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  • 16 de agosto de 2018

    Antonio Grassi


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    Leitura: 6 min

    3 milhões de visitantes

    3 milhões de visitantes

    Quando o Inhotim abriu suas portas à visitação pública, em 2006, Brumadinho era um município pequeno, dedicado à mineração e à pecuária, sem qualquer traço de atividade turística em suas ruas empoeiradas de minério de ferro. Doze anos depois, a cidade ganhou um alfinete colorido no mapa de todo aquele que, no Brasil e no exterior, gosta de arte, de natureza e de viajar. Este agosto que começa agora trouxe um número capaz de traduzir toda essa transformação: 3 milhões. Este é o total de visitantes que estiveram em Brumadinho para conhecer as obras de arte e o jardim botânico do Inhotim.

    Este número carrega alguns significados nem sempre percebidos de imediato. Falo, por exemplo, do grande impacto da Instituição em toda a região de Brumadinho. Me refiro, ainda, à grande responsabilidade dos gestores do Instituto em manter vivos os sonhos e a sede de conhecimento das pessoas tocadas pela magia do Inhotim. Na última semana, colhemos boas notícias na área de governança e compliance, que contribuem efetivamente para a perenização do Inhotim. Já chego lá!

    Antes, é preciso entender melhor o universo do Inhotim. Para abrigar e alimentar tanta gente, dezenas de pousadas, hotéis e restaurantes pela cidade foram abertos nos últimos anos. Dos cerca de 600 funcionários diretos e indiretos do Museu, 90% são moradores da região e muitos jovens têm no Inhotim seu primeiro emprego. Por ano, são recebidas 50 mil pessoas da comunidade escolar, entre alunos e professores, com destaque para a rede pública de ensino da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    Inhotim desenvolve trabalho de resgate histórico, preservação e desenvolvimento da cultura das comunidades do entorno; mantém uma escola de cordas com jovens da região; oferece formação para estudantes e professores a partir dos seus acervos artístico e botânico, e forma jovens protagonistas nas discussões contemporâneas.

    Seu modelo inovador e único, mesmo considerando os museus do mundo, transforma a visita às obras de arte em um encantador passeio por um imenso jardim com quase 5 mil espécies de plantas. É uma experiência que distancia o Inhotim dos museus urbanos e atrai turistas de todas as partes.

    Segundo pesquisa da Vox Populi, pouco mais da metade dos visitantes são de Minas Gerais, um terço de outros estados e mais de 10% de outros países – importante ressaltar que, durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, 20% dos visitantes eram estrangeiros.

    São 140 hectares que acolhem 23 grandes galerias – 19 permanentes e quatro temporárias – e outras 23 obras de grande escala distribuídas ao ar livre. Todas elas levando inquietação e reflexão sobre o mundo em que vivemos – traço característico da arte contemporânea. Aos 140 se somam outros 249 ha de uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural). Pelos jardins, há espécies de todos os continentes, muitas delas raras e ameaçadas de extinção.

    Por tudo isso, o Instituto Inhotim compreende que sua perenização é um compromisso com toda essa gente que frequenta ou que deseja conhecer o lugar e os acervos lá distribuídos. E, é claro, que perenização passa por excelência de gestão e transparência, de forma a atrair empresas e entidades públicas e privadas interessadas em participar do esforço de manter abertas as portas do Inhotim.

    Por isso, com muita alegria, recebemos, na semana passada, o relatório das contas de 2017 das mãos de representantes da Ernst & Young, empresa internacional de auditoria. É o quinto ano consecutivo que elas são aprovadas sem ressalva. Desta vez, a boa notícia vem acompanhada de um plano de ação com 19 produtos e procedimentos para melhoria, modernização e fortalecimento do compliance da gestão do Inhotim, preparado pela consultoria Smart Gov.

    Dentre as propostas da Smart Gov, estão incluídos criação de Código de Ética e de Conduta do Instituto Inhotim, Comitê de Ética, Compliance Officer; incentivo à adoção de medidas de integridade entre parceiros de negócio; política anticorrupção; planejamento estratégico e governança corporativa; segurança da informação e transparência; avaliação de risco e melhoria contínua; responsabilidade social; e adesão ao Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção.

    Todas essas medidas são fundamentais para a manutenção do Inhotim e têm o respaldo do Conselho de Administração. Certos de que estamos no caminho certo, agradecemos aos parceiros que nos ajudam a despertar a consciência crítica instigada pela arte contemporânea, aliada à sustentabilidade ambiental. E obrigado a cada um dos 3 milhões de visitantes que contribuíram para materializar esse sonho. Se depender da gente, os alfinetes coloridos não deixarão de se multiplicar.

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    Artigo publicado no jornal Estado de Minas.

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    20 de julho de 2018

    Douglas Gonçalves

    Educador


    artebotânicaeducaçãoinhotim

    Leitura: 6 min

    Julho de férias, educação e diversão no Inhotim

    Julho de férias, educação e diversão no Inhotim

    Julho é mês de férias para tanta gente e, muitas vezes, uma época de ver o Inhotim cheio de visitantes de todas as idades. Essa é também uma oportunidade de pensar em atividades que enriqueçam a experiência aqui e criem memórias. Buscamos isso com uma programação educativa que propõe ao publico mediações e brincadeiras nas quais os visitantes e as visitantes aprendam e tenham a chance de compartilharem as reflexões que surgirem a partir do contato com nossos acervos.

    Na Caça ao Tesouro, as crianças percorrem o Instituto em busca do tesouro escondido pelo “Sr. Tim” no século XIX. Pelos caminhos, obras de arte e plantas com origem de diversas partes do mundo também guardam histórias e fazem a aventura ser ainda mais especial. Na Estação Educativa para Visitantes, quem quiser dicas para o passeio ou tiver perguntas sobre o Instituto, pode fazê-las diretamente para nossa equipe educativa, que está por lá sempre à partir das 10h esperando por você. Durante as férias de julho, também tem a Estação Educativa Itinerante nas quartas-feiras, que percorre outros espaços do Parque levando as informações e dinâmicas educativas para quem se interessar. E se você gosta de desenhar, poderá participar do encontro que pretende estimular o olhar do público para a criação de desenhos inspirados nos acervos botânico e artístico do Parque. 

    As pessoas que gostam de conhecer as nossas galerias sob uma outra perspectiva têm, em julho, a chance de participar da Ativação na Galeria Cosmococa, atividade que busca entender as provocações dos artistas Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. Também temos as visitas mediadas de todos os dias, que são gratuitas e feitas para quem deseja conhecer o Inhotim na companhia de educadores e educadoras da nossa equipe. Você pode escolher entre a temática, que neste mês aborda as técnicas e os materiais usados nas obras de arte contemporânea, ou a panorâmica, que dá ao visitante uma visão geral do Instituto.

    Todas as nossas atividades estão no nosso site. Confira!

    Programação educativa 
    Como já dizia Carlos Drummond de Andrade “ Os museus não valem como depósitos de cultura ou experiências acumuladas, mas como instrumentos geradores de novas experiências.” A programação de férias vai muito além de visitar um museu e conhecer o seu acervo, a proposta educativa do ano de 2018 é construir com os visitantes e as visitantes saberes, práticas e experiências , além de proporcionar o compartilhamento de inquietações e desafios que surgem nos encontros entre público e educadores presentes. É nesse caminho que nós, educadores e educadoras da equipe, pretendemos continuar seguindo.

    As atividades são construídas no desenrolar dos meses pela equipe que atua diretamente na Estação Educativa, um espaço em constante contato com o público do Inhotim. Para manter a elaboração de propostas educativa dinâmica, a equipe é composta por profissionais com currículos e formações interdisciplinares, contando com pessoas da área de biologia, fotografia, turismo, letras, entre outros.

    Esse grupo de propositores e propositoras têm como base os acervos botânicos, artísticos e histórico/cultural, do Instituto para sugerir uma gama de possibilidade onde quem visita o Parque é colocado em referência. A interatividade da mediação é capaz de proporcionar o compartilhamento de inquietações e desafios que surgem nos encontros entre público e educadores presentes. Para nós, o diálogo é a ferramenta mais potente de mediação, permitindo o exercício e a troca de informações. Também acreditamos na flexibilidade do roteiro durante as visitas educativas, buscando uma experiência compartilhada e dando espaço para novas perspectivas.

    Segundo a proposta educativa do Instituto Inhotim, cada educador e cada educadora tem sua autoria criativa, sua curadoria pedagógica do acervo, seus recortes ideológicos, conceitos e metodologias para mediar o acervo. Aproveitar a bagagem própria trazida por quem passa por aqui é um privilégio e um desafio que buscamos superar por meio da troca de experiências e impressões.

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    22 de junho de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 9 min

    Mostra audiovisual “Profissão Artista” é destaque em programação do Inhotim no MECA

    Mostra audiovisual “Profissão Artista” é destaque em programação do Inhotim no MECA

    O evento multicultural da plataforma MECA, em parceria com o Instituto Inhotim, é realizado há quatro anos e propõe uma experiência diferente dos grandes festivais. Com um line-up composto sempre por artistas brasileiros consagrados e novos nomes que se destacam da atual cena musical brasileira, o festival propõe ainda uma imersão nos universos de arte, música, cinema, moda, tecnologia e história. Agendada nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho, a quarta edição do MECAInhotim anuncia Alice Caymmi, Rubel, Letrux, Baco Exu do Blues, Cordel do Fogo Encantado, Pabllo Vittar e Elza Soares entre as principais atrações da programação musical. Mas a programação vai além da música, trazendo ao público visitas mediadas com temáticas especiais e uma mostra de cinema feita com a curadoria do diretor do Instituto, Antônio Grassi denominada “Profissão: Artista”.

    A coletânea de filmes foi feita em reação à votação da  Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental  que recentemente questionou a exigência do Delegacia Regional do Trabalho para o exercício profissional como artista. Com curadoria de Antonio Grassi a mostra conta com diversas exibições nacionais. Nos dois dias, sábado (30) e domingo (1), o festival apresenta a série documental “Retratos”, que registra bastidores de montagem de obras e galerias de artistas como Adriana Varejão, Chris Burden, Tunga e Matthew Barney no Instituto Inhotim.

    Para o sábado (30), a programação traz uma sessão especial do filme “Um Beijo no Asfalto”, obra baseada na peça homônima de Nelson Rodrigues, com direção de Murilo Benício e atuação de Lázaro Ramos e Débora Falabella – mineira, nascida em Belo Horizonte. A exibição ocorrerá logo após um talk mediado por Antonio Grassi com a participação de Débora e Amir Haddad. Ainda no sábado, será exibido o documentário “Todos os Paulos do Mundo”, longa dirigido por Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira que traz um panorama da trajetória de Paulo José, um dos maiores atores dos palcos e das telas.

    Já no domingo (1), a programação da mostra inclui a exibição do longa “Legalize Já”, cinebiografia que apresenta a origem da banda Planet Hemp. Dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, o filme será exibido após um conversa mediado por Antonio Grassi com participação especial de Johnny Araújo e Renato Goes. O dia conta ainda com a exibição de “Divinas Divas”, filme que marca a estreia de Leandra Leal como diretora em longas-metragens. O filme traz para a cena a intimidade, o talento e as histórias de uma geração de artistas travestis no Brasil dos anos 1960, que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época.

    Confira a programação completa:

    Sábado (30)
    -O Beijo no Asfalto – Talk com Débora Falabella, Amir Haddad, e mediação de Antonio Grassi, seguido de exibição do filme.
    -Todos os Paulos do Mundo – exibição.

    Domingo (1)
    -Legalize Já – Talk com Renato Góes, Johnny Araújo, e mediação de Antonio Grassi, seguido de exibição do filme.
    -Divinas Divas – exibição.

    Programação Educativa de visitas mediadas ao Museu:

    Visita Temática: O Feminino – Diversidade e Representatividade na Arte Contemporânea
    A história da arte pode ser compreendida como uma ode à civilização ocidental, com sua produção artística restrita ao continente europeu desde a antiguidade até as vanguardas do início do século XX. Através das inúmeras publicações sobre a história da arte, podemos constatar a ausência quase absoluta de artistas mulheres até a primeira metade do século XX. Após a segunda guerra mundial, assistimos ao deslocamento do polo da produção artística da Europa para os Estados Unidos e, nos anos 1960 e 1970, o colapso do colonialismo europeu na África, no Sudeste Asiático e no Caribe e a ascensão dos movimentos feministas nos Estados Unidos, na América Latina e na Europa. A partir daí as mulheres passaram a conquistar espaço no mercado de trabalho, na política, no meio acadêmico e na recente produção artística e cultural. Esta visita propõe uma reflexão sobre a importância de o acervo permanente do Inhotim ser composto por 50% de artistas de origem latino-americana e possuir 30% de mulheres artistas. Os percentuais são interessantes, mas será que falta representatividade?

    Quando: 30 de junho e 1 de julho (sábado e domingo)
    Duração: 1h30
    Horário: 10h30
    Local: saída da Recepção
    Público: livre
    Observação: 25 vagas, inscrição no local a partir das 10h

    Visita Panorâmica
    Conversa e reflexão sobre o espaço do Inhotim e seus acervos, explorando as várias possibilidades de percurso. A duração da visita é de uma hora e você tem a chance de conhecer o Instituto de forma ampla.

    Quando: 29 e 30 de junho e 01 de julho (sexta-feira, sábado e domingo)
    Duração: 1h30
    Horário: 11h / 14h
    Local: saída da recepção
    Público: livre
    Observação: 25 vagas, inscrição no local a partir das 10h30 / 13h30

    Poéticas do Patrimônio
    A pele como tecido por onde os sentidos e as emoções fluem, e como um lugar que carrega as memórias, experiências e histórias de cada um. Uma edificação coletiva concebida a partir de uma caminhada silenciosa. Pensar os patrimônios culturais e naturais da sociedade, como são preservados, ressignificados, mantidos, memorados ou esquecidos é uma importante tarefa da contemporaneidade. A atividade propõe reflexões e experimentações sensoriais para chamar atenção para os sujeitos coletivos.

    Quando: 30 de junho (sábado)
    Duração: 2h
    Horário: 14h
    Local: saída da recepção
    Público: livre

    Os ingressos do primeiro lote estão à venda por R$240,00 meia entrada estudante e R$240,00 entrada social a partir da doação de um livro na porta do evento. Para comprar os ingressos basta acessar o site da Ingresse.

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    18 de junho de 2018

    Marcos Franchini

    Arquiteto e professor


    Leitura: 5 min

    Um dia de aula de expografia no museu-escola

    Um dia de aula de expografia no museu-escola

    Meu envolvimento com o Inhotim começou quando eu ainda era estudante de arquitetura, em 2008. Fui com a minha turma e uma professora para observar o paisagismo do lugar e acabei construindo com o espaço uma relação de empatia e inspiração.  O Inhotim se tornou um respiro da cidade grande, um lugar que não importa quantas vezes eu visite, nunca me cansa. Acabei, inclusive, realizando alguns importantes projetos da minha carreira como arquiteto em parceria com a Rizoma.  Assim, ao começar a planejar as aulas de Arquitetura de Interiores e Paisagismo da turma da pós-graduação da UNA Bom Despacho (MG), onde atualmente sou professor da disciplina Museografia e Expografia, foi elementar propor aos alunos uma visita ao Inhotim.

    A proposta foi super bem recebida pelos alunos e pelas alunas. Optamos pela quarta-feira gratuita e nos planejamos para a pequena viagem. Minha ideia era explorar o Instituto com a turma por meio de uma visita guiada por mim, na qual eu buscaria considerar todas as complexidades de espaços expográficos. Nessa disciplina, eu estabeleço referenciais inseridos na história e na prática, reflexões e interlocuções da cultura e da arte com a arquitetura e, sobretudo, instigo a sensibilização para a crítica da arquitetura na contemporaneidade em projetos expográficos. Hoje em dia, é fácil buscar referências de museus em sites e revistas, mas viver o espaço é sempre diferente: nos desperta para muitas outras possibilidades e sensações. Eu queria fazer com que as alunas e os alunos percebessem isso na prática. Por fim, eles deveriam me entregar uma proposta de intervenção baseada no que discutimos durante a visita. O foco do trabalho foi o Museu Ferroviário de Bom Despacho (desenhado na foto acima), um espaço muito potente para novos olhares e caminhos, mas que está subutilizado atualmente.

    Durante a visita, priorizei os pavilhões que ocupam construções remanescentes da antiga fazenda existente antes da criação do Inhotim. Quando se faz uma galeria do zero, quase tudo é permitido, mas quando a proposta é respeitar o edifício já construído, mesmo que ele seja usado para outra finalidade, é necessário um zelo, um cuidado muito maior para ressignificar aquele espaço. Daí, a importância em se conhecer as galerias Marcenaria, Rivane Neuenschwander, Carlos Gairacoa e Carroll Dunham, além da intervenção na antiga Igrejinha. Todos esses lugares foram analisados para inspirar a turma a desenvolver diferentes propostas.

    O passeio foi complementado pelas visitas às outras galerias do museu, como a de Claudia Andujar. Lá, é possível ver as diferentes concepções dos espaços museográficos em relação à sua iluminação -se é natural ou não, direta ou indireta, focal ou difusa- e aos fluxos dos visitantes e suas superfícies expositivas.  

    Estou certo de ter sido fundamental passar este dia no museu-escola Inhotim, para que os alunos estabelecessem uma relação com o cotidiano dos cidadãos em prol de uma maior abertura dos espaços expositivos. As propostas inspiradas no passeio passaram por temas que resgatam e respeitam a história da cidade mineira, mostrando a  influência da via férrea e a relação com outras cidades vizinhas. Também houve sugestões que jogavam luz em tradições como o congado, os dialetos da região e, também, na produção local de laticínios e exploração mineral.

    Os trabalhos apresentados, em forma de coletivo, conformam um legítimo manifesto de ocupação para o edifício porposto. Eles foram reunidos e serão encaminhados, por meio da coordenadora do curso, ao prefeito da cidade como sugestão.  

    Após tantos idas ao Inhotim, seja à trabalho durante o período em que colaborei com o escritório de arquitetura Rizoma ou em visitas acompanhando amigos e familiares, o museu ainda me surpreende como espaço ímpar no ensino-aprendizagem.

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    15 de junho de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Muito mais que música no MECAInhotim

    Muito mais que música no MECAInhotim

    A 4ª edição do MECAInhotim acontece de 29 de junho a 1º de julho, com a presença de Elza Soares, Alice Caymmi, Cordel do Fogo Encantado, Pabllo Vittar, Letrux, Iconilli e diversos outros nomes da música brasileira. Mais uma vez, o público poderá vivenciar diferentes experiências entre as galerias e os jardins do Parque, com uma programação que dura dia e noite e promete momentos inesquecíveis.

    Programação Inhotim
    Quem vier curtir o festival poderá aproveitar para visitar as galerias do Inhotim no horário normal de funcionamento do Instituto – das 9h30 às 16h30 na sexta, e das 9h30 às 17h30 no sábado e no domingo. Após esse horário, quem tiver o ingresso será encaminhado para uma área exclusiva, onde acontecerão os shows de cada noite. Durante o dia, uma programação especial está sendo preparada para o público do MECA. No sábado e no domingo, às 10h30, a equipe educativa do Inhotim conduzirá a visita temática sobre representatividade na arte contemporânea. Já no sábado, a partir das 14h, uma outra visita mediada te leva a conhecer os acervos do Inhotim a partir de uma reflexão sobre patrimônios culturais e naturais da sociedade.

    Mostra de Cinema
    Durante o festival, o público poderá curtir a mostra audiovisual Profissão: Artista, com curadoria do ator e diretor executivo do Inhotim, Antonio Grassi. A programação conta com quatro longas-metragens e cinco curtas, todos escolhidos para colaborar com as discussões sobre o movimento “profissão artista”. Antonio Grassi mediará dois talks antes da exibição dos filmes, com participação de Débora Falabella e Amir Haddad no sábado (30), e de Marcelo D2, Renato Góes e Johnny Araújo, no domingo (1º).

    Ingressos
    Os ingressos para o MECA ainda estão disponíveis online, sendo o passaporte R$ 480 (inteira). Já para quem deseja comprar entradas para dias avulsos, saem por R$ 150 (inteira) na sexta-feira, R$ 300 (inteira) no sábado e R$140 (inteira) no domingo. Você pode conferir a programação de cada dia aqui. Este ano, contamos com a meia-entrada social, que te dá o benefício de desconto de 50% condicionado à doação de um livro no dia do evento.

    Hospedagem
    A maioria dos hotéis indicados no site do Inhotim já está com as vagas preenchidas, mas você pode encontrar outras opções no site do MECA.

    Transporte
    Para quem busca transporte, indicamos os pacotes da Belvitur, que contemplam ida e volta dos três dias por 198 reais. O telefone para contato é 31 3290-9180. Veja mais opções de transporte no site do MECA.

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