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  • 11 de novembro de 2015

    Redação Inhotim


    Leitura: 6 min

    Inhotim inaugura Galeria Claudia Andujar

    Inhotim inaugura Galeria Claudia Andujar

    Em novembro de 2015, o Instituto Inhotim inaugurou sua 19ª galeria permanente, dedicada ao trabalho da fotógrafa Claudia Andujar, nascida na Suíça e radicada no Brasil desde a década de 1950. Patrocinado pelo Santander, o pavilhão de 1.600 m² é o segundo maior do Parque e exibe mais de 400 fotografias realizadas pela artista entre 1970 e 2010 na Amazônia brasileira e com o povo indígena Yanomami. Andujar viveu temporadas na região e realizou diversas visitas posteriores. Ao longo dos anos, registrou o ambiente, as tradições e o contato dos índios com o homem branco.

    Dividida em quatro blocos, a galeria é resultado de cinco anos de pesquisa da curadoria do Inhotim em conjunto com Andujar no arquivo da artista. Grande parte das fotografias é inédita, como as séries Rio Negro (1970-71) e Toototobi (2010), esta última realizada durante uma assembleia da Hutukara Associação Yanomami. Mesmo as imagens mais conhecidas da artista foram organizadas em séries amplas, que combinam fotografias icônicas a outras nunca antes ampliadas. Também é possível ver o maior conjunto já exibido dos registros que compõem Marcados. Trabalho mais reproduzido de Andujar, foi elaborado a partir de fotos feitas por ela para os cadastros de saúde utilizados pelas equipes de vacinação da região, numa tentativa de proteger os índios da dizimação por doenças até então desconhecidas por eles, como sarampo e poliomielite.

    Para o diretor artístico do Inhotim e curador da mostra, Rodrigo Moura, Andujar está entre os raros artistas que conseguem, de forma poética, atribuir engajamento ao trabalho artístico. “A singularidade e a potência da trajetória de Claudia Andujar vêm da construção de um trabalho com um poder efetivo de intervenção no real, porém feito de costas para o sistema de arte do Brasil. De certa maneira, seu trabalho diz que esse encontro com outro, essa busca da arte para a constituição da identidade, tanto do autor quanto daquele que é fotografado, só é possível se dar fora de um sistema codificado e de interesses imediatos, como mercado e celebridade. Essa visão ética é uma fonte de inspiração para as novas gerações”, avalia.

    Além das fotografias, fazem parte da mostra publicações de época, livros da artista e o documentário “A estrangeira”, produzido pelo Inhotim com direção de Moura. A partir de quatro entrevistas, realizadas em São Paulo, no Instituto e na aldeia Demini, no Amazonas, o filme conta a trajetória de Anjudar, desde a infância tumultuada pela Segunda Guerra Mundial até o envolvimento com os Yanomami e a causa indígena.

    Claudia Andujar, Sem título, da série Catrimani, 1971.

    Claudia Andujar, Sem título, da série Catrimani, 1971.

    Projeto Arquitetônico

    Com 1.600 m², a Galeria Claudia Andujar é o segundo maior espaço expositivo do Inhotim e é dividida em quatro prédios, que recebem blocos da exposição. O projeto é assinado pelo escritório Arquitetos Associados, de Belo Horizonte/MG, parceiro recorrente do Instituto. São eles os responsáveis por construções premiadas do Parque, como a Galeria Miguel Rio Branco e o Centro de Educação e Cultura Burle Marx. A construção da Galeria Claudia Andujar se deu com o apoio do Banco Santander.

    Sobre a artista

    Claudia Andujar nasceu na Suíça, mas durante a infância e a adolescência morou em diversas cidades, fugindo da perseguição nazista que enviou seu pai e tantos outros para os campos de concentração. Em 1955, após nove anos em Nova York, mudou-se para o Brasil. Aqui, iniciou sua carreira como fotógrafa e trabalhou para diferentes publicações nacionais e estrangeiras, como as revistas Claudia, LIFE, e The New York Times Magazine.

    Claudia Andujar acompanhou de perto a construção da Galeria que leva o nome dela. (Foto: Rossana Magri)

    Claudia Andujar acompanhou de perto a construção da Galeria que leva o nome dela. (Foto: Rossana Magri)

    Em 1970, foi enviada à Amazônia pela revista Realidade para trabalhar em uma edição especial sobre a região. Durante a viagem teve seu primeiro contato com os Yanomami, experiência que a marcou para sempre. A informalidade da vida cotidiana na floresta, a curiosidade e a vontade de compreender o outro e a si mesma fizeram com que Andujar se envolvesse profundamente com a questão indígena no Brasil e sua atuação foi fundamental para a demarcação da Terra Indígena Yanomami, em 1992.

    “Ter esse pavilhão em Inhotim significa entrar para a eternidade com meu trabalho dos Yanomami. É importante que pessoas de qualquer parte do mundo, dos lugares mais remotos, conheçam os Yanomami. Saibam que eles são seres humanos, que fazem parte do mundo e que têm de ter acesso a sua cultura para sobreviver”, comenta Andujar.

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    03 de novembro de 2015

    Redação Inhotim


    Leitura: 3 min

    BID e Inhotim juntos pela mudança global

    Na última quinta-feira, 29 de outubro, o Inhotim e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançaram uma importante parceria com objetivo de potencializar ações que já fazem parte das agendas do Instituto, nos campos de meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Batizado de “Inhotim: Mudança Global”, o projeto recebeu, por meio de um termo de cooperação técnica, US$ 700 mil do BID para ser utilizados nos próximos dois anos.

    O Inhotim tem um importante papel para a comunidade de Brumadinho/MG e, por isso, o desenvolvimento regional é um dos focos da iniciativa com o BID. “Ter o BID como parceiro nos qualificará ainda mais para que possamos continuar contribuindo para o desenvolvimento da região, da nossa comunidade e para essa agenda importantíssima que trata das mudanças climáticas. O Inhotim é uma semente para o mundo e, com essa parceria, poderemos replicar nosso modelo em outras partes”, avalia o presidente do conselho administrativo do Instituto, Bernardo Paz.

    A cerimônia de assinatura contou com a presença de Daniela Carrera, representante do BID no Brasil, Helvécio Magalhães, secretário de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Ângelo Oswaldo, secretário de Cultura de Minas Gerais, Bernardo Paz, membros da equipe técnica do BID no Brasil e EUA, membros da equipe do Inhotim e autoridades do setor público e privado.

    Ficou interessado no projeto? Veja o depoimento do Luís Alberto Moreno, presidente do BID, sobre a parceira “Inhotim: Mudança Global”:

    “Eu sempre penso no Inhotim como um lugar que representa, em uma escala pequena, o modelo de desenvolvimento sustentável e humano que queremos todos para a nossa região. Um modelo com melhor gestão de recursos naturais. Um modelo que gera emprego e desenvolvimento para as indústrias criativas. Um modelo que através de cada proposta artística nos ensina mais sobre sustentabilidade e a adaptação as mudanças climáticas. Por todos esses motivos, apostar em este projeto é para nós um dia de celebração”.

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    27 de outubro de 2015

    Redação Inhotim


    Leitura: 10 min

    Laboratório Inhotim desvenda Porto Alegre

    Laboratório Inhotim desvenda Porto Alegre

    Foram três dias de reflexões e descobertas em Porto Alegre, cidade que abriga a 10ª Bienal Mercosul. Os nove jovens do Laboratório Inhotim desembarcaram na capital gaúcha na última sexta-feira, dia 23 de outubro, junto à equipe educativa do Instituto para conhecer a cidade e visitar os centros culturais que reuniram obras de cerca de 200 artistas latinos. A viagem faz parte de uma das atividades desenvolvidas no programa, na qual cada jovem escolheu um artista latinoamericano que tivesse obras expostas no Inhotim para realizar pesquisas ao longo dos últimos meses.  O fim de semana prolongado incluiu passeios turísticos no centro-histórico da cidade, almoço típico gaúcho, chimarrão, e visitas mediadas em importantes museus. Durante o passeio, os jovens tiveram a chance de conhecer trabalhos de alguns artistas estudados em um outro contexto diferente do Inhotim, além de aplicar todo o conhecimento desenvolvido nos encontros no Parque para entender e sentir outras obras antes desconhecidas. Confira aqui o depoimento de duas integrantes do programa sobre o sábado e o domingo, dias dedicados exclusivamente à arte em Porto Alegre.

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    Para Rafaela, foi emocionante ver na Bienal obras que antes só conhecia pela internet. Foto: Laura de Las Casas.

    Rafaela Hermenegilda Bollis Silva, 16 anos:
    “Neste sábado, acordamos cedo para ir ao Museu do Rio Grande do Sul (Margs), que esta acolhendo uma parte da Bienal. Lá tivemos a experiência de ver vários artistas, alguns que já conhecíamos e outros novos. Conversamos  com os mediadores não somente sobre as obras, mas também sobre a cidade e sobre costumes gaúchos. Isso fez a visita ainda mais leve. Uma das primeiras coisas que eu vi foi o Parangolé, de Hélio Oiticica. Fiquei animada porque eu estou estudando ele no Laboratório, mas nao gostei muito de saber que, por tentativa de estar preservando a obra, ela foi toda perimetrada para que ninguém encostasse. O trabalho de Hélio, de acordo com meus estudos, foi feito para provocar interação com o publico. Eu entendo que seja uma relíquia, já que ele morreu, mas isso me causou um certo estranhamento. Quando escolhi o Oiticica para estudar aprendi bastante sobre o neoconcretismo, que é um conceito recente na arte contemporânea. Nestes trabalhos, o visitante deixa de ser somente espectador para ser participador. O Hélio foi um dos pioneiros nisso. Aqui na Bienal eu vi alguns trabalhos dele e fiquei bastante feliz, porque é diferente quando a gente olha algo e entende, sabe de onde veio e o que significa. Foi muito bom conversar com os mediadores sobre o meu incomodo, e compartilhar com eles o que eu já conhecia sobre a obra.

    Depois do almoço, fomos à Usina do Gasômetro para ver mais sobre a Bienal. Fizemos uma visita mediada e, primeiro, aprendemos um pouco sobre a história da Usina, que é um importante ponto turístico da cidade. Entendemos um pouco sobre a transformação do espaço. Essa foi a parte mais legal do dia pra mim. Tinha mais Hélio Oiticica lá, uma obra importante dele, que eu só conhecia pela internet, chamada Tropicália.  Ela parece um labirinto construído com uma arquitetura improvisada. Achei muito linda a forma como ele coloca as cores e as palavras que remetem às cores. É uma característica muito forte dele: cores fortes. Já no segundo andar, uma exposição inteira abordava o cheiro na arte. Tinha uma obra da Lygia Pape que eu também já tinha pesquisado e me deparar com aquilo que eu só tinha visto pela internet é uma emoção muito grande, principalmente porque é uma obra que podemos provar. Isso é incrível. Também tinha ali uma cama de feno na qual a gente podia deitar. Eu sei que o feno era usado antigamente para fazer cama, então deitar ali era como sentir como nossos ancestrais sentiam,  algo que eu faria tranquilamente, se eu precisasse dormir no feno por uma noite. O que mais me chamou a atenção no Gasômetro é que podíamos interagir com as obras, muitas neoconcretistas. No Margs, elas são, na minha opinião, mais usadas para mostrar o contexto histórico da qual ela faz parte.

    A ideia da Bienal, pelo que eu vi e senti, é lembrar o antigo e mostrar coisas novas. É uma feira de arte, mas sem vender, só pra olhar e admirar. E é importante visitar pra gente poder entender que existem várias formas de expor a arte, seja em um quadro, dentro de um museu ou em uma praça, ela cabe em tudo. E eu ainda terminei o dia tomando chimarrão. Quero morar aqui quando eu fizer faculdade de história da arte!”

    Milene viu a obra de Iberê Camargo ganhar ainda mais sentido depois que conheceu a história de vida do pintor. Foto: Laura de Las Casas

    Milene conheceu obras de artistas novos durante a Bienal Mercosul e se encantou com a arquitetura da cidade. Foto: Laura de Las Casas

     Milene Raissa Paraguai, 15 anos:
    “Eu estudei, durante os últimos meses no Lab, a obra “A luz de dois mundos”, do artista Tunga. O trabalho dele é muito diferente, e permite que cada um tenha uma percepção própria. Não tem muito como definir, e estudar ele me ensinou que arte não tem definição. Então eu trouxe isso comigo pra Bienal, esse meu olhar sem querer definir muito as coisas. Domingo foi um dia  interessante porque a gente conheceu o Instituo Ling e a Fundação Iberê Camargo. No instituto, vimos uma parte da bienal. É um lugar muito bonito.  Já na fundação, vimos obras do próprio Iberê e de outro artista que não conhecíamos, o Abraham Palatnik. Os mediadores foram muito cuidadosos com a gente, nos mostraram os lugares que eles usam pra oficinas, e nos contaram sobre a história de vida do Iberê. Isso foi bastante proveitoso, porque ele é um artista que trasmite emoção nas obras, transmite sentimento, e quando conhecemos mais sobre ele, os quadros e os traços fazem mais sentido.  O que eu acho bonito na arte é que ela tem significados diferentes para cada um. Quando olhei para o quadro da bicicleta, do Iberê, fiquei pensando que se a gente não reagir pra nada, ficar parado no mesmo lugar, não vamos sair dali nunca. É como se a gente tivesse parado em um parque, e os nossos amigos na bicicleta andando. E se a gente nao sair daquela inércia de ficar parado esperando tudo, a gente vai ficar imóvel e nunca vai ser alguém. Isso me impactou e me fez pensar.  Os educadores do museu também falaram sobre o processo de criação dele, foram acolhedores, tiveram paciência, deram espaço pra perguntar, pra  gente falar o que sabia e se sentir a vontade.

    Essa chance de viajar para um outro lugar e ter esse contato com o novo é muito importante. No Inhotim,o acervo é grande, mas aqui tem coisas diferentes, e é bom demais poder sentir isso e não ficar preso ao nosso mundo. Viajar assim nos traz novas ideias. Pra mim, a maior e melhor ideia que surgiu nesses três dias em Porto Alegre foi a de estudar arquitetura. Fiquei olhando para os lugares que fomos e percebendo esse contraste  colonial com a arquitetura contemporânea, prédios contorcidos, altos baixos, uma mistura. O prédio do Iberê Camargo, por exemplo,  talvez se tivesse sido feito na época da minha vó, seria impressionante, e agora eles se misturam, e isso é fantástico. A viagem me trouxe também uma nova forma de ver a arte, não só presa a coisas físicas, mas também ao cheiro, ao gosto e todos os outros sentidos.”

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    A obra de Hélio Oiticica chamou a atenção dos jovens durante a visita ao Margs pelo colorido característico adotado pelo artista. Foto: Laura de Las Casas.

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    23 de outubro de 2015

    Redação Inhotim


    bicicletaDia Pessoas Pelo Climaeducaçãomobilidade urbanaprogramação

    Leitura: 4 min

    Como é a sua relação com BH?

    pessoaspeloclima_post_blog

    No Dia Pessoas Pelo Clima, o Inhotim e a IBM atuam como porta-vozes de uma causa: as pessoas, individualmente, podem adotar comportamentos que contribuem para minimizar o impacto negativo da atividade humana nos recursos naturais do planeta. Com esse propósito, a Praça Floriano Peixoto foi escolhida para receber diversas atividades educativas, além de servir como ponto de partida e chegada para um passeio ciclístico pela cidade.

    Toda programação idealizada para o Dia Pessoas Pelo Clima tem como objetivo sensibilizar o público sobre seu modo de vida e sua relação com a cidade, pois a mobilidade urbana é mais do que simplesmente o transporte urbano, ou seja, mais do que o conjunto de serviços e meio de deslocamento de pessoas e bens. É o resultado da interação entre os deslocamentos de pessoas e bens com a cidade, estimulando reflexões sobre consumo, mobilidade urbana e sustentabilidade.

    Confira a programação completa:

    Tenda principal (Anfiteatro da praça)

    Bate-papo: segurança e visibilidade da ciclista no trânsito com a Bike Anjo. Horário: 8h30 às 9h.

    Oficina de expressão corporal mediada por Gabriela Gasparotto, educadora do Instituto Inhotim, Bacharela e Licenciada em Dança pela Universidade Federal de Viçosa. Horário: 9h às 9h30.

    Bate-papo: o uso da bicicleta como mudança de hábito em prol do meio ambiente com Carlos Mourthe. Biólogo, Mestre em Ecologia e Doutorando em Ciência e Cultura na História pela UFMG, Pesquisador de Pensamento Sistêmico e Sustentabilidade. Horário: 11h às 12h.

    Estação | Consumo consciente, jogos e brincadeiras

    Estação mediada pela equipe do Educativo Inhotim com intuito de resgatar jogos e brincadeiras que fizeram parte do cotidiano de várias gerações do passado. Tragam seus filhos. Horário: 9h às 13h:
    09:00hs – Contação de Histórias
    10:00hs – Acerte o Furo
    11:00hs – Vai e Vem
    12:00hs – Bilboquê
    OBS: 25 vagas para cada horário, inscrições por ordem de chegada.

    Ações Bike Anjo

    Mini-oficina ciclomecânica com a Bike Anjo Horário: 8h às 13h.
    Edição especial com a Bike Anjo: oportunidade para você que quer aprender a andar de bicicleta. Horário: 8h às 13h.
    Passeio ciclístico nas redondezas da Praça Floriano Peixoto. Horário: 9h30 às 11h.

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    22 de outubro de 2015

    Redação Inhotim


    artecomunidadeeducação

    Leitura: 4 min

    Laboratório Inhotim rumo à Porto Alegre

    Ismael Monticelli (Porto Alegre, RS, 1987) Limanora da série Mundo Fulgurante (2014) Crédito: Del Re; viva Foto

    Ismael Monticelli (Porto Alegre, RS, 1987)
    Limanora da série Mundo Fulgurante (2014)
    Crédito: Del Re; viva Foto

    Ansiosos por mais uma aventura, os jovens do Laboratório Inhotim estão de malas prontas para um destino certo: Porto Alegre. Como parte das atividades do programa de formação mais antigo do Instituto, nove integrantes seguem rumo à 10ª Bienal Mercosul para viver de perto a mostra de arte contemporânea que vai reunir cerca de 700 obras de 402 artistas de países latinos. “A viagem representa para eles uma oportunidade de entender o funcionamento de outra instituição, outro processo curatorial, outro espaço expositivo, colaborando para a construção de um entendimento mais completo sobre o mercado da arte, o papel dos artistas e desse universo”, explica Lilia Dantas, supervisora de arte e educação do Instituto.

    O Laboratório Inhotim  é um programa de formação por meio da arte voltado para alunos de 12 a 16 anos da rede pública de Brumadinho. O objetivo do projeto é desenvolver um olhar crítico e reflexivo não apenas para o universo artístico, mas para o dia a dia de cada um, fazendo dos jovens, agentes ativos em suas comunidades.  Todo ano, o grupo viaja a diferentes centros artísticos como parte das atividades desenvolvidas no Instituto, já tendo passado por Nova York, Buenos Aires e São Paulo.

    Durante todo o ano, jovens desenvolvem trabalhos e participam de oficinas no Inhotim.

    Durante todo o ano, jovens desenvolvem trabalhos e participam de oficinas no Inhotim.

    Os viajantes são jovens que já estão no segundo ano do projeto e que viveram um período de intensas experimentações dentro do Parque. Em 2015, eles foram inseridos no universo de pesquisa em arte contemporânea e, em função da Bienal, foram estimulados a escolher artistas latinos com obras expostas no Inhotim para desenvolver esse trabalho. Nesta lista, temos Jorge Macchi, Tunga, Luiz Zerbini, Victor Grippo, Claudia Andujar, Carlos Garaicoa e muitos outros.

    O roteiro da viagem inclui a visita dos espaços da Bienal no Centro Histórico de Porto Alegre, na Usina do Gasômetro e no Instituto Ling, além da visita mediada oferecida pelo educativo da Fundação Iberê Camargo.

    Os próximos dias prometem ser inesquecíveis para esse grupo cheio de curiosidade. De sexta a domingo, postaremos um diário com o passo a passo dessa viagem. Fique de olho e nos acompanhe!

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