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  • 11 de março de 2015

    Tiago Ferreira

    Mediador do Inhotim.


    arteprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    Dias de poesia no Inhotim

    Dias de poesia no Inhotim

    Percorrer os caminhos sinuosos, as trilhas instigantes, respirar ar puro e, a cada instante, se deparar com uma obra de arte. Parar no tempo e pensar no que nos inspira. O que se torna ou é a poesia? Estar no Inhotim é uma experiência em que a vida e a arte se transformam em uma só coisa, como uma simbiose, um instante em que tudo se torna poético. Abra os braços e esteja aberto para descobrir, com delicadeza, cada pedacinho e espaço deste lugar.

    No Inhotim, a poesia ganha representações diversas. Uma criança que observa, encantada, os pássaros na beira do lago. O arrepio de pisar em cacos de vidro. A emoção de ouvir uma sinfonia antiga de um coral de 40 vozes. Olhar para o céu e não saber se é nuvem, se é continente, ou se tudo atravessa mesmo o campo da imaginação, do sentir inspirado e do olhar para o novo. A poesia, aqui, é estar vivo e deixar que a voz declame, recite, exclame, fale que o mundo vai além do que se vê.

    Em comemoração ao Dia Nacional da Poesia, celebrado em 14 de março, o Inhotim realiza, nesta semana, um Sarau nos jardins do parque. Os pés da árvore do Tamboril tornam-se palco aberto para todos os amantes das palavras. Venha e ofereça aquela poesia guardada de cabeça, rabiscada num pedaço de papel ou escrita em um livro predileto.

    sarau-rossana-magri-post

    Foto: Rossana Magri

    Sarau Poético
    11, 14 e 15 de março
    10h às 12h e 14h às 16h aos pés da árvore Tamboril

    Confira a programação completa de março.

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    04 de março de 2015

    Walter Sebastião


    arteexposição

    Leitura: 8 min

    Vasto Mundo

    Vasto Mundo

    * O texto abaixo foi escrito pelo jornalista Walter Sebastião para o caderno EM Cultura, do Jornal Estado de Minas. Publicado em 03/03/2015

    Uma característica palpável da arte é que ela, com o tempo, muda, conforme ensina o italiano Lionello Venturi no belo livro ‘História da crítica de arte’. Ou seja: a arte, em outros tempos do mundo, foi diferente (no que se refere a práticas, conteúdos, formas, conceitos, materiais etc.) do que é hoje e, quase certamente, do que ela será no futuro.

    Em linhas muitos gerais, o objeto artístico, como conhecemos no Ocidente, teria sua “origem” em peças com função utilitária que se destacavam pelos cuidados de elaboração, pelo material empregado em sua realização, pela beleza ou pela singularidade de suas formas. Preservadas por esses motivos, essas peças acabaram gerando um acervo que induziu à produção de objetos que deixaram de lado a dimensão de uso para se concentrar apenas em especulações estéticas.

    Eis um processo não linear, longo, complexo, que carrega outra transformação: a troca da representação de heróis, narrativas e tempos míticos pela exaltação de homens notáveis – reis e santos, especialmente, mas não só. A aproximação do cotidiano (e do tempo contemporâneo dos artistas) se dá de modo contínuo. Mais tarde, esse processo engendra a troca de personagens aristocráticos e da elite econômica (e os hábitos deles) por representação das vivências, dramas e percepções do cidadão “comum”.

    Embora a origem do objeto de arte pareça abstrata, é fácil perceber sua concretude, por exemplo, no caso dos grandes artistas do barroco-rococó brasileiro –, produtores de uma arte que ainda tinha um função utilitária (no caso, religiosa), mas que também já exercitavam com desenvoltura valores estritamente artísticos.

    Vale a pena ter esses aspectos em consideração no momento em que uma exposição – “Do objeto para o mundo – Coleção Inhotim“, curadoria de Rodrigo Moura e Inês Grosso, em cartaz até o próximo domingo, no Palácio das Artes, e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia –, foca as transformações da arte (e registra os 10 anos de atividade do Centro de Arte Contemporânea Inhotim).

    ESTRATÉGIAS O foco dessa exposição está sobre trabalhos de arte que aspiram a ser acontecimentos (no mundo) e não representações deles. São criações dos últimos 50 anos que se valem de várias estratégias. Tanto há peças que impõem sua presença física no espaço real quanto ações, as mais diversas, que interpelam a noção de arte como objeto. Há, ainda, trabalhos que se abrem para interação com o espectador. Esses, que são motivos onipresentes em grande parte da coleção Inhotim, estão apresentados na exposição de forma sintética.

    O tema da exposição (do objeto para o mundo) está nítido na Grande Galeria. Ali, ele é mostrado com uma reunião de trabalhos tão saborosa – pela qualidade das obras e pela diversidade de pontos de vista – que “esvazia” de supresas os outros espaços. Mas todas as galerias têm ótimas obras. Esse mérito advém do fato de Inhotim ter um acervo admirável, que foi definido e construído com rigor conceitual e senso histórico, mas especialmente com sensibilidade.

    Os curadores demonstram gosto por criar diálogos (inclusive entre gerações) e paixão em apresentar descobertas. É de emocionar o resgate de intervenção do mineiro Décio Novielo, dos anos 1970, inclusive com filmes de época. Assim como a atenção dispensada ao Livro da criação, uma das mais belas obras da carioca Lygia Pape. E ainda a criação de um ambiente adorável (apenas com portfólio e dois vídeos preciosos) para se conhecer melhor um artista especial: o norte-americano Chris Burden.

    Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim. Foto: Eduardo Eckenfels

    Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim. Foto: Eduardo Eckenfels

    É um cuidado que ajuda a ir tecendo uma história com a produção recente, mas também com trabalhos que, por muito tempo, foram relegados e esquecidos nos ateliês dos artistas. Trazer estas obras e autores à cena joga luz sobre a singularidade do trabalho desenvolvido por Inhotim. A instituição, na prática, vem se constituindo como um museu contemporâneo de arte e não simplesmente como um museu com acervo de arte contemporânea.

    INTERPELAÇÃO Com pensamento e a criação de uma estrutura física, o Inhotim vem aprofundando um modo específico de apresentar trabalhos importantíssimos dos últimos 50 anos, sem “trair” o que eles têm de essencial: uma poética de interpelação de todas as convenções artísticas, que redefiniu o que entendemos como arte. Essa postura alcança uma proeza: dar vida, potência, vibração à arte que, ousadamente, é e quer ser diferente. São criações de autores que, às vezes, até estão nos museus de arte contemporânea (mas não com seus trabalhos e ideias mais ousadas), ou cobertos pela poeira de museografias (e visões históricas) convencionais, o que tinge as criações de uma melancolia que não é delas.

    As inovações de Inhotim, em todos os aspectos, trazem um problema que merece ser registrado: acostumados aos prazeres trazidos pelas mostras realizadas em Brumadinho, em condições que provaram ser as ideais para a boa fruição da produção de arte contemporânea, como se acostumar (ou voltar) a arquiteturas tradicionais dos museus? E ainda: será que dá para fruir obras que pedem mais do que apenas empatia ótica, em ambiente tão congestionado (de tudo), como o Centro da cidade, por exemplo, às 18h de um dia de semana?

    Por enquanto, a resposta a essas perguntas, especialmente à última, é: respire fundo e paciência. Veja (e reveja) a exposição com calma, com catálogo na mão, lendo textos e créditos nas paredes, aspectos que também são essenciais no padrão de excelência estabelecido por Inhotim.

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    27 de fevereiro de 2015

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Conversa com Daniel Steegmann

    Conversa com Daniel Steegmann

    Para encerrar sua temporada em Belo Horizonte, a exposição “Do objeto para o mundo – Coleção Inhotim”, em exibição até 8 de março no Palácio das Artes e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, promove uma conversa com o artista Daniel Steegmann Mangrané, no próximo dia 4.

    Autor de 16 mm, que integra a exposição, Steegmann fala sobre esta e outras obras que marcaram sua trajetória. É uma ótima oportunidade para conhecer melhor o trabalho de um artista cuja atividade reflete aspectos da arte contemporânea e, também, para saber mais sobre a formação da coleção do Inhotim. Exibido pela primeira vez na 30a Bienal de Sa?o Paulo, em 2012, 16 mm foi filmado com um dispositivo criado pelo artista, no qual a ca?mera desliza por um cabo de ac?o colocado a tre?s metros de altura, na Mata Atlântica. A conversa, com mediação do curador da exposição Rodrigo Moura, fecha o ciclo de encontros com o público.

    Retrato Daniel Steegmann Mangrané

    Retrato Daniel Steegmann Mangrané

    Os temas da exposição também foram discutidos em conversas promovidas durante o período de sua abertura, em dezembro de 2014. Na primeira delas, foi possível conhecer a trajetória de dois importantes artistas argentinos – Jorge Macchi e David Lamelas. Apesar de pertencerem a diferentes gerações, suas obras ajudam a entender o caminho traçado pela curadoria da exposição. “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim” apresenta um recorte em que a arte contemporânea é entendida a partir de movimentos artísticos surgidos no Brasil, América Latina e Japão a partir dos anos 1950. Este caminho é marcado, também, pela manifestação de “Do corpo à terra”, ocorrida em Belo Horizonte em 1970, no Parque Municipal. O curador do evento, Frederico Morais, e dois artistas que integraram a mostra – Cildo Meireles e Décio Noviello – participaram da segunda rodada de conversas, realizada em dezembro.

    Nesta quarta-feira, 4 de março, o público tem mais uma oportunidade de se aproximar dos conteúdos trazidos pela exposição, de maneira direta e descontraída. Participe da conversa de Daniel Steegman Mangrané com o curador Rodrigo Moura, às 19h30, no Teatro João Ceschiatti.

    Conheça melhor a obra de Daniel Steegmann e visite exposição no Palácio das Artes.

    Conversa com o artista Daniel Steegmann Mangrané
    Quarta-feira, 4 de março, 19h30
    Palácio das Artes, Teatro João Ceschiatti,  – Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte/MG
    Lotação máxima: 148 pessoas
    Entrada gratuita, por ordem de chegada
    doobjetoparaomundo.org.br

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    28 de janeiro de 2015

    Redação Inhotim


    artevisita

    Leitura: 8 min

    Cinco obras para curtir com crianças

    Cinco obras para curtir com crianças

    Arte contemporânea é uma ótima pedida para crianças. Surpreendente, criativa e muitas vezes interativa, propõe experiências divertidas e curiosas. Então, que tal fazer uma visita ao Inhotim com a família? Confira cinco obras imperdíveis para curtir toda a diversão do Instituto com os pequenos:

    Através, 1983-1989
    Cildo Meireles

    Através

    “Através”, 1983-1989, Cildo Meireles. Foto: Daniela Paoliello

    Comece sua visita dando uma geral no mapa do parque. Atualmente o Inhotim possui 140 hectares e um dia é pouco para conhecer tudo. Assim, aproveite ao máximo seu tempo! Na recepção há banheiros, bebedouros e as lojas institucionais do Inhotim para você levar uma lembrança ou adquirir algo que esqueceu para o passeio. Leia aqui tudo o que você precisa carregar na mochila para estar preparado. Siga pela alameda central. No final dela está o Tamboril, árvore que é um dos símbolos do Instituto (aproveite para tirar uma foto com as crianças!). Continue pela esquerda, atravesse uma ponte e você encontrará a Galeria Cildo Meireles. Ela é uma das mais antigas do Instituto. A obra “Através” sempre surpreende as crianças. Cacos de vidro, grades, cortinas e outros materiais do cotidiano formam um labirinto e fazem refletir sobre as barreiras do dia a dia e a maneira como as pessoas se relacionam com elas.

    Continente/Nuvem, 2008
    Rivane Neuenschwander

    "Continente/Nuvem", 2008, Rivane Neuenschwander.

    “Continente/Nuvem”, 2008, Rivane Neuenschwander. Foto: Rossana Magri

    Saia da galeria pela porta oposta a que você entrou. Siga em frente e, à sua direita, logo vai estar uma casinha branca. Contorne-a para descobrir a entrada. À primeira vista vazia, a construção (que data de 1874 e é a mais antiga edificação remanescente da propriedade rural que deu origem ao Inhotim) abriga no teto uma instalação da artista Rivane Neuenschwander. Uma das referências usadas por ela para desenvolver o trabalho foi sua própria infância, quando observava o céu e as nuvens em busca de figuras. Experimente deitar-se no chão ou nos degraus da escada com os pequenos para descobrir as imagens que vão sendo formadas!

    Galeria Cosmococa
    Hélio Oiticica e Neville D’Almeida

    Uma das salas da Galeria Cosmococa. Foto: Ricardo Mallaco

    Uma das salas da Galeria Cosmococa. Foto: Ricardo Mallaco

    Continue o passeio subindo em direção à Galeria Adriana Varejão. No caminho, você vai encontrar banheiros e uma lanchonete. Aproveite para recarregar as baterias! Siga pela direita em direção à Cosmococa. Passe pelo Jardim das Veredas Tropicais, com incríveis bancos do designer Hugo França, e pela obra Troca-Troca (2002), do artista Jarbas Lopes, composta por três fusquinhas coloridos. Um pouco mais a frente está o prédio que abriga as cinco salas sensoriais de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. Espumas geométricas, balões coloridos, redes, colchões e, para deixar tudo ainda mais divertido, uma piscina! Não deixe de dar um mergulho e fique tranquilo na hora de sair: o Instituto disponibiliza toalhas para quem se aventurar a entrar.

    Piscina, 2009
    Jorge Macchi

    "Piscina", 2009, Jorge Macchi. Foto: Pedro Motta

    “Piscina”, 2009, Jorge Macchi. Foto: Pedro Motta

    Depois dessa incrível experiência, mostre para as crianças a variedade de espécies botânicas ao redor, especialmente de palmeiras e aráceas, famílias de plantas que o Instituto coleciona. Continue subindo em direção à obra Beam Drop Inhotim (2008), do artista Chris Burden. Ao chegar ao topo, você vai encontrar, do lado direito, as vigas que o artista lançou ao chão de uma distancia de 45 metros, em uma ação performática que durou 12 horas (confira o vídeo aqui). Seguindo o caminho, está a Piscina (2009), do argentino Jorge Macchi. O trabalho foi realizado a partir de uma aquarela surrealista do artista, que propunha uma caderneta de endereço em que o índice era a escada para uma piscina. O Inhotim convidou Macchi a reproduzir o trabalho em três dimensões, resultando em uma construção que pode ser usada pelos visitantes. Na mata ao lado dela, há um vestiário com toalhas gratuitas e banheiro, por isso, “se jogue” com a turma!

    A Origem da Obra de Arte, 2002
    Marilá Dardot

    "A Origem da Obra de Arte", 2002, Marilá Dardot. Foto: Daniela Paoliello

    “A Origem da Obra de Arte”, 2002, Marilá Dardot. Foto: Daniela Paoliello

    Revigorado do calor, caminhe em direção às montanhas até um galpão de jardinagem. Lá e em todo seu entorno estão vasos em formas de letras que fazem parte A Origem da Obra de Arte (2002), de Marilá Dardot. O trabalho convida o público a plantar sementes nesses recipientes e transformá-los em palavras espalhadas pelo campo. Nomes, sentimentos, promessas e desejos sempre compõem a paisagem. Ajude as crianças a deixarem seu recado também e não se esqueça de fazer uma foto. Se for compartilhá-la na internet, use #inhotim, assim o seu registro irá aparecer para quem pesquisar imagens do parque. Siga desvendando as galerias do parque ou, se a fome apertar, faça uma parada em um dos restaurantes do Inhotim, com menus variados.

    Gostou da nossa sugestão de roteiro com as crianças? Deixe abaixo um comentário!

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    07 de janeiro de 2015

    Marina Drummond


    arteprogramação culturalvisita

    Leitura: 3 min

    Mundo novo: Inhotim no centro de BH

    Mundo novo: Inhotim no centro de BH

    Carros, buzinas, fumaça, calor e gente, muita gente. De repente me vi andando em um ritmo que não era meu. O ritmo de uma cidade que pulsa e não para. Quando percebi a ansiedade do mundo que estava à minha volta, entrei em uma lanchonete e comprei uma água. Ao abrir a garrafa, uma dúvida surgia: “Será que o Centro de Arte ainda está longe?” Não, não estava. A poucos passos dali me deparei com a placa “Do Objeto para o Mundo”. “É aqui”, pensei. Bati na porta algumas vezes e a cada toque a minha curiosidade aumentava. Afinal, não é todo dia que você pode ver uma obra de arte antes de todo mundo. Pode até parecer bobagem, mas me senti descobrindo algo inédito. A porta se abriu e alguns homens trabalhavam na montagem da obra. As luzes estavam acessas com escadas e fios pelos cantos. Pedi ao pessoal que parasse o trabalho por alguns minutos para que eu pudesse ver a obra da forma que ela foi pensada: com as luzes apagadas, deitada em um colchão, olhando para cima, assistindo a uma projeção em uma tela de cinema instalada no teto. Nesse momento, pensei: será que nunca assisti a um filme assim? Um cinema no teto? Não, nunca. O filme já estava rodando deste o momento que eu havia entrado na sala, mas só quando o ambiente foi montado é que pude contemplar um maravilhoso mundo de cores, sentidos e formas, amarrados a uma música hipnótica que não me deixava mover. Era como se eu estivesse dentro de um novo mundo. E com certeza muito, mas muito distante do centro da cidade.
    A obra Homo sapiens sapiens, 2005, da artista Pipilotti Rist fica em cartaz no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, em Belo Horizonte, até 8 de março. A obra faz parte da exposição “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim“.

    Obra "Homo sapiens sapiens" (2005), da artista Pipilotti Rist. Foto: Daniela Paoliello

    Obra “Homo sapiens sapiens” (2005), da artista Pipilotti Rist. Foto: Daniela Paoliello

    Aqui, contei um pouquinho da minha experiência com a obra. E você, já viveu algo parecido? Deixe seu comentário abaixo.

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