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  • 26 de novembro de 2013

    Redação Inhotim


    botânicaeducação

    Leitura: 3 min

    Jardim de borboletas

    Jardim de borboletas

    Elas estão sempre por lá. Passeiam tranquilas pelo Inhotim, descansando entre plantas e obras de arte. Dos mais diversos formatos e cores, as borboletas que habitam o parque não estão ali por acaso: elas são sinal de que, no Instituto, a natureza e o homem convivem em harmonia.

    Considerado Jardim Botânico desde 2011, além de manter variadas coleções de plantas, o Inhotim desenvolve pesquisas botânicas em seu meio ambiente, uma delas tem como foco sua comunidade de borboletas. Pesquisadores do Setor de Gestão Ambiental do Instituto, em parceria com o Centro Universitário UNA, de Belo Horizonte, vêm realizando esse levantamento desde maio de 2012, no intuito de mapear as espécies frugívoras (que se alimentam de frutos em decomposição, sais minerais e fezes) e nectarívoras (que consomem néctar das flores e pólen) da área de visitação do Inhotim. Até o momento, já foram identificados mais de 200 tipos desses insetos, alguns raros na região.

    Além de artigos científicos, o projeto rendeu diversos desdobramentos, como o Circuito Temático Entre Borboletas, roteiro que permite ao visitante conhecer o processo de captura, de identificação das espécies e a técnica de montagem desses animais para arquivo ou exposição. “Nosso objetivo é conscientizar quem vem ao Inhotim sobre a importância das borboletas como um bioindicador para o meio ambiente e desvendar mitos”, explica Cristiane Hubner, assistente ambiental do Inhotim e uma das orientandas responsáveis pela iniciativa. Um guia ilustrado também está sendo desenvolvido e há a proposta para a criação de um borboletário.

    Em parceria com a Cerâmica Oti – fábrica que funciona dentro do Instituto e produz peças exclusivas para as lojas do Inhotim –, também foi criada uma linha decorada com imagens das diversas borboletas mapeadas pela pesquisa. São utilitários como pratos, canecas, xícaras, formas de bolo e até moringas. Uma oportunidade para que o visitante leve para casa um produto que mistura arte e preocupação ambiental em diversos níveis, do conceito à escolha por materiais não poluentes.

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    19 de novembro de 2013

    Redação Inhotim


    botânicatamboril

    Leitura: 3 min

    No coração do Inhotim

    No coração do Inhotim

    Não é necessário caminhar muitos metros dentro do Inhotim para dar de cara com uma das maiores e mais belas árvores do parque: o Tamboril. Ponto de encontro popular entre os visitantes, a espécie está localizada na área central do Instituto, convidando quem passa por perto a tirar uma foto, descansar sob a sua sombra ou mesmo admirá-la por alguns minutos.

    A história do Tamboril, ou Enterolobium contortisiliquum, se confunde com a história do próprio Inhotim. Acredita-se que o exemplar tenha entre 80 e 100 anos de vida, representado, assim, um dos mais antigos do acervo. Plantada no mesmo local desde a época em que a região era apenas uma vila, a árvore dá nome a um dos restaurantes do parque além de estampar peças de cerâmica produzidas no local.

    O Tamboril é uma espécie abundante e decídua, ou seja, que perde sua folhagem de tempos em tempos. Alcança, em média, de 20 a 35 metros de altura e possui de 80 a 160 centímetros de diâmetro de tronco. É uma árvore de rápido crescimento inicial e muito apropriada para áreas de reflorestamento. Seus frutos são recurvados e semilenhosos, em formato de rim ou de orelha, o que lhe rendeu diversos nomes populares ao longo dos anos, dentre eles “orelha de macaco”. Cada um desses frutos pode conter de duas a doze sementes brilhantes e de cor marrom.

    Apesar de grande e espessa, a madeira do Tamboril é leve, macia e pouco resistente. Dessa forma, é comumente utilizada para a fabricação de canoas, brinquedos, compensados e caixotaria em geral.

    Como é uma árvore encontrada próxima de rios, antigamente as lavadeiras utilizavam as sementes e cascas do Tamboril para lavar suas roupas, já que nelas são encontradas propriedades saponinas. Hoje em dia, várias instituições pesquisam mais a fundo a Enterolobium contortisiliquum. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, descobriu uma proteína extraída da semente da espécie que demonstrou em ensaios uma potente ação antitumoral, anti-inflamatória, anticoagulante e antitrombótica.

    Nome popular: Tamboril ou “Orelha de Macaco”

    Nome Científico: Enterolobium contortisiliquum

    Família: Fabaceae

    Ocorrência: Florestas pluviais e semidecíduas do norte ao sul do Brasil

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    19 de novembro de 2013

    Redação Inhotim


    arteyayoi kusama

    Leitura: 3 min

    Criativa Obsessão

    Criativa Obsessão

    Ainda na infância Yayoi Kusama conheceu as primeiras alucinações. Pontos, bolas e formas fálicas povoavam a mente da criança japonesa, diagnosticando um transtorno compulsivo. Com 11 anos a menina encontrou a cura em sua própria criatividade. Hoje, aos 84, ainda vê as mesmas formas e continua produzindo. Os padrões circulares que se tornaram marca registrada da artista, integrante do acervo do Inhotim, podem ser encontrados em trabalhos exibidos no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro até o início de 2014.

      

    Obsessão Infinita inclui pinturas, instalações, vídeos, esculturas e outras obras que compõem a primeira exposição individual de Yayoi Kusama no País. Quem visita o CCBB pode apreciar trabalhos como Campo de falos (1965), Cheia de Brilho da Vida (2012) e Sala da Obliteração, uma instalação primeiramente concebida em 2002 para a Queensland Art Gallery, na qual o público é convidado compartilhar da obsessão da artista colando adesivos de bolinhas coloridas nas paredes brancas da sala (assista ao vídeo da TateShots e encante-se com o resultado da instalação em Londres).

     Yayoi-Kusama-Narcissus-Garden-Inhotim

    O mito de Narciso: no Inhotim o visitante é convidado a apreciar sua própria imagem em uma das  500 esferas de aço que flutuam sobre um espelho d’água. Foto: Daniela Paoliello.

    Se você já foi ao Inhotim provavelmente conhece Narcissus garden Inhotim, uma versão da obra criada originalmente por Kusama para a 33ª Bienal de Veneza. Na ocasião, Yayoi Kusama instalou, clandestinamente, sobre um gramado em meio aos pavilhões, 1.500 bolas espelhadas. Ao passar pela instalação lia-se a placa com os dizeres: “Seu narcisismo à venda.” O preço? US$ 2 cada. A artista foi retirada da Bienal, onde só colocaria os pés novamente 27 anos mais tarde, como convidada.

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    19 de novembro de 2013

    Redação Inhotim


    arteinauguração

    Leitura: 3 min

    O espaço em cheque

    O espaço em cheque

     Concreto, ferro, vidro e madeira. Estes são alguns dos materiais que o artista Marcius Galan utiliza nos seus trabalhos, verdadeiros desafios à percepção. Nascido em Indianápolis, nos EUA, mas criado em São Paulo, Galan cursou a Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), referência em artes plásticas no cenário nacional. Suas influências artísticas são inúmeras mas, entre os nomes, vale a pena destacar os brasileiros Waltercio Caldas, Cildo Meireles e o americano Gordon Matta-Clark.

    Refletindo sobre conceitos de movimento, precisão e equilíbrio, Marcius acredita que ilusão e realidade caminham lado a lado. “Muitos dos meus trabalhos podem ser encarados também como experiências matemáticas. É fascinante o fato de uma linha, por exemplo, ter um início e um fim aparentes, mas, ao mesmo tempo, conter infinitos pontos, transgredindo essa noção de espaço. Isso é uma prova de que buscamos medidas e padrões de coisas que, no fundo, não podem ser definidas”, afirma.

    No Inhotim, o artista conta com duas obras em exposição. A primeira delas, Seção Diagonal (2008), se encontra na Galeria Mata desde 2010. Descoberta e encantamento são alguns dos sentimentos do espectador ao se deparar com a presença de algo que, na verdade, não existe. Por fim, como parte das novas inaugurações de 2013, o artista instalou sua segunda obra: Imóvel/Instável (2011).  Exposto na Galeria Praça, o trabalho joga com noções de mobilidade estática, evocando uma ideia de falso movimento. “O espaço tem um limite variável e relativo. O que parece desequilibrado pode estar em perfeito equilíbrio se analisado no todo”, comenta Galan.

    Marcius Galan conta um pouco sobre sua nova obra no Inhotim: Imóvel/Instável. Confira o vídeo:

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