio da floresta, com paredes de aço inoxidável que refletem a natureza e, portanto, desaparecem, se camuflam. Há quatro portas, uma para cada lado. Cada porta se abre para um lugar com uma topografia que constrói recantos que convidam a ficar e aberturas para alguns dos outros espaços, sem acesso físico, mas acessíveis pelo olhar. As paredes representam uma ficção vegetal com um padrão que se repete e simultaneamente vai metamorfoseando de um espaço para outro, com detalhes que vão se multiplicando de forma quase imperceptível.

    Sem acesso aos diferentes espaços de dentro, é necessário voltar o olhar para o exterior, em direção à vegetação real, e encontrar a próxima porta entre os reflexos do ambiente. Ao entrar em outro espaço, a experiência será semelhante à já vivida. Ouve-se o murmúrio da água. Uma das entradas, a mais escondida por ervas daninhas, conduz ao centro do labirinto, onde, sob o chão de grade metálica, a água flui formando um redemoinho.

    Um labirinto é um complexo jogo de infinitos.

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