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  • 24 de outubro de 2014

    Redação Inhotim


    educaçãomeio ambiente

    Leitura: 3 min

    Compromisso com o meio ambiente

    Compromisso com o meio ambiente

    Em seu primeiro ano de existência, o projeto Consumo Consciente tem promovido uma reflexão sobre a maneira como o homem se relaciona com o ecossistema em que vive. Uma das atividades realizadas em 2014 foi o Workshop Um Estilo de Vida Mais Sustentável, ministrado pela especialista em desenvolvimento urbano Nísia Werneck. Os participantes foram convidados a pensar sobre importantes questões ambientais, como a redução da pegada ecológica e a emissão de gases de efeito estufa, para solucionar ou diminuir seus impactos no Planeta.

    Foi assim que surgiu uma carta-compromisso em prol do meio ambiente, elaborada pelos integrantes do workshop, pela convidada Nísia Werneck e também pela equipe de educação ambiental do Instituto Inhotim. Eles listaram hábitos e soluções para questões do cotidiano de cada cidadão que podem ser fundamentais para garantir que os recursos utilizados hoje sejam aproveitados da melhor maneira possível. Confira a seguir:

    – Reutilização e reciclagem de resíduos como alternativa de redução do consumo;

    – Criação de cartilhas educativas que gerem conhecimento e estimulem hábitos de consumo mais conscientes;

    – Ações coletivas em prol de alternativas vinculadas a um estilo de vida mais sustentável;

    – Transformações pessoais em relação ao consumo a favor da coletividade e para sensibilização da sociedade;

    – Uso de transportes coletivos como ônibus, trens e metrôs, e oferta de caronas em carros de passeio;

    – Criação de hortas comunitárias em estímulo à produção de produtos orgânicos em benefício de uma alimentação mais saudável e menos agressiva ao meio;

    – Consumo e produção conscientes para além da alimentação: tecnologias, transportes, vestuário, energia, embalagens, recursos naturais.

    E você? Já assumiu alguma postura diferente para reduzir seu impacto ambiental no mundo? Conte para a gente!

    O Consumo Consciente faz parte do Inhotim Escola e tem patrocínio da IBM.

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    17 de outubro de 2014

    Bárbara Tavares

    Bolsista PIBIC/Fapemig de assistência geral às atividades de curadoria do Instituto Inhotim. É estudante de Arquitetura e Urbanismo na UFMG.


    arteexposiçãoinauguração

    Leitura: 4 min

    Da montagem à inauguração

    Meu primeiro contato com as obras inauguradas em 2014 foi no escritório do Inhotim em Belo Horizonte. Em fevereiro, eu e a equipe da curadoria começamos a elaborar os dossiês sobre os artistas, que utilizaríamos para consulta interna. Saber um pouco da história e da trajetória de cada um me deixou curiosa e tornou a experiência de agosto e setembro – quando iniciamos as montagens nas galerias – muito mais interessante.

    O trabalho de Dominik Lang foi a primeira surpresa: estava guardado em caixas, ocupando um grande espaço da sala branca que antes estava vazia. Começamos limpando, organizando a sala e desembalando as esculturas. Depois, desceu o trabalho do David Medalla, que me surpreendeu quando entrei na galeria e o encontrei no chão, ainda desmontado. A obra é muito maior do que havia imaginado ao ver as fotos. Então, os quadros do Carroll Dunham, que de pequenas figuras nas páginas do dossiê, se transformaram em telas que ocupavam quase uma parede inteira.

    Foto 1

    A antiga casa de fazenda foi restaurada para receber as telas de Carroll Dunham. Foto: Rossana Magri

    Foram alguns dias entre deixar a sala dedicada à artista Geta Bratescu apenas com algumas marcações e encontrá-la com quase todos os trabalhos no lugar. Já era a semana da inauguração e o trabalho do Dominik tomava, a cada hora, a forma da obra que seria no fim. Medalla estava praticamente montado, seguiam os testes com os materiais utilizados para as espumas e a galeria com as obras de Carroll estava nos detalhes finais.

    Foto 2

    A máquina de bolhas de David Medalla surpeendeu pelas grandes dimensões. Foto: Rossana Magri

    Mas faltavam ainda muitos ajustes na Galeria Lago: instalação das vitrines e cartazes, nivelamento das obras nas paredes, ajustes de iluminação e montagem de cada detalhe do trabalho do Dominik fizeram com que perdêssemos a noção das horas.

    Curadoria e área técnica instalam as obras de Geta Bratescu na Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

    Curadoria e área técnica instalam as obras de Geta Bratescu na Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

    Dominik Lang e Elton Damasceno discutem detalhes da montagem. Foto: Rossana Magri

    Dominik Lang e Elton Damasceno discutem detalhes da montagem. Foto: Rossana Magri

    Meu último dia nas montagens acabou mais cedo e já era a véspera da inauguração. Em 04 de setembro, dia da abertura, as obras pareciam ter vida com a presença do público. Tudo parecia muito diferente do dia anterior e a sensação de ter contribuído para que a exposição funcionasse foi muito boa.

    Foto 4

    Tudo pronto: o público visita pela primeira vez as exposições da Galeria Lago. Foto: Rossana Magri

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    16 de outubro de 2014

    Redação Inhotim


    músicaprogramação cultural

    Leitura: 2 min

    Música Contemporânea no Inhotim

    Música Contemporânea no Inhotim

    No próximo domingo, 19/10, o projeto Inhotim em Cena 2014 encerra sua programação com o Ciclo de Música Contemporânea. Nesta quarta edição, o grupo mineiro Sonante 21 apresenta, juntamente com a cantora americana Martha Herr, a peça Pierrot Lunaire, uma das obras mais influentes da música do século 20. O concerto traz também a estreia de uma composição do mineiro Rogério Vasconcelos, encomendada pelo Inhotim.

    Escrita em 1912 por Arnold Schoenberg, Pierrot Lunaire é formada por três grupos de sete canções, baseadas em poemas do belga Albert Giraud traduzidos para o alemão. A composição tem caráter expressionista e atonal e faz uso do sprechstimme, técnica vocal intermediária entre o cantar e o falar.

    Sonante 21

    Criado em 2009 pelo músico Fernando Rocha, o grupo mineiro se dedica à pesquisa e performance de obras de câmara de autores contemporâneos, com ênfase em composições brasileiras da segunda metade do século 20 e 21. Nessa apresentação, o grupo terá a seguinte formação: Guida Borghoff (piano), Rommel Fernandes (violino), Elise Pittenger (cello), Maurício Freire (flauta) e Alexandre Silva (clarinete).

    O Inhotim em Cena tem apresentação da Pirelli, patrocínio dos Correios, apoio da Saritur, participação da Fundação Clóvis Salgado e parceria de Mídia da Sou BH.

    Serviço:

    Ciclo de Música Contemporânea com Sonante 21 e Martha Herr

    Instituto Inhotim – Rua B, 20 – Brumadinho/MG

    Data: 19 de outubro

    Horário: 15h

    Local: Teatro Inhotim

    Entrada por ordem de chegada, 30 minutos antes do concerto. Lotação 210 lugares

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    08 de outubro de 2014

    Francisco Bosco

    Poeta, letrista, filósofo e escritor. Filho do músico João Bosco.


    músicaprogramação cultural

    Leitura: 6 min

    Passagem de som

    Passagem de som

    Eis uma cena que venho testemunhando inúmeras vezes, já há muitos anos: quando João Bosco vai testar o som, com o teatro ainda fechado, horas ou momentos antes de iniciar o show, as poucas pessoas que, de algum modo, podem estar por ali, vão, aos poucos, interrompendo seus afazeres. Algumas chegam a sentar nas poltronas, como se fossem o público oficial, atraídas pelo que se passa no palco. Ali está João Bosco interpretando músicas de seu repertório doméstico, íntimo, afetivo. Canções que nunca gravou, nem mesmo executou publicamente. Um repertório surpreendente, que percorre desde standards do jazz a trilhas de cinema, passando por clássicos do nosso cancioneiro, invariavelmente reinventados nos termos próprios do seu universo musical. Ninguém se levanta até que aquela apresentação particular tenha fim. Não foram poucas as vezes que já o vi ser aplaudido, ali, no aquecimento, antes mesmo de a bola rolar.

    Nada mais apropriado para tornar propriamente pública essa cena, pela primeira vez, do que fazê-lo no ambiente experimental do Inhotim, no próximo domingo, 12/10, às 15h. A passagem de som é uma experiência musical protegida das dimensões comerciais e industriais, tantas vezes banalizadas, da música popular. É a cena da pura artesania, do amadorismo, da informalidade das formas mais avançadas, do artista como se estivesse a sós com suas ideias e desejos musicais. É o território da plena liberdade criativa, que uma instituição como o Inhotim acolhe e propicia.

    Experimental, o show terá João Bosco apresentando suas leituras particulares de clássicos e pérolas obscurecidas pelo tempo, e conversando com o público sobre elas. Ele fala sobre as canções, seus autores, seus modos de pensar a música e os modos como ele, João Bosco, as repensou. Música e metamúsica, portanto.

    O repertório inclui supresas, como a versão do standard “My favourite things”, já radicalmente transcriado por John Coltrane, que, em passos gigantes, transformou a canção ingênua da trilha de A noviça rebelde em um transe jazzístico sem qualquer inocência. João Bosco dá outro salto e conduz a canção a Áfricas que ela jamais imaginou conter.

    Em “Estate”, consagrada por João Gilberto no disco Amoroso, João Bosco submete a canção a um pensamento musical como que oposto ao do pai da bossa nova. Se João Gilberto tinha por método repetir a canção várias vezes, aprofundando-a como numa espécie de mantra, numa circularidade característica da música modal, João Bosco leva a canção a uma espécie de discussão, criando para ela um improviso especial e uma melodia alternativa, paralela à original que tocamos abstratamente em nossa memória.

    Num tal cenário físico e mental, o artista mineiro não poderia deixar de trazer à tona suas próprias Minas Gerais. É assim que ele interpreta o clássico seresteiro “Noite cheia de estrelas”, de Cândido das Neves (morto em Conselheiro Lafaiete, em decorrência de uma pneumonia adquirida no sereno de uma serenata), articulando-a ao clássico universal “Because”, dos Beatles, tornados música mineira pela borgiana influência retrospectiva que neles exerceu o Clube da Esquina, e faz o percurso musical desaguar em “Caça à raposa”, com o barroquismo onírico de suas melodia e letra.

    Minas ainda retorna quando João Bosco uni o samba “João do Pulo” (também dele e Aldir Blanc) à sua leitura de “Clube da esquina 2”. A associação, aqui, é, digamos, sócio-musical. O campeão mundial brasileiro, negro, que teve a perna amputada, é identificado à ambiguidade da música de Milton Nascimento, tão objetivamente triste, tão subjetivamente alegre. Como se em ambos se revelasse a própria ambivalência brasileira, seus problemas sem solução, suas soluções sem problemas. Nosso mesmo núcleo originante de venenos e remédios, para usar a expressão de José Miguel Wisnik.

    Muito mais há: “Invitation” (Bronislaw Kapper), “Lujon” (Henry Mancini), “April child” (Moacir Santos), “Medo de amar” (Vinicius de Moraes), além de alguns dos sempre esperados sucessos de sua autoria. Mas não devo estender tanto esse texto. O som de João Bosco passa, no Inhotim, por grandes ideias musicais – iluminando-as, ressignificando-as, mostrando aproximações insuspeitadas e diferenças singulares – como quem passeia pelas obras nos jardins realizando seus próprios percursos mentais. Parafraseando o crítico literário, é um caso atípico, e imperdível, de ideias dentro do lugar.

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    06 de outubro de 2014

    Redação Inhotim


    educaçãomeio ambienteprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Semana da Criança no Inhotim

    Semana da Criança no Inhotim

    Para comemorar a Semana da Criança, o Inhotim apresenta uma programação especial entre 11 e 17 de outubro, com ações que se estendem até o fim do mês. As equipes do Instituto prepararam atividades lúdicas e educativas variadas, que incluem também os mais velhos! Confira abaixo e programe-se:

     

    Caça ao Tesouro

    Bússolas, mapas e enigmas ajudam os participantes a encontrar um tesouro escondido nos jardins do Inhotim.

    Quando: 11/10 (sábado) e de 14 a 17/10 (terça à sexta-feira), às 11h e às 14h

    Saída: recepção

    caça ao tesouro

    Colônia Pequenos Propositores

    Atividades em período integral para crianças de 4 a 7 anos. Pela manhã, enquanto os pais visitam o Inhotim, são realizadas atividades educativas. À tarde, eles são convidados a integrar uma ação criada pelas crianças e educadores.

    Quando: 12/10 (domingo) e 14/10 (terça-feira), de 11h às 12h30 e de 14h às 16h30

    Saída: recepção

    Limite de 10 vagas por dia. As inscrições podem ser feitas pela Central de Informações: info@inhotim.org.br

    Colônia de Ferias Inhotim

    Circuito Entre Borboletas

    Além de possuírem cores e formas incríveis, as borboletas têm grande importância para os ecossistemas. Em uma expedição pelo parque que leva até o Viveiro Educador, os visitantes descobrem curiosidades sobre a vida desses animais. A atividade é fruto de uma pesquisa científica desenvolvida no Inhotim, em 2013, que mapeou as espécies de borboletas existentes na área de visitação.

    Quando: 04, 05, 11, 12, 25 e 26/10 (sábados e domingos), às 10h30

    Saída: recepção

    Borboletas

    Espetáculo

    Buraco – dança para crianças

    Com passagens por Berlim, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a peça chega ao Inhotim e promete surpreender crianças e adultos. Para a coreógrafa Elisabete Finger, buracos são mais que simples aberturas: “são passagens para outros lugares, são portais para outros mundos”. Esse universo ganha vida com a coreografia, que explora relações espaciais como dentro e fora, vazio e cheio, aberto e fechado. A apresentação será seguida de uma oficina na qual as crianças podem interagir com o cenário da peça.

    Quando: 10 a 12/10. Sexta-feira e sábado, às 15h, domingo, às 13h30

    Local: Teatro do Centro de Educação e Cultura Burle Marx

    Entrada por ordem de chegada, 30 minutos antes do espetáculo. Lotação: 210 lugares. Oficinas: sábado, às 16h30, e domingo, às 13h. 25 vagas por dia. As inscrições podem ser feitas pela Central de Informações: info@inhotim.org.br

    Buraco

    Compre seu ingresso com antecedência aqui e aproveite a Semana da Criança no Inhotim.

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