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  • 20 de dezembro de 2013

    Redação Inhotim


    arteBabette Mangolteinauguração

    Leitura: 2 min

    Números em palavras

    2013 marca a maior troca de acervo artístico do Inhotim, que totaliza agora 170 obras em exibição. Em outros números, foram 86 novas obras de 18 artistas de 9 nacionalidades diferentes. Pela primeira vez, as galerias temporárias Mata, Praça, Lago e Fonte tiveram seus espaços renovados em um mesmo ano. Outra novidade foi a inauguração de exposições temáticas como “amor lugar comum”, de Luiz Zerbini, “Mineiriana”, de Juan Araujo e “Babette Mangolte”, da própria artista. A natureza morta foi outro tema que recebeu grande destaque, ocupando uma galeria inteira. Ao todo, 13 nomes, como Rivane Neuenschwander, Sara Ramo e Tacita Dean, exibem mais de 40 obras na Galeria Fonte.

    Ninguém melhor que os próprios curadores do Inhotim para traduzir esses números em palavras. Assista ao vídeo!

     

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    13 de dezembro de 2013

    Redação Inhotim


    arteexposiçãolaboratório inhotim

    Leitura: 3 min

    Laboratório para a arte

    Laboratório para a arte

    O ambiente é claro. Pela janela arredondada, a luz do fim de tarde e o clima urbano invadem a sala. O barulho das buzinas faz quase sumir os cochichos dos visitantes. Atentos, avaliam os quadros e fotos pendurados nas paredes. No centro, apoios recebem outras peças da exposição. Em comum entre elas está um dos mais antigos suportes do conhecimento, surgido na Idade Média: o livro.

    Intitulada Sublevações do Livro: Objeto – Espaço – Matéria, a mostra realizada no início de dezembro reúne produções de participantes do Laboratório Inhotim, projeto educativo do Instituto, desenvolvido com alunos da rede municipal de Brumadinho/MG. Durante todo o ano de 2013, os alunos investigaram diferentes aspectos dessa antiga inovação técnica, que hoje aguarda o momento de se tornar obsoleta, ou não.

    Entre as 17 experiências, estão duas de Rafaela Hermenegilda. “Quando comecei meu trabalho, pensei primeiramente em achar uma matéria ou objeto-chave. Entre vários, escolhi a árvore, já que é uma planta muito importante para o mundo e produz duas coisas essenciais à minha vida: o oxigênio e as folhas de papel que compõem os livros”, conta a menina, do alto de seus 14 anos. Para construir uma de suas propostas, Rafaela usou o livro como terreno fértil, literalmente. “A peça faz uma brincadeira de troca, já que a árvore passou a ser o receptor da escrita, e o livro teve que acolher a árvore”. Uma metáfora poética de como o conhecimento e a leitura podem fazer florescer belas ideias.

    Laboratório Inhotim - Obra em exposiçãoAo plantar a espécie no livro, Rafaela atribuiu novos sentidos à literatura e à natureza Foto: Rossana Magri
     

    Já em sua série de fotografias, é a árvore o esteio para a contação de histórias. “As pessoas escrevem nas árvores, registrando momentos especiais, ferindo-as com as palavras que resumem lembranças marcantes. Comecei a fotografar todas essas escritas que consegui achar. Desenvolvi a ideia de que elas são livros-objetos”. Sobre sua participação no projeto, ela resume: “Foi muito gratificante aprender um pouco sobre a arte e descobrir, talvez, uma profissão”.

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    11 de dezembro de 2013

    Luiza Verdolin

    Integrante da equipe de Educação Ambiental do Inhotim


    artebienalLucy SkaerPorto Alegre

    Leitura: 3 min

    Bienal do Mercosul 2013

    Bienal do Mercosul 2013

    A Bienal do Mercosul de 2013 esteve surpreendente! A calorosa Porto Alegre fez jus ao título da 9ª edição do evento: Se o clima for favorável. Sendo esta uma pergunta, a resposta é positiva; caso tenha sido uma afirmativa, foi a mais coerente possível; se esta foi uma condição, isso justifica a incrível experiência acarretada. Ao percorrer os museus, instituições e espaços que abrigavam obras e foram berços de performances, a linha tênue entre a arte e a natureza se reforçava, trazendo uma deliciosa confusão de onde uma começa e a outra termina. A confluência entre materiais, métodos, mitos e ritos confirmou a promessa de um ambiente para defrontar-se com recursos naturais sob uma nova luz, e especular sobre as bases que marcaram distinções entre descoberta e invenção.

    Para aqueles que não tiveram a oportunidade de vivenciar, compartilho aqui uma das preciosidades da Bienal do Mercosul: Tradução da resina. A resina é uma secreção produzida pelas plantas, com finalidades e constituições específicas. Esta se tornou potencial matéria para a produção de diversos bens de consumo como ceras e gomas. Lucy Skaer utilizou resina, como matéria prima de pedras preciosas com 25 quilogramas. A obra produzida por meio da extração de resina de pinus pela fábrica de Celulose Irani, subverte as lógicas da produção industrial e cultural. Neste contexto, o trabalho de Skaer assim como tantos outros da 9ª Bienal do Mercosul, elucida como a arte “re”forma o que a natureza produz, de maneira poética e emocionante!

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    10 de dezembro de 2013

    Rodrigo Moura

    Curador e diretor de Artes e Programas Culturais do Inhotim


    arteinauguração

    Leitura: 3 min

    Risco e poesia

    Risco e poesia

    A chegada das pinturas de Luiz Zerbini a Inhotim, coincidindo com a sala de Juan Araujo e com uma mostra em torno do gênero natureza-morta, evidencia o desejo de mostrar e falar de pintura. Desde a inauguração do pavilhão de Adriana Varejão, em 2008, a pintura não ocupava um lugar de tanto destaque em nossas exposições. Com suas composições intrincadas e referências culturais complexas, as obras figurativas de Zerbini poderiam ser consideradas o ponto focal de sua apresentação na Galeria Praça, reinventando a pintura narrativa – penso na linhagem que vai da pintura religiosa renascentista à pintura histórica do século XIX brasileiro.

    Sua relação com a natureza, entendida como construção do homem, ganha uma relevância especial em Inhotim, onde os limites entre o cultivado e o natural são sempre presentes. Em Mamão Manilha (2012), um mamoeiro resiste num canteiro de obras que inclui uma pintura de Hélio Oiticica. Em Mar do Japão (2010), o contrário: são vestígios humanos que subsistem numa paisagem marinha entrópica. Os quadros geométricos e as colagens-esculturas que completam a sala mostram a inquietude do artista nos últimos dez anos de sua produção. Ao mesmo tempo lenda e exceção entre os pintores brasileiros dos anos 1980, por sua pintura solar, tropical e exuberante, Zerbini acumula 30 anos de arte mostrando que sem risco não há poesia.

    Obras de Luiz Zerbini na Galeria praça. Foto: Ricardo Mallaco

    As obras de Luiz Zerbini podem ser vistas na Galeria Praça. Foto: Ricardo Mallaco

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    04 de dezembro de 2013

    Redação Inhotim


    artetecnologia

    Leitura: 3 min

    Arte compartilhada

    Arte compartilhada

    O Inhotim passou a integrar o acervo on-line do Google Art Project. Agora, de qualquer lugar do mundo, é possível andar pelos jardins do Instituto e conhecer as galerias e obras externas.  Nada substitui uma visita ao parque, mas a experiência de navegar pela coleção, percorrer diferentes percursos com o Google Street View e explorar mais de 90 obras de nomes como Miguel Rio Branco, Tunga e Carlos Garaicoa é, sem dúvida, estimulante. Além disso, um importante passo no sentido da democratização do acesso à arte. 

    Mais do que imagens em alta resolução e textos sobre as obras de arte,  a visita virtual guarda uma surpresa para os usuários.  Celacanto Provoca Maremoto, da artista brasileira Adriana Varejão, pode ser explorada em detalhes nunca vistos: a imagem está disponibilizada no formato gigapixel, ou seja, tem 1 bilhão de pixels. E fica mais bonita a cada zoom. 

    Google Art Project Inhotim

     Gigapixel da obra Celacanto Provoca Maremoto, Adriana Varejão. 

    Ao todo, o Google Art Project disponibiliza obras de 315 instituições culturais de diversos países do mundo, oito delas brasileiras. O acervo soma mais de 6 milhões de itens on-line. Então, não perca mais tempo: acesse o site do Google Cultural Institute e conheça o projeto. Aproveite para escolher a rota da sua próxima visita ao Inhotim. 

    Foto: Adriana Varejão, Celacanto Provoca Maremoto,  2004-2008.  Eduardo Eckenfels. 

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