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  • 17 de janeiro de 2014

    Redação Inhotim


    artebotânicaeducaçãoprogramação culturaltamboril

    Leitura: 6 min

    Meu dia no Inhotim

    Meu dia no Inhotim

    Quando eu fiquei sabendo que vinha no Inhotim já fiquei animado. Nem sabia direito o que era não, mas o Vitor falou que era super legal e tinha muito espaço para brincar. O Vitor já veio aqui uma vez.  Eu e o Artur nunca. Bom, logo que a gente chegou no estacionamento e veio andando para entrar no parque, eu já fiquei animado com aquele caminho gigante, coberto de árvores. Quando o moço colocou o adesivo de visitante na nossa blusa, ficamos sabendo que tinha umas brincadeiras especiais para as crianças durante o dia. Quando chegamos lá, disseram que teria um caça ao tesouro. Então eles dividiram as crianças. Os meninos pequenininhos foram pra um lado para fazer outras brincadeiras, e nós, maiores, reunimos para começar o caça ao tesouro.

    Eram dois times, cada um tinha que achar todas as pistas pra descobrir qual era a surpresa que tinha no final. Os monitores iam ajudando a gente a resolver as charadas.  Começamos a correr para achar as pistas bem rápido. Foram cinco pistas. Elas tinham bilhetes que falavam como achar o tal tesouro. Cada uma dizia pra gente ir pro norte, nordeste, noroeste…todos os caminhos. Das cinco eu achei três sozinho. Fui bem esperto. Estavam no meio do mato, amarradas nas plantas. Era só ir passando a mão e olhar bem que você achava. Algumas pistas deram muito cansaço, porque a gente tinha que correr e procurar muito. Depois que descobrimos tudo, viemos buscar o tesouro, que eram sementes da árvore Tamboril, essa grandona aqui atrás.

    Depois de tudo isso, fomos visitar o parque todo. Não sabia direito o que eu ia encontrar. Quando eu cheguei, imaginei que ia ver arte, animais, várias árvores que eu nunca conheci. O Artur queria mesmo é conhecer o Saci e a história dele. Disseram pra ele que aqui ele ia ver aqui. Ah, o Vitor disse também que tinha uma árvore aqui que anda a cada mês que passa. Eu não acredito muito. Se ela saísse andando eu ia assustar muito. Mas uma coisa que a gente fez foi andar. Andamos, andamos, andamos…minha perna até doeu no final.

    Meu dia no Inhotim - Colônia de férias Artur (6), Vitor (10) e Eduardo (10) aproveitaram o dia de visita no Inhotim Foto: Rossana Magri

     

     

    De tudo o que eu gostei mais foi da Cosmococa. A gente entrou lá e tinha cinco salas: uma de balão, uma de espuma, outra de piscina, uma com algumas redes e uma que passa uns filmes. A gente até nadou na piscina. Eu e o Artur nadamos de bermuda. Como o Vitor já veio aqui e sabia que tinha piscina, ele nadou de sunga. Além disso, a gente andou por um tanto de lugar legal e vimos um bocado de flor diferente, tipo cactos e calda de peixe.  Passamos em uma sala que o chão é cheio de caco de vidro, fomos a outra sala toda escura, vimos a bola de choque também. Fiquei morrendo de medo da água cair em mim e eu tomar um choque!

    Mas eu achei uma coisa muito estranha: a água das lagoas é verde! Como que eles fazem pra deixar a água daquele jeito? Outra coisa: naquela sala azul, de azulejos, que a parede foi pintada de órgãos humanos por dentro, como eles fizeram aquilo? E a piscina rasa que fica na entrada desse prédio, pode entrar ou é proibido? Outra coisa diferente que eu vi foi uma escultura de um homem emendado no outro. Achei meio louco e até tiramos fotos tentando imitar eles.

    No final, até vimos a casa do Saci, mas não conseguimos ver ele como o Artur queria. A gente não tinha os materiais que precisavam para fazer ele aparecer, e as monitoras não estavam na hora para ajudar. Mas eu achei o Inhotim muito bonito. As artes, o ambiente, tudo foi feito com muito cuidado, né?  No começo eu estranhei, porque eu nunca tinha visto um lugar grande assim. Mas agora que eu sei como é, e quero voltar.  Eu ainda não consegui ver tudo, como por exemplo, uma sala que é toda vermelha. Gostei muito!

    Depoimento de Eduardo Soares , 10 anos, sobre o seu dia de visita no Inhotim

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    16 de janeiro de 2014

    Redação Inhotim


    música

    Leitura: 7 min

    Quando a arte inspira a arte

    Quando a arte inspira a arte

    Uma visita ao Inhotim que se transformou em música. Foi assim: no final de 2012, o cantor e compositor paulistano Marcelo Jeneci passou uma temporada em Brumadinho/MG para conhecer o Instituto. Adorou. “Achei inacreditável ter no Brasil um lugar tão rico e bem construído, com uma proposta clara, com tanta beleza. É um convite a enxergar o universo de uma forma diferente”, define. A experiência rendeu frutos para as composições do artista. Em seu novo álbum, “De Graça”, lançado em outubro de 2013, ele apresenta a canção “Pra Gente se Desprender”, inspirada pela obra Forty part motet, 2001, da canadense Janet Cardiff, exposta em uma das salas da Galeria Praça, no Inhotim. Confira, a seguir, nossa conversa com Marcelo, parte de uma nova frota de artistas que têm colorido a cena musical.

    Blog do Inhotim – Marcelo, como aconteceu essa história com a obra da Janet Cardiff?

    Marcelo Jeneci – Fui para Brumadinho e fiquei cinco dias na cidade para conhecer o Inhotim. Achei o máximo a obra da Janet Cardiff com o coral [referindo-se a Forty part motet, 2001]. Escutar aquilo 360 graus, como a gente ouve os ruídos do dia a dia… Essa música litúrgica e barroca tem a ver com um pedaço da minha vida, da infância. Despertou uma memória afetiva primitiva em mim, de quando ia à igreja. Ali pensei: “puxa, tenho que trazer um coral litúrgico que passe a emoção que estou sentindo aqui para o disco”.

    BI – Foi daí que surgiu “Pra Gente se Desprender”?

    MJ – Isso. Criei o tema instrumental do final da música pensando nessa sensação que tive na instalação em Inhotim. Queria fazer as pessoas sentirem o que eu senti lá. De fato, essa experiência interferiu na música. Curiosamente, desde que as resenhas do “De Graça” começaram a sair, ela é a que mais aparece como predileta! Teve uma aceitação diferenciada em relação às outras, sempre ganha um lugar especial nos textos que falam do disco.

    BI – Essa foi sua primeira visita ao parque?

    MJ – Não, já havia tocado com o Arnaldo Antunes lá uma vez. Acho que todos os brasileiros devem conhecer esse lugar, é uma maravilha, uma experiência única que influencia as pessoas. É muito falado, mas, como o País é tão imenso, em alguns lugares às vezes as pessoas ainda não o conhecem. Por onde vou, falo que todo mundo deve ir.

    BI – Em meio a essa produção tão variada que a gente vê hoje em dia, como você se percebe como artista?

    MJ – Acho que arte é afirmação da vida. Como artista, sinto que no meu dia a dia acontece uma troca. É como se as casualidades da vida, a maneira como fui criado e como a música se apresentou para mim tenham me treinado para ser capaz de sintetizar e compartilhar alguns dos meus pontos de vista, sensações em relação ao mundo, dores e alegrias. É tipo o trabalho de quem escreve uma carta: minha sensação é de que devolvo às pessoas uma resposta sobre alguns assuntos. Estamos vivendo um momento muito rico na arte, na música, na história da humanidade.

    BI – Você já disse que quando faz música, tem a intenção de melhorar a vida das pessoas desde o primeiro acorde. Como você vê essa relação entre arte e vida?

    MJ – Tento disseminar um recado positivo, uma visão positiva, incentivar que um sonho dê sempre lugar para outro. Sublinho o lado bom, que é de graça, que é para todos. Às vezes, diante da crueldade da natureza da vida, a gente fica muito distante desse outro ponto de vista. Esse traço presente na estrutura do meu trabalho vem de casa, da combinação dos meus pais, um nordestino e uma paulistana, na periferia de São Paulo. São muito sorridentes, veem a vida muito bonita. Cresci assim, tendo consciência disso e tem momento que essa postura cabe. Uma das coisas mais interessantes da vida é a soma, o que se conversa, se aprende, se ensina… A amizade, o homem, a mulher, o sexo, o que é intrínseco aos nossos instintos. Essa relação entre os seres humanos é muito importante e é fundamental que se fale dela.

    BI – Como está sendo a repercussão do “De Graça”, seu novo trabalho?

    MJ – Sinto que o lançamento está começando a acontecer. Ainda não acelerou tudo, mas tenho recebido feedbacks muito positivos. Do primeiro para o segundo disco tem uma diferença. Esse tem uma proposta mais radical, lisérgica, que não havia antes. Tem mais dor, mais grito, mais “porrada”, e isso está sendo bem aceito, mesmo pelas pessoas que se aproximaram mais da sonoridade do anterior. Ainda assim, são canções que tocam o coração. Já em mim, a diferença é que, nesse, tenho uma sensação de encontro comigo mesmo muito clara e daí pouco importa a opinião do outro. Foi uma catarse, um transe que me curou, me fez um bem horrível (risos). Por tudo isso, qualquer frustração que vier não fica tão pesada. Esse encontro comigo mesmo me emociona.

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    30 de dezembro de 2013

    Redação Inhotim


    botânicadesignloja inhotim

    Leitura: 3 min

    Boas lembranças

    Boas lembranças

    Quem adora passear por lojinhas de museus não pode deixar de visitar dois espaços muito especiais do Inhotim, repletos de lembranças da visita no parque. Inaugurada em 2007, a loja design do Instituto tem um mix variado de produtos, entre livros, DVDs, peças decorativas, brinquedos sustentáveis, acessórios e a linha institucional do Inhotim, que acaba de sair do forno. Ainda não conhece? São livros de anotações, lápis, canecas, camisetas, ecobags, bolsas, entre outros, com preços para todos os bolsos. Para deixar os itens ainda mais charmosos, a marca do Inhotim foi transformada em uma estampa tipográfica, que aparece nas cores azul cobalto, vermelha, verde e preta.

    Já o espaço dedicado à botânica disponibiliza para venda espécies do acervo de plantas do Instituto, ferramentas para jardinagem, objetos de decoração, além de utensílios em cerâmica. O mais legal é que quem curte plantas pode levar para casa as variedades cultivadas dentro do parque já plantadas em vasos cerâmicos feitos pelas mãos de moradores de Brumadinho e região, que iniciaram nesse ofício por meio de um projeto do Instituto voltado à comunidade. Vale lembrar que a venda de produtos é uma das formas de sustentabilidade da instituição, já que é fonte de renda para que possa se manter e continuar recebendo visitantes de todo o mundo.

    Lojas do Inhotim vendem acessórios exclusivosLojas do Inhotim oferecem produtos que carregam o DNA do Instituto Foto: Ricardo Mallaco

    A perfeita sintonia entre a essência do parque e as lojas Inhotim lhes garantiu um lugar na lista do site Blouin Artinfo, que elegeu as mais bacanas do mundo no segmento.

    Para saber

    Lojas Inhotim – design e botânica

    Onde fica? Rua B, 20 – Brumadinho/MG

    Quando funciona? De terça a sexta-feira, de 09h30 às 16h30. Sábados, domingos e feriados, de 09h30 às 18h30

    Como pagar? Dinheiro, cheque e todos os cartões de crédito e débito

    Alguma dúvida? Ligue para (31) 3571-9848

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    23 de dezembro de 2013

    Redação Inhotim


    brumadinhomúsica

    Leitura: 2 min

    Entre as mais pedidas

    Entre as mais pedidas

    Na diversidade de ritmos que hoje fazem a cabeça da juventude, a música clássica vem conquistando lugar de destaque entre jovens de Brumadinho, Mário Campos e Bonfim. As melodias de Beethoven, Mozart e outros importantes compositores clássicos já disputam espaço nas playlists dessa garotada. São integrantes da Escola de Cordas Inhotim, que descobriram obras e sons até então desconhecidos.

    Depois de um ano e meio de aulas práticas e teóricas já dá para perceber em cada nota tocada nos violoncelos, violinos, violas e contrabaixos, a afinidade dos jovens músicos com seus instrumentos, que hoje são motivo de mudanças e sonhos.

    Morador da região do Tejuco, em Brumadinho, Tainã Jorge viu na Escola de Cordas a grande oportunidade de se tornar um músico. “Sempre tive muita vontade de aprender música, mas nunca tive oportunidade”. Hoje, Tainã concilia as atividades da orquestra com a profissão de técnico em enfermagem. “Vejo as pessoas se emocionarem com a música que eu apresento. Isso me faz muito feliz” comemora. 

    Tainã Jorge, aluno da Escola de CordasTainã Jorge viu na Escola de Cordas a oportunidade de se tornar um músico Foto: Rossana Magri

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    20 de dezembro de 2013

    Redação Inhotim


    arteBabette Mangolteinauguração

    Leitura: 2 min

    Números em palavras

    2013 marca a maior troca de acervo artístico do Inhotim, que totaliza agora 170 obras em exibição. Em outros números, foram 86 novas obras de 18 artistas de 9 nacionalidades diferentes. Pela primeira vez, as galerias temporárias Mata, Praça, Lago e Fonte tiveram seus espaços renovados em um mesmo ano. Outra novidade foi a inauguração de exposições temáticas como “amor lugar comum”, de Luiz Zerbini, “Mineiriana”, de Juan Araujo e “Babette Mangolte”, da própria artista. A natureza morta foi outro tema que recebeu grande destaque, ocupando uma galeria inteira. Ao todo, 13 nomes, como Rivane Neuenschwander, Sara Ramo e Tacita Dean, exibem mais de 40 obras na Galeria Fonte.

    Ninguém melhor que os próprios curadores do Inhotim para traduzir esses números em palavras. Assista ao vídeo!

     

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