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  • 12 de agosto de 2014

    Redação Inhotim


    arteprogramação cultural

    Leitura: 2 min

    Dança contemporânea pelos jardins

    Dança contemporânea pelos jardins

    Em 2013, a Cia. de Dança Palácio das Artes ocupou o Inhotim com a performance Se eu pudesse entrar na sua vida. A experiência foi tão bem-sucedida que, em 2014, o Inhotim renovou a parceria com a companhia, dessa vez para criar um trabalho que se relacionasse diretamente às coleções do Instituto. Assim surgiu Gestos Ordinários | Coleção CDPA, a primeira coreografia comissionada pelo Inhotim, que será apresentada nos dias 15, 16 e 17 de agosto, às 14h30, pelos jardins do parque.

    Um ponto fundamental do trabalho de criação da intervenção foi pensar se era possível construir uma coreografia a partir de movimentos que as pessoas fazem em seu cotidiano, como sentar, beijar ou abraçar. “Uma ação, como levantar os braços, se feita de formas diferentes, não é a mesma ação”, reflete a coreógrafa Dani Lima, diretora do projeto, em uma colaboração com a Cia. de Dança Palácio das Artes. O resultado das investigações do grupo é um inventário de gestos que dialoga com ideias presentes em todos os museus, como o colecionismo, a catalogação e a memória, e poderá ser levado para outros espaços além do Inhotim.

    Ficou com vontade de assistir Gestos Ordinários | Coleção CDPA? Então compre já seu ingresso para o Inhotim aqui. O espetáculo é gratuito para os visitantes e faz parte da programação do Inhotim em Cena 2014.

    O Inhotim em Cena tem apresentação da Pirelli, patrocínio dos Correios e apoio da Saritur.

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    07 de agosto de 2014

    Redação Inhotim


    gastronomia

    Leitura: 3 min

    Cardápio Dia dos Pais no Inhotim

    Cardápio Dia dos Pais no Inhotim

    Passar o Dia dos Pais no Inhotim, sem dúvida, é uma ótima pedida para toda a família. Depois de visitar as galerias e jardins, aproveite para degustar o cardápio do restaurante Tamboril. Neste domingo, uma das opções do buffet é de deixar com água na boca: cordeiro à moda do chef acompanhado de farofa de alecrim e pera ao molho de vinho. Confira a receita e vá programando a sua visita.

    Cordeiro à moda do Chef

    Ingredientes
    4 pernis de cordeiro com osso

    Tempero
    4 limões
    150g de alho
    10 cebolas
    10 folhas de louro
    5 copos de molho Shoyo
    ½ garrafa de vinagre
    2 copos de óleo
    Água para fermentar, cobrir o cordeiro.

    Modo de preparo
    Limpe os pernis, tirando a pele e os nervos. Coloque-os em uma panela, cobrindo com água, vinagre, 50 gramas de dente de alho inteiro e 3 cebolas partidas ao meio. Deixe ferver por 20 minutos e em seguida escoe toda a água. Em outra vasilha, acrescente 100 gramas de alho amassados, 7 cebolas picadas, 10 folhas de louro, 4 limões e 2 copos de óleo. Adicione o cordeiro e deixe-o dourar bem, acrescentando água aos poucos. Coloque os 4 copos de molho shoyo e deixe cozinhar, sempre acrescentando água.

    A gosto
    Faça um molho ferrugem e acrescente por cima do cordeiro juntamente com tomilho.
    Cuidado para não deixar agarrar no fundo da panela.

    Pera ao molho de vinho

    Ingredientes

    5 peras descascadas e sem miolo, partidas ao meio
    500g de mel
    5 polpas de maracujá azedo
    500 ml de vinho branco
    Açafrão

    Modo de preparo

    Coloque as peras em uma panela aberta, acrescentando o mel, as polpas de maracujá azedo, 500 ml de vinho branco e uma pitada de açafrão. Deixe cozinhar até o molho ficar cremoso e as peras macias. Coloque em uma vasilha e sirva na mesa.

    Farofa de Alecrim

    Ingredientes
    500g de farinha de mandioca torrada
    4 colheres de alecrim
    2 cebolas raladas
    150g de manteiga

    Modo de Preparo
    Doure o alecrim na manteiga, junto com a cebola. Depois acrescente a farinha de mandioca torrada.

    Depois do almoço, a dica é descansar um pouquinho à sombra da árvore Tamboril e contemplar o jardim.

    dia-dos-pais-jardim

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    01 de agosto de 2014

    Julio Le Parc

    Artista, nasceu em 1928, em Mendoza, na Argentina


    artebrumadinhomeio ambientevisita

    Leitura: 3 min

    Dias que parecem não passar

    Dias  que parecem não passar

    Inhotim até logo

    Inhotim o de antes de conhecê-lo

    lá ficou

    atrás

    naquelas informações fragmentadas

    e

    naquelas imagens de

    ilustrações em cores

    O outro Inhotim

    o vivido em cinco dias

    está aqui em mim

    com sua força tranquila

    com a presença

    dos seus dias

    que parecem não passar

    e ficam gravados.

    Conjugação

    natureza-arte

    arte-natureza

    Mas a gente

    não se engana

    essa

    natureza é arte

    Com que sabedoria se conseguiu fazer

    que aquela arte ali

    não fosse fagocitada

    por aqueles verdes múltiplos

    aspirando o céu.

    E as ressonâncias

    dessa soberba natureza

    ao entrar nos pavilhões

    tem um eco naquilo vivido neles

    transportando-se

    em um novo eco para fora.

    E esse ir e vir vai tecendo um

    laço harmonioso

    criando um estado mágico

    que parece fora do mundo

    mas com a realidade no fundo.

    Natureza-arte-púlico

    público agente vinculador

    e

    nós somos esse público

    menino, jovem, maduro

    destinatário único

    recriando um mundo

    E nesse caminhar por Inhotim

    transmite uma alegria de vida

    que vem da relação ativa com o que

    está recebendo.

    Lentamente

    com gula

    a gente vira

    cidadão do Inhotim

    cidadão incondicional

    Tantas coisas vividas com um

    espírito calmo mas de maneira

    acelerada em que os detalhes

    se telescopeiam

    se metamorfoseiam

    e passam

    e passam de novo na gente

    trazendo sensações pequenas

    intensas

    que reconstituem

    um todo em movimento

    sem ser percebido em sua totalidade

    aquilo vivido

    nos faz sentir que um todo está ali

    que flutua na nossa frente

    que se fixa na gente

    com aquilo visto pelos nossos olhos

    com aquilo descoberto pelos nossos pés

    com o esforço alegre de amanhecer

    em alta velocidade

    múltiplas facetas do todo.

    Ordenações dentro dos pavilhões

    ordenações naquilo iluminado pelo sol.

    Sem nenhuma dúvida ordenação

    de uma vontade com uma

    sensibilidade à flor da pele

    em uma mente única

    e isso se chama:

    criação!

    Inhotim é uma criação inventada

    produto de uma

    capacidade visionária única

    que trabalha aquilo que se chama

    utopia

    com aquilo que cresce a partir do chão

    e esse criador tem um nome e um sobrenome:

    Bernardo

    Honrado por poder contribuir

    com meu grãozinho de areia nessa criação!

    Cachan, França

    Junho, 2014

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    30 de julho de 2014

    Elton Damasceno da Silva

    Coordena a equipe responsável por materializar as ideias dos grandes artistas que expõem no Inhotim


    artebrumadinhohistória

    Leitura: 6 min

    Crescendo com o Inhotim

    Crescendo com o Inhotim

    Relatar uma experiência marcante nesses meus oito anos de Inhotim não é uma tarefa simples, ainda mais tendo participado de tantos projetos grandiosos. Em De Lama Lâmina (2009), de Mathew Barney, confeccionei os moldes da árvore e de algumas ferramentas que estão presas à escultura. Em Celacanto Provoca Maremoto (2004-2008), da Adriana Varejão, participei desde o preparo das telas até a instalação das mesmas na galeria. O Sonic Pavilion (2009), de Doug Aitken, deu muito trabalho quando tivemos que subir e descer mais de 200 metros de cabos. Na medida em que os testes de áudio eram realizados, todos ficavam espantados com os sons que existem em certas profundidades da Terra.

    O Beehive Bunker (2006), de Chris Burden, colocou minha força física to the test, pois toda a obra foi feita manualmente, até mesmo a tampa de bueiro que fica em seu topo foi colocada por nós, da equipe de produção. O Beam Drop (2008), também de Burden, transmitiu-me uma leveza e, ao mesmo tempo, uma brutalidade em sua confecção, que até hoje me emociono ao ver a performance da montagem. Restore Now (2006), de Thomas Hirschhorn, me colocou em contato com o grande acervo literário que compõe a obra e forçou-me a desenvolver minhas funções com um olho no trabalho e outro nos livros! Pude ler excelentes obras, como A historia da sexualidade vol.1, de Michel Foucault, Responsabilidade e julgamento, de Hanna Arendt e Ecce Humo, de Friedrich Nietzsche, sem contar vários outros títulos que estão em minha lista para um futuro próximo.

    Tenho um enorme carinho por todos os trabalhos que montei no Instituto, mas os de John Ahearn e Rigoberto Torres, os painéis Rodoviária de Brumadinho (2005) e Abre a porta (2006), são de uma importância indizível para mim, pois comecei a desenvolver um deles antes mesmo de conhecer o Inhotim. Eu trabalhava em um ateliê de arte em Belo Horizonte e meu primeiro contato com os artistas aconteceu lá.

    Depois de algumas negociações entre o estúdio e o Inhotim, Lucas, meu atual gestor, acompanhado pelos artistas, levou dois fragmentos do ônibus para que confeccionássemos os moldes. Quando me viu, John disse que confiava em mim e sabia que eu iria fazer um bom trabalho. Fiquei muito empolgado e o resultado foi a satisfação coletiva. Em seguida, nos foi dada a tarefa de moldar um ÔNIBUS! Fiquei muito surpreso, nunca havia feito algo tão grande assim, mas aceitei o desafio e realizei um bom trabalho. Depois disso, tornei-me o mold maker oficial, que desenvolveria os trabalhos para John e Rigoberto. Depois de terminarmos o primeiro painel, Rodoviária de Brumadinho, Lucas me convidou para trabalhar no Inhotim, mas, dessa vez, como um membro oficial da equipe. Iniciava-se, então, essa duradoura parceria.

    "Rodoviária de Brumadinho" (2005) retrata a vida dos moradores da região e seus costumes. Foto: Eduardo Eckenfels

    “Rodoviária de Brumadinho” (2005) retrata a vida dos moradores da região e seus costumes. Foto: Eduardo Eckenfels

    Logo quando cheguei ao Instituto, pude perceber claramente a necessidade de se falar um segundo idioma. A quantidade de estrangeiros que orbitavam e orbitam por aqui é incomensurável. Assim, já no meu primeiro mês comecei a comprar fascículos semanais da Revista Época, que vinham com um livro e um DVD que ensinavam inglês. Também adquiri um dicionário de espanhol. À noite, estudava e, durante o dia, colocava em prática o que ia aprendendo. Ao ver meu empenho com os estudos, John, no final do expediente, reservava um tempo para praticarmos algumas palavras que seriam úteis em nosso dia a dia. Um ano depois eu já estava dominando o inglês, o que certamente corroborou para meu crescimento na equipe.

    Desde então, venho aprimorando minha mão de obra. Estou no quinto período do curso de Historia e, no próximo ano, farei uma pós-graduação em Arte Contemporânea, Restauro ou Filosofia. No Inhotim, sou movido pelas possibilidades e perspectivas de futuro, que, para ser sincero, não são poucas.

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    28 de julho de 2014

    Redação Inhotim


    artemúsicaprogramação culturalvisita

    Leitura: 5 min

    Um caminho para as artes

    Um caminho para as artes

    No próximo fim de semana, o Inhotim inicia a programação cultural de agosto com muita música e dança. Nos dias 02 e 03, os visitantes vão poder conferir espetáculos do Primeiro Ato Cia. de Dança, Armatrux, Cia. Suspensa e Dança Multiplex, em diversos espaços do parque. Os grupos fazem parte da Rede Caminho das Artes, uma articulação entre artistas com sede em Nova Lima e Brumadinho. Uma das responsáveis pela iniciativa é a mineira Patrícia Manata, bailarina e fundadora da Companhia Suspensa. Ela conversou com o Blog do Inhotim sobre a história da Rede e sua relação com o Instituto. Veja a seguir!

    Blog do Inhotim – Como surgiu a Rede Caminho das Artes?

    Patrícia Manata – Foi uma associação bem natural. Há cerca de 10 anos, muitos artistas e grupos deixaram Belo Horizonte e começaram a montar ateliês e galpões nas regiões de Nova Lima e Brumadinho. Quando a Cia. Suspensa iniciou a construção de sua sede no Vale do Sol, quisemos conhecer essas companhias que já tinham se instalado ali. Juntos, decidimos unir forças para que fosse possível viver de arte. Esse relacionamento também foi importante para buscarmos melhorias para a região, sem muita infraestrutura, e também articularmos com organizações ligadas á preservação ambiental da área.

    BI – Por que a Cia. Suspensa e outros grupos escolheram a região?

    PM – Tínhamos uma vontade de sair do centro urbano em busca de mais qualidade de vida, de tranquilidade para criação e proximidade da natureza. Essa é uma área muito bonita, rica ecologicamente e preservada. Apesar de haver partes muito exploradas pelas mineradoras, é justamente o fato de elas estarem ali que impediu a corrida imobiliária e o crescimento desordenado, como em outras saídas da cidade. Aos poucos, foi se formando na região um diversificado cenário cultural. Ainda que tenhamos pesquisas em campos diferentes, realizamos muitas trocas artísticas.

    BI – Essa é a segunda vez que a Rede se apresenta no Inhotim. Como surgiu essa relação?

    PM – Logo quando a coreógrafa Pina Bausch morreu, em 2009, realizamos um encontro desses artistas da região na sede da Cia. Suspensa. Batizamos o evento de “Homenagem a Pina Bausch” e convidamos cada grupo a ocupar um pedacinho do espaço. Essa se tornou a primeira reunião oficial da Rede, em 09 de setembro 2009. A partir de então, sempre fazemos esses encontros artísticos. O Antonio Grassi, que hoje é diretor executivo do Inhotim, apadrinhou o projeto desde o início, foi um apoiador, parceiro, participante. Em 2010, ele fez a curadoria da programação cultural do Inhotim e nos levou para o parque. Além da proximidade geográfica, nossa relação com o Instituto também está no interesse em desenvolver a região por um viés artístico.

    BI – Você percebe alguma relação entre os acervos do Inhotim e a produção artística da Rede?

    PM – Posso falar com propriedade da Cia. Suspensa, que é uma companhia de dança contemporânea. Misturamos dança, circo, artes visuais, estamos bem na fronteira das artes, passeamos por várias linguagens, isso já nos aproxima do Inhotim e nos faz sentir à vontade lá. A apresentação de sábado é uma adaptação do espetáculo “Órbita”, especialmente criada para o Instituto. Nesse processo, fizemos várias visitas para escolher um espaço que dialogasse com o trabalho. Decidimos, então, pelo campo onde está instalada o obra “Elevazione”, do italiano Giuseppe Penone. Estar perto daquela árvore suspensa combina com o desafio da companhia de se pendurar e ocupar espaços abertos, cheios de possibilidades. Estar no Inhotim é sempre muito instigante!

    Saiba mais sobre a programação cultural do Inhotim aqui e aqui, e adquira já os ingressos para sua próxima visita.
    Esta programação faz parte do Inhotim em Cena, que tem apresentação da Pirelli, patrocínio dos Correios e apoio da Saritur.

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