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  • 05 de fevereiro de 2018

    Redação Inhotim


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    Leitura: 12 min

    Yayoi Kusama, a artista que cria arte para “a cura da humanidade”

    Yayoi Kusama, a artista que cria arte para “a cura da humanidade”

    Em 1999, a Revista BOMB (edição 66) publicou uma entrevista com  Yayoi Kusama, autora da obra “Narcissus garden : Inhotim” (2009), exposta no topo do Centro Educativo Burle Marx. O trabalho da artista japonesa guarda uma história interessante, já que se trata de uma versão de uma escultura originalmente apresentada em 1966 para uma participação de Yayoi na 33a Bienal de Veneza. Naquela ocasião, ela instalou clandestinamente 1.500 bolas de aço inoxidável que eram vendidas a quem passasse por US$ 2 cada, sobre um gramado em meio aos pavilhões. As esferas continham uma placa onde estava escrito “Seu narcisismo à venda”, revelando de forma irônica sua mensagem crítica ao sistema da arte e seus sistemas de repetição e mercantilização. A intervenção levou à retirada de Kusama da Bienal, onde ela só retornou  representando o Japão oficialmente em 1993. Na versão de Inhotim, 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre um espelho de água, criando formas que se diluem e se condensam de acordo com a força do vento. Resgatamos aqui a entrevista com a artista. Entender melhor sua história de vida abre ainda mais possibilidades de interpretar a obra desta artista que já acumula 70 anos de carreira.

    GT: Você teme que as pessoas talvez estejam interessadas na sua biografia à custa da sua arte?
    YK: Eu não tenho esse medo. Meu trabalho é uma expressão da minha vida, particularmente da minha doença mental.

    GT: Você vive em um hospital psiquiátrico. É verdade que você se internou voluntariamente?
    YK: Eu fui internada em um hospital em Tóquio em 1975 onde eu tenho morado desde então. Eu escolhi viver aqui seguindo o conselho de um psiquiatra. Ele sugeriu que eu pintasse quadros no hospital enquanto seguisse com meu tratamento. Isso aconteceu enquanto eu viajava pela Europa, montando minhas exibições de moda em Roma, Paris, Bélgica e Alemanha.

    GT: Apesar de você ter sido internada, você é uma artista e escritora muito ativa. Onde você trabalha?
    YK: Eu trabalho no meu condomínio/estúdio perto do hospital.

    GT: Você diz que a sua arte é uma expressão do seu transtorno psiquiátrico? De que maneira?
    YK: Minha arte tem origem em alucinações que somente eu consigo ver. Eu traduzo as alucinações e imagens obsessivas que me assombram em esculturas e pinturas. Todos os meus trabalhos em pastel são produtos de uma neurose obsessiva e são, portanto inextricavelmente ligados à minha doença. No entanto, eu crio obras mesmo quando não vejo alucinações.

    GT: Você nasceu em Matsumoto, uma cidade de médio porte na região central do Japão, em 1929. A guerra não afetou grandemente a sua família uma vez que Matsumoto era bastante isolada e sua família era abastada. Isso é verdade?
    YK: A nossa casa escapou à destruição durante a guerra e nossa despensa estava cheia de suprimentos, então nós tínhamos o suficiente para nos alimentar, felizmente. Sim, minha família é bastante rica. Eles são responsáveis pela gestão de imóveis e empresas de armazenamento. Eles também vendem por atacado sementes de plantas cultivadas em suas grandes fazendas. Eles têm gerido esse tipo de negócio por 100 anos.

    GT: Mas mesmo assim a sua infância foi bastante horrenda. Suas descrições da sua mãe são de arrepiar.
    YK: Minha mãe era uma mulher de negócios muito perspicaz, sempre terrivelmente ocupada com o seu trabalho. Eu acredito que ela contribuiu significativamente para o sucesso dos negócios de família. Mas ela era extremamente violenta. Ela odiava me ver pintando, então ela destruía as telas com as quais eu estava trabalhando. Eu tenho pintado quadros desde os dez anos de idade, quando eu comecei a ter alucinações. Eu as produzia em grande quantidade. Mesmo antes de eu começar a pintar, eu era diferente das outras crianças. Minha mãe me batia e me chutava todos os dias, irritada que eu estava sempre pintando.  Ela me forçava a ajudar os empregados, mesmo quando eu tinha que estudar para as provas finais. Eu ficava tão exausta que me sentia muito insegura às vezes. Meu pai, um conquistador, estava constantemente ausente. Ele era uma pessoa de coração gentil, mas tendo se casado com a minha mãe e entrado para a sua família, e, estando sempre sobre o controle financeiro dela, ele não tinha um lugar em casa. Ele deve ter se sentido completamente desmoralizado. Meu irmão mais velho também era contra a minha inclinação para a pintura. Todos os meus irmãos me disseram para eu me tornar uma colecionadora ao invés de pintora.

    GT: Tendo em vista a sua vida em família, não surpreende o fato de você ter tido a vontade de sair de casa ainda jovem. Você foi para Kyoto, onde se matriculou em cursos acadêmicos de arte. Esse foi o seu único treinamento formal como artista?
    YK: Eu fui para Quioto simplesmente para fugir da violência da minha mãe. Eu raramente frequentava as aulas; eu achava a escola muito conservadora e os professores desatualizados em relação à realidade do mundo moderno. Eu pintava quadros no dormitório ao invés de frequentar as aulas. Por a minha mãe ser tão veementemente contra eu me tornar artista, eu me tornei emocionalmente instável e sofri um surto nervoso. Foi por volta dessa época, na minha adolescência, que eu comecei a receber tratamento psiquiátrico. Traduzindo alucinações e medo de alucinações em pinturas, eu tenho tentado curar a minha doença.

    GT: [sobre o período em que Kusama se mudou para Nova York, no final dos anos 50] depois de 18 meses de sua chegada, você teve a sua primeira exposição solo. As paredes da galeria estavam ocupadas por 5 telas enormes cobertas com redes infinitas branco-sobre-branco. Pinceladas pintadas meticulosamente criavam uma trama quase invisível ao olho nu. A exposição foi aclamada por críticos incluindo Dore Ashton e Donald Judd – você foi até mesmo comparada ao Pollock. Esse primeiro sucesso deve ter sido empolgante.
    YK: Eu disse para mim mesma, eu consegui! Eu comecei a me associar a colegas que também estavam desenvolvendo novos tipos de pintura. Eu me tornei amiga de artistas tais como Eva Hesse e Donald Judd.

    GT: É curioso que Judd tenha ficado tão impressionado com o seu trabalho, já que os seus trabalhos antecipavam uma estética minimalista que depois seria liderada por ele. Você se considera minimalista?
    YK: Eu sou uma artista obsessiva. As pessoas podem me classificar de outra forma, mas eu simplesmente as deixo me chamar do que quiserem. Eu me considero uma herege do mundo da arte. Eu penso apenas em mim mesma quando eu faço meu trabalho. Afetada pela obsessão que se instalou em meu corpo, eu criei obras em uma rápida sucessão, meu próprios “ismos”. […] Eu continuarei a criar trabalhos de arte enquanto a minha paixão me mover. Eu sou muito tocada pelo fato de que tenho muitos fãs. Eu venho lutando com a arte como uma terapia para a minha doença, mas eu suponho que não saberei como minha arte é avaliada enquanto estiver viva. Eu crio arte para a cura da humanidade.

    Sete décadas de carreira
    Por mais de setenta anos, Yayoi Kusama desenvolve uma prática, a qual apesar de conter influências do surrealismo, minimalismo, pop art, Eccentric Abstraction [abstração excêntrica], e dos movimentos Zero e Nul, resiste a qualquer classificação singular. Nascida em Matsumoto (Japão) em 1929, ela estudou pintura em Kyoto antes de se mudar para Nova York no final dos anos 1950, e por volta da metade da década de 60 já tinha se tornado conhecida no universo avant-garde por seus provocativos happenings e exibições. Desde então, os extraordinários esforços artísticos de Kusama têm abarcado pintura, desenho colagem, escultura, performance, filme, gravura, instalação e arte
    circunstancial, bem como literatura, moda (notadamente, na sua colaboração com Louis Vuitton em 2012) e design de produto.

    Uma característica contínua do trabalho artístico único de Kusama é a estrutura intrincada de tinta que cobre a superfície dos seus quadros Infinity Net [rede infinita], os espaços negativos entre os loops individuais desses padrões abrangentes que emergem como delicadas bolinhas. Esses motivos tem suas raízes em alucinações com as quais ela sofre desde a infância, e nas quais o mundo aparece para ela coberto de formas que se proliferam. Criando um caminho entre o expressionismo abstrato e minimalismo, Kusama mostrou pela primeira vez suas brancas Infinity Nets [redes infinitas] em Nova York no final dos anos 50 e foi aclamada pela crítica. Ela continua a explorar as possibilidades dessas obras em trabalhos monocromáticos os quais são cobertos com malhas que parecem flutuar e se dissolver na medida em que o observador se move ao seu redor.

    Outro motivo chave é a forma da abóbora, a qual atingiu um status quase mítico na obra de Kusama desde o final dos anos 40. Vinda de uma família que se sustentava cultivando sementes de plantas, Kusama conhecia a abóbora kabocha dos campos que circundavam a casa de sua infância e esse fruto continua a ocupar um lugar especial na iconografia da artista. Ela tem descrito as suas imagens da abóbora como uma forma de autorretrato.

    A partir dessas obras e de suas esculturas acumulativas, nas quais objetos do dia-a-dia se tornam provocativos através de uma cobertura de esculturas flexíveis de formato fálico ou macarrão seco, considerando suas esculturas monumentais e instalações ao ar livre, como o Narcisus Garden, criado em 1966 na ocasião da primeira participação de Kusama da Bienal de Veneza, além das fascinantes ilusões provocadas por seus experimentos recentes com instalações formadas por quartos espelhados, o trabalho de Kusama é amplo, expansivo, e imersivo.

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    30 de janeiro de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Venha carnavalizar entre a arte e a natureza do Inhotim

    Venha carnavalizar entre a arte e a natureza do Inhotim

    Vai curtir o Carnaval no Inhotim? A nossa equipe educativa pensou em uma programação para quem quiser curtir a folia por aqui e também para quem preferir aproveitar o feriado em um passeio entre os acervos do Parque, sem compromisso.

    Estaremos abertos de sábado à terça-feira, inclusive na segunda-feira, das 9h30 às 17h30, com entrada a R$ 44 (inteira). Já na Quarta-feira de Cinzas, a entrada é gratuita, com o horário de funcionamento igual aos demais dias.

    Se você quiser dicas de hospedagem, de como chegar e de como comprar seu ingresso online, acesse o nosso site! Ah, e não se esqueça de levar o seu cartão de vacina comprovando que já se imunizou contra a febre amarela. A entrada no Instituto só será permitida com a apresentação do documento provando que a vacina foi tomada no mínimo 10 dias antes da visitação.

    Confira o que vem por aí e programe sua visita:

    -Visita Temática: Diversidade e representatividade na arte contemporânea
    Qual a importância deste tema para os museus do Brasil e do mundo? A partir do próprio acervo artístico do Inhotim, a visita aborda o tema e propõe uma reflexão coletiva sobre as diferentes formas de se trabalhar a diversidade na cultura. O passeio é gratuito. Quer participar? É só avisar sobre seu interesse na recepção.
    Quando: sábado, domingo e quarta-feira.
    Horário: 10h30

    -Ativação poético-flutuante na Piscina (2009), Jorge Macchi
    “Piscina” (2009) , trabalho do artista argentino Jorge Macchi, teve origem de uma aquarela pintada por ele no formato de uma caderneta telefônica. Quem visita o Inhotim tem a chance de viver uma experiência singular: nadar em uma obra de arte. Nesta atividade, você será convidado a brincar com letras soltas que se misturam com a própria obra. Ao longo dessa mediação em palavras flutuantes, a conversa sobre os limites entre o cotidiano e a arte contemporânea podem vir à tona, assim como as histórias dos demais trabalhos de Macchi e da relação com o ambiente do Inhotim. A atividade é gratuita e para todas as idades.
    Quando: todos os dias do Carnaval.
    Horário: 14h às 16h.

    -Visita panorâmica
    Para quem quer conhecer o Inhotim de uma forma geral, entender sua origem e as características dos acervos artístico e botânico, a visita panorâmica é uma ótima opção. Durante uma hora, a equipe educativa conduz o grupo por alguns pontos estratégicos do Insituto, apresentando o espaço e esclarecendo dúvidas. A visita é gratuita e tem duração de uma hora.
    Quando: todos os dias do Carnaval.
    Horários: saída às 11h e às 14h.

    -Estação Folia 
    A Estação Educativa para Visitantes convida adultos e crianças a construir brinquedos para cair na folia! Lançadores de confete e barangandãs arco-íris irão fazer a alegria da meninada e colorir os jardins de Inhotim. Aproveite para conhecer o espaço, onde também está localizada a Biblioteca do Inhotim.
    Quando: todos os dias do Carnaval.
    Horário: 10h às 12h.

    Esperamos você por aqui!

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    18 de janeiro de 2018

    Redação Inhotim


    febre amarelaimprensa

    Leitura: 5 min

    Inhotim adota mais uma medida preventiva contra a febre amarela

    Inhotim adota mais uma medida preventiva contra a febre amarela

    Atualização: Com o fim do verão, o Instituto Inhotim deixou de exigir do visitante comprovante de vacina contra a febre amarela. Ressaltamos a importância de se prevenir contra a febre amarela e continuamos tomando as medidas necessárias para combater a doença.

    A partir desta terça-feira, 23 de janeiro, todos os visitantes devem apresentar o cartão de vacinação ao entrar no Inhotim, a fim de comprovar que se imunizaram contra a febre amarela há no mínimo dez dias. A medida é mais uma ação preventiva que o Instituto adota, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, para conscientizar os visitantes sobre a importância de se vacinar contra a doença. O Inhotim já oferece aos visitantes repelentes, dispostos em locais estratégicos do Museu, como Recepção, Estação Educativa e pontos de alimentação.

    O Instituto informa que não foi identificado nenhum caso de febre amarela no Inhotim e que continua tomando todas as medidas preventivas necessárias para combater a doença. Desde meados do ano passado, quando foram registrados os primeiros casos em Minas Gerais, o Inhotim vem adotando uma série de ações.

    O Inhotim realizou campanha de vacinação e divulgação de informações para funcionários. Além disso, o Instituto faz o monitoramento diário de animais.

    A conferência individual do cartão de vacinação será realizada no estacionamento do Parque. Apenas os visitantes vacinados contra a febre amarela ao menos dez dias antes da visita terão acesso ao interior do Instituto.

    O Inhotim continua funcionando normalmente: de terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos fins de semana e feriados, das 9h30 às 17h30. O valor da entrada (inteira) é R$ 44 e pode ser adquirida pelo site: inhotim.org.br/visite/ingresso.

    Update: Since April, Inhotim Institute no longer requires the visitor to prove yellow fever vaccine. We reinforce the importance of preventing against yellow fever and continue to take the necessary measures to combat the disease.

    Inhotim adopts one more preventive measure to fight the yellow fever
    As of Tuesday, visitors are required to show their immunization records to enter the park

    As of this coming Tuesday, January 23, all visitors must show their vaccination card  in order to be granted access to the park, proving they had been immunized against the yellow fever at least ten days prior to their visit.  This is yet another preventive action taken by the Institute, in partnership with the Health Department in the state of Minas Gerias, to raise awareness among visitors for how important it is to get immunized against the disease.  For a while now, Inhotim has been making insect repellent available to visitors at strategic locations such as the Reception, Education Center, snack bars, cafes and restaurants.

    The Institute states that no episode of the yellow fever has been identified at Inhotim, and that all the necessary preventive actions are currently being taken to fight the disease.  Since mid-2017 when the first episodes were identified in Minas Gerais, Inhotim has been taking a number of actions.

    Inhotim carried out an immunization campaign to provide vaccines and information to its employees.  In addition, the Institute monitors animals on a daily basis.

    Immunization records/vaccination cards will be individually checked upon arrival at the parking lot.  Only visitors who have been immunized against the yellow fever at least ten days prior to their visit to the Institute will be granted access to the Park.

    Opening hours have remained unchanged: Tuesday to Friday, from 9:30 AM to 4:30 PM; weekends and holidays, from 9:30 AM to 5:30 AM. The (full price) admission fee is BRL 44 and tickets can be purchased at inhotim.org.br/visite/ingresso.

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    16 de janeiro de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 4 min

    Um encontro marcado entre quem faz o Inhotim acontecer

    Um encontro marcado entre quem faz o Inhotim acontecer

    Três vezes por semana, funcionários e funcionárias do Inhotim se reúnem em lugares variados do Instituto com um único objetivo: conhecer melhor o espaço onde trabalham, sentindo-se à vontade para desfrutar de todas as possibilidades por aqui. Desde 2009, o projeto Encontro Marcado busca a integração entre as diferentes áreas e a democratização do acesso aos acervos botânico, artístico e histórico-cultural do Inhotim. Os encontros são realizados ao longo de todo o ano, com carga horária de 2 horas cada, e são desenvolvidos pela Gerência de Educação.

    As reuniões possuem um caráter de “formação temática”, e quem quiser participar se inscreve autonomamente em uma coletânea de encontros propostos pela equipe educativa. A disponibilidade de cada pessoa é conversada com a gerência das equipes, e os participantes e as participantes podem se inscrever em quantos encontros quiserem. Esses momentos são construídos através de ações teórico-práticas e, em sua maioria, resultam em uma produção plástica feita por quem participa. Até o próximo sábado, dia 20 de janeiro, uma mostra dos trabalhos desenvolvidos durante os Encontros Marcados de 2017 está em exibição na Biblioteca Inhotim.

    Essa ideia de integração surgiu a partir da iniciativa de duas funcionárias da Biblioteca Inhotim. Estas, ao serem abordadas por um jardineiro do Instituto, foram questionadas se ele poderia entrar para ler um livro. A pergunta evidenciou uma necessidade em fazer com que as próprias pessoas que trabalham no Parque conheçam o lugar, tendo dimensão de todas as áreas e se sentindo livres para usar os espaços.

    Após o episódio, algumas ações foram elaboradas para serem desenvolvidas ao longo do ano, incentivando esse sentimento de pertencimento entre funcionários e funcionárias e o Inhotim. Uma vez por mês, um encontro era marcado (deu-se a origem do nome) em locais específicos, tais como: biblioteca, galerias de arte e jardins do Inhotim, apresentando a quem se inscrevesse um universo de informações e possibilidades às quais essas pessoas não tinham acesso. Inicialmente, somente a equipe de jardineiros e jardineiras era contemplada com as ações do projeto, porém logo se percebeu o impacto positivo gerado no cotidiano dos funcionários, entendendo-se, portanto, a importância do alcance de todas as equipes das áreas de atendimento ao público e manutenção do Museu. Hoje em dia, as inscrições são abertas para todos os interessados e interessadas e os encontros têm ocorrência semanal.

    Durante um dos encontros, participantes aprenderam a fazer monotipia.

    Durante um dos encontros, participantes aprenderam a fazer monotipia.

    Ouvir, ao final de cada atividade, o depoimento emocionado por parte de funcionários que trabalham no Instituto há mais de três anos e que nunca haviam entrado em determinada galeria, na biblioteca ou simplesmente passado por um dos jardins traz a motivação e o desejo para a realização permanente desse projeto. O Encontro Marcado se consolidou como um espaço de socialização entre as equipes do Instituto, permitindo o exercício do respeito, diálogo, cooperação e abertura para o outro, além de estimular a colaboração entre áreas do Inhotim.

    *Esse texto foi escrito por William Costa, educador do projeto Encontro Marcado.

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    05 de janeiro de 2018

    Redação Inhotim


    Leitura: 1 min

    Nota para a imprensa

    O Inhotim comunica que não foi identificado nenhum caso de febre amarela no Instituto e que está tomando todas as medidas preventivas necessárias para combater a doença. Desde meados do ano passado, quando foram registrados os primeiros casos em Minas Gerais, o Inhotim está atento e vem adotando uma série de ações.

    Em parceria com a Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária de Brumadinho, o Instituto realizou campanha de vacinação e divulgação de informações para funcionários. Além disso, o Instituto tem uma equipe que faz o monitoramento diário de animais. Até o momento, não foi identificado nenhum caso de contaminação. Também não foi identificado no Museu nenhum mosquito transmissor pela equipe de zoonose de Brumadinho. Nos próximos dias, o Inhotim disponibilizará repelente para os visitantes.

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