Buenos Aires, Argentina, 1963; vive em Buenos Aires
Fuegos de artificio, 2002
Pregos de aço e luminárias
Situações e objetos extraídos do cotidiano são matérias-primas para a obra de Jorge Macchi, um artista que vem expondo seus desenhos, colagens, instalações e vídeos internacionalmente desde o início dos anos 1990. O artista já se utilizou de mapas, partituras musicais, notícias e páginas de jornal, apropriando-se deles e delicadamente manipulando-os, em operações cuja simplicidade é evidente. Macchi traduz, assim, sentimentos e inquietações contemporâneas. Ao reapresentar elementos triviais, ao recontar histórias quase invisíveis por sua banalidade, o artista faz despertar uma nova perspectiva de enfrentamento com o cotidiano, transformando também o entendimento dessas situações corriqueiras e aproximando-as de uma espécie de ficção. Fuegos de artificio [Fogos de artifício, 2002] anuncia aquilo que está representado nas paredes: uma explosão pirotécnica que se utiliza de pregos, de luz e de sombra. O que seria o estouro da efemeridade, neste trabalho são permanência e imobilidade, como uma negativa ao próprio fenômeno que está reproduzido. A matéria fugaz dos fogos de artifício é congelada em pregos de aço, enquanto o movimento da luz e das cores é paralisado pelas sombras. Nesta obra, Macchi transforma a ilusão em presença, promovendo uma permutação, algo violenta, algo divertida, entre fato e fantasia.
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