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  • 07 de março de 2014

    Redação Inhotim


    botânicavisita

    Leitura: 2 min

    Jardim de Pedras

    Jardim de Pedras

    Em meio aos exuberantes jardins do Inhotim, uma novidade tem chamado atenção dos visitantes. O Jardim de Pedras, próximo ao Viveiro Educador, foi inspirado nas paisagens desérticas do México e reúne plantas que, apesar de terem pouca água disponível, são ricas em beleza.

    A ideia de criar um jardim tão diferente tem explicação. Lívia Lana, engenheira agrônoma do Inhotim, é quem responde: “Já possuíamos várias espécies, algumas, inclusive, raras. Criamos, então, um ambiente especial, em que é possível entender o contexto em que elas vivem”, revela.

    Foto: Rossana Magri

    Foto: Rossana Magri

    Os exemplares que compõem o Jardim de Pedras são originários de desertos e também de regiões áridas do Brasil. Entre eles estão Cactáceas, Crassuláceas e Euforbiáceas. Apesar do nome complicado, são muito empregados no paisagismo e têm manutenção relativamente simples. O grande trabalho foi transformar o solo do local para receber as mudas, utilizando principalmente areia e pedras.

    Em sua próxima visita, não deixe de conhecer esse jardim tão exótico. Para saber mais sobre o acervo botânico do Inhotim, clique aqui.

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    28 de fevereiro de 2014

    Redação Inhotim


    designloja inhotimvisita

    Leitura: 5 min

    Vá preparado!

    Vá preparado!

    Está programando sua visita ao Inhotim? Confira tudo o que você precisa usar e levar para aproveitar ao máximo essa experiência.

    Vista uma roupa confortável

    Atualmente, o Inhotim possui 110 hectares de visitação. Para se ter uma ideia, esse valor corresponde a mais de 100 campos de futebol! Por isso, eleger peças leves e adequadas a esse ambiente é fundamental para caminhar entre obras e galerias. Nos pés, dê preferência a um sapato fechado, como o tênis, já que há trechos com subida, calçamento de pedra e passagens por dentro da mata.

    Fotos: Rossana Magri e Juliano Arantes

    Fotos: Rossana Magri e Juliano Arantes

    Organize a bolsa

    Anote aí: máquina fotográfica é indispensável. A dobradinha arte e jardim, somada a uma paisagem que mistura Mata Atlântica e Cerrado, é única e rende imagens incríveis. Fotos só não são permitidas dentro das galerias, mas do lado de fora, o céu é o limite para a criatividade! Quem fotografa com o celular e usa o aplicativo Instagram ainda pode postar com a hashtag #inhotim. Não deixe faltar também protetor solar, óculos de sol e um casaquinho, pois no outono e inverno os dias começam bem frios com a bruma típica do local.

    Fotos: Rossanan Magri e Juliano Arantes

    Fotos: Rossanan Magri e Juliano Arantes

    Cheque a previsão do tempo

    Se o dia for de calor, boné e chapéu vão protegê-lo melhor do sol. Dica: para se manter hidratado, leve uma garrafinha de água na mão. Apesar de não ser permitido entrar com comidas e bebidas no Inhotim, você pode encher seu squeeze em um dos bebedouros espalhados em pontos estratégicos do parque, como a recepção, a saída da Galeria Adriana Varejão ou a entrada do jardim de letras da artista Marilá Dardot. Se a previsão for de chuva, leve sombrinha ou capa.

    Fotos: Rossana Magri e Juliano Arantes

    Fotos: Rossana Magri e Juliano Arantes

    Esteja pronto para aprender

    O Inhotim é um lugar de arte, botânica, arquitetura, mas especialmente de transformação. Além do acervo e os espaços físicos estarem em constante ampliação, visitar o parque é uma experiência de emoção e sensibilidade capaz de despertar novos olhares para o mundo. Por isso, estar munido de lápis e papel para anotar suas sensações pelo caminho pode ajudá-lo a organizar esse turbilhão a refletir sobre todo o passeio.

    Fotos: Rossana Magri e Juliano Arantes

    Fotos: Rossana Magri e Juliano Arantes

    Depois dessas dicas, prepare corpo, alma e mochila para mergulhar no Inhotim. Se ainda assim você se esquecer de algo, fique tranquilo. A loja design, na recepção do Instituto, oferece de capa de chuva a livros de arte, que vão livrar você de qualquer apuro! Saiba mais aqui.

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    25 de fevereiro de 2014

    Redação Inhotim


    artebotânicaeducaçãohistóriaprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    De onde vem o Carnaval?

    De onde vem o Carnaval?

    Nem todo mundo sabe, mas o Carnaval é muito mais antigo que os trios de Dodô e Osmar em Salvador, na Bahia. Essa festa popular tem suas origens em celebrações como a Saturnália, quando Roma Antiga parava para festejar o deus Saturno. Segundo a mitologia, foi ele quem ensinou a prática da agricultura aos homens e, nesses dias de festa em que aconteciam em dezembro, os amigos se presenteavam com flores e alimentos típicos da estação.

    Pegando carona nessa história, quem visitar o Inhotim durante o Carnaval será presenteado com sementes de palmeira licuri (Syagrus) e butiá (Butia) como forma de agradecer à natureza e ao público por fazerem do parque um lugar tão único e transformador. Essas espécies não foram escolhidas por acaso. Além de marcarem presença nos jardins do Inhotim, elas estão retratadas em diversas obras do artista Luiz Zerbini, expostas na mostra amor lugar comum, instalada na galeria Praça desde outubro de 2013.

    Pintura e jardim: detalhe da obra "Lago Quadrado" (2010), de Luiz Zerbini, e a mesma planta no acervo botânico do parque.

    Pintura e jardim: detalhe da obra “Lago Quadrado” (2010), de Luiz Zerbini, e a mesma planta no acervo botânico do parque. Fotos: Rossana Magri

    Em referência à obra Olê ô picolê (2007), de Marepe (leia sobre o artista aqui), exposta na galeria Lago, os educadores farão intervenções junto aos carrinhos de picolé que circularão pelo parque. Os visitantes irão receber recortes de textos sobre o artista ou escritos por ele, num convite para conhecer seu trabalho.

    Já os foliões-mirins poderão confeccionar máscaras de carnaval com materiais que seriam descartados. As ações acontecem pelo parque, de sábado (1/3) a terça-feira (4/3), de 10h às 12h e de 14h às 16h. Para saber mais clique aqui.

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    21 de fevereiro de 2014

    Equipe de mediadores

    Realiza visitas e atividades que convidam a refletir sobre os acervos do Inhotim


    arteeducaçãoexposiçãoprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Simplesmente Marepe

    Simplesmente Marepe

    Marcos Reis Peixoto, ou simplesmente Marepe, nasceu em Santo Antônio de Jesus, uma cidadezinha no Recôncavo Baiano. Seus trabalhos presentes no Inhotim se relacionam com a identidade cultural nordestina e a simplicidade de seu local de origem, mas vão muito além. Mais que enfatizar as dramaticidades dos problemas sociais e talvez da seca, Marepe potencializa discussões acerca dos próprios estigmas criados para o nordeste.

    Obra "A Bica" (1999), de Marepe

    Obra “A Bica” (1999), de Marepe

    A Bica (1999), Cabra (2007) e Olê ô picolê (2007), os três trabalhos do artista atualmente em exposição no Inhotim, oferecem ao público uma experiência do cotidiano enobrecida de significações, comum em sua produção. Marepe faz uso recorrente de materiais não-nobres, como papelão, borracha, latas de cerveja e outros objetos do dia a dia, construindo matéria a partir de ideias, de uma forma que ele gosta de chamar de intuitiva, ainda que repleta de influências.

    Obra "Olê ô picolê" (2007), de Marepe

    Obra “Olê ô picolê” (2007), de Marepe

    Ao reutilizar produtos que, retirados de seu contexto, ganham novas significações, Marepe é recorrentemente associado ao artista francês Marcel Duchamp, ligado ao Dadaísmo, movimento da vanguarda modernista surgido no início do século 20. A arte conceitual, quando decomposta e desdobrada em filosofia, informação, linguística, matemática, autobiografia, crítica social, deixou um legado na história da arte, do qual o artista lança mão para criar um trabalho que traduza suas ideias, vivências e memórias.

    Obra "Cabra" (2007), de Marepe

    Obra “Cabra” (2007), de Marepe

    Seus trabalhos não são apropriações de objetos que adquirem novos simbolismos, mas são confecções de objetos semelhantes aos do cotidiano de muitas pessoas, que, como obras de arte, adquirem novos simbolismos. Marepe chama essas recriações simbólicas de nécessaire, e não ready-mades, como os de Duchamp.

    No parque, muitas vezes a simplicidade criativa de Marepe é percebida com certo estranhamento. Suas obras propõem o diálogo, o reconhecimento cultural e a reflexão de questões recorrentes na arte contemporânea, com jeitinho brasileiro e nordestino ao mesmo tempo.

    Texto de Beatriz Alvarenga, Daniela Rodrigues, Marília Balzani e Pedro Vinícius, mediadores de Arte e Educação do Inhotim

    Em fevereiro, a visita temática artística propõe uma reflexão sobre a obra de Marepe no Inhotim. Confira a programação aqui.

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    20 de fevereiro de 2014

    Everton Silva

    Integrante da equipe de Inclusão e Cidadania do Inhotim


    brumadinhocomunidadeeducaçãohistória

    Leitura: 4 min

    … até agora

    … até agora

    Quando comecei a trabalhar no Inhotim em 2006, alguns dos meus colegas já estavam ajudando a plantar a semente deste projeto que temos hoje. Perto deles, não tenho uma história assim tão longa no parque. Para se ter uma ideia, tem gente que está aqui há mais de 20 anos, quando a região ainda abrigava a antiga Fazenda Inhotim, berço do que seria um instituto internacional, referência no Brasil e no mundo. De qualquer forma, também me considero parte importante dessa bonita trajetória.

    Desde a minha chegada ao Inhotim, as coisas mudaram de forma esplendorosa. Há oito anos o parque não era como hoje, mas já estava além de tudo que eu tinha visto. Nasci em uma comunidade quilombola e me mudei para Brumadinho com 12 anos, acompanhando minha avó, que precisou trocar de emprego. Na época, o Inhotim tinha outro nome, menos visibilidade e recebia apenas escolas particulares e algumas pessoas convidadas. Coisa bem simples, que contava com uns poucos funcionários da área de educação. Diferentemente de hoje, não havia um monitor sequer.

    Cheguei à instituição para ser tratador de aves aquáticas e logo me tornei o menino dos patos. Exercer a minha atividade era extremamente prazeroso. Mas uma das coisas mais decisivas da minha vida aconteceu nesse período: entrei em um curso de graduação em História. Confesso que, no começo, foi um pouco complicado, devido ao choque cultural que sofri. Não tinha intimidade com os estudos, afinal, dentro da minha família, não contava com influências e nem incentivo.

    Finalizei a faculdade em 2009 e me transferi para a equipe de Educação Ambiental do Instituto, encerrando um ciclo fantástico para mim. Como mediador de visitas, o que mais gostava era de atuar com os alunos da Escola Integrada. Eram meninos, em sua maioria, muito carentes, e precisavam de apenas um olhar ou um carinho para que tivessem um dia fantástico.

    2010 foi mais um daqueles períodos repletos de mudanças, quando me matriculei na faculdade de Direito. Eu colocava em curso mais um projeto de vida. Mudei para a equipe de Inclusão e Cidadania do Inhotim, na qual permaneço até hoje. O trabalho realizado não é simples, mas as conquistas são recompensadoras. Já desenvolvi projetos com a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Brumadinho (Ascavap), as comunidades quilombolas e o programa Inhotim para Todos. Cada um com a sua especificidade, mas todos gratificantes, pois atuam diretamente na transformação do indivíduo como ente social.

    Essa é minha história no Instituto Inhotim até agora.

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