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  • 20 de março de 2015

    Lorena Moreira


    botânicadia da águameio ambiente

    Leitura: 2 min

    Semana da Água Inhotim

    Semana da Água Inhotim

    Pensar em água nos remete a muitas lembranças agradáveis: as cachoeiras de Minas Gerais, a água fresca que sacia a sede, o ventre da nossa mãe, a praia, a chuva e muito mais. Entretanto, devido à poluição e assoreamento de rios, desmatamentos e desperdícios, atualmente, a temática escassez de água está em pauta nas discussões ambientais. São, principalmente, nos momentos de crise que lembramos que a água é um recurso finito e escasso. Pensando nisso, a Semana da Água do Inhotim trás considerações importantes sobre essa temática!

    Você sabia que o Brasil possui 12% da água doce superficial do planeta? Imaginava que se toda água do mundo coubesse numa garrafa de 1 litro, apenas meia gotinha estaria disponível para beber? No Circuito Água é possível descobrir curiosidades e aprender as diversas formas de armazenagem de água das espécies botânicas presentes no acervo botânico do Instituto Inhotim.

    Muitas descobertas esperam pelos visitantes no Espaço Ciência. Além de conhecer parte da coleção de plantas aquáticas do Jardim Botânico Inhotim, o público tem a oportunidade de ver de perto, através da lente de lupas e microscópios, animais, vegetais e protozoários que dependem da água para viver.

    Foto: Rossana Magri

    Foto: Rossana Magri

    Confira a programação, participe da Semana da Água Inhotim e aprenda como fazer a sua parte para a preservação da água.

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    17 de março de 2015

    Redação Inhotim


    gastronomiatamboril

    Leitura: 2 min

    Gastronomia do Inhotim na Restaurant Week

    Gastronomia do Inhotim na Restaurant Week

    Muita natureza, a possibilidade de interagir com importantes obras de arte contemporânea, explorar trilhas, texturas, cores e ainda degustar de uma culinária que acompanha tendências do Brasil e do mundo. Tudo isso faz parte do roteiro para se conhecer o Inhotim por inteiro.

    Para aproveitar tudo isso, quem visitar o parque entre os dias 17 de março e 5 de abril, poderá participar de um dos principais festivais gastronômicos do mundo, a Restaurant Week. O cardápio criado especialmente para a ocasião valoriza elementos regionais, como couve e moranga.

    A Restaurant Week foi criada na década de 1990 em Nova York, chegou ao Brasil em 2007 e até hoje move multidões em mais de 15 cidades brasileiras, como Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro entre outras. O evento também é sucesso em Nova York, Los Angeles e Lisboa.

    Confira abaixo as opções do cardápio do Restaurante Tamboril do Inhotim neste festival:

    Entrada:
    * Creme de moranga com carne de sol (servido na mini moranga e acompanhado de croutons) ou
    * Salada Inhotim (folhas com frutas brasileiras e molho de mostarda e mel).

    Prato principal:
    * Salmão (acompanha pera ao molho de maracujá), ou
    * Pato na couve (acompanha risoto negro, ervilha torta e brócolis).

    Sobremesa:
    * Espique de morango com baba de moça, ou
    * Panna Cotta com calda de laranja.

    Bebida:
    * Suco Natural Tamboril (Beterraba, Cenoura e Laranja.)
    O valor do menu por pessoa é de R$ 37,90. Faça sua reserva pelo site do festival.

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    11 de março de 2015

    Tiago Ferreira

    Mediador do Inhotim.


    arteprogramação cultural

    Leitura: 3 min

    Dias de poesia no Inhotim

    Dias de poesia no Inhotim

    Percorrer os caminhos sinuosos, as trilhas instigantes, respirar ar puro e, a cada instante, se deparar com uma obra de arte. Parar no tempo e pensar no que nos inspira. O que se torna ou é a poesia? Estar no Inhotim é uma experiência em que a vida e a arte se transformam em uma só coisa, como uma simbiose, um instante em que tudo se torna poético. Abra os braços e esteja aberto para descobrir, com delicadeza, cada pedacinho e espaço deste lugar.

    No Inhotim, a poesia ganha representações diversas. Uma criança que observa, encantada, os pássaros na beira do lago. O arrepio de pisar em cacos de vidro. A emoção de ouvir uma sinfonia antiga de um coral de 40 vozes. Olhar para o céu e não saber se é nuvem, se é continente, ou se tudo atravessa mesmo o campo da imaginação, do sentir inspirado e do olhar para o novo. A poesia, aqui, é estar vivo e deixar que a voz declame, recite, exclame, fale que o mundo vai além do que se vê.

    Em comemoração ao Dia Nacional da Poesia, celebrado em 14 de março, o Inhotim realiza, nesta semana, um Sarau nos jardins do parque. Os pés da árvore do Tamboril tornam-se palco aberto para todos os amantes das palavras. Venha e ofereça aquela poesia guardada de cabeça, rabiscada num pedaço de papel ou escrita em um livro predileto.

    sarau-rossana-magri-post

    Foto: Rossana Magri

    Sarau Poético
    11, 14 e 15 de março
    10h às 12h e 14h às 16h aos pés da árvore Tamboril

    Confira a programação completa de março.

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    04 de março de 2015

    Walter Sebastião


    arteexposição

    Leitura: 8 min

    Vasto Mundo

    Vasto Mundo

    * O texto abaixo foi escrito pelo jornalista Walter Sebastião para o caderno EM Cultura, do Jornal Estado de Minas. Publicado em 03/03/2015

    Uma característica palpável da arte é que ela, com o tempo, muda, conforme ensina o italiano Lionello Venturi no belo livro ‘História da crítica de arte’. Ou seja: a arte, em outros tempos do mundo, foi diferente (no que se refere a práticas, conteúdos, formas, conceitos, materiais etc.) do que é hoje e, quase certamente, do que ela será no futuro.

    Em linhas muitos gerais, o objeto artístico, como conhecemos no Ocidente, teria sua “origem” em peças com função utilitária que se destacavam pelos cuidados de elaboração, pelo material empregado em sua realização, pela beleza ou pela singularidade de suas formas. Preservadas por esses motivos, essas peças acabaram gerando um acervo que induziu à produção de objetos que deixaram de lado a dimensão de uso para se concentrar apenas em especulações estéticas.

    Eis um processo não linear, longo, complexo, que carrega outra transformação: a troca da representação de heróis, narrativas e tempos míticos pela exaltação de homens notáveis – reis e santos, especialmente, mas não só. A aproximação do cotidiano (e do tempo contemporâneo dos artistas) se dá de modo contínuo. Mais tarde, esse processo engendra a troca de personagens aristocráticos e da elite econômica (e os hábitos deles) por representação das vivências, dramas e percepções do cidadão “comum”.

    Embora a origem do objeto de arte pareça abstrata, é fácil perceber sua concretude, por exemplo, no caso dos grandes artistas do barroco-rococó brasileiro –, produtores de uma arte que ainda tinha um função utilitária (no caso, religiosa), mas que também já exercitavam com desenvoltura valores estritamente artísticos.

    Vale a pena ter esses aspectos em consideração no momento em que uma exposição – “Do objeto para o mundo – Coleção Inhotim“, curadoria de Rodrigo Moura e Inês Grosso, em cartaz até o próximo domingo, no Palácio das Artes, e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia –, foca as transformações da arte (e registra os 10 anos de atividade do Centro de Arte Contemporânea Inhotim).

    ESTRATÉGIAS O foco dessa exposição está sobre trabalhos de arte que aspiram a ser acontecimentos (no mundo) e não representações deles. São criações dos últimos 50 anos que se valem de várias estratégias. Tanto há peças que impõem sua presença física no espaço real quanto ações, as mais diversas, que interpelam a noção de arte como objeto. Há, ainda, trabalhos que se abrem para interação com o espectador. Esses, que são motivos onipresentes em grande parte da coleção Inhotim, estão apresentados na exposição de forma sintética.

    O tema da exposição (do objeto para o mundo) está nítido na Grande Galeria. Ali, ele é mostrado com uma reunião de trabalhos tão saborosa – pela qualidade das obras e pela diversidade de pontos de vista – que “esvazia” de supresas os outros espaços. Mas todas as galerias têm ótimas obras. Esse mérito advém do fato de Inhotim ter um acervo admirável, que foi definido e construído com rigor conceitual e senso histórico, mas especialmente com sensibilidade.

    Os curadores demonstram gosto por criar diálogos (inclusive entre gerações) e paixão em apresentar descobertas. É de emocionar o resgate de intervenção do mineiro Décio Novielo, dos anos 1970, inclusive com filmes de época. Assim como a atenção dispensada ao Livro da criação, uma das mais belas obras da carioca Lygia Pape. E ainda a criação de um ambiente adorável (apenas com portfólio e dois vídeos preciosos) para se conhecer melhor um artista especial: o norte-americano Chris Burden.

    Do Objeto para o Mundo - Coleção Inhotim. Foto: Eduardo Eckenfels

    Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim. Foto: Eduardo Eckenfels

    É um cuidado que ajuda a ir tecendo uma história com a produção recente, mas também com trabalhos que, por muito tempo, foram relegados e esquecidos nos ateliês dos artistas. Trazer estas obras e autores à cena joga luz sobre a singularidade do trabalho desenvolvido por Inhotim. A instituição, na prática, vem se constituindo como um museu contemporâneo de arte e não simplesmente como um museu com acervo de arte contemporânea.

    INTERPELAÇÃO Com pensamento e a criação de uma estrutura física, o Inhotim vem aprofundando um modo específico de apresentar trabalhos importantíssimos dos últimos 50 anos, sem “trair” o que eles têm de essencial: uma poética de interpelação de todas as convenções artísticas, que redefiniu o que entendemos como arte. Essa postura alcança uma proeza: dar vida, potência, vibração à arte que, ousadamente, é e quer ser diferente. São criações de autores que, às vezes, até estão nos museus de arte contemporânea (mas não com seus trabalhos e ideias mais ousadas), ou cobertos pela poeira de museografias (e visões históricas) convencionais, o que tinge as criações de uma melancolia que não é delas.

    As inovações de Inhotim, em todos os aspectos, trazem um problema que merece ser registrado: acostumados aos prazeres trazidos pelas mostras realizadas em Brumadinho, em condições que provaram ser as ideais para a boa fruição da produção de arte contemporânea, como se acostumar (ou voltar) a arquiteturas tradicionais dos museus? E ainda: será que dá para fruir obras que pedem mais do que apenas empatia ótica, em ambiente tão congestionado (de tudo), como o Centro da cidade, por exemplo, às 18h de um dia de semana?

    Por enquanto, a resposta a essas perguntas, especialmente à última, é: respire fundo e paciência. Veja (e reveja) a exposição com calma, com catálogo na mão, lendo textos e créditos nas paredes, aspectos que também são essenciais no padrão de excelência estabelecido por Inhotim.

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    27 de fevereiro de 2015

    Redação Inhotim


    arteexposiçãoprogramação cultural

    Leitura: 4 min

    Conversa com Daniel Steegmann

    Conversa com Daniel Steegmann

    Para encerrar sua temporada em Belo Horizonte, a exposição “Do objeto para o mundo – Coleção Inhotim”, em exibição até 8 de março no Palácio das Artes e no Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, promove uma conversa com o artista Daniel Steegmann Mangrané, no próximo dia 4.

    Autor de 16 mm, que integra a exposição, Steegmann fala sobre esta e outras obras que marcaram sua trajetória. É uma ótima oportunidade para conhecer melhor o trabalho de um artista cuja atividade reflete aspectos da arte contemporânea e, também, para saber mais sobre a formação da coleção do Inhotim. Exibido pela primeira vez na 30a Bienal de Sa?o Paulo, em 2012, 16 mm foi filmado com um dispositivo criado pelo artista, no qual a ca?mera desliza por um cabo de ac?o colocado a tre?s metros de altura, na Mata Atlântica. A conversa, com mediação do curador da exposição Rodrigo Moura, fecha o ciclo de encontros com o público.

    Retrato Daniel Steegmann Mangrané

    Retrato Daniel Steegmann Mangrané

    Os temas da exposição também foram discutidos em conversas promovidas durante o período de sua abertura, em dezembro de 2014. Na primeira delas, foi possível conhecer a trajetória de dois importantes artistas argentinos – Jorge Macchi e David Lamelas. Apesar de pertencerem a diferentes gerações, suas obras ajudam a entender o caminho traçado pela curadoria da exposição. “Do Objeto para o Mundo – Coleção Inhotim” apresenta um recorte em que a arte contemporânea é entendida a partir de movimentos artísticos surgidos no Brasil, América Latina e Japão a partir dos anos 1950. Este caminho é marcado, também, pela manifestação de “Do corpo à terra”, ocorrida em Belo Horizonte em 1970, no Parque Municipal. O curador do evento, Frederico Morais, e dois artistas que integraram a mostra – Cildo Meireles e Décio Noviello – participaram da segunda rodada de conversas, realizada em dezembro.

    Nesta quarta-feira, 4 de março, o público tem mais uma oportunidade de se aproximar dos conteúdos trazidos pela exposição, de maneira direta e descontraída. Participe da conversa de Daniel Steegman Mangrané com o curador Rodrigo Moura, às 19h30, no Teatro João Ceschiatti.

    Conheça melhor a obra de Daniel Steegmann e visite exposição no Palácio das Artes.

    Conversa com o artista Daniel Steegmann Mangrané
    Quarta-feira, 4 de março, 19h30
    Palácio das Artes, Teatro João Ceschiatti,  – Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte/MG
    Lotação máxima: 148 pessoas
    Entrada gratuita, por ordem de chegada
    doobjetoparaomundo.org.br

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